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Q3795937 Medicina

Um homem de 66 anos, ex-tabagista (45 maços/ano), com diagnóstico de DPOC GOLD 3, grupo B, procura o ambulatório por piora progressiva da dispneia aos esforços nos últimos meses. Nega exacerbações no último ano. Está em uso regular de tiotrópio. Oximetria em repouso mostra SpO₂ = 94%, e o exame físico revela tórax hiperinsuflado e murmúrio vesicular globalmente diminuído, sem sibilos importantes. Realiza espirometria recente: VEF₁ = 42% do previsto, sem melhora significativa pós-broncodilatador.


LAMA (Long-Acting Muscarinic Antagonist) - Antagonista Muscarínico de Longa Ação.


LABA (Long-Acting Beta-2 Agonist) - Agonista Beta-2 de Longa Ação.


Diante da persistência de sintomas apesar de broncodilatador de longa ação em monoterapia, a melhor conduta farmacológica a ser adotada neste momento é: 

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: GOLD Report 2026, algoritmo de seguimento terapêutico da DPOC, seção Dyspnea: "For patients with persistent breathlessness or exercise limitation on bronchodilator monotherapy, the use of a LABA plus a LAMA is recommended." O caso descreve DPOC sintomática, sem exacerbações no último ano, já em uso de LAMA em monoterapia; por isso, a consequência técnica é a dupla broncodilatação LABA + LAMA.

Tema central: Escalonamento na DPOC sintomática
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. Corticoide inalatório em monoterapia não é a conduta recomendada para DPOC sintomática nesse cenário. A base decisória afirma que, com dispneia persistente sob broncodilatador isolado, o escalonamento correto é LABA + LAMA, e não substituição do LAMA por ICS.
B
Certa
A alternativa B é a adequada porque o foco do caso é a dispneia persistente em paciente sem exacerbações recentes. Nessa situação, a diretriz afasta a lógica de priorizar corticosteroide inalatório e orienta escalonamento para dois broncodilatadores de longa ação, com associação de LABA ao LAMA já em uso.
C
Errada
Incorreta. Prednisona diária em baixa dose não é tratamento de manutenção indicado para DPOC estável sintomática. A base é expressa ao afastar corticosteroide sistêmico crônico como conduta rotineira e ao indicar, para piora de dispneia em monoterapia, dupla broncodilatação de longa ação.
D
Errada
Incorreta. Broncodilatador de curta ação tem papel de resgate e não substitui terapia de manutenção com broncodilatadores de longa ação na DPOC estável. A alternativa contraria o algoritmo de manutenção e o escalonamento por sintomas descrito na base.
E
Errada
Incorreta. ICS/LABA não é a terapia de primeira escolha neste caso, porque o enunciado não descreve exacerbações recentes, asma associada ou eosinófilos que justifiquem priorizar corticoide inalatório. A base decisória afirma que, neste cenário, a diretriz prioriza LABA + LAMA.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre paciente sintomático sem exacerbações e paciente em que se busca prevenção de exacerbações com corticosteroide inalatório. Aqui, o dado decisivo é a dispneia persistente em monoterapia com LAMA, o que leva à dupla broncodilatação, não ao uso de ICS.
Dica para questões semelhantes
  • Se a DPOC permanece sintomática com um broncodilatador de longa ação isolado, pense primeiro em LABA + LAMA.
  • Sem exacerbações recentes, o foco do escalonamento é controle de sintomas, não introdução automática de corticoide inalatório.
  • Não trate gravidade espirométrica isolada como gatilho automático para ICS.
  • Broncodilatador de curta ação serve como resgate, não como substituto da manutenção de longa ação.

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