Leia o caso a seguir. Paciente do sexo masculino, 65 anos, ...

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Q3878561 Fisioterapia
Leia o caso a seguir.

Paciente do sexo masculino, 65 anos, com câncer de pulmão avançado (estágio IV) com metástases ósseas e hepáticas, está em cuidados paliativos exclusivos. Apresenta dispneia em repouso, dor moderada controlada com opioides, fadiga intensa, caquexia e declínio funcional progressivo (Karnofsky 40%). A família questiona sobre o papel da fisioterapia nessa fase.

Considerando os princípios da fisioterapia em cuidados paliativos oncológicos, a conduta indicada é:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Em cuidados paliativos exclusivos, a fisioterapia não é suspensa por inutilidade nem direcionada à reabilitação intensiva ou suporte invasivo automático. No caso, câncer avançado com metástases, dispneia em repouso, fadiga intensa, caquexia e Karnofsky 40% indicam baixa reserva funcional e exigem conduta proporcional, voltada a controle de sintomas, conforto, mobilidade possível e apoio aos cuidadores, o que corresponde à alternativa B.

Tema central: Fisioterapia paliativa oncológica
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque cuidados paliativos não significam ausência de tratamento. A fisioterapia mantém benefício clínico mesmo sem perspectiva de reabilitação plena, atuando em dispneia, posicionamento, mobilidade assistida, conforto e orientação aos cuidadores. Suspender a fisioterapia por suposta inutilidade contraria o objetivo assistencial dessa fase.
B
Certa
A alternativa B está correta porque descreve a finalidade da fisioterapia nesse cenário: conforto respiratório, posicionamento funcional, mobilização assistida conforme tolerância e orientação aos familiares. Em cuidados paliativos exclusivos, a meta não é reversão do quadro terminal nem recuperação funcional ampla, mas controle de sintomas, prevenção de sofrimento adicional e manutenção da funcionalidade possível dentro da baixa reserva funcional indicada pelo Karnofsky de 40%.
C
Errada
Está errada porque propõe reabilitação intensiva com meta de recuperar capacidade funcional e reverter caquexia em um paciente com doença avançada, dispneia em repouso, fadiga intensa, caquexia e Karnofsky 40%, quadro que traduz baixa reserva funcional e dependência importante. Além disso, a caquexia neoplásica não é revertida por exercício resistido isoladamente; nesse contexto, uma proposta intensiva pode aumentar exaustão e desconforto.
D
Errada
Está errada porque dispneia em repouso não determina automaticamente UTI, ventilação invasiva e monitorização contínua em paciente já definido como em cuidados paliativos exclusivos. Medidas invasivas exigem indicação clínica específica e compatibilidade com os objetivos de cuidado, o que não foi apresentado. No caso, a prioridade descrita pela base é manejo sintomático e conforto, não escalonamento invasivo automático.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre cuidados paliativos exclusivos e suspensão de intervenções ativas, além da falsa ideia de que fisioterapia só teria valor se pudesse restaurar função plenamente.
Dica para questões semelhantes
  • Em cuidados paliativos, primeiro identifique se a meta é cura/reabilitação restauradora ou conforto e controle de sintomas.
  • Karnofsky baixo e sintomas intensos afastam programas intensivos com meta de recuperação global e favorecem condutas proporcionais à tolerância.
  • Na fisioterapia paliativa, pense em conforto respiratório, posicionamento, mobilização assistida, conservação funcional possível e orientação à família.
  • Não trate dispneia em repouso como indicação automática de conduta invasiva sem considerar o plano paliativo e a indicação clínica específica.

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