Homem, 58 anos, com histórico de etilismo crônico e diabete...
Homem, 58 anos, com histórico de etilismo crônico e diabetes tipo 2 descompensado, foi admitido no hospital com dor intensa na região perineal, febre alta e secreção purulenta com odor fétido. O exame físico revela necrose em múltiplas áreas do escroto e períneo, com crepitação e sinais de infecção grave. A glicemia capilar é de 350 mg/dL, o paciente está hipotenso (PA: 90 x 60 mmHg) e taquicárdico (FC: 120 bpm). Após o primeiro debridamento cirúrgico, discute-se com as equipes envolvidas a realização de uma colostomia de proteção e o uso de oxigenoterapia hiperbárica como parte do tratamento adjuvante.
Com base nesse cenário, assinale a alternativa que apresenta a principal justificativa para a combinação da colostomia de proteção com o uso de oxigenioterapia hiperbárica no manejo desse paciente.
Gabarito comentado
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Gabarito: C
Fundamento decisivo: O caso é de gangrena de Fournier grave, com necrose perineoescrotal extensa, sepse e ferida com alto risco de contaminação fecal; por isso, a colostomia de proteção pode ser indicada para desviar o trânsito fecal e reduzir essa contaminação local, enquanto a oxigenoterapia hiperbárica tem apenas papel adjuvante, podendo melhorar a oxigenação tecidual, mas sem substituir antibióticos ou desbridamentos seriados.
- Em ferida perineal extensa e contaminável, pense na colostomia como derivação fecal para reduzir contaminação e facilitar curativos, não como medida para glicemia ou antibiótico.
- Na gangrena de Fournier, o tratamento-base é suporte hemodinâmico, antibiótico amplo e desbridamento agressivo/seriado; terapias adjuvantes nunca substituem isso.
- Desconfie de alternativas com termos absolutos sobre oxigenoterapia hiperbárica, como 'garante controle total' ou 'elimina necessidade de nova cirurgia'.
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