Leia o caso clínico a seguir.Paciente de 47 anos apresenta i...

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Q4151922 Medicina
Leia o caso clínico a seguir.

Paciente de 47 anos apresenta icterícia flutuante, colúria e acolia fecal há sete dias. Sem perda de peso ou febre. USG de abdome: colelitíase com múltiplos cálculos, com dilatação discreta de colédoco. Exames laboratoriais: Hb 13,7 g/dL; Leuco 9,8 mil/mm³; TGO 170 U/L; TGP 120 U/L; FA 480 U/L; GGT 715 U/L, BT 6,45 mg/dL; BD 5,5 mg/dL.

Nesse caso, qual deve ser a conduta? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O caso sugere coledocolitíase sem colangite, pancreatite biliar, sepse ou outra urgência que imponha desobstrução imediata: há icterícia flutuante, colúria, acolia fecal, padrão colestático com bilirrubina direta, FA e GGT elevadas, além de colelitíase e discreta dilatação do colédoco. Nessa situação, a conduta correta é confirmar a suspeita por método não invasivo; entre as alternativas, a colangiorressonância é a melhor opção, enquanto a CPRE fica reservada sobretudo para tratamento.

Tema central: Suspeita de coledocolitíase
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque a CPRE não é a melhor conduta inicial quando há apenas suspeita de coledocolitíase em paciente estável e sem colangite, pancreatite biliar ou necessidade urgente de descompressão. O erro médico da alternativa é usar procedimento invasivo de finalidade predominantemente terapêutica como método diagnóstico de rotina, expondo o paciente a risco desnecessário.
B
Errada
Está errada porque a tomografia tem menor rendimento para detectar coledocolitíase, especialmente cálculos pequenos ou não calcificados, e não é o exame de escolha para confirmar cálculo em via biliar nesse cenário. O quadro favorece litíase obstrutiva, não investigação prioritária de massa ou complicação que dê vantagem à tomografia.
C
Errada
Está errada porque colecistectomia com colangiografia já representa abordagem cirúrgica invasiva antes da melhor definição diagnóstica da via biliar principal. A colangiografia intraoperatória pode diagnosticar cálculo no colédoco, mas não é a primeira escolha quando o paciente está estável e há disponível, entre as opções, método não invasivo mais apropriado para confirmar a suspeita.
D
Certa
A colangiorressonância é a alternativa correta porque o caso sugere obstrução biliar distal por cálculo em paciente estável, sem sinais de colangite ou outra necessidade imediata de desobstrução endoscópica. Nessa situação, o método mais apropriado entre as opções é um exame confirmatório não invasivo, com boa acurácia para demonstrar cálculo em via biliar principal e definir a anatomia biliar. Isso evita usar CPRE apenas como exame diagnóstico, já que ela tem papel predominantemente terapêutico e risco de complicações.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre icterícia obstrutiva por provável cálculo e indicação automática de CPRE. O ponto decisivo é separar exame diagnóstico confirmatório de procedimento terapêutico invasivo.
Dica para questões semelhantes
  • Reconheça padrão colestático extra-hepático por colúria, acolia fecal, bilirrubina direta, FA e GGT elevadas.
  • Se houver suspeita de coledocolitíase sem colangite, sepse ou pancreatite, prefira método confirmatório não invasivo.
  • Lembre que CPRE tem papel principalmente terapêutico, não deve ser escolhida rotineiramente só para diagnosticar.
  • Não antecipe cirurgia da vesícula como primeiro passo quando a via biliar principal ainda precisa ser definida adequadamente.

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