Leia o caso seguir. Paciente do sexo masculino, 50 anos, co...

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Q3878569 Fisioterapia
Leia o caso seguir.

Paciente do sexo masculino, 50 anos, com diagnóstico de diabetes mellitus tipo 2 há 12 anos, em uso irregular de medicação, apresenta hemoglobina glicada de 9,2%. A avaliação fisioterapêutica revela neuropatia periférica com perda de sensibilidade protetora plantar (monofilamento 10g negativo em múltiplos pontos), diminuição dos reflexos aquileus bilateralmente, marcha com base alargada e histórico de úlcera plantar cicatrizada em hálux direito.

A conduta fisioterapêutica indicada para esse paciente é
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O caso mostra pé diabético neuropático de alto risco: perda de sensibilidade protetora ao monofilamento 10 g e antecedente de úlcera plantar cicatrizada indicam maior risco de nova ulceração por trauma não percebido. Por isso, a conduta deve priorizar proteção dos pés, cuidados preventivos, calçados adequados e treino funcional seguro, e não estímulos plantares agressivos.

Tema central: Pé diabético neuropático
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A reúne a conduta compatível com neuropatia periférica diabética com alto risco de ulceração: orientar cuidados preventivos com os pés e o uso de calçados adequados reduz trauma plantar em um paciente com perda de sensibilidade protetora e úlcera prévia; exercícios de equilíbrio e propriocepção são coerentes com a marcha de base alargada e o déficit sensório-motor distal; fortalecimento de membros inferiores ajuda no controle postural e na função. O foco é proteger o pé insensível e melhorar a estabilidade sem expor a planta a agressões.
B
Errada
Está errada porque massoterapia profunda na região plantar não é conduta indicada para regenerar fibras nervosas sensitivas na neuropatia diabética. Além de não haver base para esse objetivo, a pressão profunda sobre uma planta com sensibilidade reduzida e antecedente de úlcera pode gerar microtrauma tecidual em área de alto risco.
C
Errada
Está errada porque caminhar descalço em superfícies irregulares contradiz o princípio central do manejo do pé neuropático: proteção plantar. Com perda de sensibilidade protetora, o paciente pode não perceber atrito, pressão, cortes ou bolhas, aumentando o risco de nova ulceração. A estimulação proprioceptiva, nesse contexto, é mecanicamente insegura.
D
Errada
Está errada porque, embora exercício resistido possa ser útil, a proposta de alta intensidade associada a calçados abertos é inadequada para pé neuropático com úlcera prévia. O erro decisivo é retirar a proteção mecânica do pé: calçados abertos não protegem contra pressão focal, atrito e trauma externo.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre estimular propriocepção e proteger o pé neuropático. No pé com perda de sensibilidade protetora e úlcera prévia, qualquer proposta de estímulo plantar agressivo, andar descalço ou usar calçado aberto é inadequada.
Dica para questões semelhantes
  • Se houver perda de sensibilidade protetora ao monofilamento e úlcera prévia, pense em prevenção secundária de nova ulceração como prioridade.
  • Em neuropatia diabética, treino de equilíbrio e fortalecimento são compatíveis com reabilitação funcional, desde que o pé esteja protegido.
  • Elimine alternativas que exponham a planta do pé a pressão, atrito, massagem vigorosa, caminhada descalça ou calçado sem proteção.
  • Não aceite como correta conduta que prometa regeneração sensitiva por estímulo local sem base técnica.

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