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I. A solicitação de exames preventivos deve considerar idade, sexo, fatores de risco e evidência científica de benefício populacional.
II. A orientação sobre dieta e atividade física possui impacto apenas secundário quando comparada às intervenções farmacológicas.
III. A abordagem do tabagismo e do uso abusivo de álcool integra as ações essenciais da prevenção primária.
Das assertivas, pode-se afirmar que está correto o que se afirma em:
Um homem de 66 anos, ex-tabagista (45 maços/ano), com diagnóstico de DPOC GOLD 3, grupo B, procura o ambulatório por piora progressiva da dispneia aos esforços nos últimos meses. Nega exacerbações no último ano. Está em uso regular de tiotrópio. Oximetria em repouso mostra SpO₂ = 94%, e o exame físico revela tórax hiperinsuflado e murmúrio vesicular globalmente diminuído, sem sibilos importantes. Realiza espirometria recente: VEF₁ = 42% do previsto, sem melhora significativa pós-broncodilatador.
LAMA (Long-Acting Muscarinic Antagonist) - Antagonista Muscarínico de Longa Ação.
LABA (Long-Acting Beta-2 Agonist) - Agonista Beta-2 de Longa Ação.
Diante da persistência de sintomas apesar de broncodilatador de longa ação em monoterapia, a melhor conduta farmacológica a ser adotada neste momento é:
Chega ao seu consultório um homem de 58 anos, portador de insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (FEVE 30%), em seguimento irregular. Ele relata piora progressiva da dispneia aos esforços, ortopneia e edema de membros inferiores. Está em uso de carvedilol, enalapril e espironolactona. Nos últimos dias, refere náuseas e sensação de fraqueza. O exame físico mostra estertores bibasais, turgência jugular e edema +2/4. Os exames laboratoriais revelam: K⁺ = 5,8 mEq/L, Ur = 89 mg/dL, Cr = 2,1 mg/dL (valor prévio 1,3), BNP elevado e eletrólitos sem outras alterações. O ECG mostra ritmo sinusal sem alterações isquêmicas.
Diante do quadro clínico e laboratorial, a melhor adequação terapêutica imediata para otimizar o tratamento da insuficiência cardíaca desse paciente é:
Numa consulta de rotina, um homem de 41 anos, previamente normotenso, apresenta pressão arterial de 176/112 mmHg em duas medidas, sem uso de medicações. Refere cefaleia pulsátil, sudorese intensa e palpitações episódicas, geralmente de início súbito e duração variável. Nega uso de drogas ilícitas, mas relata perda ponderal nas últimas semanas. O exame físico é normal entre as crises. Os exames laboratoriais iniciais mostram glicemia normal, potássio normal e creatinina sem alterações. O médico suspeita de hipertensão secundária e decide investigar doenças endócrinas.
Com base no quadro clínico descrito, a causa de hipertensão secundária mais provável é:
Durante uma visita domiciliar em área endêmica, a equipe de saúde avalia um paciente de 32 anos que apresenta quadro de diarreia intermitente há três semanas, dor abdominal em cólica e perda ponderal não intencional. Ele relata que consome água de poço sem tratamento e que sua família já apresentou quadros semelhantes. O exame físico revela desidratação leve e distensão abdominal discreta. A análise preliminar do laboratório local mostra presença de cistos ovais e elípticos, com paredes espessas e quatro núcleos no interior.
Assinale, com base no quadro clínico e epidemiológico, qual é o parasita mais provavelmente associado a esse achado.
Durante uma consulta ambulatorial, um paciente de 62 anos, portador de insuficiência cardíaca, chega visivelmente ansioso. Ele relata ter dificuldade de compreender as decisões terapêuticas propostas e afirma sentir que “não participa das escolhas sobre o próprio tratamento”. O médico, percebendo a insegurança, interrompe a rotina habitual, aproxima-se, pergunta sobre seus receios, explora suas expectativas e revisa, de forma acessível, as opções disponíveis, apresentando riscos e benefícios de cada uma. Ao final, o profissional certifica-se de que o paciente entendeu as informações e o convida a decidir conjuntamente qual conduta será adotada.
De acordo com a situação descrita, assinale a alternativa que representa de forma mais clara qual princípio fundamental da relação médico-paciente.
Durante uma visita domiciliar, um médico de uma equipe de Saúde da Família atende um paciente idoso, lúcido, com doença pulmonar crônica avançada. O paciente manifesta claramente que não deseja ser submetido a internações futuras, preferindo cuidados exclusivamente paliativos no domicílio. No entanto, um dos filhos, muito ansioso, insiste que o médico “não registre isso em lugar nenhum” e mantenha a opção de internação, caso ele ache necessário, mesmo contra a vontade do pai. O médico percebe que há conflito familiar e pressão emocional.
De acordo com o Código de Ética Médica, assinale qual deve ser a conduta eticamente mais adequada.
Um homem de 59 anos, diabético há 12 anos, comparece para consulta de rotina. Faz uso de metformina 850 mg 2x/dia e glifage XR 1.000 mg à noite, porém relata que há 8 meses sua glicemia tem oscilado e não está conseguindo controlar o peso. Nega episódios de hipoglicemia. Refere poliúria noturna e fadiga. Seu IMC é 33 kg/m².
Exames atuais:
• Glicemia de jejum: 162 mg/dL.
• HbA1c: 8,5%.
• TFG estimada: 68 mL/min.
• Microalbuminúria: 35 mg/g.
PA: 134/84 mmHg.
Perfil lipídico sem alterações significativas.
Ele nega doenças cardiovasculares conhecidas, mas tem irmão com IAM aos 52 anos.
Considerando a terapia atual, o perfil metabólico e os novos objetivos das diretrizes, assinale qual é o próximo passo mais indicado no tratamento farmacológico deste paciente.
Durante uma consulta ambulatorial, um paciente de 62 anos, portador de insuficiência cardíaca, chega visivelmente ansioso. Ele relata ter dificuldade de compreender as decisões terapêuticas propostas e afirma sentir que “não participa das escolhas sobre o próprio tratamento”. O médico, percebendo a insegurança, interrompe a rotina habitual, aproxima-se, pergunta sobre seus receios, explora suas expectativas e revisa, de forma acessível, as opções disponíveis, apresentando riscos e benefícios de cada uma. Ao final, o profissional certifica-se de que o paciente entendeu as informações e o convida a decidir conjuntamente qual conduta será adotada.
De acordo com situação descrita, assinale a alternativa que representa de forma mais clara qual princípio fundamental da relação médico paciente.
Durante uma visita domiciliar, um médico de uma equipe de Saúde da Família atende um paciente idoso, lúcido, com doença pulmonar crônica avançada. O paciente manifesta claramente que não deseja ser submetido a internações futuras, preferindo cuidados exclusivamente paliativos no domicílio. No entanto, um dos filhos, muito ansioso, insiste que o médico “não registre isso em lugar nenhum” e mantenha a opção de internação, caso ele ache necessário, mesmo contra a vontade do pai. O médico percebe que há conflito familiar e pressão emocional.
De acordo com o Código de Ética Médica, assinale qual deve ser a conduta eticamente mais adequada.
Em relação à etiologia e aos fatores de risco para a Hiperplasia Benigna de Próstata (HBP), analise as seguintes assertivas:
I. A história familiar de início precoce de HBP aumenta o risco de parentes de primeiro grau terem HBP clinicamente significante, com necessidade de tratamento.
II. A HBP é o resultado da proliferação das células epiteliais da próstata, sem aumento do estroma prostático.
III. Os andrógenos têm um papel secundário no HBP, o fator principal são os estrógenos.
IV. A castração em modelos animais promove a proliferação celular da zona periférica da próstata, influenciando o HBP.
Quais estão corretas?
I. Biópsia de próstata com amostras aleatórias.
II. MRI da próstata, multiparamétrica, com classificação PI-RADS e mapa de coeficiente de difusão aparente.
III. Exame digital da próstata.
Quais estão corretos?
I. Punção testicular com agulha fina.
II. Varicocelectomia subinguinal.
III. Painel genético para o gene CFTR (Cystic Fibrosis Transmembrane Conductance Regulator).
Quais estão corretos?
A respeito de hepatites, analise as assertivas a seguir e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Na fase inicial da hepatite B aguda, o primeiro marcador sorológico é o HBeAg que aparece no soro de 2 a 10 semanas após a exposição e, em seguida, aparece o segundo marcador, HbsAg, que reflete a intensa replicação viral.
( ) O vírus da hepatite A (HAV) é da família Picornaviridae e causa hepatite aguda; a transmissão é predominantemente fecal-oral, pelo contato direto com indivíduo infectado ou indireta, pela ingestão de água ou comida infectada.
( ) O vírus da hepatite C (HCV) é um vírus RNA pertencente à família Flaviridae, sendo uma das principais causas globais de hepatite crônica.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
A respeito de epidemiologia, analise as assertivas a seguir:
I. Na comparação dos resultados de um teste dicotômico com o estado da doença, a Especificidade (E) é dada pela capacidade de identificar resultados Verdadeiros Positivos (VP) dividida pela soma dos resultados Verdadeiros (VP) e Falsos Negativos (FN).
II. O coeficiente de letalidade é uma medida útil para expressar o prognóstico de doenças de curta duração e condições agudas.
III. Em ensaios clínicos randomizados, o investigador aplica uma intervenção e observa os seus efeitos sobre um ou mais desfechos; a alocação aleatória da intervenção minimiza a influência de variáveis confundidoras.
IV. O protocolo de uma revisão sistemática deve incluir, entre outros elementos, a questão de pesquisa clara, os métodos para identificação de todos os estudos elegíveis, os métodos para extração de dados dos estudos e a avaliação da heterogeneidade dos achados dos estudos individuais.
Quais estão corretas?