Gestante de 29 anos, G2P1, com 39 semanas e 3 dias de gestaç...
Exame especular: Perda de líquido claro pelo orifício cervical externo, que se acentua com manobra de Valsalva. pH vaginal (teste com papel de nitrazina): positivo (azul - pH alcalino > 6,0). Teste de cristalização (esfregaço de fundo de saco vaginal em lâmina): positivo (padrão em "samambaia" ou "folha de samambaia"). Colo fechado ao exame visual, sem sangramento.
Toque vaginal: Colo posterior, 1 cm de dilatação, 30% de apagamento, consistência firme, apresentação cefálica móvel, plano -3 de De Lee. Confirma saída de líquido durante o exame.
Cardiotocografia: BCF basal 135-140 bpm, variabilidade moderada, 3 acelerações em 20 minutos, sem desacelerações. Sem contrações uterinas.
Ultrassonografia obstétrica: Feto único, apresentação cefálica, biometria compatível com 39 semanas, peso estimado 3.200g (percentil 50), índice de líquido amniótico: 4,8 cm (oligoidrâmnio moderado - normal: 8-24 cm), placenta grau II posterior, sem alterações.
Considerando o diagnóstico de rotura prematura de membranas a termo e as recomendações atuais, qual a conduta mais adequada?
Gabarito comentado
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Gabarito: C
Fundamento decisivo: FEBRASGO. Protocolo de Obstetrícia n. 18/2024 - Rotura prematura de membranas ovulares: "Na gestação de termo, indica-se indução de parto ou interrupção da gravidez por via alta se indicada, além do uso de antibioticoterapia específica para EGB, se cultura positiva ou se não houver resultado disponível de cultura específica realizada após 36 semanas nas condições que denotam maior risco de sepse neonatal por esse agente (mais de 18 horas de rotura de membranas, em trabalho de parto pré-termo, temperatura superior a 37,8°C, antecedentes de neonato com infecção por EGB)." No caso, trata-se de RPM a termo, sem trabalho de parto instalado, com cultura para GBS/EGB positiva; por isso, a conduta indicada é resolução da gestação por indução do parto com antibioticoprofilaxia intraparto.
- Em RPM a termo, a chave é separar da RPM pré-termo: no termo, a base aponta conduta ativa com indução/resolução do parto.
- Se a cultura para EGB/GBS vier positiva, a profilaxia intraparto é devida independentemente de ainda não haver 18 horas de bolsa rota.
- Colo desfavorável não equivale a contraindicação de indução; cesariana depende de indicação obstétrica própria.
- Tocólise para adiar o parto não é a conduta adequada na RPM a termo.
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