Homem, de 30 anos, foi atropelado por um veículo e apresenta...
Homem, de 30 anos, foi atropelado por um veículo e apresenta fratura exposta no fêmur esquerdo, com ausência de pulsos distais. O membro inferior esquerdo está pálido e frio ao toque, além de ter várias escoriações. Não há edema considerável no membro. A pressão arterial medida nos membros superiores é de 90 x 60 mmHg. O trauma ocorreu há menos de uma hora. No membro inferior direito, os pulsos distais são palpáveis e não há sinais de fratura nesse membro. O paciente também apresenta escoriação no tórax e membros superiores, sem outras lesões aparentes.
A partir dos dados disponíveis no enunciado, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico provável para o quadro clínico de perfusão ruim e ausência de pulsos distais e, também, a(s) abordagem(ns) inicial(is) mais adequada(s).
Gabarito comentado
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Gabarito: D
Fundamento decisivo: O caso descreve sinais duros de lesão arterial traumática no membro inferior esquerdo — ausência de pulsos distais, membro pálido e frio após trauma de alta energia com fratura exposta de fêmur —, o que caracteriza isquemia aguda de membro e torna correta a alternativa que prioriza o restabelecimento imediato do fluxo arterial.
- Em trauma de extremidade, ausência de pulsos distais com palidez e frialdade deve ser lida primeiro como isquemia arterial aguda até prova em contrário.
- Síndrome compartimental não se define por pulso ausente; os achados mais típicos são dor desproporcional, dor à mobilização passiva e tensão do compartimento.
- Quando a questão trouxer membro ameaçado por isquemia, a prioridade conceitual é reperfusão precoce; não aceite alternativas que atrasem o fluxo para resolver primeiro a fratura.
- Não deixe detalhe técnico de procedimento desviar do ponto principal: primeiro identifique se o quadro é vascular ou compartimental.
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