Questões de Concurso
Sobre gastroenterologia em medicina
Foram encontradas 8.562 questões
Paciente do sexo masculino, saudável, de 35 anos, resolve se candidatar a doador de sangue, e, ao receber os resultados dos exames de triagem, se surpreende com Anti-HBc reagente, HBsAg negativo, Anti-HCV negativo e ALT = 28 mg/dl.
Ao receber este paciente no ambulatório, qual o próximo passo a seguir?
Paciente de 47 anos apresenta icterícia flutuante, colúria e acolia fecal há sete dias. Sem perda de peso ou febre. USG de abdome: colelitíase com múltiplos cálculos, com dilatação discreta de colédoco. Exames laboratoriais: Hb 13,7 g/dL; Leuco 9,8 mil/mm³; TGO 170 U/L; TGP 120 U/L; FA 480 U/L; GGT 715 U/L, BT 6,45 mg/dL; BD 5,5 mg/dL.
Nesse caso, qual deve ser a conduta?
I - A colestase é definida por diminuição ou interrupção do fluxo biliar para o duodeno, por obstrução da árvore biliar intra ou extra-hepática, ou por alteração funcional do hepatócito.
II - A redução no fluxo da bile pode ocorrer, em maior ou menor grau, em qualquer ponto entre as células hepáticas e o duodeno, o que permite classificar a colestase em extra-hepática (CEH) ou intra-hepática (CIH).
III - A СІH pode resultar de defeitos funcionais do hepatócito (CIH hepatocelular) ou de obstrução do fluxo de bile, desde ramos de maior calibre da árvore biliar intra-hepática (ABIH) até o sistema biliar de pequenos ductos, sem envolvimento dos colangíolos.
IV - A CEH resulta da obstrução da árvore biliar extra-hepática, nos ductos biliares principais, localizados fora do fígado ou ao nível do hilo hepático. A CEH pode ser de causa intrínseca ou extrínseca à arvore biliar extra-hepática.
V- Clinicamente, a colestase caracteriza-se classicamente pela tríade: icterícia, colúria e hipocolia ou acolia fecal.
VI - A presença da icterícia é uma condição obrigatória para o diagnóstico de colestase, devido a não alteração das enzimas hepáticas canaliculares em quadros agudos: fosfatase alcalina (FA) e gama-glutamiltransferase e dos sais biliares, estando somente alteradas em quadros crônicos. A colestase é considerada crônica quando está presente há mais de seis meses.
Das alterações abaixo, podem estar presentes neste paciente:
I. Varizes esofágicas.
II. Atrofia testicular.
III. Esplenomegalia.
IV. Flapping.
V. Trombocitopenia.
Está correto o que se afirma em:
I. O estágio precoce (BCLC-A) é definido por um CHC solitário, independentemente do seu tamanho, ou por até 3 nódulos, de forma que nenhum ultrapasse o tamanho de 3 cm, sem invasão macrovascular, metástases ou sintomas relacionados ao câncer. Os tratamentos possíveis nesse estágio são ablação, ressecção ou transplante, conforme as particularidades de cada caso. II. A quimioembolização hepática é um tratamento utilizado no estágio intermediário (BCLC-B). Sua eficácia foi demonstrada no prolongamento da sobrevida e no downstaging, possibilitando a inclusão de pacientes em lista de transplante hepático, quando efetivo. III. Pacientes com estágio avançado (BCLC-C) caracterizam-se por invasão portal e/ou disseminação extra-hepática e função hepática preservada. Nesse estágio, o tratamento de 1ª linha consiste no uso de sorafenibe ou regorafenibe.
Quais estão corretas?
Homem, etilista, 63 anos, portador de hepatopatia crônica, é admitido em pronto-socorro com volumosa hematêmese. Acompanhante relata quadro semelhante no passado devido a varizes de esôfago. Ao exame: PA 85 x 50 mmHg, FC 118 bom, FR 22 irpm, SatO2 91%, Glasgow de 9, confuso, sonolento, icterícia 2+/4+, hipocorado 4+/4+, desidratado 2+/4+, apresenta abdômen ascítico e com circulação colateral. Assinale a conduta imediata para tal paciente.
Diante do quadro clínico, a conduta correta é