Questões de Concurso
Para hiae
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Homem, 58 anos, com histórico de etilismo crônico e diabetes tipo 2 descompensado, foi admitido no hospital com dor intensa na região perineal, febre alta e secreção purulenta com odor fétido. O exame físico revela necrose em múltiplas áreas do escroto e períneo, com crepitação e sinais de infecção grave. A glicemia capilar é de 350 mg/dL, o paciente está hipotenso (PA: 90 x 60 mmHg) e taquicárdico (FC: 120 bpm). Após o primeiro debridamento cirúrgico, discute-se com as equipes envolvidas a realização de uma colostomia de proteção e o uso de oxigenoterapia hiperbárica como parte do tratamento adjuvante.
Com base nesse cenário, assinale a alternativa que apresenta a principal justificativa para a combinação da colostomia de proteção com o uso de oxigenioterapia hiperbárica no manejo desse paciente.
Homem, 68 anos, hipertenso e tabagista, com histórico de claudicação intermitente na panturrilha esquerda para 150 metros, de longa data, veio encaminhado ao cirurgião vascular e foi atendido como encaixe. O paciente relata que há três semanas tem apresentado dor persistente no pé esquerdo, mesmo em repouso. Tem dormido com o pé pendente para baixo na cama. O exame físico revela ausência de pulsos tibial posterior e pedioso no membro inferior esquerdo (pressão medida no tornozelo esquerdo foi 35 mmHg). O médico da atenção básica, que tinha visto o paciente há 15 dias (e o encaminhou para a consulta atual), prescreveu medicações analgésicas que não surtiram efeito e solicitou um exame de ultrassom arterial, em que foi identificado fluxo monofásico na artéria poplítea esquerda e também monofásico nas artérias infrapatelares.
Considerando o quadro clínico, assinale a alternativa que apresenta a conduta mais apropriada.
Homem, 73 anos, aposentado, diabético, tabagista, hipertenso e obeso (IMC = 42kg/m2), procura o ambulatório por queixa de claudicação intermitente, há alguns meses, na perna esquerda. Ele consegue deambular por uma distância de 400 metros e nega outros sintomas recentes. Na perna esquerda, só há pulso femoral palpável, estão ausentes pulsos poplíteo, pedioso e tibial posterior. Nota-se uma hiperpulsatilidade na fossa poplítea direita, e os pulsos são todos presentes no membro inferior direito.
Considerando o caso apresentado, assinale a alternativa que indica qual(quais) é(são) o(s) próximo(s) passo(s) mais adequado(s) na avaliação diagnóstica desse paciente.
Homem, 67 anos, diabético e ex-fumante, é admitido com dor torácica aguda irradiando para as costas, iniciada há 4 horas. A pressão arterial é de 190/120 mmHg, em ambos membros superiores, com pulsos palpáveis em todos os membros. Não há déficits neurológicos. Foi decido que o paciente será submetido a uma angiotomografia de aorta e ramos.
Com base no exposto, assinale a alternativa que apresenta a correlação correta entre o potencial achado tomográfico e o provável diagnóstico patológico.
Homem, 70 anos, ex-fumante, com histórico de doença arterial coronariana e doença pulmonar obstrutiva crônica, apresenta dor abdominal pós-prandial há 3 meses, perda de peso não intencional de 7 kg e evacuações normais. A dor é descrita como cólica e piora após as refeições, sendo totalmente aliviada algumas horas após terminá-las. No exame físico, está emagrecido, com abdome sem sinais de peritonite e ausculta normal. A angiotomografia revela estenose significativa (maior que 90%) do tronco celíaco e da artéria mesentérica superior, com a artéria mesentérica inferior vicariante.
De acordo com as diretrizes mais atuais e considerando as informações contidas no enunciado, assinale a alternativa correta com relação à abordagem terapêutica mais indicada para esse paciente.
Homem, de 30 anos, foi atropelado por um veículo e apresenta fratura exposta no fêmur esquerdo, com ausência de pulsos distais. O membro inferior esquerdo está pálido e frio ao toque, além de ter várias escoriações. Não há edema considerável no membro. A pressão arterial medida nos membros superiores é de 90 x 60 mmHg. O trauma ocorreu há menos de uma hora. No membro inferior direito, os pulsos distais são palpáveis e não há sinais de fratura nesse membro. O paciente também apresenta escoriação no tórax e membros superiores, sem outras lesões aparentes.
A partir dos dados disponíveis no enunciado, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico provável para o quadro clínico de perfusão ruim e ausência de pulsos distais e, também, a(s) abordagem(ns) inicial(is) mais adequada(s).
Mulher, 45 anos, com histórico de diabetes tipo 2 mal controlado, apresenta uma úlcera no pé direito há 2 semanas, decorrente de um trauma (acidente doméstico de baixa energia). A lesão tem bordas irregulares e exsudato purulento. O paciente relata dor moderada e vermelhidão ao redor da úlcera. Além disso, ele mencionou febre nas últimas 24 horas (38,3 ºC). O exame físico revela boa perfusão e os pulsos distais são palpáveis. Não há edema. Observa-se redução da sensibilidade ao toque leve e ao monofilamento de 10 g no pé afetado, além de diminuição do reflexo aquileu, indicando a presença de neuropatia periférica.
Considerando o caso clínico apresentado, assinale a alternativa que apresenta o principal fator contribuinte para a dificuldade de cicatrização dessa úlcera.
Mulher, 30 anos, com histórico de lúpus eritematoso sistêmico, está em tratamento crônico com azatioprina (100 mg/dia). Ela apresenta uma ferida pós-traumática na perna direita após um acidente doméstico de pequena energia, sem outros traumas associados. A lesão é pequena, com aproximadamente 2 cm de diâmetro, com base eritematosa e ausência de sinais infecciosos. Paciente também utiliza anticoncepcional oral combinado para controle de endometriose e relata uso ocasional (duas a três vezes por mês) de AINEs (diclofenaco) para controle de dores articulares.
Com base no caso apresentado, assinale a alternativa que indica o fator que, provavelmente, contribui para a cicatrização retardada dessa ferida.
Homem, 50 anos, com história de hipertensão (tratado com betabloqueador) e obesidade (sem tratamento específico), foi submetido a uma cirurgia de artroplastia total de joelho direito há 5 dias. Relata dor e inchaço na perna direita desde ontem, associados a leve dificuldade respiratória. Ele nega antecedentes de eventos tromboembólicos. Durante o exame físico, observam-se edema na perna direita, empastamento da panturrilha e pulsos arteriais palpáveis. O curativo da cirurgia do joelho está limpo. Ao exame pulmonar, murmúrios vesiculares presentes, sem ruídos adventícios. O paciente está utilizando meias elásticas de suave compressão até a coxa e mobilização precoce foi incentivada, porém não foi seguida. Está em uso de enoxaparina 40 mg por via subcutânea por dia. Saturação de oxigênio está em 94% em ar ambiente, frequência cardíaca é de 64 bpm e a respiratória é de 19 inspirações por minuto.
Considerando o exposto, assinale a alternativa que indica a melhor conduta para esse paciente.
Homem, 58 anos, tabagista com história de 30 maços/ano, apresenta dor torácica e dispneia progressiva há duas semanas. Ele também relata febre alta e produção de escarro purulento. A radiografia de tórax revela um derrame pleural à direita. No exame físico, notam-se estertores na base pulmonar direita e baqueteamento digital. Seguem dados da análise do líquido obtido pela torcacentese diagnóstica: pH de 6,9, glicose de 30 mg/dL e bacterioscopia revelando cocos Gram-positivos. Não há células neoplásicas identificadas.
Assinale a alternativa que apresenta a abordagem terapêutica inicial mais apropriada para esse paciente.
Um recém-nascido de 3 dias, masculino, nascido a termo, com trissomia do cromossomo 21 (síndrome de Down), sem complicações durante a gravidez ou o parto, apresenta distensão abdominal progressiva e episódios de vômitos biliosos. No exame físico, observa-se a presença de um ânus patente, mas o bebê ainda não eliminou mecônio desde o nascimento. A mãe relatou que o bebê está se alimentando mal e teve episódios de choro inconsolável. A radiografia abdominal revela distensão de alças intestinais e ausência de ar no reto. Os sinais vitais estão dentro dos limites normais, e não há história familiar de doenças congênitas.
Sobre as hipóteses diagnósticas pertinentes e condutas adequadas, escolha a alternativa correta.
Homem, 82 anos, sofreu queda da própria altura há 30 minutos. Tropeçou e sofreu queda frontal com colisão do rosto contra o chão. Familiares trouxeram para o hospital. Colocado colar cervical na admissão. Apresenta via aérea pérvia apesar da perda de dentes incisivos e diversas escoriações em face, está com máscara de oxigênio, estável hemodinamicamente, pupilas isocóricas e fotorreagentes, escala de coma de Glasgow de 15, sem outras lesões. Na avaliação secundária, apresenta força muscular grau 2 em membros superiores e grau 4 em membros inferiores, além de redução de sensibilidade em membros superiores e inferiores.
O diagnóstico é:
Homem, 43 anos, vítima de atropelamento por motocicleta, sofreu trauma direto em dorso à esquerda. Permaneceu estável desde a admissão hospitalar. Durante as avaliações primária e secundária, foi identificado trauma renal grau 3 à esquerda, e optou-se por conduta não operatória. No terceiro dia pós-trauma, houve queda de hemoglobina e hematócrito. Paciente continua estável. Tomografia computadorizada revelou sangramento arterial ativo em polo inferior do rim esquerdo com hematoma adjacente e sem lesão de via urinária.
Qual é a conduta neste momento?
Mulher, 78 anos, sofreu queda da própria altura há 1 hora enquanto caminhava na rua; sofreu trauma em região lateral da cabeça com presença de ferimento cortocontuso com sangramento controlado com curativo. Trazida pelo resgate com colar cervical e prancha rígida. Na avaliação inicial, está com via aérea pérvia, máscara de oxigênio a 15 L/min, hemodinamicamente estável, recebendo cristaloide endovenoso, sem alteração do exame pulmonar e cardíaco. Apresenta midríase à direita, abertura ocular a estímulo doloroso, balbucia sons incompreensíveis e localiza estímulo doloroso, otorreia e hematoma retroauricular.
Qual é a conduta imediata?