Questões de Concurso Sobre alergia e imunologia em medicina

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Q4310406 Medicina
Um menino de 6 anos de idade, com diagnóstico de asma desde os 2 anos, foi levado ao ambulatório de Pneumologia Pediátrica para reavaliação por persistência de sintomas, apesar de acompanhamento especializado regular. Nos últimos 12 meses, apresentou cinco exacerbações que necessitaram de corticosteroide sistêmico, duas internações hospitalares e uma admissão em unidade de terapia intensiva, sem necessidade de ventilação mecânica.
Utilizava tratamento controlador máximo recomendado para sua faixa etária, composto por budesonida em dose alta associada ao formoterol, além de broncodilatador de alívio quando necessário. Apesar disso, mantinha sintomas diurnos praticamente diários, despertares noturnos duas a três vezes por semana e importante limitação para atividades físicas.
A técnica inalatória foi reavaliada em duas consultas consecutivas e considerada adequada. A adesão ao tratamento foi superior a 90%, confirmada pelos registros de dispensação farmacêutica. A residência era livre de tabagismo, mofo e animais domésticos. Foram excluídas comorbidades e diagnósticos diferenciais relevantes, incluindo fibrose cística, discinesia ciliar primária, imunodeficiência, aspiração pulmonar crônica e outras doenças respiratórias.
Ao exame físico, apresentava bom estado geral, frequência respiratória de 24 irpm, frequência cardíaca de 102 bpm, saturação periférica de oxigênio de 97% em ar ambiente e sibilos expiratórios discretos e difusos.
Os exames laboratoriais mostraram: hemoglobina 12,8 g/dL (VR: 11,5–15,5 g/dL); leucócitos 8.900/mm³ (VR: 5.000–14.500/mm³); eosinófilos 820 células/mm³ (VR: 0–500 células/mm³); imunoglobulina E (IgE) total 640 UI/mL (VR: <60 UI/mL para a idade); óxido nítrico exalado fracionado (FeNO) 48 ppb (VR: <20 ppb); proteína C-reativa 0,2 mg/dL (VR: <0,5 mg/dL). Os testes cutâneos por puntura demonstraram sensibilização para ácaros da poeira domiciliar.

Considerando as recomendações do GINA 2026 para crianças com suspeita de asma grave, a conduta mais apropriada nesse momento é
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Q4310405 Medicina
Uma mulher de 27 anos, com história de dermatite atópica desde a infância, procurou o ambulatório de alergia devido a piora progressiva das lesões cutâneas, apesar do uso regular de emolientes, corticosteroides tópicos, inibidores tópicos da calcineurina e fototerapia.
Ao exame físico, apresentava lesões eczematosas extensas, liquenificação, escoriações e xerose difusa, acometendo aproximadamente 48% da superfície corporal.
Os índices de gravidade mostraram SCORAD (Scoring Atopic Dermatitis) de 76 e EASI (Eczema Area and Severity Index) de 31. Os exames laboratoriais revelaram: imunoglobulina E total 2.340 UI/mL (valor de referência < 100 UI/mL); eosinófilos 980 células/mm³ (valor de referência: 0–500 células/mm³); proteína C-reativa normal; velocidade de hemossedimentação normal.

Considerando os conhecimentos atuais sobre a imunopatogênese da dermatite atópica moderada a grave, o princípio fisiopatológico que fundamenta o desenvolvimento das terapias biológicas atualmente aprovadas consiste em 
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Q4310404 Medicina
Um adolescente de 15 anos foi levado ao ambulatório de alergia apresentando episódios recorrentes de tosse seca, sibilância, dispneia e sensação de aperto torácico há aproximadamente dois anos. Os sintomas ocorreram principalmente durante a madrugada, após exercício físico e durante infecções virais das vias aéreas superiores, com melhora espontânea ou após uso eventual de salbutamol inalatório. Entre os episódios, permanecia assintomático. Havia também história de rinite alérgica persistente e mãe asmática.
Ao exame físico, o menino encontrava-se em bom estado geral, afebril, com frequência respiratória de 18 irpm, frequência cardíaca de 76 bpm e saturação periférica de oxigênio de 98% em ar ambiente. A ausculta pulmonar foi normal.
Foram realizados os seguintes exames:
Espirometria basal: volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF₁): 78% do previsto; relação VEF₁/capacidade vital forçada (CVF): 0,70 (VR: >0,80 para a idade). Após broncodilatador: aumento do VEF₁ de 16% e 360 mL em relação ao valor basal. Fração exalada de óxido nítrico (FeNO): 56 ppb.
Escarro induzido com 9% de eosinófilos.
Eosinófilos sanguíneos: 610 células/mm³ (VR: <300 células/mm³).
Imunoglobulina E total (IgE): 420 UI/mL (VR: < 100 UI/mL).

De acordo com as recomendações da Global Initiative for Asthma (GINA) 2026, assinale a afirmativa que interpreta mais corretamente esses achados.
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Q4310403 Medicina
Um menino de 6 anos, previamente hígido, foi levado pelos pais ao pronto-socorro infantil apresentando, há dois dias, lesões avermelhadas nas pernas, associadas a edema discreto dos pés. A mãe refere que duas semanas antes, a criança apresentou quadro de febre baixa, dificuldade para engolir e coriza, com resolução espontânea. Nas últimas 24 horas, o menor passou a apresentar dor abdominal difusa, sem vômitos, diarreia ou sangramento digestivo.
Ao exame físico, encontrava-se em bom estado geral, afebril, hidratado, pressão arterial de 94/58 mmHg (normal para a idade). Observam-se múltiplas lesões purpúricas palpáveis, simétricas, predominando nas regiões glúteas e faces extensoras dos membros inferiores, que não desapareciam à digitopressão. Havia ainda discreto edema em ambos os pés. O abdome era difusamente à palpação, sem defesa ou sinais de irritação peritoneal.
Os exames laboratoriais mostravam: hemoglobina 12,4 g/dL (VR: 11,5–15,5); leucócitos 13.100/mm³ (VR: 4.500–13.500), com 74% de neutrófilos, 20% de linfócitos e 2% de eosinófilos; plaquetas 386.000/mm³ (VR: 150.000–450.000); velocidade de hemossedimentação 38 mm/h (VR <20); proteína C-reativa 3,1 mg/dL (VR <0,5); creatinina 0,44 mg/dL (VR: 0,3–0,7); ureia 22 mg/dL (VR: 10–40); complemento C3 e C4 normais; EAS com proteína 1+, hemoglobina 2+, 35 hemácias/campo, 4 leucócitos/campo e ausência de cilindros hemáticos; relação proteína/creatinina urinária de 0,42 mg/mg (VR <0,20).

Com base no quadro clínico e laboratorial apresentado, o diagnóstico mais provável é 
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Q4309425 Medicina
Pré-escolar, com 4 anos e 6 meses, é atendido com queixa de dor abdominal e diarreia. Sua mãe informa ter tido episódios recorrentes, com identificação de giardia lamblia no exame parasitológico de fezes. O médico solicita exames para confirmar sua hipótese diagnóstica.

Assinale a opção que identifica a associação patológica esperada nesse caso.
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Q4309404 Medicina
Menino, 18 meses, apresenta pneumonias e otites de repetição desde os 9 meses de vida e três episódios de giardíase. Além disso, foi internado com encefalite por enterovírus com 12 meses. Ao exame encontra-se emagrecido, com índice de massa corporal abaixo do z-score – 2. Não se visualiza as amígdalas em orofaringe. A dosagem sérica das imunoglobulinas (IgA, IgG, IgM e IgE) estão muito reduzidas. A IgG contra sarampo, tétano e hepatite B são negativas.

Considerando o quadro em questão, a hipótese diagnóstica mais provável é 
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Q4309388 Medicina
A hipogamaglobulinemia (ou redução dos níveis de imunoglobulinas séricas) pode ser uma condição transitória ou permanente, congênita ou adquirida. As imunodeficiências primárias, recentemente denominadas erros inatos da imunidade (EII) constituem um diagnóstico diferencial importante em pacientes com hipogamaglobulinemia, especialmente em lactentes, constituindo um sinal de alerta. Sobre a avaliação de hipogamaglobulinemia no lactente, é correto afirmar que
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Q4309291 Medicina
Homem de 25 anos apresenta tosse seca e mal-estar há cerca de uma semana, com eosinofilia periférica isolada nos exames laboratoriais. A radiografia de tórax mostra opacidades alveolares mal definidas, bilaterais e não segmentares. Foi mantido apenas tratamento sintomático e, diante da persistência das queixas, realizou-se nova radiografia dez dias depois, que revelou resolução das opacidades iniciais e surgimento de novos focos em outros segmentos pulmonares.

Considerando os achados clínicos, laboratoriais e radiográficos, assinale o diagnóstico mais provável.
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Q4307680 Medicina
Homem de 24 anos, previamente hígido, procura o serviço de emergência por dispneia progressiva, tosse seca, dor torácica, febre, náuseas e episódios de vômitos há 8 dias. Relata ter iniciado uso diário de cigarro eletrônico há aproximadamente 1 ano. Nas últimas 6 semanas, passou a utilizar também cartuchos adquiridos informalmente contendo tetraidrocanabinol (THC).
Ao exame: temperatura 38,1 oC, frequência cardíaca 112 bpm, frequência respiratória 28 irpm, pressão arterial 118 × 72 mmHg e saturação de O₂ de 89% em ar ambiente. À ausculta pulmonar, apresenta crepitações finas bilaterais, sem sibilos.
Os exames laboratoriais mostram: hemoglobina 14,2 g/dL; leucócitos 16.800/mm³, com 84% de neutrófilos e 2% de eosinófilos; plaquetas 328.000/mm³; proteína C reativa 126 mg/L; creatinina 0,9 mg/dL. Testes moleculares para SARS CoV 2 e influenza são negativos. Hemoculturas e culturas de escarro não demonstram crescimento bacteriano, e a investigação microbiológica complementar não identifica agente infeccioso.
A radiografia de tórax evidencia opacidades pulmonares bilaterais difusas. A tomografia computadorizada mostra opacidades em vidro fosco bilaterais, multifocais, com relativa preservação subpleural, sem derrame pleural.
Diante da hipoxemia, o paciente é internado e recebe oxigenoterapia. Após avaliação clínica e exclusão razoável de etiologia infecciosa, considera-se o emprego de glicocorticoide sistêmico.

Com base nos achados clínicos, laboratoriais e radiológicos apresentados, assinale a opção que melhor estabelece o diagnóstico, a conduta terapêutica e o mecanismo farmacológico relacionado ao tratamento.
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Q4307656 Medicina
Mulher de 35 anos com asma utiliza budesonida formoterol em baixa dose como manutenção e alívio, correspondente ao esquema MART do degrau 3. Nas últimas oito semanas, apresenta despertares noturnos três vezes por semana, necessidade diária de doses de alívio e uma exacerbação tratada com corticoide sistêmico. O diagnóstico está confirmado, e técnica inalatória, adesão, exposições e comorbidades foram revisadas e corrigidas.

A melhor intensificação do tratamento é 
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Q4307628 Medicina
Homem de 41 anos apresenta sarcoidose pulmonar diagnosticada há 4 anos, confirmada por biópsia transbrônquica demonstrando granulomas não necrosantes, após exclusão de causas infecciosas e ocupacionais. Evoluiu com doença pulmonar progressiva, dispneia aos esforços e redução da capacidade vital forçada, apesar do tratamento com glicocorticoide sistêmico associado a metotrexato.
Diante da persistência da atividade da doença, após exclusão de tuberculose latente e outras contraindicações, optou-se pela introdução de infliximabe.

Considerando a imunopatogênese da sarcoidose e o mecanismo molecular do tratamento proposto, assinale a afirmativa correta.
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Q4307312 Medicina
Um homem de 27 anos apresenta rinite alérgica persistente moderada a grave. Refere obstrução nasal intensa, espirros frequentes, rinorreia aquosa e prurido nasal há vários meses, com importante impacto na qualidade do sono. Nunca recebeu tratamento específico.

Considerando as evidências atuais e as recomendações dos consensos internacionais, a melhor opção terapêutica inicial em monoterapia é indicar
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Q4307292 Medicina
Um paciente de 52 anos apresenta rinossinusite crônica com pólipos nasais, asma de difícil controle e história de broncoespasmo após uso de ácido acetilsalicílico. Apesar de cirurgia endoscópica prévia e uso regular de corticosteroide nasal, permanece com obstrução nasal intensa, anosmia e recorrência precoce dos pólipos.

Segundo o EPOS 2020, a característica desse paciente que favorece a indicação de terapia biológica é a
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Q4298302 Medicina
No tratamento da rinossinusite crônica com polipose nasal, o omalizumabe tem ação _______________ e o dupilumabe tem ação ______________.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto.
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Q4296701 Medicina
São agentes mais frequentemente relacionados como causas de urticária aguda:
Alternativas
Q4293260 Medicina
A imunização ativa contra a febre amarela utiliza vacina de vírus atenuado (ceеpа 17DD). А contraindicação absoluta para a administração dessa vacina, mesmo em situações de surto, é:
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Q4293134 Medicina
Na evolução natural da infecção pelo HIV-1, a redução progressiva da imunidade celular decorre predominantemente da depleção dos linfócitos:
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Q4293133 Medicina
Na infecção pelo HIV-1, a entrada do vírus na célula-alvo depende inicialmente da ligação da glicoproteína gp120 ao receptor:
Alternativas
Q4280013 Medicina
Sobre as contraindicações e as precauções relacionadas à imunização, analise as afirmativas:
I – Uma reação anafilática após dose anterior ou diante de um componente da vacina constitui contraindicação às doses relacionadas ao mesmo agente.
II – A imunossupressão grave geralmente contraindica vacinas vivas atenuadas, devido ao risco de replicação do agente vacinal e doença disseminada.
III – Os contatos domiciliares de pessoas gravemente imunossuprimidas recebem restrição geral às vacinas contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela.
IV – Produtos sanguíneos contendo anticorpos podem interferir na resposta a determinadas vacinas vivas e exigem avaliação do intervalo de administração.
V – Uma infecção respiratória leve acompanhada de febre baixa constitui precaução e justifica o adiamento das vacinas programadas.
Estão corretas, apenas, as afirmativas: 
Alternativas
Q4274997 Medicina
Sobre a dermatite atópica, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Respostas
121: D
122: D
123: A
124: B
125: C
126: A
127: D
128: E
129: E
130: E
131: A
132: E
133: E
134: A
135: E
136: C
137: D
138: C
139: C
140: A