Questões de Concurso Para iamspe

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Q3792398 Medicina
Primigesta de 24 anos, 40 semanas e 2 dias de gestação, em trabalho de parto há 14 horas, encontra-se em segundo período (período expulsivo) há 2 horas e 30 minutos. Pré-natal sem intercorrências, 10 consultas realizadas, todos os exames normais, sorologias negativas, grupo sanguíneo O positivo, cultura para Streptococcus agalactiae negativa. Nega comorbidades. Gestação espontânea, desejada. Peso pré-gestacional: 62 kg, peso atual: 78 kg (ganho de 16 kg). Admitida em trabalho de parto ativo (6 cm de dilatação) há 8 horas. Recebeu analgesia de parto (peridural) há 6 horas com boa analgesia. Bolsa rota há 10 horas (rotura espontânea), líquido claro. Ao exame obstétrico atual: paciente cansada, sonolenta entre as contrações, cooperativa mas com puxos ineficazes. PA: 125/78 mmHg, FC: 88 bpm, Tax: 37,1 °C. AU: 38 cm.

Toque vaginal:
•Dilatação: completa (10 cm)
•Apresentação: cefálica
•Variedade de posição: occipito-púbica (OP - occipício anterior)
•Plano de De Lee: +3 (cabeça no assoalho pélvico)
•Bolsa rota (líquido claro)
•Não há circular de cordão palpável
•Bossa serossanguínea pequena (edema fisiológico do couro cabeludo)
•Pelve: sem estreitamentos evidentes, diâmetros adequados 
Dinâmica uterina: Contrações irregulares, 2-3/10 minutos, intensidade variável. Paciente com puxos fracos e descoordenados, refere exaustão. 

Cardiotocografia: BCF basal: 155-160 bpm (taquicardia leve). Variabilidade: mínima (< 5 bpm). Desacelerações tardias em 3 das últimas 5 contrações (nadir 110-120 bpm, recuperação lenta). Padrão categoria II tendendo a III (não tranquilizador).

Considerando o quadro clínico de período expulsivo prolongado com padrão de frequência cardíaca fetal não tranquilizador, qual a melhor conduta?
Alternativas
Q3792397 Medicina
Mulher de 31 anos procura o pronto-socorro ginecológico com queixa de atraso menstrual de 6 semanas, associado a sangramento vaginal discreto de cor vermelho-escuro há 3 dias e dor em baixo ventre à esquerda de intensidade leve a moderada, tipo "fisgada", com piora nas últimas 12 horas. Nega tonturas, síncope ou sangramento volumoso. Refere teste de gravidez de farmácia positivo há 1 semana. Última menstruação há 45 dias (DUM confiável, ciclos regulares de 28-30 dias). G2P0A1: gestação anterior há 3 anos resultou em aborto espontâneo com 8 semanas, tratado com curetagem uterina sem intercorrências. Antecedente de salpingite tratada há 5 anos (internação hospitalar, antibioticoterapia EV por 7 dias). Nega DIU atual ou prévio. Parceiro fixo há 2 anos. Nega alergias medicamentosas conhecidas. Ao exame físico: paciente em regular estado geral, consciente, orientada, sem palidez significativa. PA: 115/70 mmHg, FC: 82 bpm, Tax: 36,5 °C. Abdome: plano, ruídos hidroaéreos presentes, levemente doloroso à palpação profunda em fossa ilíaca esquerda, sem sinais de irritação peritoneal (Blumberg negativo), sem massas palpáveis. Exame especular: sangramento vaginal discreto em pequena quantidade, vermelho-escuro, sem coágulos, colo fechado. Toque vaginal: útero de volume normal, amolecido, colo fechado, anexo esquerdo discretamente doloroso à mobilização, sem massas palpáveis definidas, fundo de saco posterior livre (sem abaulamento ou dor intensa). 

Exames laboratoriais: β-hCG quantitativo: 2.850 mUI/mL Hemograma: Hb 12,8 g/dL, Ht 38%, leucócitos 8.200/mm³, plaquetas 268.000/mm³ Tipagem sanguínea: A negativo Progesterona sérica: 8,2 ng/mL

Ultrassonografia transvaginal: Útero: volume normal (60 cm³), endométrio espessado (12 mm, trilaminar), cavidade uterina vazia, sem saco gestacional intrauterino visível Anexo direito: ovário direito normal (8 cm³), sem massas. Anexo esquerdo: imagem anecoica arredondada para-anexial esquerda medindo 2,8 x 2,2 cm, com halo hiperêmico ao Doppler colorido, sem embrião visível no interior (compatível com saco gestacional extra-uterino). Líquido livre na cavidade pélvica: ausente Fundo de saco de Douglas: livre.

Considerando o diagnóstico de gravidez ectópica íntegra e as opções terapêuticas disponíveis, qual a melhor conduta?
Alternativas
Q3792396 Medicina
Gestante de 29 anos, G2P1, com 39 semanas e 3 dias de gestação pela DUM (confirmada por ultrassonografia do primeiro trimestre), procura o pronto-socorro obstétrico às 6 horas da manhã referindo perda súbita de líquido claro pela vagina há aproximadamente 8 horas (às 22 h da noite anterior), que ocorreu enquanto dormia. Relata que acordou com a cama molhada e o líquido continuou saindo em pequena quantidade ao longo da noite. Nega sangramento vaginal. Refere movimentação fetal preservada. Nega contrações uterinas regulares, apenas "endurecimento" abdominal esporádico e indolor. Pré-natal completo sem intercorrências, 9 consultas realizadas, todos os exames normais, sorologias negativas, grupo sanguíneo B positivo. Cultura para Streptococcus agalactiae (GBS) realizada com 36 semanas: positiva. Gestação anterior há 4 anos: parto vaginal a termo, RN 3.400g, sem complicações. Nega alergias medicamentosas. Ao exame físico: paciente em bom estado geral, afebril. PA: 118/74 mmHg, FC: 78 bpm, Tax: 36,7 °C. AU: 36 cm, feto único em situação longitudinal, apresentação cefálica, dorso à direita. BCF: 138 bpm. Útero normotônico, sem contrações palpáveis no momento do exame.

Exame especular: Perda de líquido claro pelo orifício cervical externo, que se acentua com manobra de Valsalva. pH vaginal (teste com papel de nitrazina): positivo (azul - pH alcalino > 6,0). Teste de cristalização (esfregaço de fundo de saco vaginal em lâmina): positivo (padrão em "samambaia" ou "folha de samambaia"). Colo fechado ao exame visual, sem sangramento.

Toque vaginal: Colo posterior, 1 cm de dilatação, 30% de apagamento, consistência firme, apresentação cefálica móvel, plano -3 de De Lee. Confirma saída de líquido durante o exame.

Cardiotocografia: BCF basal 135-140 bpm, variabilidade moderada, 3 acelerações em 20 minutos, sem desacelerações. Sem contrações uterinas.

Ultrassonografia obstétrica: Feto único, apresentação cefálica, biometria compatível com 39 semanas, peso estimado 3.200g (percentil 50), índice de líquido amniótico: 4,8 cm (oligoidrâmnio moderado - normal: 8-24 cm), placenta grau II posterior, sem alterações.

Considerando o diagnóstico de rotura prematura de membranas a termo e as recomendações atuais, qual a conduta mais adequada?
Alternativas
Q3792395 Medicina
Gestante de 27 anos, G1P0, com 31 semanas e 2 dias de gestação pela DUM (confirmada por ultrassonografia do primeiro trimestre), dá entrada no pronto-socorro obstétrico com queixa de contrações uterinas regulares e dolorosas há 3 horas, associadas a dor lombar baixa. Nega sangramento vaginal, perda de líquido amniótico ou trauma. Movimentação fetal preservada. Pré-natal sem intercorrências, sorologias negativas, grupo sanguíneo O positivo. Nega tabagismo, etilismo ou uso de drogas. Sem comorbidades. Nega gestações ou partos anteriores. Nega infecção urinária recente. Ao exame físico: paciente lúcida, orientada, corada, hidratada. PA: 115/72 mmHg, FC: 84 bpm, Tax: 36,8 °C. AU: 29 cm, feto único em situação longitudinal, apresentação cefálica. BCF: 142 bpm. Contrações uterinas palpáveis: 4 contrações em 10 minutos, duração 35-40 segundos, boa intensidade. Ao toque vaginal: colo centralizado, 3 cm de dilatação, 60% de apagamento, consistência amolecida, bolsa das águas íntegra, apresentação cefálica móvel, plano -3 de De Lee. Exame especular: colo sem dilatação visível externamente, sem sangramento ativo, secreção vaginal fisiológica (sem sinais de vaginose/corioamnionite).

Cardiotocografia: BCF basal 140-145 bpm, variabilidade moderada, 2 acelerações em 20 minutos, sem desacelerações. Contrações regulares a cada 2-3 minutos.
Exames laboratoriais: Hemograma: Hb 12,1 g/dL, leucócitos 9.800/mm³ (sem desvio), plaquetas 245.000/mm³, PCR: 0,4 mg/dL (normal < 0,5 mg/dL), Urina I: normal, urocultura em andamento, Swab vaginal para Streptococcus agalactiae (GBS): resultado pendente.
Ultrassonografia obstétrica: Feto único, apresentação cefálica, biometria compatível com 31 semanas, peso estimado 1.650 g (percentil 45), líquido amniótico normal (ILA: 12 cm), placenta grau I anterior.

Considerando o diagnóstico de trabalho de parto prematuro e as recomendações atuais para manejo, qual a melhor conduta?
Alternativas
Q3792394 Medicina
Gestante de 25 anos, G2P1, com 32 semanas de gestação, comparece à consulta de pré-natal na Unidade Básica de Saúde. Pré-natal iniciado tardiamente no segundo trimestre (primeira consulta com 18 semanas). Realizou exames de rotina naquela ocasião, que incluíam VDRL não reagente. Gestação atual sem intercorrências até o momento. Nega comorbidades. Primeira gestação há 3 anos: parto vaginal a termo, recém-nascido saudável. Parceiro fixo há 2 anos, nega novos parceiros sexuais. Nega lesões genitais atuais ou prévias, corrimento ou sintomas urinários. Nega uso de drogas injetáveis. Ao exame físico: PA: 110/70 mmHg, AU: 30 cm, BCF: 145 bpm, apresentação cefálica. Ausência de lesões cutâneas ou em mucosas. Orofaringe sem alterações. Ausência de linfadenopatia. Resultado dos exames de rotina realizados na consulta atual (32 semanas): hemograma, glicemia, urina I, urocultura: normais VDRL: 1:16 (reagente), teste treponêmico rápido: REAGENTE. 

Ultrassonografia obstétrica (32 semanas): feto único, biometria compatível com idade gestacional, líquido amniótico normal, placenta grau I posterior. Sem sinais sugestivos de sífilis congênita (hepatoesplenomegalia, ascite, hidropsia, espessamento placentário).

A paciente nega tratamento prévio para sífilis. Relata que o parceiro não realizou exames recentemente e não tem acompanhamento médico regular. Questiona sobre o tratamento e possíveis riscos para o bebê. Considerando o diagnóstico de sífilis materna e as recomendações para prevenção da sífilis congênita, qual a conduta mais adequada?
Alternativas
Q3792393 Medicina
Gestante de 32 anos, G1P0, com 31 semanas e 4 dias de gestação, é encaminhada do pré-natal de alto risco para avaliação em centro terciário devido à suspeita de restrição de crescimento intrauterino (CIUR). Relata pré-natal iniciado no primeiro trimestre, ultrassonografia inicial com idade gestacional confirmada. Nega comorbidades maternas. Não fuma, não usa drogas. História familiar: mãe hipertensa. Às 28 semanas, ultrassom morfológico evidenciou peso fetal estimado no percentil 8 (440 g abaixo do esperado) com relação céfalo-abdominal aumentada. Novo ultrassom com 30 semanas confirmou peso no percentil 5 com estagnação do crescimento. Paciente assintomática, nega sangramento, perda de líquido, contrações ou redução de movimentos fetais. Ao exame físico: PA: 125/78 mmHg, FC: 76 bpm, IMC: 21 kg/m². Altura uterina: 26 cm (abaixo do percentil 10 para idade gestacional). BCF: 148 bpm. Movimentação fetal presente. Exames laboratoriais maternos: hemograma, função renal, função hepática, proteinúria 24 h: todos normais. Sorologias (TORCHS): IgG positivo para toxoplasmose e rubéola, IgM negativo. CMV e sífilis: negativos. Ultrassonografia obstétrica (31 semanas e 4 dias):

•Biometria fetal: DBP: 74 mm (percentil 20), CC: 274 mm (percentil 15), CA: 228 mm (percentil 3), CF: 53 mm (percentil 8)
•Peso fetal estimado: 1.280 g (percentil 3 - abaixo de 2 desvios-padrão)
•Relação CC/CA: 1,20 (aumentada - normal < 1,0 após 32 semanas)
•Índice de líquido amniótico: 6,2 cm (reduzido - normal 8-24 cm)
•Placenta: grau II, localização fúndica
•Anatomia fetal: sem malformações detectadas
•Dopplervelocimetria: 
oSístole: Pico de velocidade normal (fluxo anterógrado)
oDiástole: AUSENTE - o fluxo retorna completamente à linha de base (diástole zero)
oÍndice de Pulsatilidade (IP): 2,8 (muito elevado - normal < 1,2 no 3º trimestre)
oÍndice de Resistência (IR): 1,0 (muito elevado - normal < 0,6-0,7)
oRelação S/D: Infinita (diástole = 0) 

•Outros Dopplers realizados:
oArtéria cerebral média: IP 1,2 (normal: 1,4-1,8) - vasodilatação cerebral (centralização)
oRelação cerebroplacentária: 0,43 (< 1,0 - anormal, confirma centralização fetal)
oDucto venoso: onda "a" positiva (normal)

•Cardiotocografia: BCF basal 145 bpm, variabilidade moderada, 2 acelerações em 20 minutos, sem desacelerações (reativa).

Considerando o quadro de CIUR grave com os achados dopplervelocimétricos apresentados, qual a conduta mais adequada?
Alternativas
Q3792392 Medicina
Gestante de 28 anos, G3P2, com 34 semanas de gestação, dá entrada no pronto-socorro obstétrico trazida pelo SAMU com queixa de dor abdominal intensa de início súbito há 1 hora, associada a sangramento vaginal moderado de cor vermelho-escuro. Refere que estava em repouso quando iniciou dor "em pontada" no abdome, contínua, que não alivia. Nega trauma abdominal. Nega perda de líquido amniótico. Movimentação fetal presente mas diminuída segundo a paciente. Pré-natal irregular (4 consultas), hipertensão arterial crônica em uso irregular de metildopa. Tabagista (10 cigarros/dia). Gestações anteriores: 2 partos vaginais, último há 2 anos. Nega uso de cocaína ou outras drogas ilícitas. Ao exame físico: paciente agitada, queixando-se de dor intensa. PA: 160/105 mmHg, FC: 108 bpm, Tax: 37,1 °C. Palidez cutâneo-mucosa 2+/4+. Abdome gravídico: útero hipertônico ("em tábua"), doloroso à palpação difusamente, altura uterina: 31 cm. Não é possível palpar partes fetais. Genitália externa: sangramento vaginal moderado, vermelho-escuro com coágulos. Ao toque vaginal: colo posterior, 2 cm de dilatação, 50% de apagamento. BCF detectado ao Sonar: 165 bpm, sem variabilidade. Não foi possível realizar cardiotocografia por agitação materna. Ultrassonografia à beira do leito: feto único, cefálico, BCF presente 168 bpm, diminuição do líquido amniótico, imagem sugestiva de hematoma retroplacentário. Considerando o quadro clínico e a hipótese diagnóstica mais provável, qual a conduta imediata mais adequada?
Alternativas
Q3792391 Medicina
Gestante de 30 anos, G2P1, com 26 semanas de gestação, comparece à consulta de pré-natal de rotina. Primeira gestação sem intercorrências, parto vaginal há 3 anos, recém-nascido com 4.200 g. Nega diabetes mellitus prévia. História familiar: mãe com diabetes tipo 2 diagnosticado aos 55 anos. IMC pré-gestacional: 31 kg/m² (obesidade grau I). Ganho ponderal atual: 8 kg. Nega sintomas de hiperglicemia. Glicemia de jejum no primeiro trimestre: 88 mg/dL (normal). Exame físico: PA: 120/75 mmHg, AU: 26 cm, BCF: 145 bpm. Foi solicitado teste oral de tolerância à glicose com 75g (TOTG75g) conforme protocolo de rastreamento. Paciente retorna com o resultado: TOTG-75g realizado com 26 semanas: Jejum: 88 mg/dL, 1 hora: 192 mg/dL, 2 horas: 163 mg/dL. Nega sintomas. Nega uso de corticoides ou outras medicações. Ultrassonografia obstétrica (26 semanas): feto único, biometria compatível com idade gestacional, percentil 60, líquido amniótico normal, placenta posterior grau 0. Considerando os resultados do TOTG-75g e as diretrizes atuais para diagnóstico e manejo do diabetes mellitus gestacional, qual a conduta mais adequada?
Alternativas
Q3792390 Medicina

Analise a imagem abaixo para responder à questão.


Q52.png (432×598)

Primigesta de 22 anos, 39 semanas de gestação, em trabalho de parto espontâneo, admitida na maternidade com queixa de contrações uterinas regulares há 4 horas. Pré-natal sem intercorrências, sorologias negativas, grupo sanguíneo A positivo. Ao exame de admissão (hora 1 do gráfico): colo com 3 cm de dilatação, apagamento 70%, consistência média, posição central, apresentação cefálica em plano -3 de De Lee (alto), bolsa íntegra. Frequência cardíaca fetal: 142 bpm, reativa. Dinâmica uterina: 3 contrações em 10 minutos, duração 40 segundos, boa intensidade. Foi realizada amniotomia com saída de líquido claro. A evolução da dilatação cervical e descida da apresentação foram registradas no partograma mostrado na imagem da página anterior.

Paciente refere dor intensa, cansaço, solicita analgesia. Dinâmica uterina atual (hora 9): 2-3 contrações em 10 minutos, duração 30-35 segundos. BCF mantém-se reativo, 145 bpm. Considerando a evolução do trabalho de parto demonstrada no partograma, qual a conduta mais adequada? 
Alternativas
Q3792389 Medicina
Gestante de 34 anos, G2P1, com 35 semanas de gestação, é admitida no pronto-socorro com queixa de dor em hipocôndrio direito de forte intensidade há 6 horas, associada a náuseas e vômitos. Refere cefaleia occipital intensa e "visão embaçada" há 2 dias. Nega contrações uterinas ou perda de líquido. Pré-natal irregular, última consulta há 1 mês quando foi diagnosticada hipertensão arterial (PA: 150/100 mmHg) e iniciado metildopa 500 mg 8/8h. Ao exame físico: PA: 170/110 mmHg, FC: 98 bpm, Tax: 37,2 °C. Consciente, orientada, hiperreflexia patelar 3+/4+ com clônus aquileu. Dor intensa à palpação de hipocôndrio direito. AU: 32 cm, BCF: 152 bpm, tônus uterino normal. Exames laboratoriais: Hemoglobina: 9,2 g/dL (prévia: 12,1 g/dL há 1 mês), plaquetas: 68.000/mm³, TGO: 198 U/L, TGP: 176 U/L, DHL: 890 U/L, bilirrubina total: 2,8 mg/dL (indireta: 2,1 mg/dL), creatinina: 1,4 mg/dL, proteinúria 24h: 4,2 g. Esfregaço de sangue periférico: esquizócitos presentes. Ultrassonografia obstétrica: feto único, cefálico, peso estimado 2.100 g (percentil 15), líquido amniótico normal, placenta grau II de localização fúndica. Considerando o quadro clínico e laboratorial, qual a melhor conduta?
Alternativas
Q3792388 Medicina
Paciente de 53 anos, menopausa há 2 anos, procura consultório com queixa de fogachos intensos (12- 15 episódios/dia), sudorese noturna, insônia, irritabilidade e dispareunia. Sintomas interferem significativamente em sua qualidade de vida e trabalho. Refere também secura vaginal importante. Nega sangramento vaginal. História ginecológica: G3P3, último parto aos 32 anos, não amamentou (opção pessoal). Histerectomia total aos 46 anos por miomatose uterina (benigna), ovários preservados. História familiar: mãe diagnosticada com câncer de mama aos 58 anos (RE positivo, tratada com cirurgia e hormonioterapia, atualmente com 78 anos, sem recidiva). Irmã saudável, 55 anos. Tia paterna com câncer de ovário aos 65 anos. História pessoal: hipertensão arterial controlada (losartana 50 mg/dia), sem diabetes. Nega tabagismo. IMC: 27 kg/m². Exame físico: PA: 128/82 mmHg. Exame ginecológico: atrofia vulvovaginal acentuada. Mamas sem nódulos ou alterações. Mamografia realizada há 6 meses: mamas heterogeneamente densas (ACR tipo C), sem nódulos ou microcalcificações, BI-RADS 1. Considerando os sintomas climatéricos intensos e a história familiar de câncer de mama, qual a melhor orientação sobre terapia hormonal?
Alternativas
Q3792387 Medicina
Paciente de 38 anos, nuligesta, procura consultório com queixa de dor bilateral nas mamas há 8 meses, com piora progressiva. Refere dor intensa que irradia para axilas e braços, principalmente na segunda fase do ciclo menstrual (10 dias antes da menstruação), com melhora parcial após menstruação. Dor interfere em atividades diárias e sono. Nega nódulos palpáveis, descarga papilar ou alterações cutâneas. Ciclos menstruais regulares (28 dias). Usa anticoncepcional oral combinado (etinilestradiol 30 mcg + levonorgestrel 150 mcg) há 5 anos. Nega história familiar de câncer de mama. IMC: 29 kg/m². Consome 4-5 xícaras de café/dia. Ao exame físico: mamas simétricas, difusamente nodulares (aspecto fibrocístico), sem nódulos dominantes, sem alterações cutâneas ou axilares. Dor bilateral à palpação, mais intensa em quadrantes superiores externos. Mamografia (realizada há 3 meses): mamas heterogeneamente densas (ACR tipo C), múltiplos cistos bilaterais, sem nódulos sólidos ou microcalcificações, BI-RADS 2. Ultrassonografia: múltiplos cistos simples bilaterais, sem massas sólidas. Considerando o diagnóstico de mastalgia cíclica intensa e as opções terapêuticas disponíveis, qual a melhor sequência de conduta?
Alternativas
Q3792386 Medicina
Paciente de 42 anos, nuligesta, procura atendimento referindo nódulo palpável em mama direita há 4 meses, com crescimento progressivo. Nega dor, descarga papilar ou alterações cutâneas. História familiar negativa para câncer de mama. Ao exame físico: nódulo de aproximadamente 5 cm em QSL de mama direita, móvel, bem delimitado, consistência fibroelástica, indolor. Linfonodo axilar palpável de 1 cm, móvel. Mamografia: nódulo ovalado, circunscrito, de alta densidade, medindo 52 mm, sem microcalcificações, BI-RADS 3. Ultrassonografia: nódulo sólido, ovalado, hipoecoico, heterogêneo, com algumas fendas internas, bem delimitado, medindo 54 x 38 x 42 mm, sem sombra acústica. Vascularização periférica e central ao Doppler. Linfonodo axilar reacional. Core biopsy guiada por ultrassom: neoplasia fibroepitelial de baixo grau, estroma hipercelular, mitoses 3/10 CGA, sem atipias epiteliais, margens não avaliáveis. Imunohistoquímica: Ki-67 15%. Considerando o diagnóstico anatomopatológico e as características clínicas, qual a conduta mais adequada?
Alternativas
Q3792385 Medicina
Paciente de 48 anos, procura consultório para avaliação de risco de câncer de mama. Relata que a irmã foi recentemente diagnosticada com câncer de mama aos 52 anos (triplo negativo). Mãe falecida aos 65 anos por câncer de ovário. Tia materna teve câncer de mama bilateral aos 45 anos. Paciente está preocupada com seu risco. História pessoal: menarca aos 12 anos, G2P2 (primeiro parto aos 28 anos), amamentou por 1 ano cada filho, não usa terapia hormonal. Nega tabagismo. IMC: 24 kg/m². Exame físico das mamas: sem nódulos ou alterações. Mamografia de rastreamento realizada há 6 meses: mamas heterogeneamente densas (ACR tipo C), sem nódulos ou microcalcificações, BI-RADS 1. Paciente questiona sobre teste genético para mutações BRCA e possibilidade de mastectomia profilática. Considerando a história familiar e as opções de rastreamento e prevenção, qual a melhor orientação inicial para esta paciente?
Alternativas
Q3792384 Medicina
Puérpera de 26 anos, primípara, no 5º dia pós-parto, em aleitamento materno exclusivo, procura atendimento referindo que as mamas estão "muito cheias, duras e doloridas" desde o dia anterior. Refere dificuldade para o bebê pegar a mama devido à tensão areolar. Nega febre, calafrios ou sinais inflamatórios focais. Parto vaginal sem intercorrências, alta hospitalar no 2º dia pós-parto. Ao exame físico: Tax: 36,8 °C, estado geral bom. Ambas as mamas aumentadas de volume, difusamente endurecidas, quentes, brilhantes, tensas, com dor à palpação. Aréolas distendidas e aplanadas. Mamilos sem fissuras. Sem áreas de eritema localizado ou flutuação. Expressão láctea difícil devido à tensão mamária. Observação da mamada: bebê apresenta dificuldade na pega devido ao aplanamento areolar, sucção fraca e curta, choro após tentativas. Considerando o quadro clínico e o diagnóstico mais provável, qual a conduta inicial mais adequada?
Alternativas
Q3792383 Medicina
Paciente de 35 anos, G2P2, em aleitamento materno exclusivo há 6 meses, comparece ao consultório com queixa de nódulo palpável em mama direita há 2 meses, que aumentou discretamente de tamanho. Nega dor, hiperemia, febre ou descarga papilar. História obstétrica: último parto há 6 meses (cesariana sem intercorrências). História familiar: mãe com câncer de mama aos 58 anos (receptor hormonal positivo). Ao exame físico: mama direita com nódulo palpável de aproximadamente 3 cm em QSL móvel, consistência elástica, indolor, sem alterações cutâneas ou axilares. Mama esquerda sem alterações. Ultrassonografia mamária: nódulo sólido, ovalado, bem delimitado, hipoecoico, homogêneo, com eixo paralelo à pele, sem sombra acústica posterior, medindo 28 x 18 x 22 mm em mama direita. Ausência de vascularização significativa ao Doppler. Linfonodos axilares de aspecto habitual bilateralmente. Considerando o contexto clínico de lactação e as características da lesão, qual a conduta mais adequada?
Alternativas
Q3792382 Medicina
Paciente de 45 anos, sem comorbidades, procura atendimento referindo descarga papilar sanguinolenta unilateral em mama direita há 3 meses, espontânea, por orifício único. Nega nódulo palpável, dor ou alterações cutâneas. História familiar negativa para câncer de mama. Ao exame físico: expressão de secreção sanguinolenta em papila direita, oriunda de ducto único às 2 horas, sem massa palpável. Mama esquerda sem alterações. Mamografia bilateral: mamas heterogeneamente densas (ACR tipo C), sem nódulos ou microcalcificações suspeitas, BIRADS 2. Ultrassonografia mamária: mama direita com área hipoecoica intraductal de 8 mm em região retroareolar, sem fluxo ao Doppler, distante 12 mm da papila. Mama esquerda sem alterações. Realizada biópsia percutânea (core biopsy) guiada por ultrassom da lesão intraductal. Resultado anatomopatológico: papiloma intraductal com áreas de hiperplasia ductal atípica focal. Considerando o resultado da biópsia percutânea e o risco de subestimação diagnóstica (upgrade), qual a conduta mais adequada?
Alternativas
Q3792381 Medicina
Paciente de 52 anos, pós-menopausa, submetida a mamografia de rastreamento que evidenciou microcalcificações agrupadas em mama esquerda com 4,5 cm de extensão, BI-RADS 4C. Realizada biópsia percutânea guiada por estereotaxia, com retirada de 12 fragmentos. Resultado anatomopatológico: carcinoma ductal in situ (CDIS) grau nuclear alto, comedocarcinoma. Ausência de componente invasor. Imuno-histoquímica: RE positivo 90%, RP positivo 70%, HER2 negativo, Ki-67 35%. Ressonância magnética de mamas: área de realce não-massa segmentar de 4,0 cm em QSL de mama esquerda, sem outras lesões. Mama contralateral sem alterações. Paciente ansiosa, questiona sobre risco de recidiva e necessidade de retirada total da mama. Considerando o diagnóstico, extensão da lesão e fatores prognósticos, qual a melhor conduta terapêutica?
Alternativas
Q3792380 Medicina
Puérpera de 28 anos, primípara, no 18º dia pós-parto, em aleitamento materno exclusivo, procura atendimento com queixa de dor intensa na mama direita há 2 dias, associada a hiperemia e febre de 38,5 °C iniciada há 24 horas. Refere fissuras mamilares bilaterais desde o início da amamentação. Nega episódios prévios semelhantes. Ao exame físico: estado geral regular, Tax: 38,2 °C. Mama direita: eritema difuso em QSL, calor local, edema e dor intensa à palpação, sem flutuação. Não há áreas de necrose cutânea. Mama esquerda sem alterações. Mantém amamentação bilateral, porém com dor importante à pega na mama direita. Nega saída de secreção purulenta pelo mamilo. Considerando o quadro clínico e as recomendações atuais sobre manejo de intercorrências da lactação, qual a conduta mais adequada?
Alternativas
Q3792379 Medicina
Paciente de 38 anos, nuligesta, diagnosticada com carcinoma ductal invasor de mama esquerda. Ao exame físico inicial: tumor de 7 cm em QSL, com retração cutânea, linfonodo axilar palpável de 3 cm, fixo. Mamografia: massa espiculada de 7,5 cm, BI-RADS 6. Ultrassonografia axilar: linfonodo suspeito de 3,2 cm. Core biopsy do tumor: carcinoma ductal invasor grau 3, RE negativo, RP negativo, HER2 negativo (triplo negativo), Ki-67: 78%. PAAF do linfonodo axilar: positivo para metástase. Estadiamento complementar (TC tórax/abdome, cintilografia óssea): sem metástases à distância. Classificada como estádio IIIB (T3 N1 M0). Submetida a quimioterapia neoadjuvante com 6 ciclos de AC-T (adriamicina/ciclofosfamida seguido de paclitaxel). Após tratamento, apresenta regressão tumoral significativa: nódulo residual de 1,5 cm, sem fixação cutânea, linfonodo axilar não mais palpável. RM de mama pós-QT: área de realce irregular de 1,8 cm, sem outros focos. Considerando a resposta ao tratamento neoadjuvante e o objetivo de controle locorregional, qual a melhor conduta cirúrgica?
Alternativas
Respostas
181: B
182: C
183: C
184: B
185: B
186: C
187: D
188: C
189: B
190: A
191: B
192: B
193: B
194: B
195: C
196: A
197: C
198: A
199: C
200: B