Questões de Concurso Sobre medicina
Foram encontradas 166.480 questões
O primeiro passo para o cálculo do nível de deficiência na avaliação biopsicossocial de deficiência pelo Índice de Funcionalidade Brasileiro Modificado (IF-BrM) consiste na avaliação das pontuações atribuídas a cada uma das 57 questões que descrevem atividades funcionais e participações segundo a Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF).
Para cada atividade é atribuído um nível de independência, baseada no modelo da Medida de Independência Funcional (MIF), com os níveis de dependência de terceiros agrupados em níveis de pontuação.
Assinale a opção que apresenta, corretamente, a pontuação quando o indivíduo “realiza a atividade de forma adaptada, sendo necessário algum tipo de modificação ou realiza a atividade de forma diferente da habitual ou mais lentamente.”
Paciente de 40 anos, apresenta quadro de fadiga, ganho de peso corporal, perda de cabelo, HAS diastólica, fraqueza muscular e sonolência.
Considerando as principais causas endócrinas e não endócrinas de HAS secundária, assinale a opção que apresenta os exames que indicariam o diagnóstico etiológico para o caso.
Atualmente, a doença renal crônica (DRC) se destaca como um problema de Saúde Pública devido à sua prevalência crescente, morbimortalidade elevada e altos custos demandados para a manutenção dos pacientes renais crônicos dialíticos nas diversas modalidades de Terapia Renal Substitutiva (TRS) existentes (hemodiálise, diálise peritoneal e transplante renal).
O tratamento conservador da DRC compreende o tratamento não dialítico. Seu objetivo é a manutenção da função renal e a prevenção da progressão da doença, buscando postergar a necessidade de TRS.
Assinale a opção que indica a droga do grupo dos inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 (reduz a absorção de glicose do filtrado glomerular no túbulo renal proximal, com redução concomitante da reabsorção de sódio, levando à excreção urinária da glicose e diurese osmótica), usada no tratamento medicamentoso da DRC.
A retocolite ulcerativa é uma forma de doença inflamatória intestinal, que se caracteriza pela inflamação da mucosa do cólon e do reto. Essa condição é autoimune, onde o sistema imunológico ataca a própria mucosa intestinal, resultando em edema, erosões e múltiplas úlceras.
Sobre a retocolite ulcerativa, analise as afirmativas a seguir.
I. A doença usualmente afeta o reto e também variáveis porções proximais do cólon, em geral de forma contínua, ou seja, sem áreas de mucosa normal entre as porções afetadas.
II. As manifestações extraintestinais ocorrem entre 10% a 35% dos pacientes e podem cursar com acometimento articular, cutâneo, hepatobiliar, oftalmológico e hematológico e influenciar no metabolismo ósseo.
III. O achado colonoscópico mais típico é o acometimento da mucosa desde a margem anal, estendendo-se proximalmente de uma forma contínua e simétrica, sem clara demarcação entre mucosas inflamada e normal.
Está correto o que se afirma em
A Dermatite Atópica (DA) é uma doença crônica não contagiosa, com componentes genéticos e ambientais contribuindo para o seu desenvolvimento. Também conhecida como eczema atópico, é uma condição inflamatória e pruriginosa da pele, que ocorre com maior frequência em crianças (início precoce), mas afeta também os adultos, os quais representam um terço de todos os casos novos da doença.
Os critérios de Hanifin e Rajka são considerados o “padrão-ouro” para o diagnóstico de DA. Com este instrumento define-se DA com 3 ou mais critérios maiores e 3 ou mais critérios menores.
Assinale a opção que apresenta, corretamente, um critério maior para o diagnóstico de Dermatite Atópica (DA).
A obstrução intestinal aguda é responsável por cerca de 1 a 3% de todas as hospitalizações e por um quarto de todas as internações em cirurgia geral de urgência ou emergência. Cerca de 80% dos casos envolvem o intestino delgado, e em torno de um terço desses pacientes mostra evidências de isquemia significativa.
A obstrução funcional, também chamada de íleo paralítico, está presente quando o distúrbio da motilidade impede que o conteúdo intestinal progrida distalmente, mesmo sem bloqueio mecânico.
Assinale a opção que apresenta a causa mais comum de íleo paralítico.
A hipertensão portal é uma síndrome caracterizada anatomicamente pela existência de bloqueio à circulação da veia porta e suas tributárias; funcionalmente pela pressão aumentada no sistema porta, acima de 5 mmHg, superior à pressão da veia cava inferior; e, clinicamente, por esplenomegalia, hiperesplenismo, varizes esofagianas e alterações hepáticas variáveis.
Assinale a opção que apresenta a principal causa sinusoidal de hipertensão portal.
Considerando os achados clínicos e as recomendações mais recentes para o manejo de escabiose na Atenção Primária, analise as alternativas abaixo e assinale a conduta CORRETA.
Com base nas diretrizes mais atuais, avalie as afirmações abaixo.
I- Dor intensa, fotofobia importante, redução da acuidade visual ou halos indicam gravidade.
II- Conjuntivite viral apresenta secreção mucopurulenta densa e dor intensa.
III- Pterígio/pinguécula relacionam-se à exposição crônica à radiação ultravioleta.
IV- Conjuntivite alérgica cursa com prurido intenso e secreção aquosa.
V- Olho vermelho sem dor e com visão preservada exclui doença corneana.
É CORRETO o que se afirma em:
Considerando as diretrizes de Atenção Primária, manejo de disfonia e critérios de encaminhamento precoce, a conduta mais adequada nesse momento é:
Considerando essas diretrizes vigentes em 2025, analise as afirmações a seguir.
I- O diagnóstico de diabetes mellitus pode ser confirmado por glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL em duas ocasiões, HbA1c ≥ 6,5% utilizando método certificado, glicemia ao acaso ≥ 200 mg/dL na presença de sintomas típicos ou TOTG com glicemia de 2h ≥ 200 mg/dL; a diretriz de 2025 também reconhece a glicemia de 1h do TOTG como parâmetro auxiliar em situações específicas.
II- O rastreamento de dislipidemia deve ser iniciado em adultos a partir de 20 anos, mesmo na ausência de sintomas, e deve incluir colesterol total, HDL, triglicerídeos, LDL calculado ou medido, bem como colesterol não-HDL, que passa a ser considerado meta terapêutica coprimária nas novas diretrizes.
III- O tratamento farmacológico da obesidade deve ser considerado em IMC ≥ 30 kg/m² ou ≥ 27 kg/m² na presença de comorbidades, desde que medidas comportamentais tenham sido implementadas; portanto, não se restringe apenas a IMC ≥ 35 kg/m².
IV- O rastreamento universal de hipotireoidismo em adultos assintomáticos não é recomendado rotineiramente, devendo ser direcionado a indivíduos com fatores de risco clínicos ou epidemiológicos definidos.
V- As metas de LDL-c devem ser individualizadas conforme a estratificação de risco cardiovascular: < 115 mg/dL para baixo risco, < 100 mg/dL para risco intermediário, < 70 mg/dL para alto risco, < 55 mg/dL para muito alto risco e < 40 mg/dL para risco extremo, conforme atualizado pela Diretriz SBC 2025.
É CORRETO o que se afirma em:
Diante desse quadro, qual conduta inicial mais adequada na APS (Atenção Primária à Saúde)?
Diante deste quadro, como conduzir a consulta?
Um médico de família realiza avaliação domiciliar de uma paciente idosa de 78 anos, que mora sozinha. Durante a consulta, ele observa se a paciente consegue realizar tarefas básicas como banho, vestir-se, usar o banheiro e alimentar-se sozinha, e também verifica capacidade de gerenciar tarefas mais complexas, como preparar refeições, fazer compras, administrar medicamentos e lidar com questões financeiras. Essa avaliação tem o objetivo de identificar níveis de independência e necessidade de suporte para manter autonomia e qualidade de vida.
Qual ferramenta ele pode usar de forma mais adequada para avaliar as atividades básicas da vida diária, e qual avalia as atividades instrumentais mais complexas?
Um paciente hipertenso e diabético de longa data procura a UBS para avaliação periódica. Ele apresenta (Unidade Básica de Saúde) exames estáveis e não há sinais de complicações. O médico decide reavaliar cuidadosamente a necessidade de cada medicação, evitar exames desnecessários e explicar os riscos de procedimentos invasivos que não trariam benefício adicional.
Qual princípio da Medicina de Família e Comunidade está sendo aplicado?
Qual princípio da Medicina de Família e Comunidade está descrito nessa situação?
Paciente homem de 27 anos, vendedor ambulante, procura a UBS com febre alta há 3 dias, dor de cabeça (Unidade Básica de Saúde) intensa, dor retro orbitária, mialgia e artralgia. Refere também mal-estar geral, náusea leve e inapetência. O paciente relata que nos últimos dias vários vizinhos e colegas de trabalho apresentaram sintomas semelhantes, mas nega uso de medicamentos contínuos, comorbidades crônicas ou uso de AAS. Afirma consumo de álcool social nos finais de semana. Ao exame físico: paciente em bom estado geral, hidratado, afebril no momento, sem sinais de hemorragia (sangramentos gengivais ou petéquias ausentes). Pressão arterial e frequência cardíaca normais. Ausência de dor abdominal intensa, vômitos persistentes ou hepatomegalia.
Considerando o quadro clínico e a classificação da dengue segundo o Ministério da Saúde, qual conduta inicial deve ser tomada?
Qual deve ser a conduta mais adequada após estabilização clínica?
Homem de 52 anos, professor do ensino médio, procura a UBS relatando tristeza persistente, cansaço e (Unidade Básica de Saúde) perda de interesse em atividades prazerosas há cerca de 3 meses. Refere sono irregular, dificuldade de concentração e sensação de estar “sem energia”. Nega uso de medicamentos, não faz psicoterapia e relata consumo social de álcool, sem uso abusivo. Ao aplicar o PHQ-9, o escore total foi 14 pontos. Nega ideação suicida. Exame físico e sinais vitais sem alterações.
Qual é a conduta CORRETA na Atenção Primária à Saúde?