Casal de 36 (mulher) e 38 anos (homem), com 3 anos de infer...

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Q3792374 Medicina
Casal de 36 (mulher) e 38 anos (homem), com 3 anos de infertilidade primária, procura atendimento especializado. Paciente relata ciclos menstruais regulares (28-30 dias), nega cirurgias pélvicas prévias. Parceiro sem comorbidades. Exames da paciente: FSH no 3º dia do ciclo: 14,2 mUI/mL (VR: 3-10), hormônio antimülleriano (AMH): 0,8 ng/mL (VR: 1-4), estradiol no 3º dia: 65 pg/mL, ultrassonografia transvaginal: contagem de folículos antrais (CFA) = 4 (ambos os ovários). Histerossalpingografia: tubas pérvias bilateralmente. Espermograma do parceiro: volume 3,2 mL, concentração 48 milhões/mL, motilidade progressiva 52%, morfologia 5% (critério de Kruger). Cariotipo do casal: 46,XX e 46,XY normais. Sorologias negativas para ambos. Considerando os marcadores de reserva ovariana e as diretrizes atuais de reprodução assistida, qual a melhor estratégia terapêutica para este casal?
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Mulher de 36 anos, com 3 anos de infertilidade e marcadores compatíveis com reserva ovariana diminuída (FSH elevado, AMH baixo e CFA 4), sem fator tubário ou masculino relevante. Pelas diretrizes da ASRM, esses achados orientam planejamento terapêutico e favorecem uma estratégia mais eficiente em tempo, isto é, FIV com óvulos próprios.

Tema central: Baixa reserva ovariana
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque propõe IIU com estimulação por vários ciclos antes da FIV em uma mulher de 36 anos com 3 anos de infertilidade e baixa reserva ovariana. Isso posterga o tratamento mais efetivo em um cenário em que o tempo reprodutivo já é relevante.
B
Errada
Está errada porque a vitrificação de oócitos em múltiplos ciclos para fertilização posterior não é a estratégia padrão para este casal já infértil buscando gestação. A base sustenta FIV como melhor estratégia, e não o acúmulo de oócitos como passo inicial.
C
Certa
A alternativa C é a melhor resposta porque reúne o ponto central cobrado: a paciente tem idade reprodutiva mais avançada, infertilidade prolongada e testes de reserva ovariana que sugerem menor resposta à estimulação. Isso não significa esterilidade, mas torna inadequado prolongar o manejo com métodos de menor rendimento por ciclo. Como não há fator tubário nem masculino significativo, a conduta mais eficaz é acelerar para FIV com óvulos próprios.
D
Errada
Está errada porque a paciente já tem ciclos regulares, sem evidência de anovulação. Assim, coito programado com citrato de clomifeno e depois IIU prolongariam indevidamente o manejo de baixa complexidade sem resolver o principal limitador do caso.
E
Errada
Está errada porque AMH baixo e FSH elevado sugerem reserva ovariana diminuída, mas não indicam ovodoação imediata. Esses testes não devem ser usados isoladamente para concluir incapacidade de gestação com oócitos próprios.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre baixa reserva ovariana e necessidade automática de ovodoação, além da tendência de prolongar tratamentos de menor complexidade por haver tubas pérvias e espermograma normal.
Dica para questões semelhantes
  • Em infertilidade com mulher ≥35 anos, a idade e o tempo de infertilidade pesam muito na escolha terapêutica.
  • AMH baixo, CFA baixo e FSH elevado indicam menor resposta à estimulação, mas não significam esterilidade.
  • Se não há fator tubário ou masculino relevante, mas a reserva ovariana está reduzida, a tendência é evitar etapas longas de baixa complexidade e acelerar para FIV.

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