Questões de Concurso Sobre alergia e imunologia em medicina

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Q4310431 Medicina
Um homem de 29 anos procurou atendimento após diagnóstico recente de infecção pelo vírus da imunodeficiência humana tipo 1 (HIV-1). Relatou perda ponderal de 6 kg nos últimos quatro meses e linfadenomegalia generalizada. Ainda não havia iniciado terapia antirretroviral.
Os exames laboratoriais demonstraram carga viral de 680.000 cópias/mL e contagem de linfócitos T CD4⁺: 148 células/mm³ (VR: 500–1.500 células/mm³).

Considerando o conhecimento atual sobre a imunopatogênese da infecção pelo HIV-1, assinale a opção que apresenta o mecanismo que explica de forma mais adequada a depleção progressiva dos linfócitos T CD4⁺.
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Q4310430 Medicina
Uma empresa farmacêutica desenvolveu uma vacina de subunidade composta por uma glicoproteína recombinante purificada de um vírus respiratório emergente. Nos estudos clínicos iniciais, a formulação apresentou perfil de segurança favorável, mas induziu baixos títulos de anticorpos neutralizantes, resposta pouco intensa de linfócitos T auxiliares e proteção de curta duração.
Para aumentar sua imunogenicidade, os pesquisadores incorporaram à formulação um agonista de receptor Toll-like capaz de promover a ativação de células dendríticas.

Esse aumento da resposta imunológica promovido por esse componente decorre principalmente da
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Q4310429 Medicina
Com relação às vantagens imunológicas das vacinas polissacarídicas conjugadas sobre as vacinas polissacarídicas não conjugadas, assinale a afirmativa correta.
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Q4310428 Medicina
Um lactente de 3 meses, do sexo masculino, foi encaminhado para investigação após apresentar candidíase oral persistente, diarreia crônica, baixo ganho ponderal e dois episódios de pneumonia bacteriana desde o segundo mês de vida. A mãe relatou que um irmão havia falecido aos 5 meses de idade em decorrência de infecção respiratória grave de etiologia não esclarecida.
Ao exame físico, observou-se criança emagrecida, sem linfonodos periféricos palpáveis. Não apresentava eczema, petéquias ou outras alterações cutâneas relevantes.
Os exames laboratoriais demonstraram: hemoglobina: 10,9 g/dL (VR: 9,5–13,5 g/dL); leucócitos: 2.900/mm³ (VR: 5.000– 19.500/mm³); neutrófilos: 1.910/mm³ (VR: 1.000–9.000/mm³); linfócitos: 620/mm³ (VR: 2.500–16.500/mm³); plaquetas: 286.000/mm³ (VR: 150.000–450.000/mm³); imunoglobulina G (IgG): 72 mg/dL (VR: 100–334 mg/dL); imunoglobulina A (IgA): <5 mg/dL (VR: 7–37 mg/dL); imunoglobulina M (IgM): 12 mg/dL (VR: 26–122 mg/dL). A imunofenotipagem por citometria de fluxo evidenciou linfócitos T CD3⁺: 210 células/mm³, acentuadamente reduzidos para a idade, com redução das subpopulações CD4⁺ e CD8⁺.
Considerando o tipo de imunodeficiência apresentada pela criança, a seguinte vacina está contraindicada.
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Q4310427 Medicina
Uma adolescente de 16 anos, com história de obstrução nasal diária, espirros em salva, rinorreia aquosa e prurido nasal intenso, com piora consistente durante a limpeza da residência e a exposição à poeira domiciliar, procurou assistência médica para tratamento. Apesar do uso correto de corticosteroide intranasal em dose plena associado a anti-histamínico oral de segunda geração, permaneceu sintomática, com prejuízo importante da qualidade do sono e do desempenho escolar.
Os testes cutâneos evidenciaram sensibilização significativa a Dermatophagoides pteronyssinus e Dermatophagoides farinae. A espirometria foi normal. Não apresentava sinais de imunodeficiência ou doença autoimune e não havia história de uso de betabloqueador.
Diante desse quadro, o alergista assistente iniciou imunoterapia alérgeno-específica subcutânea, com aplicações regulares segundo protocolo de indução e manutenção, observando-se melhora clínica significativa durante o seguimento.

Assinale a afirmativa correta a respeito dos mecanismos imunológicos atualmente aceitos como responsáveis pela eficácia desse tratamento. 
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Q4310426 Medicina
Um menino de 18 meses foi encaminhado a um serviço de Imunologia Pediátrica por apresentar pneumonias bacterianas recorrentes, diarreia persistente e candidíase oral de repetição desde os nove meses de idade. Aos 15 meses, apresentou pneumonia por Pneumocystis jirovecii. Ao exame físico, observaram-se amígdalas de tamanho habitual e linfonodos cervicais palpáveis. Não havia eczema nem alterações esqueléticas.
Os exames laboratoriais demonstraram: hemoglobina: 10,9 g/dL (VR: 10,5–13,5 g/dL); leucócitos: 7.900/mm³ (VR: 6.000– 17.500/mm³); neutrófilos: 1.100/mm³ (VR: 1.500–8.000/mm³); linfócitos: 5.900/mm³ (VR: 3.000–9.500/mm³); imunoglobulina G (IgG): 138 mg/dL (VR: 450–1.000 mg/dL); imunoglobulina A (IgA): <5 mg/dL (VR: 20–100 mg/dL); imunoglobulina M (IgM): 468 mg/dL (VR: 40–150 mg/dL). A citometria de fluxo evidenciou número normal de linfócitos B CD19⁺ e de linfócitos T CD3⁺.

Considerando a forma clássica ligada ao cromossomo X da síndrome de hiper-imunoglobulina M (hiper-IgM), a alteração fisiopatológica que melhor explica esse quadro clínico corresponde a
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Q4310425 Medicina
Um lactente de 3 meses, do sexo masculino, foi encaminhado ao serviço de Imunologia Pediátrica para investigação de infecções respiratórias bacterianas recorrentes e candidíase oral persistente desde o primeiro mês de vida.
Ao exame físico, apresentou hipertelorismo discreto, micrognatia, implantação baixa das orelhas, filtro nasolabial curto e palato ogival. Observou-se sopro sistólico em borda esternal esquerda.
O ecocardiograma demonstrou tronco arterioso comum.
Os exames laboratoriais demonstraram: hemoglobina: 11,2 g/dL (VR: 10,5–13,5 g/dL); leucócitos: 6.900/mm³ (VR: 6.000– 17.500/mm³); linfócitos: 1.850/mm³ (VR: 4.000–10.500/mm³); cálcio sérico: 7,2 mg/dL (VR: 8,8–10,8 mg/dL).
A citometria de fluxo evidenciou: linfócitos T CD3⁺: acentuadamente reduzidos; linfócitos B CD19⁺: normais; células NK CD16⁺/CD56⁺: normais.

Considerando a imunopatogenia da síndrome apresentada, é correto afirmar que a redução dos linfócitos T decorre principalmente pelo comprometimento do processo de 
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Q4310424 Medicina
Um menino de 7 anos foi encaminhado ao serviço de Imunologia Pediátrica para investigação de infecções bacterianas graves recorrentes desde os primeiros anos de vida. Em sua história, havia o relato de duas pneumonias complicadas por abscessos pulmonares, linfadenites cervicais supurativas, osteomielite em tíbia e, mais recentemente, abscesso hepático por Staphylococcus aureus. Como antecedente familiar, a mãe relatou que um tio materno faleceu ainda na infância após episódios repetidos de infecções graves.
Ao exame físico, observavam-se cicatrizes cervicais compatíveis com drenagens cirúrgicas prévias de abscessos. Não havia eczema, candidíase mucocutânea persistente nem atraso importante do crescimento.
Os exames laboratoriais demonstraram: hemoglobina: 12,4 g/dL (VR: 11,5–15,5 g/dL); leucócitos: 14.600/mm³ (VR: 4.500– 13.500/mm³); neutrófilos: 10.900/mm³ (VR: 1.500–8.000/mm³); imunoglobulinas séricas: dentro da normalidade; linfócitos T CD3⁺: normais; linfócitos B CD19⁺: normais.
O teste da dihidrorodamina (DHR) por citometria de fluxo apresentou fluorescência intensamente reduzida após estimulação dos neutrófilos.

Considerando a imunopatogenia da doença apresentada, é correto afirmar que a elevada suscetibilidade a infecções por microrganismos catalase-positivos decorre principalmente da 
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Q4310421 Medicina
Um lactente de 5 meses foi levado ao pronto-socorro por episódios repetidos de vômitos intensos, letargia e palidez iniciados cerca de duas horas após a introdução de uma nova fórmula infantil. Aproximadamente seis horas após o início dos sintomas, evoluiu com diarreia aquosa, sem urticária, angioedema, sibilância ou outras manifestações respiratórias. Permaneceu afebril durante todos os episódios e apresentou recuperação clínica completa entre as crises. Em nova exposição à mesma fórmula, evoluiu com hipotensão arterial, necessitando expansão volêmica intravenosa.
Os exames laboratoriais demonstraram: hemoglobina: 11,2 g/dL (valor de referência: 10,5–13,5 g/dL); leucócitos: 18.600/mm³ (valor de referência: 6.000–17.500/mm³); neutrófilos: 82% (valor de referência: 30–60%); eosinófilos: 2% (valor de referência: 1– 6%); plaquetas: 428.000/mm³ (valor de referência: 150.000– 450.000/mm³); proteína C-reativa (PCR): 18 mg/L (valor de referência: <5 mg/L); lactato sérico: 1,6 mmol/L (valor de referência: 0,5–2,2 mmol/L). A dosagem sérica de imunoglobulina E (IgE) específica para proteínas do leite de vaca foi negativa, assim como o teste cutâneo de hipersensibilidade imediata.

Considerando o mecanismo imunopatogênico predominante atualmente reconhecido para essa síndrome, a principal alteração responsável pelo desenvolvimento do quadro clínico foi a
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Q4310420 Medicina
Um rapaz de 15 anos procurou atendimento por apresentar febre alta, cefaleia, dor retro-orbitária, mialgia e exantema havia quatro dias. Relatou episódio de dengue confirmado laboratorialmente quatro anos antes, com recuperação completa. Na infecção atual, a pesquisa do RNA do vírus da dengue (DENV) foi positiva e identificou sorotipo diferente daquele documentado na primeira infecção. Durante a evolução, apresentou dor abdominal intensa, vômitos persistentes e aumento progressivo do hematócrito associado à redução da contagem de plaquetas, sendo internado para monitorização e tratamento.

Considerando que infecções sequenciais por diferentes sorotipos do DENV podem, em determinadas circunstâncias, aumentar o risco de formas graves da doença, assinale a opção que descreve corretamente um dos principais mecanismos imunológicos envolvidos nesse fenômeno.
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Q4310419 Medicina
Um menino de 11 anos foi levado pelos responsáveis ao ambulatório de Gastroenterologia Pediátrica por apresentar disfagia progressiva para alimentos sólidos, episódios recorrentes de impactação alimentar e dor retroesternal havia aproximadamente oito meses. Apresentava antecedentes de rinite alérgica e dermatite atópica.
A endoscopia digestiva alta evidenciou anéis esofágicos concêntricos, sulcos longitudinais e exsudatos esbranquiçados. Foram obtidas múltiplas biópsias do esôfago, que demonstraram infiltrado intraepitelial com 52 eosinófilos por campo de grande aumento, além de hiperplasia da camada basal e fibrose da lâmina própria.

Considerando o diagnóstico de esofagite eosinofílica e seus mecanismos imunopatogênicos, assinale a opção que melhor descreve o mecanismo responsável pela quimiotaxia e pelo recrutamento preferencial de eosinófilos para o epitélio esofágico.
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Q4310418 Medicina
Um lactente do sexo masculino, com 4 meses de idade, foi encaminhado ao serviço de Imunologia Pediátrica por apresentar diarreia aquosa intensa desde o primeiro mês de vida, importante dificuldade de ganho ponderoestatural e dermatite eczematosa difusa de início precoce.
Nas últimas semanas, ele desenvolveu hiperglicemia persistente, sendo iniciado tratamento com insulina. Não apresentou infecções bacterianas graves nem infecções oportunistas recorrentes.
Os exames laboratoriais revelaram: hemoglobina: 9,8 g/dL (VR: 10,5–13,5 g/dL); leucócitos: 8.900/mm³ (VR: 6.000–17.500/mm³); eosinófilos: 14% (VR: 1–6%); imunoglobulina E (IgE): 2.180 UI/mL (VR: <15 UI/mL para a idade); imunoglobulinas G, A e M dentro dos valores esperados para a idade; autoanticorpos antidescarboxilase do ácido glutâmico (anti-GAD) positivos.
A endoscopia digestiva alta evidenciou enteropatia inflamatória difusa, e a biópsia duodenal revelou infiltrado linfoplasmocitário da lâmina própria, atrofia vilositária parcial e aumento de linfócitos T intraepiteliais, sem evidência de agentes infecciosos. O sequenciamento genético identificou uma variante patogênica hemizigótica no gene FOXP3.

A alteração imunológica que melhor explica, de forma integrada, as manifestações clínicas, laboratoriais e moleculares desse paciente é
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Q4310417 Medicina
Um homem de 18 anos iniciou poliquimioterapia para o tratamento de hanseníase dimorfa. Cerca de sete semanas após o início do tratamento, apresentou aumento progressivo do eritema e da infiltração das placas cutâneas previamente existentes, acompanhado de espessamento doloroso dos nervos ulnar e fibular comum direitos e redução da força de dorsiflexão do pé direito. Negou febre, artralgias, mal-estar ou aparecimento de novos nódulos cutâneos.
Os exames laboratoriais mostraram: hemoglobina 14,1 g/dL (VR: 13,5–17,5 g/dL); leucócitos 8.100/mm³ (VR: 4.000–11.000/mm³); neutrófilos 63% (VR: 40–70%); eosinófilos 2% (VR: 1–6%).
A biópsia de uma das lesões revelou granulomas epitelioides bem organizados, infiltrado linfocitário mais intenso e escassez de bacilos íntegros à coloração de Fite-Faraco quando comparada à biópsia realizada antes do tratamento.

No caso apresentado, a alteração imunológica predominantemente responsável pela evolução clínica e histopatológica descrita é 
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Q4310416 Medicina
Em um hospital universitário, cerca de seis horas após receber uma injeção intramuscular de penicilina benzatina para o tratamento de sífilis secundária, um paciente apresentou febre de 39,1 °C, calafrios intensos, cefaleia, mialgia, discreta hipotensão arterial e exacerbação transitória das lesões cutâneas, tendo permanecido consciente, orientado e sem urticária, angioedema, broncoespasmo, estridor ou outras manifestações sugestivas de anafilaxia.
Durante a discussão do caso, o preceptor dos residentes ressaltou que esse quadro representava uma resposta inflamatória aguda desencadeada pela rápida destruição do Treponema pallidum, e não uma reação de hipersensibilidade genuína à penicilina.

Considerando a imunopatogênese atualmente aceita da reação de Jarisch-Herxheimer, assinale a opção que identifica o principal mecanismo imunológico responsável por esse evento.
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Q4310415 Medicina
Um menino de 7 anos foi levado ao pronto-socorro cerca de 15 minutos após receber, por via intramuscular, uma injeção de penicilina benzatina para tratamento de faringoamigdalite estreptocócica. Segundo a equipe assistente, evoluiu rapidamente com prurido generalizado, urticária disseminada, edema de lábios, rouquidão, estridor laríngeo, sibilância difusa e hipotensão arterial.
Ao exame físico, apresentava frequência cardíaca de 148 bpm, frequência respiratória de 36 irpm, pressão arterial de 72/40 mmHg e saturação periférica de oxigênio de 87% em ar ambiente.
Após administração de adrenalina, oxigenoterapia e expansão volêmica, houve estabilização clínica.
Durante a discussão do caso, um residente afirmou que "a alergia à penicilina é sempre mediada por imunoglobulina E (IgE)". O preceptor, contudo, esclareceu que a reação observada corresponde apenas a um dos possíveis fenótipos imunológicos induzidos pelos antibióticos β-lactâmicos.

Assim, sob o ponto de vista imunológico, essa diversidade de manifestações clínicas decorre do fato de que os antibióticos βlactâmicos 
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Q4310414 Medicina
Uma menina de 5 anos foi levada pelos pais ao pronto-socorro por apresentar febre alta e erupção cutânea iniciadas havia dois dias. Segundo os responsáveis, cinco dias antes havia iniciado tratamento com amoxicilina-clavulanato para otite média aguda.

Ao exame físico, apresentava temperatura axilar de 39,0 °C. Observavam-se inúmeras pústulas superficiais estéreis, não foliculares, distribuídas sobre base eritematosa difusa, predominando no tronco e nas pregas axilares e inguinais. As lesões eram acompanhadas de edema facial discreto e prurido moderado. Não havia descolamento epidérmico nem erosões mucosas significativas.
Os exames laboratoriais demonstraram: hemoglobina: 12,3 g/dL (VR: 11,5–15,5 g/dL); leucócitos: 21.600/mm³ (VR: 5.000– 14.500/mm³); neutrófilos: 18.900/mm³ (VR: 1.500–8.500/mm³); eosinófilos: 320/mm³ (VR: 0–500/mm³); alanina aminotransferase: 28 U/L (VR: <35 U/L); creatinina: 0,5 mg/dL (VR: 0,3–0,7 mg/dL).
A biópsia cutânea revelou espongiose discreta, edema da derme papilar, infiltrado inflamatório perivascular misto e múltiplas pústulas subcórneas com predomínio de neutrófilos.

Segundo a classificação imunopatológica das reações de hipersensibilidade a medicamentos proposta por Pichler, o mecanismo imunológico predominante responsável por esse quadro corresponde à reação de hipersensibilidade do tipo 
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Q4310411 Medicina
Um adolescente de 16 anos, com história conhecida de alergia grave a camarão, pesando 62 kg, foi levado ao serviço de emergência após ingerir acidentalmente um alimento contendo crustáceos em um restaurante. Cerca de 10 minutos após a refeição, iniciou prurido intenso em todo o corpo, urticária disseminada, edema dos lábios e da língua, sensação de aperto na garganta e dificuldade respiratória progressiva.
Ao exame físico, apresentava-se ansioso, confuso e falava apenas frases curtas devido à dispneia. Observavam-se urticária generalizada, angioedema de lábios e língua, estridor inspiratório e sibilos difusos à ausculta pulmonar.
Sinais vitais: pressão arterial 72/40 mmHg; frequência cardíaca 128 bpm; frequência respiratória 34 irpm; saturação periférica de oxigênio 89% em ar ambiente; tempo de enchimento capilar 5 segundos.

De acordo com as diretrizes internacionais mais recentes, a conduta inicial mais apropriada para esse paciente é
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Q4310409 Medicina
Uma adolescente de 17 anos, previamente hígida, procurou atendimento por fadiga progressiva, dispneia aos esforços e icterícia havia cinco dias. Relatou episódio de infecção respiratória autolimitada cerca de duas semanas antes, sem uso recente de medicamentos.
Ao exame físico apresentava palidez cutaneomucosa discreta, icterícia escleral e esplenomegalia leve.
Os exames laboratoriais mostraram: hemoglobina 7,8 g/dL (VR: 12–16 g/dL); leucócitos 7.900/mm³ (VR: 4.000–10.000/mm³); plaquetas 278.000/mm³ (VR: 150.000–400.000/mm³); reticulócitos 9,5% (VR: 0,5–2,5%); bilirrubina indireta 3,4 mg/dL (VR: <0,8 mg/dL); desidrogenase láctica 780 U/L (VR: 120–250 U/L); haptoglobina <10 mg/dL (VR: 30–200 mg/dL); esfregaço de sangue periférico: presença de esferócitos, sem esquizócitos; teste direto da antiglobulina (teste de Coombs direto): positivo para imunoglobulina G (IgG).

O mecanismo imunológico responsável pela doença dessa paciente corresponde ao seguinte tipo de reação de hipersensibilidade: 
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Q4310408 Medicina
Uma menina de 12 anos foi levada pelos pais ao ambulatório de Alergia e Imunologia com história de surgimento de placas urticariformes intensamente pruriginosas havia cerca de 10 semanas. Os responsáveis informaram que as lesões surgiam diariamente, desapareciam espontaneamente em menos de 24 horas, sem deixar pigmentação residual, e reapareciam em diferentes regiões do corpo. A mãe referiu ainda episódios ocasionais de edema labial, sem dispneia, rouquidão ou hipotensão.
Na história clínica, não havia relação consistente com alimentos, medicamentos, exercício físico, calor, frio, pressão, vibração, água ou exposição solar. A mãe negou febre, artralgias, perda ponderal, dor abdominal, sintomas respiratórios ou outras manifestações sistêmicas.
Ao exame físico, a paciente não apresentava lesões cutâneas no momento da consulta. Fotografias obtidas pelos pais demonstravam lesões urticariformes típicas, fugazes e bem delimitadas.
Os exames laboratoriais mostraram: hemoglobina 13,2 g/dL (VR: 12–16 g/dL); leucócitos 7.600/mm³ (VR: 4.500–11.000/mm³); eosinófilos 260 células/mm³ (VR: 0–500 células/mm³); plaquetas 298.000/mm³ (VR: 150.000–450.000/mm³); velocidade de hemossedimentação 10 mm/h (VR: <20 mm/h); proteína Creativa (PCR) 0,2 mg/dL (VR: <0,5 mg/dL); hormônio tireoestimulante (TSH) 2,1 μUI/mL (VR: 0,5–4,5 μUI/mL).
A paciente utilizou cetirizina em dose habitual durante quatro semanas, com adesão comprovada, permanecendo com sintomas diários.

De acordo com as recomendações internacionais atualmente aceitas para o manejo da urticária crônica espontânea, a conduta mais apropriada neste momento é:
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Q4310407 Medicina
Uma adolescente de 16 anos, com diagnóstico recente de epilepsia focal e sem outras comorbidades relevantes, foi levado pelos pais para atendimento médico apresentando febre diária há seis dias, mal-estar intenso e exantema cutâneo progressivo. Durante a anamnese, informou que havia iniciado tratamento com lamotrigina quatro semanas antes.
Ao exame físico, apresentava temperatura de 39,1 °C, frequência cardíaca de 118 bpm, pressão arterial de 108 × 68 mmHg, frequência respiratória de 20 irpm e saturação periférica de oxigênio de 98% em ar ambiente. Observava-se exantema maculopapular confluente acometendo aproximadamente 70% da superfície corporal, edema facial importante, linfonodomegalias cervicais e axilares dolorosas e hepatomegalia discreta. Não havia sinais de descolamento epidérmico, bolhas, lesões em alvo atípicas nem erosões de mucosas.
Os exames laboratoriais mostraram: hemoglobina 11,9 g/dL (VR: 12–16 g/dL); leucócitos 18.600/mm³ (VR: 4.500–11.000/mm³); eosinófilos 2.950 células/mm³ (VR: 0–500/mm³); linfócitos atípicos presentes; plaquetas 198.000/mm³ (VR: 150.000– 450.000/mm³); aspartato aminotransferase (AST) 462 U/L (VR <35 U/L); alanina aminotransferase (ALT) 538 U/L (VR <35 U/L); bilirrubina total 1,6 mg/dL (VR <1,2 mg/dL); albumina 3,0 g/dL (VR: 3,5–5,0 g/dL); razão normalizada internacional (RNI) 1,6 (VR: 0,8–1,2); creatinina 0,9 mg/dL (VR: 0,5–1,0 mg/dL); proteína Creativa (PCR) 6,8 mg/dL (VR <0,5 mg/dL). As investigações para hepatites virais, infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) e outras causas infecciosas agudas foram negativas.
O diagnóstico de síndrome DRESS (Drug Reaction with Eosinophilia and Systemic Symptoms) associada à lamotrigina, com comprometimento hepático foi estabelecimento.

Considerando o quadro clínico apresentado e as recomendações internacionais atualmente aceitas, a conduta terapêutica mais apropriada é
Alternativas
Respostas
101: B
102: C
103: E
104: D
105: E
106: C
107: E
108: A
109: E
110: B
111: A
112: E
113: C
114: A
115: A
116: D
117: C
118: B
119: E
120: B