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Q4018066 Administração de Recursos Materiais
No âmbito de uma instituição pública, verificou-se que a aquisição de materiais de consumo vinha ocorrendo de forma desarticulada entre os setores, o que resultava, simultaneamente, em excesso de alguns itens armazenados no almoxarifado e na falta de outros indispensáveis à execução das atividades administrativas. Diante desse cenário, a unidade responsável pela gestão de suprimentos implantou um sistema integrado de acompanhamento do consumo de materiais, com definição de parâmetros para reposição de estoque, padronização de solicitações internas e monitoramento contínuo das entradas e saídas de itens armazenados.
Marque a alternativa CORRETA, nesse contexto, a iniciativa adotada pela administração pública tem como principal objetivo: 
Alternativas
Q4018065 Administração Pública
Um município decidiu implementar um programa de modernização administrativa com foco na melhoria das políticas públicas locais. Como parte dessa iniciativa, foram implantados sistemas digitais integrados para registro de demandas da população, plataformas eletrônicas para acompanhamento da execução de programas governamentais e ferramentas de análise de dados destinadas a identificar padrões de atendimento, avaliar o desempenho de políticas públicas e orientar decisões estratégicas da administração municipal.
Além disso, os gestores passaram a utilizar as informações produzidas por essas tecnologias para redefinir prioridades governamentais, ajustar programas existentes e desenvolver novas ações voltadas ao atendimento de demandas sociais identificadas por meio da análise de dados. Considerando o contexto apresentado, a iniciativa descrita evidencia principalmente qual prática associada à inovação e à modernização da gestão pública. Assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4018064 Administração Pública
Determinada prefeitura decidiu adotar um modelo de gestão por resultados com o objetivo de melhorar a eficiência das políticas públicas municipais. Para isso, a administração iniciou um processo de definição de objetivos estratégicos alinhados às demandas da população, estabeleceu indicadores de desempenho para acompanhar os resultados das ações governamentais e implantou sistemas tecnológicos destinados ao monitoramento contínuo dos programas públicos. Entretanto, durante a implementação do modelo, foram identificadas algumas dificuldades institucionais, como resistência de parte dos servidores às novas práticas de gestão, limitações técnicas na definição de indicadores adequados para medir resultados e restrições orçamentárias que dificultavam investimentos em capacitação e tecnologia. Considerando o contexto apresentado, bem como os princípios e as etapas necessárias para a implementação da gestão por resultados na administração pública, assinale a alternativa CORRETA acerca das condições necessárias para a adoção desse modelo de gestão.
Alternativas
Q4018063 Administração Pública
Em um órgão público responsável pela execução de políticas sociais, o gestor iniciou um processo de modernização administrativa. Para isso, inicialmente definiu objetivos institucionais e metas de desempenho para o exercício seguinte. Em seguida, reorganizou a estrutura interna da unidade, redistribuindo competências entre setores e designando servidores responsáveis por cada atividade. Posteriormente, passou a orientar as equipes sobre as estratégias de execução das ações previstas. Por fim, instituiu um sistema de monitoramento para verificar o cumprimento das metas estabelecidas.
Considerando as funções administrativas clássicas, a sequência CORRETA das atividades descritas corresponde a:
Alternativas
Q4018062 Governança de TI
Uma autarquia está reestruturando sua infraestrutura de TI para otimizar custos e aumentar a flexibilidade de seus serviços digitais. A equipe de tecnologia avalia a adoção de diferentes modelos de serviço em nuvem para hospedar desde o sistema de gestão de processos até o ambiente de desenvolvimento de novas aplicações. A escolha correta do modelo de serviço é crucial para o sucesso do projeto.
Associe os modelos de serviço de computação em nuvem da Coluna A com suas respectivas características e responsabilidades na Coluna B:
Coluna A
1. Infraestrutura como Serviço (IaaS).
2. Plataforma como Serviço (PaaS).
3. Software como Serviço (SaaS).
Coluna B
(__) Modelo no qual o provedor de nuvem gerencia toda a infraestrutura, o sistema operacional e o middleware, permitindo que o órgão público se concentre exclusivamente no desenvolvimento, implantação e gerenciamento de suas próprias aplicações.
(__) Modelo que oferece acesso a aplicações de software prontas para uso, como um serviço de e-mail ou um sistema de gestão de relacionamento com o cidadão (CRM), onde o provedor gerencia toda a pilha tecnológica, da infraestrutura ao software. 
(__) Modelo que fornece os recursos computacionais fundamentais, como servidores virtuais, armazenamento e redes. O órgão público é responsável por gerenciar o sistema operacional, o middleware, os dados e as aplicações.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q4018061 Noções de Informática
O setor de compras de um órgão da administração pública federal está realizando um processo licitatório para a aquisição de licenças de software. A equipe técnica precisa analisar as diferentes modalidades de licenciamento para garantir a escolha mais vantajosa e legalmente adequada para a instituição, considerando aspectos como custo, flexibilidade e conformidade.
Analise as seguintes proposições sobre os tipos de licença de software e suas implicações para o setor público:
I. O Software Proprietário, como o pacote Microsoft Office, exige a aquisição de uma licença para cada instalação ou usuário. Seu código-fonte é fechado, não permitindo que a equipe de TI do órgão realize modificações ou auditorias no código, criando uma dependência do fornecedor para atualizações e correções.
II. O Software Livre, regido por licenças como a GPL (General Public License), concede ao órgão público a liberdade de executar, distribuir, estudar e modificar o software. Embora frequentemente associado à gratuidade, o modelo de negócio do Software Livre pode envolver custos com suporte técnico, treinamento e customização, que devem ser previstos no orçamento.
III. O Freeware é um software disponibilizado para uso gratuito, mas que não deve ser confundido com Software Livre. Geralmente, é um software proprietário cujos termos de licença podem impor restrições de uso, como a proibição de uso em ambientes corporativos ou governamentais, exigindo uma análise jurídica cuidadosa antes de sua adoção em larga escala.
Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4018060 Direito Digital
A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709/2018 − LGPD) estabelece regras sobre o tratamento de dados pessoais, inclusive nos meios digitais, por pessoa natural ou por pessoa jurídica de direito público ou privado. Um cidadão solicita a um órgão público informações sobre como seus dados pessoais estão sendo utilizados. Marque a alternativa CORRETA que de acordo com os princípios da LGPD, o órgão público deve garantir ao cidadão.
Alternativas
Q4018059 Noções de Informática
Um servidor público de comunicação de um ministério precisa enviar um e-mail para múltiplos destinatários para divulgar um novo programa governamental. Ele precisa garantir que os endereços de e-mail dos destinatários não sejam visíveis uns para os outros, a fim de preservar a privacidade de cada um. Para isso, ele deve utilizar corretamente os campos de endereçamento do seu cliente de e-mail. Associe os campos de endereçamento de e-mail da Coluna A com suas respectivas funções na Coluna B.
Coluna A
1. Para (To).
2. Cc (Com Cópia).
3. Cco (Com Cópia Oculta).
Coluna B
(__) Campo utilizado para enviar uma cópia da mensagem a destinatários secundários. Todos os destinatários nos campos "Para" e "Cc" podem ver os endereços uns dos outros.
(__) Campo utilizado para enviar uma cópia da mensagem a destinatários cujos endereços de e-mail não serão visíveis para nenhum outro destinatário da mensagem (nem do campo "Para", nem "Cc", nem do próprio "Cco").
(__) Campo destinado aos destinatários principais da mensagem. Todos os destinatários neste campo são visíveis para todos os outros destinatários (dos campos "Para" e "Cc").
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q4018058 Sistemas Operacionais
O administrador de redes de uma agência reguladora é responsável por manter a segurança e a estabilidade dos servidores da instituição. Uma de suas tarefas rotineiras é a aplicação de patches de segurança e atualizações nos sistemas operacionais. A automação e o gerenciamento centralizado desse processo são cruciais para mitigar vulnerabilidades.
Associe os conceitos relacionados ao gerenciamento de atualizações e pacotes de software da Coluna A com suas respectivas descrições na Coluna B.
Coluna A
1. Patch.
2. Gerenciador de Pacotes.
3. Repositório de Software.
4. Dependência de Software.
Coluna B
(__) Um sistema que automatiza o processo de instalação, atualização, configuração e remoção de programas de computador de uma maneira consistente. Exemplos incluem APT (no Debian/Ubuntu) e YUM/DNF (no CentOS/Fedora).
(__) Um requisito que um programa de software tem de outro programa ou biblioteca para poder funcionar corretamente. O gerenciador de pacotes é responsável por resolver e instalar essas relações.
(__) Um local de armazenamento a partir do qual os pacotes de software podem ser recuperados e instalados. Os gerenciadores de pacotes utilizam essas fontes para encontrar e baixar os softwares e suas atualizações.
(__) Um pedaço de código de software que é aplicado sobre um software existente para corrigir um bug, solucionar uma vulnerabilidade de segurança ou adicionar uma nova funcionalidade.
A sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q4018057 Noções de Informática
Um assessor de comunicação de um órgão do poder judiciário está criando uma apresentação no Microsoft PowerPoint para divulgar os resultados de um mutirão de conciliação. Para garantir uma identidade visual consistente e profissional, ele precisa que todos os slides sigam um padrão de layout, fontes e cores, além de conter o brasão da República no canto inferior direito.
Associe os recursos do Microsoft PowerPoint da Coluna A com suas respectivas funcionalidades na Coluna B, visando a criação de uma apresentação padronizada e eficiente.
Coluna A
1. Slide Mestre.
2. Layout de Slide.
3. Animação.
4. Transição.
Coluna B
(__) Efeito visual que ocorre na passagem de um slide para o outro durante a apresentação.
(__) Recurso que permite definir a formatação, o posicionamento e os espaços reservados para todo o conteúdo que aparece em um slide, como títulos, textos e imagens.
(__) Ferramenta que controla o design e o layout de todos os slides de uma apresentação, permitindo aplicar um tema, fontes, cores e elementos gráficos (como logotipos) de forma global.
(__) Efeito de movimento aplicado a elementos individuais dentro de um slide, como textos, gráficos ou imagens, para controlar como eles aparecem, são enfatizados ou desaparecem.
A sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q4018056 Redes de Computadores
Um funcionário público de TI de um campus universitário federal é responsável por gerenciar a infraestrutura de comunicação que conecta os diversos departamentos, laboratórios e prédios administrativos. A rede do campus interliga-se com outras unidades da universidade em diferentes estados e também provê acesso à internet para toda a comunidade acadêmica.
Associe os tipos de rede e protocolos da Coluna A com suas respectivas abrangências e funções na Coluna B.
Coluna A
1. LAN (Local Area Network).
2. WAN (Wide Area Network).
3. TCP/IP (Transmission Control Protocol/Internet Protocol).
Coluna B
(__) Conjunto de protocolos de comunicação que é a base da Internet e define como os dados devem ser formatados, endereçados, transmitidos, roteados e recebidos.
(__) Rede de computadores que abrange uma grande área geográfica, como um país ou continente, utilizada para interconectar diferentes redes locais ou outras redes de longa distância.
(__) Rede que interliga computadores e dispositivos dentro de uma área geograficamente limitada, como um escritório, um prédio ou um campus universitário.
A sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Q4018055 Noções de Informática
Um servidor público, ao utilizar um computador, interage com uma complexa arquitetura que envolve a comunicação entre hardware e software. Para que as tarefas sejam executadas, desde a digitação de um texto até a navegação na internet, diversos componentes trabalham em conjunto. Compreender a função de cada elemento é essencial para o uso eficiente dos recursos computacionais.
Julgue os itens a seguir como Verdadeiro (V) ou Falso (F) a respeito dos conceitos fundamentais de hardware e software:
(__) O software é a parte física e tangível do computador, como o teclado e o mouse, enquanto o hardware corresponde aos programas e instruções que fazem o computador funcionar.
(__) O Sistema Operacional é considerado um software de base (ou software de sistema), pois sua função é gerenciar todos os recursos de hardware do computador e fornecer a plataforma para a execução de outros softwares, chamados de aplicativos.
(__) A BIOS (Basic Input/Output System) ou UEFI (Unified Extensible Firmware Interface) é um firmware, um tipo de software armazenado em um chip na placa-mãe, responsável por iniciar e testar o hardware do computador antes de carregar o sistema operacional.
(__) Um driver de dispositivo é um exemplo de hardware, pois é um componente físico que permite a comunicação entre um periférico específico (como uma impressora) e o sistema operacional.
Marque a alternativa CORRETA que corresponde à sequência de cima para baixo das lacunas acima:
Alternativas
Q4018054 Segurança da Informação
Um auditor de controle interno, ao realizar uma verificação de rotina nos computadores de uma repartição pública, precisa analisar os dados de navegação armazenados pelos browsers. O objetivo é verificar se as políticas de segurança da informação e de uso de recursos de TI estão sendo seguidas. A compreensão sobre como os navegadores gerenciam os dados do usuário é essencial para a auditoria. 
Analise as seguintes proposições sobre os dados armazenados pelo navegador e os modos de navegação:
I. Os cookies são pequenos arquivos de texto que os sites armazenam no computador do usuário para guardar informações sobre a sessão, como itens em um carrinho de compras ou preferências de idioma. Cookies de terceiros, no entanto, são frequentemente usados para rastrear a atividade do usuário através de diferentes sites para fins de publicidade direcionada, representando um risco à privacidade.
II. O cache do navegador armazena partes de páginas da web, como imagens e scripts, para que, em visitas futuras, a página seja carregada mais rapidamente. Embora melhore o desempenho, o cache pode fazer com que o navegador exiba uma versão desatualizada de uma página, sendo necessário limpá-lo para visualizar o conteúdo mais recente.
III. A navegação anônima (ou privativa) impede completamente que o provedor de internet (ISP) e os sites visitados rastreiem a atividade do usuário. Ao fechar a janela de navegação anônima, todos os dados, incluindo histórico, cookies e informações de formulários, são apagados tanto do computador local quanto dos servidores do provedor de internet.
Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4018053 Noções de Informática
Um técnico judiciário foi encarregado de elaborar a minuta de um novo regulamento interno. O documento é extenso, possui vários capítulos, seções e será revisado por múltiplos setores antes de sua publicação. Para garantir a eficiência na elaboração, formatação e revisão do documento no Microsoft Word, o técnico precisa utilizar os recursos adequados da ferramenta.
Julgue os itens a seguir como Verdadeiro (V) ou Falso (F) a respeito dos recursos do Microsoft Word que otimizam a criação e revisão de documentos complexos no setor público:
(__) O recurso "Controlar Alterações" (Track Changes) permite que múltiplos revisores sugiram alterações em um documento. Cada alteração (inserção, exclusão, formatação) fica registrada com a identificação do autor, permitindo ao autor original aceitar ou rejeitar cada sugestão individualmente.
(__) A utilização de "Estilos" (Styles) para formatar títulos, subtítulos e parágrafos não apenas garante a consistência visual do documento, mas também é um pré-requisito para a criação de um sumário automático que pode ser atualizado dinamicamente com um único clique.
(__) A ferramenta "Mala Direta" (Mail Merge) é um recurso exclusivo para a criação de etiquetas de endereço e não pode ser utilizada para gerar documentos personalizados em massa, como ofícios ou notificações, a partir de uma base de dados de destinatários (por exemplo, uma planilha Excel).
(__) A inserção de uma "Quebra de Seção" (Section Break) permite aplicar formatações diferentes, como numeração de página, orientação (retrato/paisagem) e margens, a diferentes partes de um mesmo documento, sendo essencial para a elaboração de documentos complexos como relatórios e regulamentos.
Marque a alternativa CORRETA que corresponde à sequência de cima para baixo das lacunas acima:
Alternativas
Q4018051 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Saudade do médico da família

Quando eu era criança, havia um médico para tudo e para todos, que minha mãe chamava quando eu tinha febre ou quando meu pai sentiu as primeiras dores na vesícula. Era o clínico geral, que ainda existe e funciona. Mas, hoje em dia, vivo numa teia de especialidades. A medicina avançou de forma extraordinária. Hoje existe um especialista para cada pedaço do corpo humano. O coração tem um. O rim, outro. O pulmão, outro. O sono, a tireoide, a pele, o intestino, o humor, a memória, a dor de cabeça. Cada médico mergulha profundamente no seu território. E isso, sem dúvida, salvou vidas. Quanto mais conhecimento, mais precisão. Quanto mais precisão, mais chances de cura. Mas, em algum ponto do caminho, algo se perdeu.
Antigamente existia uma figura quase mítica: o médico da família. Ele conhecia todos da casa. Sabia quem era alérgico, quem tinha pressão alta, quem era dramático, quem exagerava nos sintomas e quem só procurava ajuda quando já estava quase batendo as botas. Ele conhecia a história inteira. Não apenas o órgão.
Hoje o paciente virou um quebra-cabeças distribuído em vários consultórios. Você vai ao cardiologista, que pede exames do coração. Ao endocrinologista, que pede exames hormonais. Ou ao gastroenterologista, que investiga o estômago. O neurologista quer uma ressonância.
O ortopedista pede outra coisa. Cada especialista faz seu trabalho com competência. Mas raramente conversam entre si. E o paciente vira uma espécie de coordenador involuntário da própria saúde. Sai de um consultório com uma receita. Vai a outro e recebe mais um remédio. Depois outro. E mais outro. Em pouco tempo, a mesa de cabeceira parece uma pequena farmácia. O curioso é que, às vezes, um medicamento anula o outro. Ou pior: os dois não deveriam ser tomados juntos.
Quem tem de perceber isso? O paciente, que não estudou medicina? Muitas vezes, o médico pergunta: "Você toma alguma coisa?". A resposta vem meio vaga: Acho que sim...". São nomes difíceis, horários diferentes, recomendações complexas. E então surge uma nostalgia inesperada: a saudade daquele médico antigo que sentava, escutava, olhava o paciente inteiro e dizia: "Vamos organizar isso". Ele não sabia tudo, claro. Mas sabia algo fundamental: como juntar as peças.
Hoje a medicina sabe cada vez mais sobre cada parte do corpo. E isso é admirável, embora muitas vezes o paciente seja atirado que nem uma bola de pingue-pongue de um especialista para outro. Talvez esteja faltando alguém que olhe para o todo. Porque o ser humano não é uma coleção de órgãos independentes. Muito menos, um conjunto de sintomas.
É uma vida. E, no meio de tantos especialistas brilhantes, talvez o verdadeiro luxo do futuro seja justamente aquele profissional capaz de fazer algo que parece simples, mas é raríssimo: olhar o paciente inteiro.

https://veja.abril.com.br/coluna/walcyr-carrasco/saudade-do-medico-dafamilia/
No texto, o autor apresenta uma reflexão acerca da evolução da medicina, estabelecendo um contraponto entre o passado e o presente. Com base nessas informações, julgue as afirmativas a seguir:
I. O narrador tem nostalgia de um modelo de atendimento em que o médico acompanhava o paciente de forma global.
II. A saudade expressa pelo autor relaciona-se diretamente ao período em que a medicina ainda não dispunha de avanços tecnológicos.
III. O texto afirma que há insatisfação dos pacientes com o excesso de exames solicitados pelos especialistas.
IV. Atualmente, em razão da falta de informação, muitos pacientes enfrentam dificuldades para acessar diferentes especialidades médicas.
Após análise, identifique a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.
Alternativas
Q4018050 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Saudade do médico da família

Quando eu era criança, havia um médico para tudo e para todos, que minha mãe chamava quando eu tinha febre ou quando meu pai sentiu as primeiras dores na vesícula. Era o clínico geral, que ainda existe e funciona. Mas, hoje em dia, vivo numa teia de especialidades. A medicina avançou de forma extraordinária. Hoje existe um especialista para cada pedaço do corpo humano. O coração tem um. O rim, outro. O pulmão, outro. O sono, a tireoide, a pele, o intestino, o humor, a memória, a dor de cabeça. Cada médico mergulha profundamente no seu território. E isso, sem dúvida, salvou vidas. Quanto mais conhecimento, mais precisão. Quanto mais precisão, mais chances de cura. Mas, em algum ponto do caminho, algo se perdeu.
Antigamente existia uma figura quase mítica: o médico da família. Ele conhecia todos da casa. Sabia quem era alérgico, quem tinha pressão alta, quem era dramático, quem exagerava nos sintomas e quem só procurava ajuda quando já estava quase batendo as botas. Ele conhecia a história inteira. Não apenas o órgão.
Hoje o paciente virou um quebra-cabeças distribuído em vários consultórios. Você vai ao cardiologista, que pede exames do coração. Ao endocrinologista, que pede exames hormonais. Ou ao gastroenterologista, que investiga o estômago. O neurologista quer uma ressonância.
O ortopedista pede outra coisa. Cada especialista faz seu trabalho com competência. Mas raramente conversam entre si. E o paciente vira uma espécie de coordenador involuntário da própria saúde. Sai de um consultório com uma receita. Vai a outro e recebe mais um remédio. Depois outro. E mais outro. Em pouco tempo, a mesa de cabeceira parece uma pequena farmácia. O curioso é que, às vezes, um medicamento anula o outro. Ou pior: os dois não deveriam ser tomados juntos.
Quem tem de perceber isso? O paciente, que não estudou medicina? Muitas vezes, o médico pergunta: "Você toma alguma coisa?". A resposta vem meio vaga: Acho que sim...". São nomes difíceis, horários diferentes, recomendações complexas. E então surge uma nostalgia inesperada: a saudade daquele médico antigo que sentava, escutava, olhava o paciente inteiro e dizia: "Vamos organizar isso". Ele não sabia tudo, claro. Mas sabia algo fundamental: como juntar as peças.
Hoje a medicina sabe cada vez mais sobre cada parte do corpo. E isso é admirável, embora muitas vezes o paciente seja atirado que nem uma bola de pingue-pongue de um especialista para outro. Talvez esteja faltando alguém que olhe para o todo. Porque o ser humano não é uma coleção de órgãos independentes. Muito menos, um conjunto de sintomas.
É uma vida. E, no meio de tantos especialistas brilhantes, talvez o verdadeiro luxo do futuro seja justamente aquele profissional capaz de fazer algo que parece simples, mas é raríssimo: olhar o paciente inteiro.

https://veja.abril.com.br/coluna/walcyr-carrasco/saudade-do-medico-dafamilia/
"Quando eu era criança, havia um médico para tudo e para todos, que minha mãe chamava quando eu tinha febre ou quando meu pai sentiu as primeiras dores na vesícula."
Considerando a função sintática, analise as afirmativas a seguir e marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas.
(__) O pronome 'que' é um pronome relativo empregado para retomar 'médico', exercendo a função de sujeito na oração.
(__) O verbo 'haver', no trecho, é impessoal e intransitivo, empregado no sentido de 'existir', razão pela qual a oração não apresenta sujeito.
(__) Caso o verbo 'haver' fosse substituído por 'existir', o vocábulo 'médico' passaria a exercer a função de núcleo do sujeito da oração, uma vez que o verbo deixaria de ser impessoal.
(__) O vocábulo 'primeiras' exerce a mesma função sintática da expressão 'dos pais' na frase 'A visita dos pais deixou os filhos felizes'.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA. 
Alternativas
Q4018049 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Saudade do médico da família

Quando eu era criança, havia um médico para tudo e para todos, que minha mãe chamava quando eu tinha febre ou quando meu pai sentiu as primeiras dores na vesícula. Era o clínico geral, que ainda existe e funciona. Mas, hoje em dia, vivo numa teia de especialidades. A medicina avançou de forma extraordinária. Hoje existe um especialista para cada pedaço do corpo humano. O coração tem um. O rim, outro. O pulmão, outro. O sono, a tireoide, a pele, o intestino, o humor, a memória, a dor de cabeça. Cada médico mergulha profundamente no seu território. E isso, sem dúvida, salvou vidas. Quanto mais conhecimento, mais precisão. Quanto mais precisão, mais chances de cura. Mas, em algum ponto do caminho, algo se perdeu.
Antigamente existia uma figura quase mítica: o médico da família. Ele conhecia todos da casa. Sabia quem era alérgico, quem tinha pressão alta, quem era dramático, quem exagerava nos sintomas e quem só procurava ajuda quando já estava quase batendo as botas. Ele conhecia a história inteira. Não apenas o órgão.
Hoje o paciente virou um quebra-cabeças distribuído em vários consultórios. Você vai ao cardiologista, que pede exames do coração. Ao endocrinologista, que pede exames hormonais. Ou ao gastroenterologista, que investiga o estômago. O neurologista quer uma ressonância.
O ortopedista pede outra coisa. Cada especialista faz seu trabalho com competência. Mas raramente conversam entre si. E o paciente vira uma espécie de coordenador involuntário da própria saúde. Sai de um consultório com uma receita. Vai a outro e recebe mais um remédio. Depois outro. E mais outro. Em pouco tempo, a mesa de cabeceira parece uma pequena farmácia. O curioso é que, às vezes, um medicamento anula o outro. Ou pior: os dois não deveriam ser tomados juntos.
Quem tem de perceber isso? O paciente, que não estudou medicina? Muitas vezes, o médico pergunta: "Você toma alguma coisa?". A resposta vem meio vaga: Acho que sim...". São nomes difíceis, horários diferentes, recomendações complexas. E então surge uma nostalgia inesperada: a saudade daquele médico antigo que sentava, escutava, olhava o paciente inteiro e dizia: "Vamos organizar isso". Ele não sabia tudo, claro. Mas sabia algo fundamental: como juntar as peças.
Hoje a medicina sabe cada vez mais sobre cada parte do corpo. E isso é admirável, embora muitas vezes o paciente seja atirado que nem uma bola de pingue-pongue de um especialista para outro. Talvez esteja faltando alguém que olhe para o todo. Porque o ser humano não é uma coleção de órgãos independentes. Muito menos, um conjunto de sintomas.
É uma vida. E, no meio de tantos especialistas brilhantes, talvez o verdadeiro luxo do futuro seja justamente aquele profissional capaz de fazer algo que parece simples, mas é raríssimo: olhar o paciente inteiro.

https://veja.abril.com.br/coluna/walcyr-carrasco/saudade-do-medico-dafamilia/
"E o paciente vira uma espécie de coordenador involuntário da própria saúde. Sai de um consultório com uma receita. Vai a outro e recebe mais um remédio. Depois outro. E mais outro." Levando em conta os mecanismos de coesão e coerência utilizados no trecho, julgue as afirmativas:
I. No trecho, a progressão textual ocorre apenas por meio de conectores explícitos de adição, garantindo encadeamento lógico e eliminando ambiguidades.
II. A repetição da estrutura, aliada à elipse do termo 'consultório', gera um efeito de fragmentação que intensifica a crítica à desarticulação do atendimento médico.
III. O uso de períodos curtos e independentes indica mudança de foco temático, rompendo a unidade de sentido construída anteriormente.
IV. O emprego da conjunção 'e' contribui para a progressão acumulativa das ideias, reforçando a continuidade e a intensificação da situação descrita.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.
Alternativas
Q4018048 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Saudade do médico da família

Quando eu era criança, havia um médico para tudo e para todos, que minha mãe chamava quando eu tinha febre ou quando meu pai sentiu as primeiras dores na vesícula. Era o clínico geral, que ainda existe e funciona. Mas, hoje em dia, vivo numa teia de especialidades. A medicina avançou de forma extraordinária. Hoje existe um especialista para cada pedaço do corpo humano. O coração tem um. O rim, outro. O pulmão, outro. O sono, a tireoide, a pele, o intestino, o humor, a memória, a dor de cabeça. Cada médico mergulha profundamente no seu território. E isso, sem dúvida, salvou vidas. Quanto mais conhecimento, mais precisão. Quanto mais precisão, mais chances de cura. Mas, em algum ponto do caminho, algo se perdeu.
Antigamente existia uma figura quase mítica: o médico da família. Ele conhecia todos da casa. Sabia quem era alérgico, quem tinha pressão alta, quem era dramático, quem exagerava nos sintomas e quem só procurava ajuda quando já estava quase batendo as botas. Ele conhecia a história inteira. Não apenas o órgão.
Hoje o paciente virou um quebra-cabeças distribuído em vários consultórios. Você vai ao cardiologista, que pede exames do coração. Ao endocrinologista, que pede exames hormonais. Ou ao gastroenterologista, que investiga o estômago. O neurologista quer uma ressonância.
O ortopedista pede outra coisa. Cada especialista faz seu trabalho com competência. Mas raramente conversam entre si. E o paciente vira uma espécie de coordenador involuntário da própria saúde. Sai de um consultório com uma receita. Vai a outro e recebe mais um remédio. Depois outro. E mais outro. Em pouco tempo, a mesa de cabeceira parece uma pequena farmácia. O curioso é que, às vezes, um medicamento anula o outro. Ou pior: os dois não deveriam ser tomados juntos.
Quem tem de perceber isso? O paciente, que não estudou medicina? Muitas vezes, o médico pergunta: "Você toma alguma coisa?". A resposta vem meio vaga: Acho que sim...". São nomes difíceis, horários diferentes, recomendações complexas. E então surge uma nostalgia inesperada: a saudade daquele médico antigo que sentava, escutava, olhava o paciente inteiro e dizia: "Vamos organizar isso". Ele não sabia tudo, claro. Mas sabia algo fundamental: como juntar as peças.
Hoje a medicina sabe cada vez mais sobre cada parte do corpo. E isso é admirável, embora muitas vezes o paciente seja atirado que nem uma bola de pingue-pongue de um especialista para outro. Talvez esteja faltando alguém que olhe para o todo. Porque o ser humano não é uma coleção de órgãos independentes. Muito menos, um conjunto de sintomas.
É uma vida. E, no meio de tantos especialistas brilhantes, talvez o verdadeiro luxo do futuro seja justamente aquele profissional capaz de fazer algo que parece simples, mas é raríssimo: olhar o paciente inteiro.

https://veja.abril.com.br/coluna/walcyr-carrasco/saudade-do-medico-dafamilia/
"Você vai ao cardiologista, que pede exames do coração." Levando em conta o uso da crase, analise as afirmativas referentes ao trecho acima, bem como a outras situações de emprego desse recurso:
I. O verbo 'ir' exige a preposição 'a'; portanto, se o termo 'cardiologista' fosse substituído por 'a cardiologista', ocorreria crase, já que 'cardiologista' admite o uso do artigo feminino.
II. Embora o verbo 'vir' exija preposição 'a', nem sempre ocorrerá crase, como na frase 'Irei a Campinas na próxima semana'.
III. Diante de termo de valor indefinido, não se verifica o emprego da crase, como em 'Falou a uma pessoa'. Entretanto, quando 'uma' assume valor numeral, indicando hora determinada, ocorre a crase, como em 'Irei vê-la à uma da tarde'.
IV. O emprego da crase é facultativo diante de nomes próprios femininos, como em: 'Refiro-me a Eva' ou 'Refiro-me à Eva', ambas formas corretas.
Após análise, assinale apenas a alternativa que apresentas as proposições CORRETAS: 
Alternativas
Q4018047 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Saudade do médico da família

Quando eu era criança, havia um médico para tudo e para todos, que minha mãe chamava quando eu tinha febre ou quando meu pai sentiu as primeiras dores na vesícula. Era o clínico geral, que ainda existe e funciona. Mas, hoje em dia, vivo numa teia de especialidades. A medicina avançou de forma extraordinária. Hoje existe um especialista para cada pedaço do corpo humano. O coração tem um. O rim, outro. O pulmão, outro. O sono, a tireoide, a pele, o intestino, o humor, a memória, a dor de cabeça. Cada médico mergulha profundamente no seu território. E isso, sem dúvida, salvou vidas. Quanto mais conhecimento, mais precisão. Quanto mais precisão, mais chances de cura. Mas, em algum ponto do caminho, algo se perdeu.
Antigamente existia uma figura quase mítica: o médico da família. Ele conhecia todos da casa. Sabia quem era alérgico, quem tinha pressão alta, quem era dramático, quem exagerava nos sintomas e quem só procurava ajuda quando já estava quase batendo as botas. Ele conhecia a história inteira. Não apenas o órgão.
Hoje o paciente virou um quebra-cabeças distribuído em vários consultórios. Você vai ao cardiologista, que pede exames do coração. Ao endocrinologista, que pede exames hormonais. Ou ao gastroenterologista, que investiga o estômago. O neurologista quer uma ressonância.
O ortopedista pede outra coisa. Cada especialista faz seu trabalho com competência. Mas raramente conversam entre si. E o paciente vira uma espécie de coordenador involuntário da própria saúde. Sai de um consultório com uma receita. Vai a outro e recebe mais um remédio. Depois outro. E mais outro. Em pouco tempo, a mesa de cabeceira parece uma pequena farmácia. O curioso é que, às vezes, um medicamento anula o outro. Ou pior: os dois não deveriam ser tomados juntos.
Quem tem de perceber isso? O paciente, que não estudou medicina? Muitas vezes, o médico pergunta: "Você toma alguma coisa?". A resposta vem meio vaga: Acho que sim...". São nomes difíceis, horários diferentes, recomendações complexas. E então surge uma nostalgia inesperada: a saudade daquele médico antigo que sentava, escutava, olhava o paciente inteiro e dizia: "Vamos organizar isso". Ele não sabia tudo, claro. Mas sabia algo fundamental: como juntar as peças.
Hoje a medicina sabe cada vez mais sobre cada parte do corpo. E isso é admirável, embora muitas vezes o paciente seja atirado que nem uma bola de pingue-pongue de um especialista para outro. Talvez esteja faltando alguém que olhe para o todo. Porque o ser humano não é uma coleção de órgãos independentes. Muito menos, um conjunto de sintomas.
É uma vida. E, no meio de tantos especialistas brilhantes, talvez o verdadeiro luxo do futuro seja justamente aquele profissional capaz de fazer algo que parece simples, mas é raríssimo: olhar o paciente inteiro.

https://veja.abril.com.br/coluna/walcyr-carrasco/saudade-do-medico-dafamilia/
"E isso é admirável, embora muitas vezes o paciente seja atirado que nem uma bola de pingue-pongue de um especialista para outro."
Analise a ortografia dos vocábulos presentes no texto, bem como daqueles apresentados fora de contexto, e julgue as afirmativas a seguir:
I. O vocábulo 'admirável' está grafado corretamente, com a consoante 'd' sem apoio vocálico, assim como ocorre nos vocábulos 'advogado' e 'advinhar'.
II. O vocábulo 'pingue-pongue' está grafado corretamente com hífen, assim como os vocábulos 'tique-taque', 'ao deus-dará' e 'à queima-roupa'.
III. O vocábulo 'isso' é grafado com 'ss', assim como os vocábulos 'asseado', 'dissídio' e 'escassez'.
IV. O vocábulo 'vezes' possui 'z' em sua grafia, bem como os vocábulos 'catequeze', 'deslizar' e 'cerzir'.
Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.
Alternativas
Q4018046 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Saudade do médico da família

Quando eu era criança, havia um médico para tudo e para todos, que minha mãe chamava quando eu tinha febre ou quando meu pai sentiu as primeiras dores na vesícula. Era o clínico geral, que ainda existe e funciona. Mas, hoje em dia, vivo numa teia de especialidades. A medicina avançou de forma extraordinária. Hoje existe um especialista para cada pedaço do corpo humano. O coração tem um. O rim, outro. O pulmão, outro. O sono, a tireoide, a pele, o intestino, o humor, a memória, a dor de cabeça. Cada médico mergulha profundamente no seu território. E isso, sem dúvida, salvou vidas. Quanto mais conhecimento, mais precisão. Quanto mais precisão, mais chances de cura. Mas, em algum ponto do caminho, algo se perdeu.
Antigamente existia uma figura quase mítica: o médico da família. Ele conhecia todos da casa. Sabia quem era alérgico, quem tinha pressão alta, quem era dramático, quem exagerava nos sintomas e quem só procurava ajuda quando já estava quase batendo as botas. Ele conhecia a história inteira. Não apenas o órgão.
Hoje o paciente virou um quebra-cabeças distribuído em vários consultórios. Você vai ao cardiologista, que pede exames do coração. Ao endocrinologista, que pede exames hormonais. Ou ao gastroenterologista, que investiga o estômago. O neurologista quer uma ressonância.
O ortopedista pede outra coisa. Cada especialista faz seu trabalho com competência. Mas raramente conversam entre si. E o paciente vira uma espécie de coordenador involuntário da própria saúde. Sai de um consultório com uma receita. Vai a outro e recebe mais um remédio. Depois outro. E mais outro. Em pouco tempo, a mesa de cabeceira parece uma pequena farmácia. O curioso é que, às vezes, um medicamento anula o outro. Ou pior: os dois não deveriam ser tomados juntos.
Quem tem de perceber isso? O paciente, que não estudou medicina? Muitas vezes, o médico pergunta: "Você toma alguma coisa?". A resposta vem meio vaga: Acho que sim...". São nomes difíceis, horários diferentes, recomendações complexas. E então surge uma nostalgia inesperada: a saudade daquele médico antigo que sentava, escutava, olhava o paciente inteiro e dizia: "Vamos organizar isso". Ele não sabia tudo, claro. Mas sabia algo fundamental: como juntar as peças.
Hoje a medicina sabe cada vez mais sobre cada parte do corpo. E isso é admirável, embora muitas vezes o paciente seja atirado que nem uma bola de pingue-pongue de um especialista para outro. Talvez esteja faltando alguém que olhe para o todo. Porque o ser humano não é uma coleção de órgãos independentes. Muito menos, um conjunto de sintomas.
É uma vida. E, no meio de tantos especialistas brilhantes, talvez o verdadeiro luxo do futuro seja justamente aquele profissional capaz de fazer algo que parece simples, mas é raríssimo: olhar o paciente inteiro.

https://veja.abril.com.br/coluna/walcyr-carrasco/saudade-do-medico-dafamilia/
"Hoje o paciente virou um quebra-cabeças distribuído em vários consultórios."
Segundo o texto, identifique a alternativa que interpreta de forma CORRETA o sentido da metáfora empregada acima.
Alternativas
Respostas
11241: C
11242: C
11243: C
11244: D
11245: A
11246: A
11247: C
11248: E
11249: C
11250: D
11251: B
11252: A
11253: E
11254: A
11255: D
11256: B
11257: C
11258: D
11259: A
11260: C