Homem, 82 anos, sofreu queda da própria altura há 30 minuto...

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Q4111860 Medicina

Homem, 82 anos, sofreu queda da própria altura há 30 minutos. Tropeçou e sofreu queda frontal com colisão do rosto contra o chão. Familiares trouxeram para o hospital. Colocado colar cervical na admissão. Apresenta via aérea pérvia apesar da perda de dentes incisivos e diversas escoriações em face, está com máscara de oxigênio, estável hemodinamicamente, pupilas isocóricas e fotorreagentes, escala de coma de Glasgow de 15, sem outras lesões. Na avaliação secundária, apresenta força muscular grau 2 em membros superiores e grau 4 em membros inferiores, além de redução de sensibilidade em membros superiores e inferiores.



O diagnóstico é:

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O critério decisivo é a dissociação do déficit motor após trauma cervical: fraqueza mais intensa em membros superiores do que em inferiores, padrão típico de síndrome central da medula.

Tema central: Síndrome central da medula
Análise das alternativas
A
Errada
A síndrome anterior da medula cursa com déficit motor bilateral e perda de dor/temperatura abaixo da lesão, mas não tem como assinatura clínica a fraqueza mais intensa em membros superiores do que em inferiores. Aqui, o dado decisivo é justamente a dissociação motora braquial > crural, que aponta para síndrome central da medula.
B
Certa
A alternativa B está correta porque o caso descreve um idoso após queda com impacto facial, em contexto compatível com trauma cervical, apresentando predomínio de fraqueza em membros superiores (grau 2) em relação aos inferiores (grau 4) e alteração sensitiva. Esse padrão topográfico é o mais característico da síndrome central da medula e permite distingui-la da síndrome medular anterior, do AVE e da cauda equina.
C
Errada
AVE não explica adequadamente este padrão porque o contexto é de trauma cervical e o déficit descrito é bilateral, com predomínio em membros superiores, compatível com topografia medular. Além disso, o paciente está com Glasgow 15 e pupilas isocóricas e fotorreagentes, sem elementos descritos que sustentem lesão encefálica focal como causa principal.
D
Errada
A síndrome da cauda equina é uma lesão de raízes lombossacras e produz déficit em membros inferiores, além de poder cursar com anestesia em sela e disfunção esfincteriana. Ela é anatomicamente incompatível com fraqueza predominante em membros superiores, que é o achado central deste caso.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre qualquer déficit neurológico pós-trauma e outras síndromes medulares ou AVE; o dado que realmente separa o diagnóstico é a fraqueza desproporcionalmente maior em membros superiores após mecanismo de hiperextensão cervical em idoso.
Dica para questões semelhantes
  • Em trauma cervical, valorize a distribuição do déficit motor: membros superiores mais acometidos que inferiores favorecem síndrome central da medula.
  • Idoso com queda frontal e impacto facial sugere hiperextensão cervical, mecanismo clássico dessa síndrome.
  • Glasgow preservado não exclui lesão neurológica grave; aqui ele ajuda a sustentar topografia medular em vez de encefálica.
  • Cauda equina não causa déficit braquial; sempre confronte a alternativa com a topografia anatômica da lesão.

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