Questões de Concurso
Sobre fundamentos da saúde ocupacional em segurança e saúde no trabalho
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Considerando a classificação de Schilling, julgue o item a seguir.
Situações em que o trabalho é considerado causa necessária na etiologia da doença relacionada ao trabalho, ainda que outros fatores possam atuar como coadjuvantes, correspondem à classificação do grupo III de Schilling.
Com base nessa situação hipotética, julgue o item a seguir.
Tanto a sintomatologia respiratória quanto a dermatológica caracterizam o quadro de José como compatível com silicose.
Com base nessa situação hipotética, julgue o item a seguir.
Segundo a Política Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho (PNSST), compete ao Ministério da Saúde executar as ações de assistência integral em saúde para José e seus colegas de trabalho.
Um pintor de 38 anos trabalha há 10 anos em reforma predial, exposto diariamente a solventes orgânicos (tolueno, xileno) para diluição de tintas, com uso irregular de máscara e luvas. Procura a UBS com icterícia cutânea/mucosa há 10 dias, astenia e prurido, sem febre ou dor abdominal. Exames laboratoriais mostram bilirrubina total 3,5 mg/dL (direta 2,8), ALT 400 UI/L, AST 320 UI/L, GGT 250 UI/L; sorologias para hepatites A/B/C negativas, USG abdominal sem litíase ou esteatose. Histórico confirma exposição sem monitoramento biológico prévio.
As seguintes afirmativas sobre solventes orgânicos envolvidos nessa suspeita de hepatotoxicidade ocupacional são corretas, EXCETO:
Um enfermeiro de 40 anos trabalha há 12 anos em hospital público, atuando em Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) com alta demanda de pacientes em crise e plantões noturnos frequentes. Refere exaustão emocional intensa, irritabilidade com colegas e pacientes, redução na sensação de realização profissional e insônia há meses. Escore PHQ-9 é 14 (depressão moderada), MBI alta exaustão (score 32), despersonalização moderada (score 12), baixa realização (score 28). Sem comorbidades prévias ou uso de psicoativos.
Assinale a alternativa que apresenta a conduta CORRETA para essa suspeita de transtorno de saúde mental profissional:
Um pedreiro de 52 anos trabalha há 20 anos em construção civil, exposto diariamente a poeiras de cimento, areia quartzosa e corte de granito sem uso consistente de máscara PFF2 ou aspiração local. Procura UBS/ESF com dispneia progressiva aos esforços moderados (mMRC 2) há 6 meses, tosse seca persistente sem expectoração e perda involuntária de 5 kg de peso. Não fuma, nega febre, sudorese ou hemoptise. Espirometria revela padrão restritivo isolado (FEV1 65% VP, CVF 70% VP, VEF1/CVF 82%). RX de tórax (PA) mostra micronódulos difusos bilaterais predominantemente superiores (ILO 1/1 profusão p/p), sem derrame pleural, consolidação ou cavitações.
São condutas adequadas para o manejo dessa síndrome respiratória na UBS/ESF, EXCETO:
Um caminhoneiro autônomo de 50 anos, com 25 anos de longas jornadas em rodovias (12–15h/dia de direção), procura serviço de medicina do trabalho com cefaleia pulsátil matinal, tontura postural e visão embaçada há 3 semanas. PA com paciente sentado: 168/102 mmHg (braço direito). PA ortostática: 150/94 mmHg. IMC 29 kg/m², circunferência abdominal 105 cm, sedentário, dieta salina de lanches rodoviários. MAPA 24h PA média diurna 152/90 mmHg, noturna 142/82 mmHg (padrão não “dipper”). ECG normal sem HVE ou isquemia. Refere ainda estresse e taquicardia por “preocupação com prazos e trabalho noturno”.
Considerando a atividade laboral e o risco cardiovascular desse paciente, a conduta inicial que melhor integra tratamento anti-hipertensivo medicamentoso e emissão de Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) para aptidão como motorista profissional (categorias C e E) é:
Uma mulher de 56 anos trabalha há 28 anos como operadora em empresa de extração e processamento de rochas amiantíferas, com exposição crônica a fibras de crisotila (amianto branco), documentada por PPP e medições ambientais históricas (>0,1 fib/cm³). Procura o serviço médico do trabalho com dispneia aos esforços (mMRC 2), tosse seca e perda ponderal discreta de 4 kg em 6 meses. Espirometria volumétrica revela padrão restritivo moderado (CVF 68% VP, CT 72% VP, DLCO 65% VP). RX tórax demonstra placas pleurais bilaterais calcificadas (circunferenciais) e opacidades irregulares parenquimatosas difusas (ILO 1/0 profusidade t/t). TC de alta resolução confirma opacidades irregulares difusas sem imagem em “favos de mel” basal. Ausência de tabagismo e comorbidades autoimunes (IgG antinuclear negativo).
Considerando esse quadro respiratório, o diagnóstico e nexo técnico epidemiológico previdenciário (NTEP), bem como a conduta no que se refere aos benefícios previdenciários são, respectivamente:
Um soldador de 37 anos trabalha há 10 anos em estaleiro naval, realizando solda MIG/TIG em estruturas metálicas, com uso irregular de máscara semifacial PFF2 e relatos de fumos metálicos densos no setor. Apresenta tosse seca noturna e sibilos há 8 meses, com piora progressiva ao final do turno (pico às 16h) e melhora nos fins de semana e férias. Monitoramento domiciliar do PFE por 14 dias mostra variabilidade >25% (média pré-trabalho 450 L/min, pós-trabalho 350 L/min). Espirometria revela obstrução leve (VEF1/CVF 68%), com reversibilidade >15% pós-salbutamol. Dosagem ambiental recente confirma manganês 0,3 mg/m³ (TLV-TWA 0,2 mg/m³ ACGIH). Negativo para atopia (IgE total normal, prick teste negativo).
Diante desse quadro respiratório ocupacional, o diagnóstico e a conduta inicial são:
Um açougueiro de 34 anos trabalha há 6 anos em um abatedouro de aves na linha de evisceração, manipulando carcaças e vísceras. Relata uso irregular de luvas e episódios de respingo de material fecal nas mãos e antebraços. Procura o serviço médico da empresa com diarreia aquosa há 5 dias, dor abdominal tipo cólica e febre baixa. A coprocultura é positiva para Salmonella enteritidis, e ele informa que outros colegas do mesmo setor já relataram sintomas semelhantes nas últimas semanas.
Considerando o contexto ocupacional e a conduta médica adequada, assinale a alternativa CORRETA:
Um pedreiro de 32 anos, empregado formal de uma construtora, deslocava-se em sua motocicleta de sua residência para a obra onde trabalha quando sofreu colisão com outro veículo, a cerca de 3 km do canteiro de obras. Foi atendido em serviço de emergência com trauma cranioencefálico leve (escala de coma de Glasgow = 14), sem sinais focais, recebendo alta hospitalar no mesmo dia, com orientação de afastamento do trabalho por 20 dias. No dia seguinte, procura o médico do trabalho da empresa para orientações.
Em relação à caracterização do agravo e às providências a serem adotadas pelo médico do trabalho, assinale a alternativa CORRETA:
Caso clínico: um servente de construção civil, 69 anos, acompanhado na Estratégia Saúde da Família (ESF), apresenta histórico recente de fratura de colo de fêmur após queda da própria altura. Densitometria óssea (DEXA) revela T-score de –3,2. Mantém atividade laboral com esforço físico e risco de quedas no canteiro de obras.
Considerando a abordagem clínica e as medidas de prevenção secundária em saúde do trabalhador, assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada do médico para o caso em questão:
Caso clínico: um operador de fábrica, 42 anos, atendido na Estratégia Saúde da Família (ESF), refere dor epigástrica, plenitude pós-prandial e pirose há 6 meses. Trabalha em regime de turnos alternados, incluindo período noturno, com sono irregular. Exames laboratoriais sem alterações e ausência de sinais de alarme, sendo diagnosticado com dispepsia funcional.
Considerando a abordagem clínica e os fatores ocupacionais envolvidos, assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada do médico para o caso em questão:
Leia o seguinte caso clínico hipotético e responda:
Caso clínico: um professor de 35 anos, atendido na Estratégia Saúde da Família (ESF), refere rinorreia, obstrução nasal e espirros frequentes durante o período letivo, com melhora parcial em férias escolares. Relata exposição contínua à poeira em sala de aula. Teste cutâneo de hipersensibilidade (prick test) positivo para poeira domiciliar.
Considerando a investigação de nexo ocupacional e as medidas de manejo em saúde do trabalhador, assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada do médico para o caso em questão:
Caso clínico: Um agricultor de 45 anos, acompanhado pela Estratégia Saúde da Família (ESF), apresenta queixa de fadiga e tonturas. Exames laboratoriais evidenciam hemoglobina de 9,2 g/dL e VCM de 64 fL. Relata exposição ocupacional crônica a agrotóxicos, incluindo organofosforados, sem uso regular de equipamentos de proteção individual. Considerando os princípios da vigilância em saúde do trabalhador e da investigação de nexo causal ocupacional, assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada do médico para o caso em questão:
Caso clínico: uma costureira rural, 36 anos, atendida pela Estratégia Saúde da Família (ESF), relata dor, parestesia e diminuição de força em mãos há 8 meses, com piora noturna. Realiza atividade repetitiva diária com máquina de costura manual. A eletroneuromiografia confirma redução da velocidade de condução sensitiva em nervo mediano bilateralmente.
Considerando os princípios da vigilância em saúde do trabalhador e o estabelecimento de nexo causal em LER/DORT, assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada do médico do trabalho para o caso em questão.
Caso clínico: um operador de unidade petroquímica, 59 anos, com histórico de exposição ocupacional ao benzeno por 24 anos, é diagnosticado com Leucemia Mieloide Aguda (LMA). O exame citogenético evidencia alterações cromossômicas compatíveis com agente mielotóxico.
A conduta adequada para esse caso é:
Caso clínico: uma operária de 32 anos, funcionária de uma fábrica têxtil há 6 anos, procura o serviço de saúde ocupacional relatando episódios recorrentes de humilhação pública por parte do supervisor imediato, incluindo críticas depreciativas diante de colegas e ameaças veladas de demissão. Menciona ansiedade, insônia e irritabilidade.
Na avaliação clínica, apresenta escore 18 na Hamilton Anxiety Rating Scale (HAM-A).
Considerando os princípios éticos, a legislação trabalhista e as atribuições do médico do trabalho diante de possível assédio moral, assinale a conduta adequada:
Caso clínico: Um trabalhador de 48 anos, operador de máquinas em indústria metalúrgica há 15 anos, refere dificuldade progressiva para compreender fala em ambientes ruidosos. Relata exposição ocupacional contínua a níveis elevados de ruído, confirmada por avaliações ambientais que demonstram níveis acima dos limites de tolerância estabelecidos na legislação vigente.
A audiometria tonal liminar evidencia perda auditiva neurossensorial bilateral, com entalhe audiométrico nas frequências de 3.000, 4.000 e 6.000 Hz, com recuperação parcial em 8.000 Hz.
Com base nos achados clínicos, ocupacionais e nas diretrizes de vigilância em saúde do trabalhador, assinale a alternativa CORRETA:
Caso clínico: uma trabalhadora de 43 anos, atuando como atendente de call center em empresa de telecomunicações, está exposta à alta demanda emocional, controle rígido de produtividade e pressão contínua por metas. Avaliação psicométrica demonstrou pontuação superior a 28 no Maslach Burnout Inventory.
A conduta adequada para esse caso é: