Homem, 70 anos, ex-fumante, com histórico de doença arteria...
Homem, 70 anos, ex-fumante, com histórico de doença arterial coronariana e doença pulmonar obstrutiva crônica, apresenta dor abdominal pós-prandial há 3 meses, perda de peso não intencional de 7 kg e evacuações normais. A dor é descrita como cólica e piora após as refeições, sendo totalmente aliviada algumas horas após terminá-las. No exame físico, está emagrecido, com abdome sem sinais de peritonite e ausculta normal. A angiotomografia revela estenose significativa (maior que 90%) do tronco celíaco e da artéria mesentérica superior, com a artéria mesentérica inferior vicariante.
De acordo com as diretrizes mais atuais e considerando as informações contidas no enunciado, assinale a alternativa correta com relação à abordagem terapêutica mais indicada para esse paciente.
Gabarito comentado
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Gabarito: B
Fundamento decisivo: Na isquemia mesentérica crônica aterosclerótica sintomática, a diretriz da Society for Vascular Surgery (2020) recomenda revascularização, com a artéria mesentérica superior como alvo principal e tratamento endovascular como abordagem inicial. O caso preenche esse cenário com dor pós-prandial, perda de peso, estenoses graves do tronco celíaco e da AMS e ausência de peritonite, o que sustenta a alternativa B.
- Dor pós-prandial recorrente + perda de peso + estenose mesentérica aterosclerótica grave define isquemia mesentérica crônica sintomática e aponta para revascularização.
- Quando a questão cobrar a via de tratamento segundo diretriz atual, pense primeiro em abordagem endovascular como escolha inicial.
- Na revascularização da isquemia mesentérica crônica, a artéria mesentérica superior é o alvo prioritário.
- Ausência de peritonite sugere quadro crônico sem necrose transmural no momento, não ausência de indicação terapêutica.
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