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Em contextos educacionais atravessados por crises, desigualdades e disputas sobre o sentido do futuro, diferentes matrizes temporais passam a orientar, explícita ou implicitamente, as práticas educativas e as propostas institucionais. Algumas tratam a melhoria como decorrência quase automática do tempo; outras convertem a incerteza em paralisia; outras, ainda, fazem da ação crítica no presente a condição para abertura de possibilidades históricas. Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, relacionando cada eixo temporal-pedagógico a sua respectiva formulação:
Primeira coluna: eixo temporal-pedagógico
1.Esperança crítica orientada ao presente
2.Otimismo deshistoricizado
3.Fatalismo desmobilizador
Segunda coluna: formulação correspondente
(__)Disposição afirmativa perante o futuro que tende a supor convergência espontânea entre tempo e melhoria, rebaixando a análise das condições concretas e a necessidade de intervenção crítica sobre o presente como condição do porvir desejado.
(__)Leitura da crise que, ao reconhecer a gravidade das contradições, converte a incerteza em bloqueio político-pedagógico, restringindo a escola à gestão adaptativa do dado e naturalizando o presente como horizonte de repetição.
(__)Postura que recusa simultaneamente o cinismo paralisante e a promessa automática de progresso, tomando a indeterminação do futuro como razão para intensificar a ação coletiva no presente e manter abertas possibilidades históricas não realizadas.
Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
Para fins de concessão do adicional de insalubridade, assinale a alternativa CORRETA:
Um servidor público exerce função predominantemente administrativa, mas acompanha, de forma previsível e reiterada, operações em ambientes com risco acentuado decorrente da presença de vapores de combustíveis.
Considerando os critérios técnicos aplicáveis à caracterização do risco ocupacional, assinale a alternativa CORRETA:
À luz da CLT, das Normas Regulamentadoras e das boas práticas de gestão de risco, assinale a alternativa CORRETA:
Um operador de guindaste de 48 anos é trazido ao posto médico do canteiro de obras por colegas após episódio súbito de palpitações rápidas, tontura e sudorese fria durante operação da máquina a 15m de altura. ECG de 12 derivações confirma fibrilação atrial paroxística (FA) com resposta ventricular 140–160 bpm. PA 210/110 mmHg, sat O2 96% AA, sem dor torácica ou sinais de ICC. Histórico de HAS não controlada e tabagismo; atividade crítica enquadrada em NR-35. Não há história de FA prévia ou anticoagulação.
Considerando o quadro de FA e o score CHA2DS2-VASc, a conduta terapêutica adequada e considerações ocupacionais pós-estabilização hemodinâmica consistem em:
Um pintor de 38 anos trabalha há 10 anos em reforma predial, exposto diariamente a solventes orgânicos (tolueno, xileno) para diluição de tintas, com uso irregular de máscara e luvas. Procura a UBS com icterícia cutânea/mucosa há 10 dias, astenia e prurido, sem febre ou dor abdominal. Exames laboratoriais mostram bilirrubina total 3,5 mg/dL (direta 2,8), ALT 400 UI/L, AST 320 UI/L, GGT 250 UI/L; sorologias para hepatites A/B/C negativas, USG abdominal sem litíase ou esteatose. Histórico confirma exposição sem monitoramento biológico prévio.
As seguintes afirmativas sobre solventes orgânicos envolvidos nessa suspeita de hepatotoxicidade ocupacional são corretas, EXCETO:
Um enfermeiro de 40 anos trabalha há 12 anos em hospital público, atuando em Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) com alta demanda de pacientes em crise e plantões noturnos frequentes. Refere exaustão emocional intensa, irritabilidade com colegas e pacientes, redução na sensação de realização profissional e insônia há meses. Escore PHQ-9 é 14 (depressão moderada), MBI alta exaustão (score 32), despersonalização moderada (score 12), baixa realização (score 28). Sem comorbidades prévias ou uso de psicoativos.
Assinale a alternativa que apresenta a conduta CORRETA para essa suspeita de transtorno de saúde mental profissional:
Um pedreiro de 52 anos trabalha há 20 anos em construção civil, exposto diariamente a poeiras de cimento, areia quartzosa e corte de granito sem uso consistente de máscara PFF2 ou aspiração local. Procura UBS/ESF com dispneia progressiva aos esforços moderados (mMRC 2) há 6 meses, tosse seca persistente sem expectoração e perda involuntária de 5 kg de peso. Não fuma, nega febre, sudorese ou hemoptise. Espirometria revela padrão restritivo isolado (FEV1 65% VP, CVF 70% VP, VEF1/CVF 82%). RX de tórax (PA) mostra micronódulos difusos bilaterais predominantemente superiores (ILO 1/1 profusão p/p), sem derrame pleural, consolidação ou cavitações.
São condutas adequadas para o manejo dessa síndrome respiratória na UBS/ESF, EXCETO:
Um caminhoneiro autônomo de 50 anos, com 25 anos de longas jornadas em rodovias (12–15h/dia de direção), procura serviço de medicina do trabalho com cefaleia pulsátil matinal, tontura postural e visão embaçada há 3 semanas. PA com paciente sentado: 168/102 mmHg (braço direito). PA ortostática: 150/94 mmHg. IMC 29 kg/m², circunferência abdominal 105 cm, sedentário, dieta salina de lanches rodoviários. MAPA 24h PA média diurna 152/90 mmHg, noturna 142/82 mmHg (padrão não “dipper”). ECG normal sem HVE ou isquemia. Refere ainda estresse e taquicardia por “preocupação com prazos e trabalho noturno”.
Considerando a atividade laboral e o risco cardiovascular desse paciente, a conduta inicial que melhor integra tratamento anti-hipertensivo medicamentoso e emissão de Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) para aptidão como motorista profissional (categorias C e E) é:
Um serralheiro de 49 anos trabalha há 15 anos em serralheria que presta serviços para uma Universidade, utilizando esmerilhadeiras e furadeiras pneumáticas por 6–8 horas diárias. Refere dor persistente nas mãos e braços, dormência nos dedos e episódios de palidez e dor intensa ao frio nas mãos (fenômeno de Raynaud) há 2 anos, piorando após jornadas prolongadas. A dosimetria ambiental confirma aceleração de vibração >12 m/s² (A(8)), e a capilaroscopia ungueal revela alterações patológicas compatíveis com síndrome de vibração mão-braço (SVMB).
São medidas adequadas para manejo inicial dessa suspeita ocupacional (NR-15 Anexo 8), EXCETO: