Puérpera de 28 anos, primípara, no 18º dia pós-parto, em ale...
Gabarito comentado
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Gabarito: C
Fundamento decisivo: Ministério da Saúde. Cadernos de Atenção Básica nº 23 - Saúde da Criança: Aleitamento Materno e Alimentação Complementar, 2ª ed., capítulo sobre mastite: "Esvaziamento adequado da mama: esse é o componente mais importante do tratamento da mastite. Preferencialmente, a mama deve ser esvaziada pelo próprio lactente, pois, apesar da presença de bactérias no leite materno, quando há mastite, a manutenção da amamentação está indicada por não oferecer riscos ao recém-nascido a termo sadio (...). Antibioticoterapia: indicada quando houver sintomas graves desde o início do quadro, fissura mamilar e ausência de melhora dos sintomas após 12–24 horas da remoção efetiva do leite acumulado. As opções são: cefalexina 500 mg, por via oral, de seis em seis horas; amoxicilina 500 mg ou amoxicilina associada ao ácido clavulânico (500 mg/125 mg), por via oral, de oito em oito horas. (...) Os antibióticos devem ser utilizados por, no mínimo, 10 dias, pois tratamentos mais curtos apresentam alta incidência de recorrência;". Como o caso descreve mastite lactacional com febre, dor, hiperemia e fissura mamilar, sem flutuação, a conduta correta é manter o aleitamento e instituir antibiótico oral com medidas de suporte, não suspender a amamentação nem tratar como abscesso.
- Se o quadro é de mastite lactacional e não há flutuação, a regra é manter a amamentação e garantir esvaziamento adequado da mama.
- Fissura mamilar e sintomas importantes sustentam antibioticoterapia oral; a base indica cefalexina ou amoxicilina/amoxicilina-clavulanato por no mínimo 10 dias.
- Não antecipe conduta de abscesso sem elemento clínico correspondente: punção, drenagem, ultrassonografia obrigatória, vancomicina empírica e antibiótico venoso não são o padrão inicial desse quadro.
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