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Ano: 2026 Banca: UFLA Órgão: UFLA Prova: UFLA - 2026 - UFLA - Médico/Medicina do Trabalho |
Q4071663 Segurança e Saúde no Trabalho
Leia o seguinte caso clínico hipotético e responda:
Um caminhoneiro autônomo de 50 anos, com 25 anos de longas jornadas em rodovias (12–15h/dia de direção), procura serviço de medicina do trabalho com cefaleia pulsátil matinal, tontura postural e visão embaçada há 3 semanas. PA com paciente sentado: 168/102 mmHg (braço direito). PA ortostática: 150/94 mmHg. IMC 29 kg/m², circunferência abdominal 105 cm, sedentário, dieta salina de lanches rodoviários. MAPA 24h PA média diurna 152/90 mmHg, noturna 142/82 mmHg (padrão não “dipper”). ECG normal sem HVE ou isquemia. Refere ainda estresse e taquicardia por “preocupação com prazos e trabalho noturno”.

Considerando a atividade laboral e o risco cardiovascular desse paciente, a conduta inicial que melhor integra tratamento anti-hipertensivo medicamentoso e emissão de Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) para aptidão como motorista profissional (categorias C e E) é: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A PA de 168/102 mmHg coloca o motorista C/E na faixa normativa que admite aptidão com restrições, e não apto irrestrito nem inapto temporário.

Tema central: Aptidão ocupacional na hipertensão
Análise das alternativas
A
Errada
O erro está no ASO: com PA 168/102 mmHg em condutor C/E, a norma não permite apto irrestrito. A associação hidroclorotiazida + losartana pode ser plausível do ponto de vista terapêutico, mas a aptidão informada invalida a alternativa.
B
Errada
Ela acerta o eixo ocupacional ao indicar aptidão com restrições, mas não corresponde à opção farmacológica adotada pelo gabarito oficial. O seguimento semestral na UBS/ESF não é o elemento decisivo do caso.
C
Certa
A alternativa C é a que permanece compatível com o ponto decisivo da questão: para motorista profissional com PA de 168/102 mmHg, o enquadramento ocupacional é apto com restrições, não apto irrestrito nem inapto temporário. Há tensão entre a diretriz, que favoreceria combinação inicial nos estágios 2 e 3, e o gabarito oficial, que adotou losartana em monoterapia; ainda assim, o gabarito fixou C, e o critério eliminatório central é o juízo de aptidão ocupacional correto.
D
Errada
Erra o critério ocupacional: inapto temporário, para condutores C/D/E, só se sustenta com PA igual ou superior a 180/110 mmHg, o que não ocorre aqui. Além disso, carvedilol não é a escolha inicial preferencial de rotina no caso descrito.
Pegadinha da questão
Misturar a necessidade de tratar a hipertensão com a ideia de inaptidão automática para dirigir, ou priorizar a farmacoterapia e ignorar que o erro no ASO derruba a alternativa.
Dica para questões semelhantes
  • Em questões que misturam tratamento e aptidão para dirigir, primeiro enquadre a faixa de PA na norma ocupacional; isso costuma eliminar alternativas antes da discussão farmacológica.
  • Se a alternativa traz tratamento plausível, mas ASO incompatível com a faixa pressórica, ela deve ser descartada.

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