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Q3995464 Medicina
R.S.L, feminino, 38 anos, com diagnóstico de asma desde a adolescência, procura atendimento relatando dispneia, chiado e tosse praticamente diários, despertares noturnos semanais e limitação importante nas atividades habituais; refere uso frequente de broncodilatador de curta duração, com alívio apenas parcial dos sintomas; nos últimos 12 meses, apresentou duas exacerbações que necessitaram de corticoterapia sistêmica; considerando as recomendações atuais do GINA 2025 para o manejo da asma persistente em adultos, qual é a estratégia terapêutica mais adequada neste momento?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Pelo GINA 2025, sintomas diários, despertares noturnos semanais, limitação importante das atividades, uso frequente de resgate com alívio parcial e duas exacerbações com corticoide sistêmico no último ano caracterizam asma não controlada com risco aumentado de novas exacerbações, o que exige step-up para passo mais alto com controlador contendo corticosteroide inalatório associado a broncodilatador de longa ação; entre as opções, isso corresponde à alternativa A.

Tema central: Step-up na asma
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A é a única que oferece intensificação compatível com o nível de descontrole descrito: terapia controladora anti-inflamatória com corticosteroide inalatório associada a LABA. Esse é o núcleo da recomendação do GINA 2025 para adulto com sintomas frequentes e exacerbações recentes. A diretriz prefere, nesse perfil, estratégia com ICS-formoterol em dose média como manutenção e alívio no Track 1, mas, dentre as alternativas apresentadas, a combinação de ICS em dose média a alta com LABA regular é a melhor correspondência ao passo terapêutico indicado.
B
Errada
Está errada porque propõe SABA isolado sob demanda, sem terapia anti-inflamatória regular. Isso contraria o GINA 2025, que não recomenda SABA isolado como tratamento da asma em adultos. Além de não tratar a inflamação brônquica, essa estratégia é inadequada em paciente com sintomas praticamente diários e duas exacerbações com necessidade de corticoide sistêmico no último ano.
C
Errada
Está errada porque a intensidade do esquema é insuficiente para o quadro. Embora contenha ICS, a proposta é de baixa dose associada a SABA sob demanda, compatível com doença mais leve ou menos descontrolada. Aqui há sintomas diários, despertares noturnos semanais, limitação importante e exacerbações recentes, conjunto que, pela base, exige pelo menos passo terapêutico correspondente a ICS-LABA, não manutenção em esquema de baixa intensidade.
D
Errada
Está errada porque corticoide sistêmico contínuo não é estratégia de manutenção inicial para esse cenário. Pela base, o corticoide oral crônico fica restrito a asma grave refratária, após otimização das terapias inalatórias e outras opções, devido à alta toxicidade. O fato de a paciente ter precisado de corticoterapia sistêmica em exacerbações não justifica seu uso contínuo como manutenção.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre alívio sintomático e controle da doença: o uso frequente de SABA e o alívio parcial não indicam aumentar resgate, e sim intensificar o controlador. Outra armadilha é aceitar um esquema com ICS em baixa dose apenas por conter anti-inflamatório, ignorando que a intensidade é insuficiente para o descontrole descrito.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado trouxer sintomas diários, despertares noturnos frequentes, limitação funcional e exacerbações com corticoide sistêmico, pense em asma não controlada que exige step-up do controlador.
  • Em adulto com asma, descarte SABA isolado como manutenção quando a própria base mencionar GINA atual.
  • Não basta a alternativa ter ICS; verifique se a intensidade do esquema acompanha o grau de descontrole e o risco de exacerbação.
  • Corticoide sistêmico contínuo só entra como último recurso em asma grave refratária, não como manutenção rotineira de asma persistente não controlada comum.

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