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Q3870550 Português
TEXTO I - Base para responder à questão.


Qual é a diferença entre alfabetismo funcional, elementar e consolidado?


Analfabetos funcionais são pessoas que conseguem identificar palavras isoladas ou ler frases muito simples, mas não são capazes de compreender, por exemplo, uma notícia de jornal. "O analfabeto funcional lê textos simples, curtos, palavras isoladas. Ele entende coisas familiares, como um recibo do mercado, resultado de jogo, receita de bolo, mas não interpreta uma tabela, um gráfico ou as nuances de uma matéria jornalística", explica Lima.

Já os indivíduos no nível elementar de alfabetização conseguem ler frases mais longas e localizar informações explícitas em pequenos textos. Mas ainda têm muita dificuldade para lidar com materiais mais complexos, como interpretar uma tabela ou entender uma opinião embutida em um texto. Quem atinge o nível de alfabetismo consolidado consegue ler e compreender integralmente notícias, textos opinativos, tabelas, gráficos e identificar nuances como ironia ou a distinção entre fato e opinião.

Escolaridade

Historicamente, o nível de escolaridade tem se mostrado o maior indutor do alfabetismo no Brasil. Isso significa que, quanto maior o tempo de estudo, mais alfabetizado o indivíduo estará. Dados do ensino superior mostram que 88% dos jovens que ingressaram ou concluíram uma graduação são considerados plenamente alfabetizados, mas apenas seis em cada 10 (61%) alcançaram o nível de alfabetização consolidada.

Essa proporção é menor do que a observada em 2018, que era de 71%. Na prática, isso significa que quase 4 em cada 10 estudantes que hoje estão ou já passaram por uma faculdade não dominam habilidades essenciais de leitura, escrita e matemática. "É no superior que deságuam as fragilidades. Quem estava no Ensino Médio na pandemia hoje está no Superior, e com um recuo na alfabetização", explica Lima.

Estudo mostra que aumentou de 14%, em 2018, para 17%, em 2024, o número de estudantes do Ensino Médio caracterizados como analfabetos funcionais. O estudo também mostrou que caiu de 45% para 38% a proporção de entrevistados que chegaram ao Ensino Médio nos dois níveis mais altos das escalas de alfabetismo (elementar e consolidado). 

Lima diz que escolas e faculdades estão atuando para reduzir as lacunas de aprendizado geradas na pandemia. Alguns exemplos são a criação de semestres introdutórios para alinhar o nível de conhecimento dos alunos, e que as escolas estão correndo atrás para recuperar aprendizagens. "Mas não dá para ficar esperando a educação resolver tudo. Depois de certa idade, quem não conseguiu desenvolver certas habilidades na etapa escolar dificilmente vai voltar para a escola, por mais eficiente que seja uma política de educação de jovens e adultos", afirma.

Coordenadora reforça que o ambiente de trabalho tem uma responsabilidade pouco explorada no processo de letramento. "O trabalho é um lugar onde o letramento acontece." "Com ações simples, como colocar no refeitório o cardápio com as calorias das refeições, cotidianamente, o trabalhador vai tendo contato com textos, informações, contextos —você está letrando a pessoa sem custo", diz.

Idade

Quando a análise é feita por faixa etária, o indicador aponta que entre 50 e 64 anos, mais da metade (51%) são analfabetos funcionais. O maior percentual de pessoas funcionalmente alfabetizadas está nas faixas de 15 a 29 anos (84%) e de 30 a 39 anos (78%). Essa faixa foi alvo das políticas de inclusão de crianças e jovens nas escolas nas últimas duas décadas.

Raça e cor

O estudo revela que a desigualdade racial nos níveis de alfabetismo se mantém no Brasil. Em 2024, apenas 31% dos que se autodeclaram pretos e pardos alcançaram os dois níveis mais altos da escala de alfabetismo, contra 41% entre os brancos.

O cenário piorou em relação à edição anterior, quando esses percentuais eram de SS% e 45%, respectivamente. "Não tivemos surpresa. Mesmo com dados do IBGE mostrando que aumentou o nível de escolaridade entre as pessoas negras, a desigualdade em relação aos brancos ainda é muito grande", diz Lima.


Fonte: https://educacao.uol.com.br/noticias/2025/05/05/estagnado-brasil-tem-29-de-analfabetos-funcionais-pandemia-piorou-quadro.htm.
A coesão e a coerência são elementos fundamentais para a construção do sentido no texto. Com base no Texto I, analise a seguinte frase: "O estudo também mostrou que caiu de 45% para 38% a proporção de entrevistados que chegaram ao Ensino Médio nos dois níveis mais altos das escalas de alfabetismo (elementar e consolidado)."

Como o autor garante a coesão e a coerência da frase?
Alternativas
Q3870549 Português
TEXTO I - Base para responder à questão.


Qual é a diferença entre alfabetismo funcional, elementar e consolidado?


Analfabetos funcionais são pessoas que conseguem identificar palavras isoladas ou ler frases muito simples, mas não são capazes de compreender, por exemplo, uma notícia de jornal. "O analfabeto funcional lê textos simples, curtos, palavras isoladas. Ele entende coisas familiares, como um recibo do mercado, resultado de jogo, receita de bolo, mas não interpreta uma tabela, um gráfico ou as nuances de uma matéria jornalística", explica Lima.

Já os indivíduos no nível elementar de alfabetização conseguem ler frases mais longas e localizar informações explícitas em pequenos textos. Mas ainda têm muita dificuldade para lidar com materiais mais complexos, como interpretar uma tabela ou entender uma opinião embutida em um texto. Quem atinge o nível de alfabetismo consolidado consegue ler e compreender integralmente notícias, textos opinativos, tabelas, gráficos e identificar nuances como ironia ou a distinção entre fato e opinião.

Escolaridade

Historicamente, o nível de escolaridade tem se mostrado o maior indutor do alfabetismo no Brasil. Isso significa que, quanto maior o tempo de estudo, mais alfabetizado o indivíduo estará. Dados do ensino superior mostram que 88% dos jovens que ingressaram ou concluíram uma graduação são considerados plenamente alfabetizados, mas apenas seis em cada 10 (61%) alcançaram o nível de alfabetização consolidada.

Essa proporção é menor do que a observada em 2018, que era de 71%. Na prática, isso significa que quase 4 em cada 10 estudantes que hoje estão ou já passaram por uma faculdade não dominam habilidades essenciais de leitura, escrita e matemática. "É no superior que deságuam as fragilidades. Quem estava no Ensino Médio na pandemia hoje está no Superior, e com um recuo na alfabetização", explica Lima.

Estudo mostra que aumentou de 14%, em 2018, para 17%, em 2024, o número de estudantes do Ensino Médio caracterizados como analfabetos funcionais. O estudo também mostrou que caiu de 45% para 38% a proporção de entrevistados que chegaram ao Ensino Médio nos dois níveis mais altos das escalas de alfabetismo (elementar e consolidado). 

Lima diz que escolas e faculdades estão atuando para reduzir as lacunas de aprendizado geradas na pandemia. Alguns exemplos são a criação de semestres introdutórios para alinhar o nível de conhecimento dos alunos, e que as escolas estão correndo atrás para recuperar aprendizagens. "Mas não dá para ficar esperando a educação resolver tudo. Depois de certa idade, quem não conseguiu desenvolver certas habilidades na etapa escolar dificilmente vai voltar para a escola, por mais eficiente que seja uma política de educação de jovens e adultos", afirma.

Coordenadora reforça que o ambiente de trabalho tem uma responsabilidade pouco explorada no processo de letramento. "O trabalho é um lugar onde o letramento acontece." "Com ações simples, como colocar no refeitório o cardápio com as calorias das refeições, cotidianamente, o trabalhador vai tendo contato com textos, informações, contextos —você está letrando a pessoa sem custo", diz.

Idade

Quando a análise é feita por faixa etária, o indicador aponta que entre 50 e 64 anos, mais da metade (51%) são analfabetos funcionais. O maior percentual de pessoas funcionalmente alfabetizadas está nas faixas de 15 a 29 anos (84%) e de 30 a 39 anos (78%). Essa faixa foi alvo das políticas de inclusão de crianças e jovens nas escolas nas últimas duas décadas.

Raça e cor

O estudo revela que a desigualdade racial nos níveis de alfabetismo se mantém no Brasil. Em 2024, apenas 31% dos que se autodeclaram pretos e pardos alcançaram os dois níveis mais altos da escala de alfabetismo, contra 41% entre os brancos.

O cenário piorou em relação à edição anterior, quando esses percentuais eram de SS% e 45%, respectivamente. "Não tivemos surpresa. Mesmo com dados do IBGE mostrando que aumentou o nível de escolaridade entre as pessoas negras, a desigualdade em relação aos brancos ainda é muito grande", diz Lima.


Fonte: https://educacao.uol.com.br/noticias/2025/05/05/estagnado-brasil-tem-29-de-analfabetos-funcionais-pandemia-piorou-quadro.htm.
No contexto de produção textual, os gêneros discursivos são essenciais para a construção do sentido e da comunicação eficaz. Considerando o Texto I, qual das alternativas abaixo melhor exemplifica o gênero discursivo predominante?
Alternativas
Q3870548 Português
TEXTO I - Base para responder à questão.


Qual é a diferença entre alfabetismo funcional, elementar e consolidado?


Analfabetos funcionais são pessoas que conseguem identificar palavras isoladas ou ler frases muito simples, mas não são capazes de compreender, por exemplo, uma notícia de jornal. "O analfabeto funcional lê textos simples, curtos, palavras isoladas. Ele entende coisas familiares, como um recibo do mercado, resultado de jogo, receita de bolo, mas não interpreta uma tabela, um gráfico ou as nuances de uma matéria jornalística", explica Lima.

Já os indivíduos no nível elementar de alfabetização conseguem ler frases mais longas e localizar informações explícitas em pequenos textos. Mas ainda têm muita dificuldade para lidar com materiais mais complexos, como interpretar uma tabela ou entender uma opinião embutida em um texto. Quem atinge o nível de alfabetismo consolidado consegue ler e compreender integralmente notícias, textos opinativos, tabelas, gráficos e identificar nuances como ironia ou a distinção entre fato e opinião.

Escolaridade

Historicamente, o nível de escolaridade tem se mostrado o maior indutor do alfabetismo no Brasil. Isso significa que, quanto maior o tempo de estudo, mais alfabetizado o indivíduo estará. Dados do ensino superior mostram que 88% dos jovens que ingressaram ou concluíram uma graduação são considerados plenamente alfabetizados, mas apenas seis em cada 10 (61%) alcançaram o nível de alfabetização consolidada.

Essa proporção é menor do que a observada em 2018, que era de 71%. Na prática, isso significa que quase 4 em cada 10 estudantes que hoje estão ou já passaram por uma faculdade não dominam habilidades essenciais de leitura, escrita e matemática. "É no superior que deságuam as fragilidades. Quem estava no Ensino Médio na pandemia hoje está no Superior, e com um recuo na alfabetização", explica Lima.

Estudo mostra que aumentou de 14%, em 2018, para 17%, em 2024, o número de estudantes do Ensino Médio caracterizados como analfabetos funcionais. O estudo também mostrou que caiu de 45% para 38% a proporção de entrevistados que chegaram ao Ensino Médio nos dois níveis mais altos das escalas de alfabetismo (elementar e consolidado). 

Lima diz que escolas e faculdades estão atuando para reduzir as lacunas de aprendizado geradas na pandemia. Alguns exemplos são a criação de semestres introdutórios para alinhar o nível de conhecimento dos alunos, e que as escolas estão correndo atrás para recuperar aprendizagens. "Mas não dá para ficar esperando a educação resolver tudo. Depois de certa idade, quem não conseguiu desenvolver certas habilidades na etapa escolar dificilmente vai voltar para a escola, por mais eficiente que seja uma política de educação de jovens e adultos", afirma.

Coordenadora reforça que o ambiente de trabalho tem uma responsabilidade pouco explorada no processo de letramento. "O trabalho é um lugar onde o letramento acontece." "Com ações simples, como colocar no refeitório o cardápio com as calorias das refeições, cotidianamente, o trabalhador vai tendo contato com textos, informações, contextos —você está letrando a pessoa sem custo", diz.

Idade

Quando a análise é feita por faixa etária, o indicador aponta que entre 50 e 64 anos, mais da metade (51%) são analfabetos funcionais. O maior percentual de pessoas funcionalmente alfabetizadas está nas faixas de 15 a 29 anos (84%) e de 30 a 39 anos (78%). Essa faixa foi alvo das políticas de inclusão de crianças e jovens nas escolas nas últimas duas décadas.

Raça e cor

O estudo revela que a desigualdade racial nos níveis de alfabetismo se mantém no Brasil. Em 2024, apenas 31% dos que se autodeclaram pretos e pardos alcançaram os dois níveis mais altos da escala de alfabetismo, contra 41% entre os brancos.

O cenário piorou em relação à edição anterior, quando esses percentuais eram de SS% e 45%, respectivamente. "Não tivemos surpresa. Mesmo com dados do IBGE mostrando que aumentou o nível de escolaridade entre as pessoas negras, a desigualdade em relação aos brancos ainda é muito grande", diz Lima.


Fonte: https://educacao.uol.com.br/noticias/2025/05/05/estagnado-brasil-tem-29-de-analfabetos-funcionais-pandemia-piorou-quadro.htm.
De acordo com as Orientações Curriculares para o Ensino Médio (OCEM) e OCEM-MT, qual das seguintes estratégias de ensino deve ser priorizada no contexto do Ensino Médio, considerando os dados sobre alfabetismo funcional apresentados no texto?
Alternativas
Q3870547 Pedagogia
TEXTO I - Base para responder à questão.


Qual é a diferença entre alfabetismo funcional, elementar e consolidado?


Analfabetos funcionais são pessoas que conseguem identificar palavras isoladas ou ler frases muito simples, mas não são capazes de compreender, por exemplo, uma notícia de jornal. "O analfabeto funcional lê textos simples, curtos, palavras isoladas. Ele entende coisas familiares, como um recibo do mercado, resultado de jogo, receita de bolo, mas não interpreta uma tabela, um gráfico ou as nuances de uma matéria jornalística", explica Lima.

Já os indivíduos no nível elementar de alfabetização conseguem ler frases mais longas e localizar informações explícitas em pequenos textos. Mas ainda têm muita dificuldade para lidar com materiais mais complexos, como interpretar uma tabela ou entender uma opinião embutida em um texto. Quem atinge o nível de alfabetismo consolidado consegue ler e compreender integralmente notícias, textos opinativos, tabelas, gráficos e identificar nuances como ironia ou a distinção entre fato e opinião.

Escolaridade

Historicamente, o nível de escolaridade tem se mostrado o maior indutor do alfabetismo no Brasil. Isso significa que, quanto maior o tempo de estudo, mais alfabetizado o indivíduo estará. Dados do ensino superior mostram que 88% dos jovens que ingressaram ou concluíram uma graduação são considerados plenamente alfabetizados, mas apenas seis em cada 10 (61%) alcançaram o nível de alfabetização consolidada.

Essa proporção é menor do que a observada em 2018, que era de 71%. Na prática, isso significa que quase 4 em cada 10 estudantes que hoje estão ou já passaram por uma faculdade não dominam habilidades essenciais de leitura, escrita e matemática. "É no superior que deságuam as fragilidades. Quem estava no Ensino Médio na pandemia hoje está no Superior, e com um recuo na alfabetização", explica Lima.

Estudo mostra que aumentou de 14%, em 2018, para 17%, em 2024, o número de estudantes do Ensino Médio caracterizados como analfabetos funcionais. O estudo também mostrou que caiu de 45% para 38% a proporção de entrevistados que chegaram ao Ensino Médio nos dois níveis mais altos das escalas de alfabetismo (elementar e consolidado). 

Lima diz que escolas e faculdades estão atuando para reduzir as lacunas de aprendizado geradas na pandemia. Alguns exemplos são a criação de semestres introdutórios para alinhar o nível de conhecimento dos alunos, e que as escolas estão correndo atrás para recuperar aprendizagens. "Mas não dá para ficar esperando a educação resolver tudo. Depois de certa idade, quem não conseguiu desenvolver certas habilidades na etapa escolar dificilmente vai voltar para a escola, por mais eficiente que seja uma política de educação de jovens e adultos", afirma.

Coordenadora reforça que o ambiente de trabalho tem uma responsabilidade pouco explorada no processo de letramento. "O trabalho é um lugar onde o letramento acontece." "Com ações simples, como colocar no refeitório o cardápio com as calorias das refeições, cotidianamente, o trabalhador vai tendo contato com textos, informações, contextos —você está letrando a pessoa sem custo", diz.

Idade

Quando a análise é feita por faixa etária, o indicador aponta que entre 50 e 64 anos, mais da metade (51%) são analfabetos funcionais. O maior percentual de pessoas funcionalmente alfabetizadas está nas faixas de 15 a 29 anos (84%) e de 30 a 39 anos (78%). Essa faixa foi alvo das políticas de inclusão de crianças e jovens nas escolas nas últimas duas décadas.

Raça e cor

O estudo revela que a desigualdade racial nos níveis de alfabetismo se mantém no Brasil. Em 2024, apenas 31% dos que se autodeclaram pretos e pardos alcançaram os dois níveis mais altos da escala de alfabetismo, contra 41% entre os brancos.

O cenário piorou em relação à edição anterior, quando esses percentuais eram de SS% e 45%, respectivamente. "Não tivemos surpresa. Mesmo com dados do IBGE mostrando que aumentou o nível de escolaridade entre as pessoas negras, a desigualdade em relação aos brancos ainda é muito grande", diz Lima.


Fonte: https://educacao.uol.com.br/noticias/2025/05/05/estagnado-brasil-tem-29-de-analfabetos-funcionais-pandemia-piorou-quadro.htm.
Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio (PCNEM), qual é o papel da avaliação no processo de ensino de Língua Portuguesa?
Alternativas
Q3870546 Português
TEXTO I - Base para responder à questão.


Qual é a diferença entre alfabetismo funcional, elementar e consolidado?


Analfabetos funcionais são pessoas que conseguem identificar palavras isoladas ou ler frases muito simples, mas não são capazes de compreender, por exemplo, uma notícia de jornal. "O analfabeto funcional lê textos simples, curtos, palavras isoladas. Ele entende coisas familiares, como um recibo do mercado, resultado de jogo, receita de bolo, mas não interpreta uma tabela, um gráfico ou as nuances de uma matéria jornalística", explica Lima.

Já os indivíduos no nível elementar de alfabetização conseguem ler frases mais longas e localizar informações explícitas em pequenos textos. Mas ainda têm muita dificuldade para lidar com materiais mais complexos, como interpretar uma tabela ou entender uma opinião embutida em um texto. Quem atinge o nível de alfabetismo consolidado consegue ler e compreender integralmente notícias, textos opinativos, tabelas, gráficos e identificar nuances como ironia ou a distinção entre fato e opinião.

Escolaridade

Historicamente, o nível de escolaridade tem se mostrado o maior indutor do alfabetismo no Brasil. Isso significa que, quanto maior o tempo de estudo, mais alfabetizado o indivíduo estará. Dados do ensino superior mostram que 88% dos jovens que ingressaram ou concluíram uma graduação são considerados plenamente alfabetizados, mas apenas seis em cada 10 (61%) alcançaram o nível de alfabetização consolidada.

Essa proporção é menor do que a observada em 2018, que era de 71%. Na prática, isso significa que quase 4 em cada 10 estudantes que hoje estão ou já passaram por uma faculdade não dominam habilidades essenciais de leitura, escrita e matemática. "É no superior que deságuam as fragilidades. Quem estava no Ensino Médio na pandemia hoje está no Superior, e com um recuo na alfabetização", explica Lima.

Estudo mostra que aumentou de 14%, em 2018, para 17%, em 2024, o número de estudantes do Ensino Médio caracterizados como analfabetos funcionais. O estudo também mostrou que caiu de 45% para 38% a proporção de entrevistados que chegaram ao Ensino Médio nos dois níveis mais altos das escalas de alfabetismo (elementar e consolidado). 

Lima diz que escolas e faculdades estão atuando para reduzir as lacunas de aprendizado geradas na pandemia. Alguns exemplos são a criação de semestres introdutórios para alinhar o nível de conhecimento dos alunos, e que as escolas estão correndo atrás para recuperar aprendizagens. "Mas não dá para ficar esperando a educação resolver tudo. Depois de certa idade, quem não conseguiu desenvolver certas habilidades na etapa escolar dificilmente vai voltar para a escola, por mais eficiente que seja uma política de educação de jovens e adultos", afirma.

Coordenadora reforça que o ambiente de trabalho tem uma responsabilidade pouco explorada no processo de letramento. "O trabalho é um lugar onde o letramento acontece." "Com ações simples, como colocar no refeitório o cardápio com as calorias das refeições, cotidianamente, o trabalhador vai tendo contato com textos, informações, contextos —você está letrando a pessoa sem custo", diz.

Idade

Quando a análise é feita por faixa etária, o indicador aponta que entre 50 e 64 anos, mais da metade (51%) são analfabetos funcionais. O maior percentual de pessoas funcionalmente alfabetizadas está nas faixas de 15 a 29 anos (84%) e de 30 a 39 anos (78%). Essa faixa foi alvo das políticas de inclusão de crianças e jovens nas escolas nas últimas duas décadas.

Raça e cor

O estudo revela que a desigualdade racial nos níveis de alfabetismo se mantém no Brasil. Em 2024, apenas 31% dos que se autodeclaram pretos e pardos alcançaram os dois níveis mais altos da escala de alfabetismo, contra 41% entre os brancos.

O cenário piorou em relação à edição anterior, quando esses percentuais eram de SS% e 45%, respectivamente. "Não tivemos surpresa. Mesmo com dados do IBGE mostrando que aumentou o nível de escolaridade entre as pessoas negras, a desigualdade em relação aos brancos ainda é muito grande", diz Lima.


Fonte: https://educacao.uol.com.br/noticias/2025/05/05/estagnado-brasil-tem-29-de-analfabetos-funcionais-pandemia-piorou-quadro.htm.
De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o ensino de Língua Portuguesa deve ser estruturado para promover a formação de sujeitos críticos e capazes de atuar socialmente por meio da linguagem. Considerando os níveis de alfabetismo abordados no texto, qual dos seguintes enfoques a BNCC propõe para o Ensino Médio?
Alternativas
Q3868770 Direito Administrativo
A mentalidade digital no serviço público representa muito mais do que a simples digitalização de processos. Sobre esse tema e considerando a Lei n. 13.460, de 2017, que estabelece normas básicas para participação, proteção e defesa dos direitos do usuário dos serviços públicos, assinale a alternativa CORRETA
Alternativas
Q3868769 Administração Pública
Considerando o Plano Federal de Prevenção e Enfrentamento do Assédio e da Discriminação na Administração Pública Federal (PFPEAD), estabelecido pela Portaria MGI n. 6.719, de 13 de setembro de 2024, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3868768 Administração Geral
Mato Grosso tem buscado fortalecer o empreendedorismo através de diversas iniciativas públicas e privadas. Dentre essas iniciativas, o Instituto Federal de Mato Grosso tem procurado incentivar o empreendedorismo feminino, com o objetivo de impulsionar a participação das mulheres no ambiente de negócio. Como exemplo, cita-se o Programa Teresa de Benguela, criado em homenagem a uma mulher negra que liderou o Quilombo Quariterê, conhecido como Quilombo do Piolho.

Sobre o empreendedorismo feminino, julgue as assertivas abaixo:

I. O empreendedorismo feminino pouco contribui para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, não havendo razão para concessão exclusiva de programas de desoneração fiscal para empresas lideradas por mulheres.
II. O empreendedorismo feminino na área rural no Brasil pouco se diferencia do empreendedorismo feminino urbano, pois ambos são influenciados pelos mesmos fatores.
III. A melhor forma de aumentar a participação de empresas lideradas por mulheres é estabelecer cotas obrigatórias de participação feminina em todos os tipos de empresas, independentemente do setor de atuação.
Fontes: Adaptado de RODRIGUES, Ariele Silva Moreira, et al. Fatores Críticos Relacionados ao Empreendedorismo Feminino. Espacio Abierto, 30.1, 2021, 75-96.
FARIAS, Thais Rodrigues, et al. Empreendedorismo feminino no desenvolvimento da agricultura familiar. Revista Ciências da Sociedade, 4.7, 2020, 130-143.


Está(ão) INCORRETA(S) apena(s) a(s) assertiva(s):
Alternativas
Q3868767 Direito Penal
Um professor de Geografia, ao ministrar a sua aula sobre o continente africano para os estudantes do curso técnico integrado ao ensino médio, fez comentários pejorativos e estereotipados sobre os indígenas, afirmando que estes não sabem se vestir e se comportar em sociedade. Essa situação deixou alguns alunos visivelmente constrangidos e ofendidos. No entanto, após a aula, um grupo de estudantes começou a fazer piadas ofensivas e de humilhação contra alguns estudantes indígenas da instituição nas redes sociais.

Diante do ocorrido, a mãe de um desses alunos ofendidos procurou à Direção da escola e o professor. Em sua defesa, o professor disse que ele não podia controlar o que as crianças dizem umas às outras, e a Diretora afirmou que nada poderia fazer, pois as piadas ocorreram fora da escola e nas redes sociais.

Considerando a Lei n. 7.716/1989 (Lei do Racismo), marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3868766 Ética na Administração Pública
O ethos público compreende um conjunto de valores, princípios e conhecimento especializado que orientam o comportamento e a ação dos servidores públicos no contexto de um Estado democrático de direito.
Fonte: Adaptado de LIMA, Iana Alves de et al. Ethos burocrático-democrático: conceituação, dimensões e estratégias de mensuração no serviço público brasileiro. Brasília: ENAP, 2025. 

A esse respeito, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa que melhor exemplifica uma violação do ethos público.
Alternativas
Q3868765 Legislação Federal
Nos termos da Lei nº 12.772/2012, julgue as assertivas abaixo:

I. Ao ocupante de cargo do Plano de Carreiras e Cargos do Magistério Federal poderá ser concedido o afastamento para realização de programas de mestrado ou doutorado independentemente do tempo de ocupação do cargo.
II. Ao ocupante de cargo do Plano de Carreiras e Cargos do Magistério Federal somente será concedido afastamento para realização de programas de mestrado ou doutorado caso esteja em efetivo exercício no respectivo órgão ou entidade há pelo menos 3 (três) anos para mestrado e 4 (quatro) anos para doutorado, incluído o período de estágio probatório.
III. Aos servidores ocupantes de cargos efetivos pertencentes ao Plano de Carreiras e Cargos de Magistério Federal serão concedidos 30 (trinta) dias de férias anuais, que poderão ser gozadas parceladamente.
IV. Aos servidores ocupantes de cargos efetivos pertencentes ao Plano de Carreiras e Cargos de Magistério Federal serão concedidos 45 (quarenta e cinco) dias de férias anuais, que poderão ser gozadas parceladamente.

Está(ão) CORRETA(S) apena(s) a(s) assertiva(s):
Alternativas
Q3868764 Direito Administrativo
Considere a situação hipotética abaixo:

“Sicrano é professor efetivo do IFMT ministrando aulas na área de Direito, em regime de trabalho de 40 (quarenta) horas semanais de trabalho, em tempo integral, com dedicação exclusiva às atividades de ensino, pesquisa, extensão e gestão institucional. Sicrano, inclusive é um estudioso de referência na área do Direito Empresarial, com diversos livros publicados. Um dos livros de Sicrano, o seu Manual de Direito Empresarial, tem logrado grande sucesso junto ao mercado editorial, sendo utilizado como livro texto da disciplina de Direito Empresarial em diversos cursos de graduação no Brasil. Os royalties decorrentes dos direitos autorais desses livros têm contribuído para melhorar a renda do professor Sicrano. Ocorre que foi registrada uma denúncia na Ouvidoria do Instituto alegando que o professor Sicrano estaria infringindo o regime de dedicação exclusiva às atividades de ensino, pesquisa, extensão e gestão institucional, ao receber os royalties decorrentes dos direitos autorais de seus livros”.

Nos termos da Lei nº 12.772/2012, identifique a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3868763 Pedagogia
Considere a situação hipotética abaixo e responda à questão:


“Fulano, professor do IFMT, aplicou uma prova escrita discursiva para os seus alunos de um Curso Técnico Integrado ao Nível Médio, no início do segundo bimestre, conforme o calendário acadêmico vigente. Ao final desse segundo bimestre, o professor publicou o resultado da avaliação e devolveu as provas corrigidas aos estudantes. Ao ler a correção de sua prova, a estudante Beltrana se indignou com o resultado, pois julgava ter respondido a uma das questões em conformidade com o conteúdo do livro indicado como bibliografia básica da disciplina e as anotações em seu caderno, as quais refletem o conteúdo transcrito pelo professor na lousa, durante as aulas. Por discordar da correção, Beltrana, no mesmo dia em que recebeu a prova corrigida, requereu, mediante processo devidamente fundamentado, a revisão de sua nota. O professor alegou que não poderia fazer tal alteração, por falta de previsão legal e porque o prazo para lançamento de notas naquele bimestre já estava encerrado”.
Considerando a situação hipotética exposta, nos termos do Regulamento Didático do IFMT, aprovado pela Resolução CONSUP IFMT nº 81, de 26 de novembro de 2020, julgue as assertivas abaixo:

I. O Regulamento Didático prevê a possibilidade de solicitar segunda chamada de avaliação, mas não dispõe sobre solicitação de revisão de avaliação.
II. Beltrana atendeu às exigências previstas no Regulamento Didático quanto ao prazo para solicitar revisão de avaliação.
III. A forma de solicitar a revisão de avaliação adotada por Beltrana condiz com aquela prevista no Regulamento Didático.
IV. O pedido de revisão de avaliação por parte de Beltrana não é tempestivo, tendo em vista que a prova foi realizada no início do segundo bimestre, e a solicitação de revisão foi formulada ao final do segundo bimestre.

Está(ão) CORRETA(S) apena(s) a(s) assertiva(s):
Alternativas
Q3868762 Pedagogia
Considere a situação hipotética abaixo e responda à questão:


“Fulano, professor do IFMT, aplicou uma prova escrita discursiva para os seus alunos de um Curso Técnico Integrado ao Nível Médio, no início do segundo bimestre, conforme o calendário acadêmico vigente. Ao final desse segundo bimestre, o professor publicou o resultado da avaliação e devolveu as provas corrigidas aos estudantes. Ao ler a correção de sua prova, a estudante Beltrana se indignou com o resultado, pois julgava ter respondido a uma das questões em conformidade com o conteúdo do livro indicado como bibliografia básica da disciplina e as anotações em seu caderno, as quais refletem o conteúdo transcrito pelo professor na lousa, durante as aulas. Por discordar da correção, Beltrana, no mesmo dia em que recebeu a prova corrigida, requereu, mediante processo devidamente fundamentado, a revisão de sua nota. O professor alegou que não poderia fazer tal alteração, por falta de previsão legal e porque o prazo para lançamento de notas naquele bimestre já estava encerrado”.
Considerando a situação hipotética exposta, nos termos do Regulamento Didático do IFMT, aprovado pela Resolução CONSUP IFMT nº 81, de 26 de novembro de 2020, identifique a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3868761 Ética na Administração Pública
Considere a situação hipotética abaixo:

“Ifetiano é servidor efetivo do IFMT, atuando na área de gestão de pessoas. Na sua rotina normal de trabalho, Ifetiano tem que lidar diretamente com o atendimento ao público que, no seu caso, se restringe aos próprios servidores do Instituto. Em certa ocasião, Ifetiano realizou o atendimento de uma servidora que veio indagá-lo acerca do andamento do seu processo de remoção por motivo de saúde. Ifetiano, ao consultar o sistema de gestão de processos da Instituição, constatou que o pedido da servidora havia sido indeferido pela Junta Médica. Diante da constatação da negativa do pedido da servidora, Ifetiano ficou constrangido em ser o portador dessa má notícia e optou por informar à servidora interessada que ainda não tinha sido emitido o parecer da Junta Médica no seu processo”.

Nos termos do Decreto Federal nº 1.171/1994, em especial suas Regras Deontológicas, identifique a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3868760 Português
TEXTO II – Base para responder à questão.


Arrumar o homem


Não boto a mão no fogo pela autenticidade da estória que estou para contar. Não posso, porém, duvidar da veracidade da pessoa de quem a escutei e, por isso, tenho-a como verdadeira. Salva-me, de qualquer modo, o provérbio italiano: “Se não é verdadeira... é muito graciosa!”

Estava, pois, aquele pai carioca, engenheiro de profissão, posto em sossego, admitido que, para um engenheiro, é sossego andar mergulhado em cálculos de estrutura. Ao lado, o filho, de 7 ou 8 anos, não cessava de atormentá-lo com perguntas de todo jaez, tentando conquistar um companheiro de lazer.

A ideia mais luminosa que ocorreu ao pai, depois de dez a quinze convites a ficar quieto e a deixá-lo trabalhar, foi a de pôr nas mãos do moleque um belo quebra-cabeça trazido da última viagem à Europa. “Vá brincando enquanto eu termino esta conta”. Sentencia entre dentes, prelibando pelo menos uma hora, hora e meia de trégua. O peralta não levará menos do que isso para armar o mapa do mundo com os cinco continentes, arquipélagos, mares e oceanos, comemora o pai-engenheiro.

Quem foi que disse hora e meia? Dez minutos depois, dez minutos cravados, e o menino já o puxava triunfante: “Pai, vem ver!” No chão, completinho, sem defeito, o mapa do mundo. Como fez, como não fez? Em menos de uma hora era impossível. O próprio herói deu a chave da proeza: “Pai, você não percebeu que, atrás do mundo, o quebra-cabeça tinha um homem? Era mais fácil. E quando eu arrumei o homem, o mundo ficou arrumado!” “Mas esse garoto é um sábio!”, sobressaltei, ouvindo a palavra final. Nunca ouvi verdade tão cristalina: “Basta arrumar o homem (tão desarrumado quase sempre) e o mundo fica arrumado!”

Arrumar o homem é a tarefa das tarefas, se é que se quer arrumar o mundo.


(Dom Lucas Moreira Neves Jornal do Brasil, Jan. 1997)
No trecho, “A ideia mais luminosa que ocorreu ao pai, depois de dez a quinze convites a ficar quieto e a deixá-lo trabalhar, foi a de pôr nas mãos do moleque um belo quebra-cabeça [...]”, a expressão em destaque estabelece um mecanismo de coesão textual por meio de:
Alternativas
Q3868759 Português
TEXTO II – Base para responder à questão.


Arrumar o homem


Não boto a mão no fogo pela autenticidade da estória que estou para contar. Não posso, porém, duvidar da veracidade da pessoa de quem a escutei e, por isso, tenho-a como verdadeira. Salva-me, de qualquer modo, o provérbio italiano: “Se não é verdadeira... é muito graciosa!”

Estava, pois, aquele pai carioca, engenheiro de profissão, posto em sossego, admitido que, para um engenheiro, é sossego andar mergulhado em cálculos de estrutura. Ao lado, o filho, de 7 ou 8 anos, não cessava de atormentá-lo com perguntas de todo jaez, tentando conquistar um companheiro de lazer.

A ideia mais luminosa que ocorreu ao pai, depois de dez a quinze convites a ficar quieto e a deixá-lo trabalhar, foi a de pôr nas mãos do moleque um belo quebra-cabeça trazido da última viagem à Europa. “Vá brincando enquanto eu termino esta conta”. Sentencia entre dentes, prelibando pelo menos uma hora, hora e meia de trégua. O peralta não levará menos do que isso para armar o mapa do mundo com os cinco continentes, arquipélagos, mares e oceanos, comemora o pai-engenheiro.

Quem foi que disse hora e meia? Dez minutos depois, dez minutos cravados, e o menino já o puxava triunfante: “Pai, vem ver!” No chão, completinho, sem defeito, o mapa do mundo. Como fez, como não fez? Em menos de uma hora era impossível. O próprio herói deu a chave da proeza: “Pai, você não percebeu que, atrás do mundo, o quebra-cabeça tinha um homem? Era mais fácil. E quando eu arrumei o homem, o mundo ficou arrumado!” “Mas esse garoto é um sábio!”, sobressaltei, ouvindo a palavra final. Nunca ouvi verdade tão cristalina: “Basta arrumar o homem (tão desarrumado quase sempre) e o mundo fica arrumado!”

Arrumar o homem é a tarefa das tarefas, se é que se quer arrumar o mundo.


(Dom Lucas Moreira Neves Jornal do Brasil, Jan. 1997)
A partir do excerto “Dez minutos depois, dez minutos cravados, e o menino já o puxava triunfante: ‘Pai, vem ver!’”, e mantendo o mesmo sentido e padrão de norma culta, seria gramaticalmente CORRETO substituir o início do trecho por:
Alternativas
Q3868758 Português
TEXTO II – Base para responder à questão.


Arrumar o homem


Não boto a mão no fogo pela autenticidade da estória que estou para contar. Não posso, porém, duvidar da veracidade da pessoa de quem a escutei e, por isso, tenho-a como verdadeira. Salva-me, de qualquer modo, o provérbio italiano: “Se não é verdadeira... é muito graciosa!”

Estava, pois, aquele pai carioca, engenheiro de profissão, posto em sossego, admitido que, para um engenheiro, é sossego andar mergulhado em cálculos de estrutura. Ao lado, o filho, de 7 ou 8 anos, não cessava de atormentá-lo com perguntas de todo jaez, tentando conquistar um companheiro de lazer.

A ideia mais luminosa que ocorreu ao pai, depois de dez a quinze convites a ficar quieto e a deixá-lo trabalhar, foi a de pôr nas mãos do moleque um belo quebra-cabeça trazido da última viagem à Europa. “Vá brincando enquanto eu termino esta conta”. Sentencia entre dentes, prelibando pelo menos uma hora, hora e meia de trégua. O peralta não levará menos do que isso para armar o mapa do mundo com os cinco continentes, arquipélagos, mares e oceanos, comemora o pai-engenheiro.

Quem foi que disse hora e meia? Dez minutos depois, dez minutos cravados, e o menino já o puxava triunfante: “Pai, vem ver!” No chão, completinho, sem defeito, o mapa do mundo. Como fez, como não fez? Em menos de uma hora era impossível. O próprio herói deu a chave da proeza: “Pai, você não percebeu que, atrás do mundo, o quebra-cabeça tinha um homem? Era mais fácil. E quando eu arrumei o homem, o mundo ficou arrumado!” “Mas esse garoto é um sábio!”, sobressaltei, ouvindo a palavra final. Nunca ouvi verdade tão cristalina: “Basta arrumar o homem (tão desarrumado quase sempre) e o mundo fica arrumado!”

Arrumar o homem é a tarefa das tarefas, se é que se quer arrumar o mundo.


(Dom Lucas Moreira Neves Jornal do Brasil, Jan. 1997)
No trecho: “Salva-me, de qualquer modo, o provérbio italiano: ‘Se não é verdadeira... é muito graciosa!’”, o autor emprega um recurso linguístico que contribui para:
Alternativas
Q3868757 Português
TEXTO II – Base para responder à questão.


Arrumar o homem


Não boto a mão no fogo pela autenticidade da estória que estou para contar. Não posso, porém, duvidar da veracidade da pessoa de quem a escutei e, por isso, tenho-a como verdadeira. Salva-me, de qualquer modo, o provérbio italiano: “Se não é verdadeira... é muito graciosa!”

Estava, pois, aquele pai carioca, engenheiro de profissão, posto em sossego, admitido que, para um engenheiro, é sossego andar mergulhado em cálculos de estrutura. Ao lado, o filho, de 7 ou 8 anos, não cessava de atormentá-lo com perguntas de todo jaez, tentando conquistar um companheiro de lazer.

A ideia mais luminosa que ocorreu ao pai, depois de dez a quinze convites a ficar quieto e a deixá-lo trabalhar, foi a de pôr nas mãos do moleque um belo quebra-cabeça trazido da última viagem à Europa. “Vá brincando enquanto eu termino esta conta”. Sentencia entre dentes, prelibando pelo menos uma hora, hora e meia de trégua. O peralta não levará menos do que isso para armar o mapa do mundo com os cinco continentes, arquipélagos, mares e oceanos, comemora o pai-engenheiro.

Quem foi que disse hora e meia? Dez minutos depois, dez minutos cravados, e o menino já o puxava triunfante: “Pai, vem ver!” No chão, completinho, sem defeito, o mapa do mundo. Como fez, como não fez? Em menos de uma hora era impossível. O próprio herói deu a chave da proeza: “Pai, você não percebeu que, atrás do mundo, o quebra-cabeça tinha um homem? Era mais fácil. E quando eu arrumei o homem, o mundo ficou arrumado!” “Mas esse garoto é um sábio!”, sobressaltei, ouvindo a palavra final. Nunca ouvi verdade tão cristalina: “Basta arrumar o homem (tão desarrumado quase sempre) e o mundo fica arrumado!”

Arrumar o homem é a tarefa das tarefas, se é que se quer arrumar o mundo.


(Dom Lucas Moreira Neves Jornal do Brasil, Jan. 1997)
A função do comentário do narrador no trecho “Quem foi que disse hora e meia?” é o de:
Alternativas
Q3868756 Português
TEXTO II – Base para responder à questão.


Arrumar o homem


Não boto a mão no fogo pela autenticidade da estória que estou para contar. Não posso, porém, duvidar da veracidade da pessoa de quem a escutei e, por isso, tenho-a como verdadeira. Salva-me, de qualquer modo, o provérbio italiano: “Se não é verdadeira... é muito graciosa!”

Estava, pois, aquele pai carioca, engenheiro de profissão, posto em sossego, admitido que, para um engenheiro, é sossego andar mergulhado em cálculos de estrutura. Ao lado, o filho, de 7 ou 8 anos, não cessava de atormentá-lo com perguntas de todo jaez, tentando conquistar um companheiro de lazer.

A ideia mais luminosa que ocorreu ao pai, depois de dez a quinze convites a ficar quieto e a deixá-lo trabalhar, foi a de pôr nas mãos do moleque um belo quebra-cabeça trazido da última viagem à Europa. “Vá brincando enquanto eu termino esta conta”. Sentencia entre dentes, prelibando pelo menos uma hora, hora e meia de trégua. O peralta não levará menos do que isso para armar o mapa do mundo com os cinco continentes, arquipélagos, mares e oceanos, comemora o pai-engenheiro.

Quem foi que disse hora e meia? Dez minutos depois, dez minutos cravados, e o menino já o puxava triunfante: “Pai, vem ver!” No chão, completinho, sem defeito, o mapa do mundo. Como fez, como não fez? Em menos de uma hora era impossível. O próprio herói deu a chave da proeza: “Pai, você não percebeu que, atrás do mundo, o quebra-cabeça tinha um homem? Era mais fácil. E quando eu arrumei o homem, o mundo ficou arrumado!” “Mas esse garoto é um sábio!”, sobressaltei, ouvindo a palavra final. Nunca ouvi verdade tão cristalina: “Basta arrumar o homem (tão desarrumado quase sempre) e o mundo fica arrumado!”

Arrumar o homem é a tarefa das tarefas, se é que se quer arrumar o mundo.


(Dom Lucas Moreira Neves Jornal do Brasil, Jan. 1997)
No texto, o sentido metafórico da frase “Quando eu arrumei o homem, o mundo ficou arrumado”, dita pelo menino, deve ser interpretado como: 
Alternativas
Respostas
101: C
102: C
103: B
104: B
105: D
106: E
107: B
108: E
109: D
110: E
111: C
112: B
113: B
114: A
115: C
116: A
117: D
118: B
119: E
120: A