Leia o caso a seguir. Paciente do sexo masculino, 58 anos, ...

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Q3878572 Fisioterapia
Leia o caso a seguir.

Paciente do sexo masculino, 58 anos, com diagnóstico de osteossarcoma de tíbia proximal direita, foi submetido à amputação transfemoral devido à impossibilidade de cirurgia de preservação do membro. No 15º dia pós-operatório, apresenta edema residual no coto, ferida cicatrizada e boa evolução clínica. A equipe planeja o processo de reabilitação visando protetização.

As deformidades articulares que devem ser prevenidas no coto de amputação transfemoral e os recursos fisioterapêuticos indicados são, respectivamente,
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O ponto central é o padrão biomecânico clássico após amputação transfemoral: tendência a contraturas em flexão, abdução e rotação externa do quadril. Como o caso está no período pré-protético, a prevenção deve focar esse padrão com posicionamento adequado, alongamentos e fortalecimento de extensores e adutores, o que torna a alternativa D a correta.

Tema central: Contraturas no coto transfemoral
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque descreve como deformidades a prevenir um padrão oposto ao habitual do amputado transfemoral. O problema clássico não é extensão, adução e rotação interna, mas sim flexão, abdução e rotação externa do quadril. Além disso, indicar mobilização passiva em flexão e abdução é tecnicamente inadequado, porque conduz o quadril justamente para o padrão de contratura que deve ser evitado.
B
Errada
Está errada porque transfemoral significa ausência dos segmentos distais que incluem joelho e tornozelo como articulações do membro amputado; por isso, flexão de joelho e dorsiflexão de tornozelo não são as deformidades-alvo desse coto. A proposta de imobilização em extensão até consolidação óssea completa também não corresponde ao foco do período pré-protético, que exige manejo funcional com preservação de alinhamento, amplitude e força.
C
Errada
Está errada porque mistura um componente que pode integrar o padrão deformante do quadril, a rotação lateral, com um achado incompatível com amputação transfemoral, o varo de joelho. Essa referência ao joelho invalida a alternativa, já que o controle biomecânico prioritário nesse nível de amputação é do quadril. Além disso, a base não sustenta órtese rígida em posição neutra durante todo o período pré-protético como medida central em lugar de posicionamento, alongamento e fortalecimento.
D
Certa
A alternativa D coincide com o padrão de deformidade que deve ser prevenido no amputado transfemoral: flexão, abdução e rotação externa de quadril. Também traz os recursos fisioterapêuticos compatíveis com o objetivo do período pré-protético, que é preparar o paciente para a protetização preservando alinhamento, amplitude funcional e controle muscular. Posicionamento adequado e alongamentos reduzem o risco de encurtamentos, e o fortalecimento de extensores e adutores atua contra as tendências à flexão e à abdução, favorecendo melhor alinhamento do coto.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre níveis de amputação: inseriu deformidades de joelho e tornozelo, que não são o foco da amputação transfemoral, e também testou se o candidato reconhecia que mobilizar em flexão e abdução piora o padrão deformante em vez de preveni-lo.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro identifique o nível da amputação; na transfemoral, o foco preventivo principal é o quadril.
  • Memorize o padrão deformante clássico do coto transfemoral: flexão, abdução e rotação externa.
  • No período pré-protético, procure condutas que evitem posições viciosas e favoreçam alinhamento, amplitude funcional e força.
  • Desconfie de alternativas que proponham mobilização ou posicionamento na mesma direção da contratura que deve ser prevenida.

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