Leia o seguinte caso clínico hipotético e responda: Um pedr...

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Ano: 2026 Banca: UFLA Órgão: UFLA Prova: UFLA - 2026 - UFLA - Médico/Medicina do Trabalho |
Q4071664 Segurança e Saúde no Trabalho
Leia o seguinte caso clínico hipotético e responda:
Um pedreiro de 52 anos trabalha há 20 anos em construção civil, exposto diariamente a poeiras de cimento, areia quartzosa e corte de granito sem uso consistente de máscara PFF2 ou aspiração local. Procura UBS/ESF com dispneia progressiva aos esforços moderados (mMRC 2) há 6 meses, tosse seca persistente sem expectoração e perda involuntária de 5 kg de peso. Não fuma, nega febre, sudorese ou hemoptise. Espirometria revela padrão restritivo isolado (FEV1 65% VP, CVF 70% VP, VEF1/CVF 82%). RX de tórax (PA) mostra micronódulos difusos bilaterais predominantemente superiores (ILO 1/1 profusão p/p), sem derrame pleural, consolidação ou cavitações.

São condutas adequadas para o manejo dessa síndrome respiratória na UBS/ESF, EXCETO:
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A questão se resolve pela combinação entre longa exposição à sílica/poeira mineral, espirometria restritiva isolada e RX com micronódulos difusos bilaterais predominantes em campos superiores.

Tema central: Suspeita de pneumoconiose
Análise das alternativas
A
Errada
Não é a exceção. Notificação como agravo ocupacional suspeito, solicitação de TC torácica de alta resolução e encaminhamento para pneumologia são condutas compatíveis com suspeita de pneumoconiose/silicose ocupacional.
B
Errada
Não é a exceção segundo o gabarito oficial. Embora desloque o foco para diagnóstico diferencial com sarcoidose e traga conduta dependente de confirmação diagnóstica, a proposta está condicionada à identificação de granulomas não caseosos e não entra em contradição frontal com os dados do caso do modo como ocorre na alternativa D.
C
Errada
Não é a exceção. Seguimento com RX de tórax e espirometria, orientação de proteção respiratória e controle ambiental, além de avaliação de afastamento cautelar, confrontam corretamente o problema central: vigilância e redução/interrupção da exposição em suspeita de doença relacionada ao trabalho.
D
Certa
A alternativa D é a exceção porque propõe broncodilatador e corticosteroide inalatório por possível reversibilidade obstrutiva, mas o caso não mostra obstrução ao fluxo aéreo nem reversibilidade documentada. O dado funcional informado é de padrão restritivo isolado, e o conjunto clínico-radiológico é compatível com pneumoconiose ocupacional por sílica/poeira mineral.
Pegadinha da questão
A confusão real era tratar dispneia e tosse crônicas como se fossem, por si só, sinal de asma/DPOC, ignorando que o enunciado trouxe espirometria restritiva e padrão radiológico típico de pneumoconiose; por isso, a presença de TCAR na alternativa D não salva o erro central do tratamento proposto.
Dica para questões semelhantes
  • Em quadro respiratório ocupacional, primeiro defina se o padrão funcional é obstrutivo ou restritivo antes de aceitar tratamento inalatório para reversibilidade.
  • Exposição crônica à sílica/poeira mineral com micronódulos predominantes em campos superiores deve direcionar a suspeita para pneumoconiose ocupacional.
  • Na APS, suspeita de agravo ocupacional respiratório sustenta notificação, controle/afastamento da exposição, seguimento funcional-radiológico e encaminhamento especializado.
  • Quando uma alternativa mistura parte correta com parte incompatível com a evidência central do caso, prevalece o erro decisivo.

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