As diretrizes metabólicas brasileiras mais recentes — inclui...

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Q3882725 Medicina
As diretrizes metabólicas brasileiras mais recentes — incluindo a Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose 2025 (SBC), a Diretriz de Diagnóstico e Classificação do Diabetes 2025 (SBD) e recomendações da SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) — atualizam critérios diagnósticos, recomendações de rastreamento e metas terapêuticas.
Considerando essas diretrizes vigentes em 2025, analise as afirmações a seguir.
I- O diagnóstico de diabetes mellitus pode ser confirmado por glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL em duas ocasiões, HbA1c ≥ 6,5% utilizando método certificado, glicemia ao acaso ≥ 200 mg/dL na presença de sintomas típicos ou TOTG com glicemia de 2h ≥ 200 mg/dL; a diretriz de 2025 também reconhece a glicemia de 1h do TOTG como parâmetro auxiliar em situações específicas.
II- O rastreamento de dislipidemia deve ser iniciado em adultos a partir de 20 anos, mesmo na ausência de sintomas, e deve incluir colesterol total, HDL, triglicerídeos, LDL calculado ou medido, bem como colesterol não-HDL, que passa a ser considerado meta terapêutica coprimária nas novas diretrizes.
III- O tratamento farmacológico da obesidade deve ser considerado em IMC ≥ 30 kg/m² ou ≥ 27 kg/m² na presença de comorbidades, desde que medidas comportamentais tenham sido implementadas; portanto, não se restringe apenas a IMC ≥ 35 kg/m².
IV- O rastreamento universal de hipotireoidismo em adultos assintomáticos não é recomendado rotineiramente, devendo ser direcionado a indivíduos com fatores de risco clínicos ou epidemiológicos definidos.
V- As metas de LDL-c devem ser individualizadas conforme a estratificação de risco cardiovascular: < 115 mg/dL para baixo risco, < 100 mg/dL para risco intermediário, < 70 mg/dL para alto risco, < 55 mg/dL para muito alto risco e < 40 mg/dL para risco extremo, conforme atualizado pela Diretriz SBC 2025.
É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A questão é decidida pelas diretrizes brasileiras vigentes em 2025: as assertivas I, II, III, IV e V estão compatíveis com os critérios diagnósticos de diabetes, com o rastreamento/metas de dislipidemia, com a indicação de farmacoterapia da obesidade, com a ausência de rastreamento universal rotineiro de hipotireoidismo em adultos assintomáticos e com as metas de LDL-c por estratificação de risco; por isso, a alternativa correta é C.

Tema central: Diretrizes metabólicas 2025
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque exclui II e V, mas ambas são sustentadas pela Diretriz Brasileira de Dislipidemias 2025. O ponto decisivo é que o colesterol não-HDL passou a ser meta terapêutica coprimária e que as metas de LDL-c são estratificadas por risco, com alvo < 40 mg/dL no risco extremo.
B
Errada
Está errada porque exclui III e IV. A III é verdadeira, pois a farmacoterapia antiobesidade não se restringe a IMC ≥ 35 kg/m²; ela pode ser indicada em IMC ≥ 30 kg/m² ou em IMC ≥ 27 kg/m² com comorbidades, associada a intervenção de estilo de vida. A IV também é verdadeira, porque não há recomendação de rastreamento universal rotineiro de hipotireoidismo em adultos assintomáticos, devendo a triagem ser dirigida por fatores de risco ou achados clínicos.
C
Certa
A alternativa C está correta porque todas as cinco assertivas são compatíveis com as diretrizes e recomendações vigentes em 2025. A assertiva I mantém os critérios diagnósticos clássicos de diabetes mellitus — glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, HbA1c ≥ 6,5% em método certificado, glicemia ao acaso ≥ 200 mg/dL com sintomas e glicemia de 2h no TTGO ≥ 200 mg/dL — e acrescenta o TTGO-1h como parâmetro auxiliar em situações específicas. A assertiva II está de acordo com a Diretriz Brasileira de Dislipidemias 2025 ao admitir rastreamento lipídico em adultos a partir de 20 anos e ao reconhecer o colesterol não-HDL como meta terapêutica coprimária. A assertiva III está correta porque a farmacoterapia da obesidade pode ser considerada em IMC ≥ 30 kg/m² ou em IMC ≥ 27 kg/m² com comorbidades, sempre associada a medidas comportamentais. A assertiva IV também está correta porque não há recomendação de rastreamento universal rotineiro de hipotireoidismo em adultos assintomáticos, sendo a investigação dirigida por risco ou contexto clínico. A assertiva V está correta porque a diretriz de dislipidemias 2025 individualiza as metas de LDL-c por estratificação de risco, incluindo alvo < 40 mg/dL para risco cardiovascular extremo.
D
Errada
Está errada porque exclui I e III. A I é correta pelos critérios diagnósticos atuais de diabetes e pela incorporação do TTGO-1h como parâmetro auxiliar em situações específicas. A III também é correta porque a indicação de farmacoterapia da obesidade não depende de obesidade grave nem se confunde com critério cirúrgico.
E
Errada
Está errada porque exclui II, que é verdadeira. A Diretriz Brasileira de Dislipidemias 2025 sustenta tanto o rastreamento lipídico em adultos a partir de 20 anos quanto a incorporação do colesterol não-HDL como meta terapêutica coprimária.
Pegadinha da questão
A banca misturou mudanças recentes com conceitos antigos para induzir erro em três pontos: achar que o TTGO-1h não tem papel formal algum, tratar o não-HDL-c como dado apenas complementar sem meta terapêutica e confundir farmacoterapia da obesidade com critérios de obesidade grave ou cirurgia bariátrica.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão citar diretrizes mais recentes, procure primeiro os pontos atualizados que mudaram meta ou conduta.
  • Em diabetes, não descarte os critérios clássicos; o TTGO-1h é aditivo e situacional, não substitui universalmente glicemia de jejum, HbA1c ou TTGO-2h.
  • Em dislipidemia, verifique sempre a estratificação de risco para definir o alvo de LDL-c e o papel formal do não-HDL-c como meta coprimária.
  • Em obesidade e tireoide, diferencie indicação de tratamento de rastreamento: farmacoterapia antiobesidade pode ocorrer abaixo de IMC 35 com os critérios corretos, enquanto hipotireoidismo não tem rastreamento universal rotineiro em adultos assintomáticos.

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item II errado.

9.10.2. Rastreamento

Rastreamento universal: entre 9 e 11 anos e entre 17 e 21 anos, preferencialmente em jejum, independentemente de histórico familiar.

Rastreamento seletivo: entre 2 e 8 anos e 12 e 16 anos para crianças com fatores de risco como:

• histórico familiar de hipercolesterolemia ou doença cardiovascular prematura; • sobrepeso/obesidade; • diabetes, hipertensão ou tabagismo.

item v erradao.

meta LDL-c baixo risco <130

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