Leia o caso a seguir. Paciente do sexo feminino, 44 anos, c...

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Q3878573 Fisioterapia
Leia o caso a seguir.

Paciente do sexo feminino, 44 anos, com leucemia mieloide aguda, foi submetida à transplante de células-tronco hematopoiéticas (TCTH) alogênico há 20 dias. Encontra-se em isolamento protetor devido à imunossupressão, apresenta fadiga intensa, fraqueza muscular global e descondicionamento físico. A equipe de fisioterapia é solicitada para elaborar plano de reabilitação.

Considerando o contexto do pós-transplante de célulastronco hematopoiéticas, a conduta fisioterapêutica indicada é 
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: No pós-TCTH alogênico, com fadiga intensa, fraqueza muscular global e descondicionamento físico, a conduta indicada é reabilitação motora supervisionada, com exercícios aeróbicos e resistidos de baixa intensidade, progressivos conforme tolerância. A imunossupressão e o isolamento protetor exigem precauções, mas não impõem repouso absoluto nem contraindicam, por si só, exercícios motores.

Tema central: Reabilitação no pós-TCTH
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque confunde isolamento protetor com indicação de repouso absoluto. A prevenção de infecção nesse contexto depende de medidas de isolamento e controle ambiental, não da suspensão sistemática de mobilização e exercício. Além disso, repouso no leito agrava atrofia muscular, intolerância ao esforço e perda funcional.
B
Errada
Está errada porque alta intensidade é incompatível com o estado clínico descrito: 20 dias pós-TCTH, fadiga intensa, fraqueza global e descondicionamento. O critério aqui é tolerância clínica e progressão gradual; exercício resistido de alta intensidade aumenta risco de intolerância e exaustão.
C
Errada
Está errada porque restringe indevidamente a fisioterapia ao componente respiratório quando o déficit predominante é motor-funcional. Fraqueza muscular global e descondicionamento exigem reabilitação global. Além disso, imunossupressão isoladamente não é contraindicação universal a exercícios motores supervisionados.
D
Certa
A alternativa D é a única que atende ao problema funcional descrito: descondicionamento, fraqueza e fadiga após TCTH. A inatividade prolongada piora a perda de força, a capacidade funcional e a tolerância ao esforço, enquanto o exercício terapêutico de baixa intensidade, supervisionado e individualizado, é a estratégia adequada na ausência de contraindicação clínica específica. A progressão conforme tolerância é compatível com a baixa reserva funcional do período precoce pós-transplante.
Pegadinha da questão
A banca explora a falsa associação entre imunossupressão/isolamento protetor e proibição de exercício motor, levando o candidato a escolher repouso absoluto ou restringir a atuação à fisioterapia respiratória.
Dica para questões semelhantes
  • Em pós-TCTH com fadiga, fraqueza e descondicionamento, pense em reabilitação motora supervisionada, não em imobilidade automática.
  • Isolamento protetor exige precaução ambiental e monitorização, mas não equivale, por si só, a contraindicação ao exercício.
  • No período precoce e com baixa reserva funcional, a intensidade inicial deve ser baixa, com progressão conforme tolerância clínica.
  • Se o enunciado destaca fraqueza global e perda funcional, limitar a conduta à fisioterapia respiratória não resolve o problema central.

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