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Q3792376 Medicina
Paciente de 29 anos, previamente hígida, deu entrada no pronto-socorro com quadro de dor pélvica intensa há 3 dias, febre (38,5 °C), náuseas e corrimento vaginal fétido há 1 semana. Relata novo parceiro sexual há 2 meses, não usa preservativo. Nega gestações prévias, usa anticoncepcional oral combinado. Ao exame físico: regular estado geral, descorada +/4, PA: 100/60 mmHg, FC: 110 bpm, Tax: 38,2 °C. Exame especular: corrimento mucopurulento em grande quantidade. Toque vaginal: colo uterino amolecido com dor à mobilização, útero doloroso, massa palpável e extremamente dolorosa em anexo direito de aproximadamente 8 cm. Exames laboratoriais: Leucócitos: 18.500/mm³ (bastões 12%), PCR: 156 mg/L, VHS: 68 mm. Ultrassonografia transvaginal: imagem cística complexa em anexo direito medindo 7,5 x 6,2 cm, com debris internos e septações grosseiras, sugestiva de abscesso tuboovariano. Anexo esquerdo normal. Teste de gravidez negativo. Foi iniciado tratamento com ceftriaxona 2g IV/dia + doxiciclina 100 mg VO 12/12 h + metronidazol 500 mg IV 8/8 h. Após 72 horas de antibioticoterapia, paciente mantém febre (38 °C), dor pélvica intensa (EVA 8/10), sem melhora clínica. Nova ultrassonografia: abscesso com 8 cm, sem redução dimensional. Qual a conduta mais adequada neste momento?
Alternativas
Q3792375 Medicina
Paciente de 42 anos, nuligesta, com história de menorragia progressiva há 2 anos, anemia ferropriva crônica refratária a tratamento oral (Hb: 8,2 g/dL, ferritina: 8 ng/mL), apesar de uso de ácido tranexâmico e sistema intrauterino liberador de levonorgestrel (SIU-LNG) há 18 meses. Refere fadiga intensa e limitação nas atividades diárias. Nega desejo de gravidez futura. Ao exame físico: útero aumentado de volume, equivalente a 14 semanas, móvel. Ultrassonografia transvaginal: útero com 480 cm³, mioma submucoso tipo 1 (FIGO) de 6 cm em parede anterior do corpo uterino, projetando-se 80% para cavidade, com pedículo de 2,5 cm de diâmetro. Outros 3 miomas intramurais entre 2-4 cm. Endométrio com 8 mm. Ressonância magnética confirma achados e não evidencia adenomiose. Histeroscopia diagnóstica: mioma submucoso ocupando 60% da cavidade uterina. Considerando o desejo de preservação uterina e as características do mioma submucoso, qual a melhor abordagem terapêutica?
Alternativas
Q3792374 Medicina
Casal de 36 (mulher) e 38 anos (homem), com 3 anos de infertilidade primária, procura atendimento especializado. Paciente relata ciclos menstruais regulares (28-30 dias), nega cirurgias pélvicas prévias. Parceiro sem comorbidades. Exames da paciente: FSH no 3º dia do ciclo: 14,2 mUI/mL (VR: 3-10), hormônio antimülleriano (AMH): 0,8 ng/mL (VR: 1-4), estradiol no 3º dia: 65 pg/mL, ultrassonografia transvaginal: contagem de folículos antrais (CFA) = 4 (ambos os ovários). Histerossalpingografia: tubas pérvias bilateralmente. Espermograma do parceiro: volume 3,2 mL, concentração 48 milhões/mL, motilidade progressiva 52%, morfologia 5% (critério de Kruger). Cariotipo do casal: 46,XX e 46,XY normais. Sorologias negativas para ambos. Considerando os marcadores de reserva ovariana e as diretrizes atuais de reprodução assistida, qual a melhor estratégia terapêutica para este casal?
Alternativas
Q3792373 Medicina
Paciente de 34 anos, nuligesta, com história de dismenorreia progressiva grave (EVA 9/10) refratária a anti-inflamatórios e anticoncepcionais combinados contínuos há 3 anos, dispareunia profunda e disquezia cíclica intensa. Refere dois episódios de hematoquezia durante menstruação. Ao exame físico: espessamento e nodulações dolorosas em fundo de saco posterior, útero retrovertido e fixo. Ressonância magnética de pelve: múltiplos implantes endometrióticos no septo retovaginal, ligamentos uterossacros espessados e retração do fundo de saco posterior, além de lesão nodular em parede anterior do retossigmoide (8 cm da borda anal) medindo 3,5 cm, com envolvimento da camada muscular própria e alcançando até camada submucosa, determinando estenose luminal de aproximadamente 60%. Endometriomas bilaterais (direito: 4 cm, esquerdo: 3 cm). Colonoscopia: compressão extrínseca em retossigmoide com mucosa íntegra. CA-125: 185 U/mL. Considerando a complexidade do quadro e as melhores evidências atuais, qual a conduta mais adequada?
Alternativas
Q3792372 Medicina
Paciente de 62 anos, nuligestas, hipertensa e diabética tipo 2 em tratamento, IMC 36 kg/m², apresenta sangramento vaginal irregular há 4 meses. Nega terapia hormonal. Ultrassonografia transvaginal: endométrio espessado medindo 18 mm, heterogêneo, útero com 280 cm³. Biópsia de endométrio: adenocarcinoma endometrioide grau 2. Ressonância magnética de pelve: lesão restrita ao endométrio sem invasão miometrial visível, colo uterino livre, ovários sem alterações. CA-125: 28 U/mL. Tomografia de tórax e abdome sem evidências de doença metastática. Paciente é submetida a histerectomia total com salpingo-ooforectomia bilateral e linfadenectomia pélvica. Anatomopatológico da peça cirúrgica: adenocarcinoma endometrioide grau 2, invasão de 8 mm em miométrio com espessura total de 10 mm (80% de invasão), sem invasão linfovascular, sem comprometimento cervical. Foram ressecados 18 linfonodos pélvicos, todos negativos. Segundo os critérios de risco para metástases linfonodais e a classificação FIGO atual, qual o estadiamento e a conduta adjuvante mais adequada?
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Q3792371 Medicina
Paciente de 68 anos, 4 gestações e 4 partos vaginais, IMC 29 kg/m², procura atendimento com queixa de "sensação de bola saindo pela vagina" há 18 meses, com piora progressiva. Refere necessidade de redução digital para evacuar, incontinência urinária aos esforços moderada e sensação de esvaziamento vesical incompleto. Nega cirurgias pélvicas prévias. Ao exame físico em posição de litotomia com manobra de Valsalva: prolapso da parede vaginal anterior com exteriorização de 4 cm além do hímen, associado a prolapso da cúpula vaginal (pós-histerectomia há 15 anos por miomatose) que atinge 2 cm além do hímen. Parede vaginal posterior sem alterações significativas. Teste do cotonete positivo (ângulo > 30°). Exame urodinâmico: incontinência urinária de esforço sem instabilidade detrusora, ausência de obstrução infravesical. Resíduo pós-miccional: 120 mL. Segundo a classificação POP-Q e considerando o melhor resultado anatômico a longo prazo, qual o procedimento cirúrgico mais adequado?
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Q3792370 Medicina
Paciente de 28 anos, IMC 34 kg/m², comparece ao ambulatório com queixa de irregularidade menstrual desde a menarca (ciclos de 45-90 dias), hirsutismo moderado (escore de Ferriman-Gallwey: 14) e infertilidade primária há 2 anos. Nega galactorreia. Exame físico: acantose nigricans em região cervical e axilas, razão cintura/quadril: 0,89. Exames laboratoriais: testosterona total: 82 ng/dL (VR: 15-70), SDHEA: 180 mcg/dL (VR: 35-430), 17-OH-progesterona: 1,2 ng/mL, TSH: 2,4 mUI/L, prolactina: 18 ng/mL. ultrassonografia transvaginal: ovários com volume aumentado (direito: 14 cm³, esquerdo: 12 cm³) e > 12 folículos antrais de 2-9 mm em cada ovário, distribuídos perifericamente. Glicemia de jejum: 104 mg/dL, insulina de jejum: 28 mcUI/mL (VR: 2-25), HOMA-IR: 7,2. Além das orientações de mudança de estilo de vida, qual a melhor abordagem terapêutica inicial para esta paciente?
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Q3792369 Medicina
Paciente de 58 anos, nuligesta, procura atendimento referindo aumento do volume abdominal há 3 meses, associado a desconforto pélvico e dispneia aos moderados esforços. Nega febre ou perda ponderal. Ao exame físico: massa pélvica palpável até cicatriz umbilical, macicez móvel em flancos e abdome distendido. Realizada ultrassonografia transvaginal que evidencia massa anexial direita complexa, multiloculada, com septos espessos e vegetações papilares, medindo 12 x 10 cm, associada a ascite moderada. CA-125: 680 U/mL. Tomografia de abdome e pelve demonstra implantes peritoneais < 2 cm em epíplon e ausência de doença extra-abdominal. CEA e AFP normais. Considerando o estadiamento e os critérios de ressecabilidade, qual a melhor conduta para esta paciente? 
Alternativas
Q3792368 Medicina
Durante a realização de uma drenagem torácica no quinto espaço intercostal, a equipe cirúrgica deve ter conhecimento preciso da anatomia local para evitar lesões iatrogênicas. Considerando a técnica de dissecção e a relação com estruturas vasculonervosas, identifique o passo técnico descrito corretamente: 
Alternativas
Q3792367 Medicina
A obtenção de um acesso venoso central pela técnica de Seldinger envolve uma sequência de passos precisos, desde a localização da veia até a passagem do cateter, exigindo preparação e antissepsia rigorosas. Sobre estas etapas, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3792366 Medicina
Ao selecionar o sítio de punção para um acesso venoso central, o profissional deve considerar a anatomia do paciente, a urgência do procedimento e os riscos associados a cada local. Com base nas características dos principais acessos, indique a afirmativa correta: 
Alternativas
Q3792365 Medicina
Paciente feminina, 73 anos, portadora de Alzheimer, é admitida para correção cirúrgica de fratura de fêmur. No pós-operatório, há indicação de sondagem vesical para controle de débito urinário. Qual medida minimiza o risco de infecção urinária nesse procedimento? 
Alternativas
Q3792364 Medicina
O acesso venoso periférico, embora rotineiro, está sujeito a complicações locais que podem ocorrer tanto durante a inserção quanto na sua utilização. O reconhecimento preciso desses eventos adversos é essencial para o manejo adequado do paciente:
Alternativas
Q3792363 Medicina
A eficácia de um nó cirúrgico depende da técnica empregada, do tipo de fio utilizado e da tensão nos tecidos. A escolha inadequada do nó pode resultar em deslizamento e falha da sutura. Considerando os tipos de nós cirúrgicos e suas propriedades, identifique a afirmativa correta:
Alternativas
Q3792362 Medicina
Paciente diabético é submetido à cirurgia vascular periférica. Durante o seguimento pósoperatório, observa-se atraso no processo de cicatrização. Qual fator está associado especificamente à cicatrização prejudicada em pacientes com essa condição?
Alternativas
Q3792361 Medicina
Durante a realização de uma laparotomia exploradora, o cirurgião opta por antissepsia da pele utilizando solução alcoólica. Sobre a escolha e uso de antissépticos em cirurgias do trato digestivo, selecione a alternativa correta:
Alternativas
Q3792360 Medicina
Na prática cirúrgica, diferentes técnicas de sutura com pontos separados são empregadas para garantir a correta coaptação das bordas da ferida, variando em tensão, resultado estético e indicação. Os pontos em U são frequentemente utilizados em situações específicas:
Alternativas
Q3792359 Medicina
Um cirurgião, ao planejar o fechamento de uma ferida, deve considerar a configuração física do fio de sutura, pois isso impacta diretamente o risco infeccioso e o manuseio. Os fios podem ser monofilamentares ou multifilamentares, cada um com vantagens e desvantagens específicas:
Alternativas
Q3792358 Medicina
Em infecções da mão em pacientes com hanseníase, considere a antibioticoterapia e assinale a conduta inicial ideal quanto à coleta de material e início do antibiótico:
Alternativas
Q3792357 Medicina
Durante a preparação para um procedimento cirúrgico, a escolha do agente antisséptico é crucial para a degermação. Diferentes substâncias possuem perfis de ação, eficácia e poder residual distintos. Considerando as características dos antissépticos mais utilizados na prática cirúrgica, selecione a afirmativa correta: 
Alternativas
Respostas
6741: C
6742: E
6743: C
6744: B
6745: D
6746: C
6747: B
6748: C
6749: E
6750: D
6751: E
6752: B
6753: D
6754: A
6755: A
6756: C
6757: E
6758: B
6759: C
6760: D