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Q3989292 Português
TEXTO: BEBÊS EXPOSTOS À POBREZA APRESENTAM ATRASOS NO DESENVOLVIMENTO MOTOR JÁ AOS SEIS MESES

Maria Fernanda Ziegler

        A pobreza pode afetar o desenvolvimento motor dos bebês já aos seis meses de idade. Essa é a conclusão do primeiro estudo brasileiro que investigou mês a mês a quantidade e a qualidade do desenvolvimento motor e sua relação com a vulnerabilidade socioeconômica nos primeiros meses de vida.

        Conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o trabalho acompanhou 88 bebês dos 3 aos 8 meses, sendo 50 deles em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Os resultados foram publicados na revista Acta Psychologica.

        “Além desses bebês alcançarem marcos motores [como agarrar objetos, virar e sentar] mais tarde que os não expostos à pobreza, eles apresentavam menor diversidade de movimentos, repetindo sempre a mesma estratégia para pegar um brinquedo, por exemplo”, explica Carolina Fioroni Ribeiro da Silva, bolsista da Fapesp cujo estudo foi objeto de seu doutorado.

      Para Eloisa Tudella, professora da UFSCar e orientadora da pesquisa, esses atrasos sutis em lactentes expostos à pobreza podem ter impactos importantes mais adiante, nos períodos pré-escolar e escolar. 

        “Embora não tenha sido o foco direto da pesquisa, evidências indicam que atrasos motores leves no primeiro ano de vida podem influenciar o desenvolvimento global e se associar a problemas comportamentais na idade escolar, incluindo transtorno do déficit de atenção com hiperatividade [TDAH] e transtornos da coordenação”, afirma.

        O estudo mostrou ainda que há espaço para reversão já que, aos oito meses, os atrasos já não eram mais significativos. Essa possibilidade de melhora é atribuída ao engajamento das mães, que passaram a reproduzir em casa as orientações dadas durante as visitas (nenhum pai se apresentou como responsável para receber as pesquisadoras).

        “A maioria das mães expostas à pobreza era adolescente e não sabia como estimular os bebês após o nascimento. Durante as visitas, nós ensinávamos práticas simples, como colocar a criança de barriga para baixo, usar papel amassado como brinquedo ou conversar e cantar para o bebê. Todas as mães se mostraram muito receptivas, copiavam as ações durante as avaliações e passaram a interagir mais com os filhos, favorecendo seu desenvolvimento motor”, conta Silva, atualmente em pós-doutorado na Heinrich Heine University, na Alemanha.

        Conhecidos como “tummy time”, os períodos curtos em que o bebê fica de bruços sobre um tapete, acordado e supervisionado, são indicados para fortalecer cabeça, pescoço, ombros, costas e braços, contribuindo para a preparação da musculatura e a coordenação necessárias para que o bebê seja capaz de rolar, sentar, engatinhar e ficar de pé.

        “Em muitos lares, os bebês passavam mais tempo confinados em carrinhos, com poucas oportunidades para explorar o ambiente, fortalecer os músculos e experimentar diferentes formas de se mover, pois não havia espaço para isso”, afirma Silva.  

        O trabalho utilizou pela primeira vez no Brasil o Infant Motor Profile (IMP), instrumento desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Groningen, na Holanda. Diferente de escalas que avaliam apenas se o bebê atingiu determinado marco motor, o IMP analisa também a qualidade dos movimentos – variação, fluidez, simetria e desempenho. Isso permite identificar precocemente riscos neuromotores, planejar intervenções mais precisas e acompanhar a evolução das crianças ao longo do tempo.

        Segundo Tudella, outra vantagem do instrumento é reduzir a necessidade de avaliações mais caras e complexas, como ressonância magnética em bebês, que em geral exige sedação.

Fonte:
https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/02 /bebes-expostos-a-pobreza-apresentam-atrasos-nodesenvolvimento-motor-ja-aos-seis-meses.shtml. Acesso em 12/02/2026. 
“‘Em muitos lares, os bebês passavam mais tempo confinados em carrinhos, com poucas oportunidades para explorar o ambiente, fortalecer os músculos e experimentar diferentes formas de se mover, pois não havia espaço para isso’, afirma Silva” (9º parágrafo). Esse parágrafo do texto cumpre a função discursiva de:
Alternativas
Q3989291 Português
TEXTO: BEBÊS EXPOSTOS À POBREZA APRESENTAM ATRASOS NO DESENVOLVIMENTO MOTOR JÁ AOS SEIS MESES

Maria Fernanda Ziegler

        A pobreza pode afetar o desenvolvimento motor dos bebês já aos seis meses de idade. Essa é a conclusão do primeiro estudo brasileiro que investigou mês a mês a quantidade e a qualidade do desenvolvimento motor e sua relação com a vulnerabilidade socioeconômica nos primeiros meses de vida.

        Conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o trabalho acompanhou 88 bebês dos 3 aos 8 meses, sendo 50 deles em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Os resultados foram publicados na revista Acta Psychologica.

        “Além desses bebês alcançarem marcos motores [como agarrar objetos, virar e sentar] mais tarde que os não expostos à pobreza, eles apresentavam menor diversidade de movimentos, repetindo sempre a mesma estratégia para pegar um brinquedo, por exemplo”, explica Carolina Fioroni Ribeiro da Silva, bolsista da Fapesp cujo estudo foi objeto de seu doutorado.

      Para Eloisa Tudella, professora da UFSCar e orientadora da pesquisa, esses atrasos sutis em lactentes expostos à pobreza podem ter impactos importantes mais adiante, nos períodos pré-escolar e escolar. 

        “Embora não tenha sido o foco direto da pesquisa, evidências indicam que atrasos motores leves no primeiro ano de vida podem influenciar o desenvolvimento global e se associar a problemas comportamentais na idade escolar, incluindo transtorno do déficit de atenção com hiperatividade [TDAH] e transtornos da coordenação”, afirma.

        O estudo mostrou ainda que há espaço para reversão já que, aos oito meses, os atrasos já não eram mais significativos. Essa possibilidade de melhora é atribuída ao engajamento das mães, que passaram a reproduzir em casa as orientações dadas durante as visitas (nenhum pai se apresentou como responsável para receber as pesquisadoras).

        “A maioria das mães expostas à pobreza era adolescente e não sabia como estimular os bebês após o nascimento. Durante as visitas, nós ensinávamos práticas simples, como colocar a criança de barriga para baixo, usar papel amassado como brinquedo ou conversar e cantar para o bebê. Todas as mães se mostraram muito receptivas, copiavam as ações durante as avaliações e passaram a interagir mais com os filhos, favorecendo seu desenvolvimento motor”, conta Silva, atualmente em pós-doutorado na Heinrich Heine University, na Alemanha.

        Conhecidos como “tummy time”, os períodos curtos em que o bebê fica de bruços sobre um tapete, acordado e supervisionado, são indicados para fortalecer cabeça, pescoço, ombros, costas e braços, contribuindo para a preparação da musculatura e a coordenação necessárias para que o bebê seja capaz de rolar, sentar, engatinhar e ficar de pé.

        “Em muitos lares, os bebês passavam mais tempo confinados em carrinhos, com poucas oportunidades para explorar o ambiente, fortalecer os músculos e experimentar diferentes formas de se mover, pois não havia espaço para isso”, afirma Silva.  

        O trabalho utilizou pela primeira vez no Brasil o Infant Motor Profile (IMP), instrumento desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Groningen, na Holanda. Diferente de escalas que avaliam apenas se o bebê atingiu determinado marco motor, o IMP analisa também a qualidade dos movimentos – variação, fluidez, simetria e desempenho. Isso permite identificar precocemente riscos neuromotores, planejar intervenções mais precisas e acompanhar a evolução das crianças ao longo do tempo.

        Segundo Tudella, outra vantagem do instrumento é reduzir a necessidade de avaliações mais caras e complexas, como ressonância magnética em bebês, que em geral exige sedação.

Fonte:
https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/02 /bebes-expostos-a-pobreza-apresentam-atrasos-nodesenvolvimento-motor-ja-aos-seis-meses.shtml. Acesso em 12/02/2026. 
Segundo Tudella, outra vantagem do instrumento é reduzir a necessidade de avaliações mais caras e complexas, como ressonância magnética em bebês, que em geral exige sedação” (11º parágrafo). No texto, a palavra em destaque serve para: 
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Q3989290 Português
TEXTO: BEBÊS EXPOSTOS À POBREZA APRESENTAM ATRASOS NO DESENVOLVIMENTO MOTOR JÁ AOS SEIS MESES

Maria Fernanda Ziegler

        A pobreza pode afetar o desenvolvimento motor dos bebês já aos seis meses de idade. Essa é a conclusão do primeiro estudo brasileiro que investigou mês a mês a quantidade e a qualidade do desenvolvimento motor e sua relação com a vulnerabilidade socioeconômica nos primeiros meses de vida.

        Conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o trabalho acompanhou 88 bebês dos 3 aos 8 meses, sendo 50 deles em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Os resultados foram publicados na revista Acta Psychologica.

        “Além desses bebês alcançarem marcos motores [como agarrar objetos, virar e sentar] mais tarde que os não expostos à pobreza, eles apresentavam menor diversidade de movimentos, repetindo sempre a mesma estratégia para pegar um brinquedo, por exemplo”, explica Carolina Fioroni Ribeiro da Silva, bolsista da Fapesp cujo estudo foi objeto de seu doutorado.

      Para Eloisa Tudella, professora da UFSCar e orientadora da pesquisa, esses atrasos sutis em lactentes expostos à pobreza podem ter impactos importantes mais adiante, nos períodos pré-escolar e escolar. 

        “Embora não tenha sido o foco direto da pesquisa, evidências indicam que atrasos motores leves no primeiro ano de vida podem influenciar o desenvolvimento global e se associar a problemas comportamentais na idade escolar, incluindo transtorno do déficit de atenção com hiperatividade [TDAH] e transtornos da coordenação”, afirma.

        O estudo mostrou ainda que há espaço para reversão já que, aos oito meses, os atrasos já não eram mais significativos. Essa possibilidade de melhora é atribuída ao engajamento das mães, que passaram a reproduzir em casa as orientações dadas durante as visitas (nenhum pai se apresentou como responsável para receber as pesquisadoras).

        “A maioria das mães expostas à pobreza era adolescente e não sabia como estimular os bebês após o nascimento. Durante as visitas, nós ensinávamos práticas simples, como colocar a criança de barriga para baixo, usar papel amassado como brinquedo ou conversar e cantar para o bebê. Todas as mães se mostraram muito receptivas, copiavam as ações durante as avaliações e passaram a interagir mais com os filhos, favorecendo seu desenvolvimento motor”, conta Silva, atualmente em pós-doutorado na Heinrich Heine University, na Alemanha.

        Conhecidos como “tummy time”, os períodos curtos em que o bebê fica de bruços sobre um tapete, acordado e supervisionado, são indicados para fortalecer cabeça, pescoço, ombros, costas e braços, contribuindo para a preparação da musculatura e a coordenação necessárias para que o bebê seja capaz de rolar, sentar, engatinhar e ficar de pé.

        “Em muitos lares, os bebês passavam mais tempo confinados em carrinhos, com poucas oportunidades para explorar o ambiente, fortalecer os músculos e experimentar diferentes formas de se mover, pois não havia espaço para isso”, afirma Silva.  

        O trabalho utilizou pela primeira vez no Brasil o Infant Motor Profile (IMP), instrumento desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Groningen, na Holanda. Diferente de escalas que avaliam apenas se o bebê atingiu determinado marco motor, o IMP analisa também a qualidade dos movimentos – variação, fluidez, simetria e desempenho. Isso permite identificar precocemente riscos neuromotores, planejar intervenções mais precisas e acompanhar a evolução das crianças ao longo do tempo.

        Segundo Tudella, outra vantagem do instrumento é reduzir a necessidade de avaliações mais caras e complexas, como ressonância magnética em bebês, que em geral exige sedação.

Fonte:
https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/02 /bebes-expostos-a-pobreza-apresentam-atrasos-nodesenvolvimento-motor-ja-aos-seis-meses.shtml. Acesso em 12/02/2026. 
Ao afirmar que o IMP “permite identificar precocemente riscos neuromotores, planejar intervenções mais precisas e acompanhar a evolução das crianças ao longo do tempo” (10º parágrafo), o texto sugere que:  
Alternativas
Q3989289 Português
TEXTO: BEBÊS EXPOSTOS À POBREZA APRESENTAM ATRASOS NO DESENVOLVIMENTO MOTOR JÁ AOS SEIS MESES

Maria Fernanda Ziegler

        A pobreza pode afetar o desenvolvimento motor dos bebês já aos seis meses de idade. Essa é a conclusão do primeiro estudo brasileiro que investigou mês a mês a quantidade e a qualidade do desenvolvimento motor e sua relação com a vulnerabilidade socioeconômica nos primeiros meses de vida.

        Conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o trabalho acompanhou 88 bebês dos 3 aos 8 meses, sendo 50 deles em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Os resultados foram publicados na revista Acta Psychologica.

        “Além desses bebês alcançarem marcos motores [como agarrar objetos, virar e sentar] mais tarde que os não expostos à pobreza, eles apresentavam menor diversidade de movimentos, repetindo sempre a mesma estratégia para pegar um brinquedo, por exemplo”, explica Carolina Fioroni Ribeiro da Silva, bolsista da Fapesp cujo estudo foi objeto de seu doutorado.

      Para Eloisa Tudella, professora da UFSCar e orientadora da pesquisa, esses atrasos sutis em lactentes expostos à pobreza podem ter impactos importantes mais adiante, nos períodos pré-escolar e escolar. 

        “Embora não tenha sido o foco direto da pesquisa, evidências indicam que atrasos motores leves no primeiro ano de vida podem influenciar o desenvolvimento global e se associar a problemas comportamentais na idade escolar, incluindo transtorno do déficit de atenção com hiperatividade [TDAH] e transtornos da coordenação”, afirma.

        O estudo mostrou ainda que há espaço para reversão já que, aos oito meses, os atrasos já não eram mais significativos. Essa possibilidade de melhora é atribuída ao engajamento das mães, que passaram a reproduzir em casa as orientações dadas durante as visitas (nenhum pai se apresentou como responsável para receber as pesquisadoras).

        “A maioria das mães expostas à pobreza era adolescente e não sabia como estimular os bebês após o nascimento. Durante as visitas, nós ensinávamos práticas simples, como colocar a criança de barriga para baixo, usar papel amassado como brinquedo ou conversar e cantar para o bebê. Todas as mães se mostraram muito receptivas, copiavam as ações durante as avaliações e passaram a interagir mais com os filhos, favorecendo seu desenvolvimento motor”, conta Silva, atualmente em pós-doutorado na Heinrich Heine University, na Alemanha.

        Conhecidos como “tummy time”, os períodos curtos em que o bebê fica de bruços sobre um tapete, acordado e supervisionado, são indicados para fortalecer cabeça, pescoço, ombros, costas e braços, contribuindo para a preparação da musculatura e a coordenação necessárias para que o bebê seja capaz de rolar, sentar, engatinhar e ficar de pé.

        “Em muitos lares, os bebês passavam mais tempo confinados em carrinhos, com poucas oportunidades para explorar o ambiente, fortalecer os músculos e experimentar diferentes formas de se mover, pois não havia espaço para isso”, afirma Silva.  

        O trabalho utilizou pela primeira vez no Brasil o Infant Motor Profile (IMP), instrumento desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Groningen, na Holanda. Diferente de escalas que avaliam apenas se o bebê atingiu determinado marco motor, o IMP analisa também a qualidade dos movimentos – variação, fluidez, simetria e desempenho. Isso permite identificar precocemente riscos neuromotores, planejar intervenções mais precisas e acompanhar a evolução das crianças ao longo do tempo.

        Segundo Tudella, outra vantagem do instrumento é reduzir a necessidade de avaliações mais caras e complexas, como ressonância magnética em bebês, que em geral exige sedação.

Fonte:
https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/02 /bebes-expostos-a-pobreza-apresentam-atrasos-nodesenvolvimento-motor-ja-aos-seis-meses.shtml. Acesso em 12/02/2026. 
No oitavo parágrafo, a expressão “tummy time” é utilizada para designar:
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Q3989288 Português
TEXTO: BEBÊS EXPOSTOS À POBREZA APRESENTAM ATRASOS NO DESENVOLVIMENTO MOTOR JÁ AOS SEIS MESES

Maria Fernanda Ziegler

        A pobreza pode afetar o desenvolvimento motor dos bebês já aos seis meses de idade. Essa é a conclusão do primeiro estudo brasileiro que investigou mês a mês a quantidade e a qualidade do desenvolvimento motor e sua relação com a vulnerabilidade socioeconômica nos primeiros meses de vida.

        Conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o trabalho acompanhou 88 bebês dos 3 aos 8 meses, sendo 50 deles em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Os resultados foram publicados na revista Acta Psychologica.

        “Além desses bebês alcançarem marcos motores [como agarrar objetos, virar e sentar] mais tarde que os não expostos à pobreza, eles apresentavam menor diversidade de movimentos, repetindo sempre a mesma estratégia para pegar um brinquedo, por exemplo”, explica Carolina Fioroni Ribeiro da Silva, bolsista da Fapesp cujo estudo foi objeto de seu doutorado.

      Para Eloisa Tudella, professora da UFSCar e orientadora da pesquisa, esses atrasos sutis em lactentes expostos à pobreza podem ter impactos importantes mais adiante, nos períodos pré-escolar e escolar. 

        “Embora não tenha sido o foco direto da pesquisa, evidências indicam que atrasos motores leves no primeiro ano de vida podem influenciar o desenvolvimento global e se associar a problemas comportamentais na idade escolar, incluindo transtorno do déficit de atenção com hiperatividade [TDAH] e transtornos da coordenação”, afirma.

        O estudo mostrou ainda que há espaço para reversão já que, aos oito meses, os atrasos já não eram mais significativos. Essa possibilidade de melhora é atribuída ao engajamento das mães, que passaram a reproduzir em casa as orientações dadas durante as visitas (nenhum pai se apresentou como responsável para receber as pesquisadoras).

        “A maioria das mães expostas à pobreza era adolescente e não sabia como estimular os bebês após o nascimento. Durante as visitas, nós ensinávamos práticas simples, como colocar a criança de barriga para baixo, usar papel amassado como brinquedo ou conversar e cantar para o bebê. Todas as mães se mostraram muito receptivas, copiavam as ações durante as avaliações e passaram a interagir mais com os filhos, favorecendo seu desenvolvimento motor”, conta Silva, atualmente em pós-doutorado na Heinrich Heine University, na Alemanha.

        Conhecidos como “tummy time”, os períodos curtos em que o bebê fica de bruços sobre um tapete, acordado e supervisionado, são indicados para fortalecer cabeça, pescoço, ombros, costas e braços, contribuindo para a preparação da musculatura e a coordenação necessárias para que o bebê seja capaz de rolar, sentar, engatinhar e ficar de pé.

        “Em muitos lares, os bebês passavam mais tempo confinados em carrinhos, com poucas oportunidades para explorar o ambiente, fortalecer os músculos e experimentar diferentes formas de se mover, pois não havia espaço para isso”, afirma Silva.  

        O trabalho utilizou pela primeira vez no Brasil o Infant Motor Profile (IMP), instrumento desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Groningen, na Holanda. Diferente de escalas que avaliam apenas se o bebê atingiu determinado marco motor, o IMP analisa também a qualidade dos movimentos – variação, fluidez, simetria e desempenho. Isso permite identificar precocemente riscos neuromotores, planejar intervenções mais precisas e acompanhar a evolução das crianças ao longo do tempo.

        Segundo Tudella, outra vantagem do instrumento é reduzir a necessidade de avaliações mais caras e complexas, como ressonância magnética em bebês, que em geral exige sedação.

Fonte:
https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/02 /bebes-expostos-a-pobreza-apresentam-atrasos-nodesenvolvimento-motor-ja-aos-seis-meses.shtml. Acesso em 12/02/2026. 
Ao informar que “nenhum pai se apresentou como responsável para receber as pesquisadoras” (6º parágrafo), é possível inferir que: 
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Q3989287 Português
TEXTO: BEBÊS EXPOSTOS À POBREZA APRESENTAM ATRASOS NO DESENVOLVIMENTO MOTOR JÁ AOS SEIS MESES

Maria Fernanda Ziegler

        A pobreza pode afetar o desenvolvimento motor dos bebês já aos seis meses de idade. Essa é a conclusão do primeiro estudo brasileiro que investigou mês a mês a quantidade e a qualidade do desenvolvimento motor e sua relação com a vulnerabilidade socioeconômica nos primeiros meses de vida.

        Conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o trabalho acompanhou 88 bebês dos 3 aos 8 meses, sendo 50 deles em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Os resultados foram publicados na revista Acta Psychologica.

        “Além desses bebês alcançarem marcos motores [como agarrar objetos, virar e sentar] mais tarde que os não expostos à pobreza, eles apresentavam menor diversidade de movimentos, repetindo sempre a mesma estratégia para pegar um brinquedo, por exemplo”, explica Carolina Fioroni Ribeiro da Silva, bolsista da Fapesp cujo estudo foi objeto de seu doutorado.

      Para Eloisa Tudella, professora da UFSCar e orientadora da pesquisa, esses atrasos sutis em lactentes expostos à pobreza podem ter impactos importantes mais adiante, nos períodos pré-escolar e escolar. 

        “Embora não tenha sido o foco direto da pesquisa, evidências indicam que atrasos motores leves no primeiro ano de vida podem influenciar o desenvolvimento global e se associar a problemas comportamentais na idade escolar, incluindo transtorno do déficit de atenção com hiperatividade [TDAH] e transtornos da coordenação”, afirma.

        O estudo mostrou ainda que há espaço para reversão já que, aos oito meses, os atrasos já não eram mais significativos. Essa possibilidade de melhora é atribuída ao engajamento das mães, que passaram a reproduzir em casa as orientações dadas durante as visitas (nenhum pai se apresentou como responsável para receber as pesquisadoras).

        “A maioria das mães expostas à pobreza era adolescente e não sabia como estimular os bebês após o nascimento. Durante as visitas, nós ensinávamos práticas simples, como colocar a criança de barriga para baixo, usar papel amassado como brinquedo ou conversar e cantar para o bebê. Todas as mães se mostraram muito receptivas, copiavam as ações durante as avaliações e passaram a interagir mais com os filhos, favorecendo seu desenvolvimento motor”, conta Silva, atualmente em pós-doutorado na Heinrich Heine University, na Alemanha.

        Conhecidos como “tummy time”, os períodos curtos em que o bebê fica de bruços sobre um tapete, acordado e supervisionado, são indicados para fortalecer cabeça, pescoço, ombros, costas e braços, contribuindo para a preparação da musculatura e a coordenação necessárias para que o bebê seja capaz de rolar, sentar, engatinhar e ficar de pé.

        “Em muitos lares, os bebês passavam mais tempo confinados em carrinhos, com poucas oportunidades para explorar o ambiente, fortalecer os músculos e experimentar diferentes formas de se mover, pois não havia espaço para isso”, afirma Silva.  

        O trabalho utilizou pela primeira vez no Brasil o Infant Motor Profile (IMP), instrumento desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Groningen, na Holanda. Diferente de escalas que avaliam apenas se o bebê atingiu determinado marco motor, o IMP analisa também a qualidade dos movimentos – variação, fluidez, simetria e desempenho. Isso permite identificar precocemente riscos neuromotores, planejar intervenções mais precisas e acompanhar a evolução das crianças ao longo do tempo.

        Segundo Tudella, outra vantagem do instrumento é reduzir a necessidade de avaliações mais caras e complexas, como ressonância magnética em bebês, que em geral exige sedação.

Fonte:
https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/02 /bebes-expostos-a-pobreza-apresentam-atrasos-nodesenvolvimento-motor-ja-aos-seis-meses.shtml. Acesso em 12/02/2026. 
O objetivo central do estudo conduzido pela UFSCar é: 
Alternativas
Q3989286 Engenharia de Petróleo
Maior campo de petróleo em águas profundas do mundo, em volume de óleo e gás
O Campo de Búzios não é apenas extenso: é, também, grandioso em termos de óleo e gás. Com uma área impressionante de 852 km², tem espaço suficiente para abrigar 115 mil campos de futebol! Em 2025, o Campo de Búzios atingiu o marco recorde de 1 milhão de barris produzidos por dia. É o campo de maior produção da Petrobras e também do país!
Disponível em: https://nossaenergia.petrobras.com.br/w/nossas-atividades/desvende-os-segredos-do-campo-de-buzios. Acesso: 13 fev. 2026.

Para operacionalizar neste local o tipo de exploração mineral apresentado no texto, foi necessária a construção do seguinte tipo de estruturas:
Alternativas
Q3989285 Geografia
6X1 Imagem associada para resolução da questão Disponível em: https://www.brasil247.com/charges/pelo-fim-da-escala-6x1-nfnctcfo. Acesso: 13 fev. 2026.

Considerando a situação apresentada, a adoção de mudanças na organização do período laboral pode gerar diferentes impactos sociais positivos. Uma consequência benéfica dessa transformação, em consonância com o problema retratado, é a:
Alternativas
Q3989284 Geografia
Modelos produtivos do início e do final do século XX, respectivamente:
Imagem associada para resolução da questão Disponível em: https://pt.linkedin.com/pulse/fordismo-vs-toyotismo. Acesso: 12 fev. 2026.

A transformação organizacional da produção ocorrida no segundo modelo se contrapõe ao primeiro modelo pela: 
Alternativas
Q3989283 Geografia
Leia os textos a seguir:
Texto I
Armação dos Búzios consolidou-se como um dos principais destinos turísticos do país a partir da segunda metade do século XX. O crescimento acelerado do setor imobiliário e da atividade turística trouxe impactos como expansão urbana sobre áreas de restinga, pressão sobre lagoas costeiras, aumento da produção de resíduos sólidos e sobrecarga dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário.
Disponível em: IBGE. Cidades e Estados: Armação dos Búzios (RJ). Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br. Acesso 13 fev. 2026 (adaptado).
Texto II
Relatórios de balneabilidade do Instituto Estadual do Ambiente apontam que o lançamento irregular de esgoto e a deficiência na infraestrutura de saneamento podem comprometer a qualidade da água em praias e lagoas da Região dos Lagos, sobretudo em períodos de maior fluxo turístico, quando a população flutuante amplia significativamente a demanda por serviços urbanos.
Disponível em: Instituto Estadual do Ambiente (INEA). Relatórios de balneabilidade das praias da Região dos Lagos. Governo do Estado do Rio de Janeiro. Acesso 13 fev. 2026 (adaptado).

Segundo os textos e considerando o processo de urbanização em cidades com as funções apresentadas, os problemas socioambientais observados são fruto de:
Alternativas
Q3989282 Geografia
Todos os dias os centros urbanos sofrem com o aumento da temperatura. Diante do aquecimento global, a degradação desses ambientes traz riscos à saúde da população, desde o desconforto térmico até a ocorrência de doenças causadas pelo calor. Devido ao processo de urbanização, essa mudança na paisagem favorece a ocorrência do fenômeno da ilha de calor urbana (ICU), áreas urbanas com temperaturas mais elevadas que as áreas rurais vizinhas.
ROMERO, Cristhy, W. S. Relação entre as ilhas de calor e uso e ocupação do solo em centros urbanos de pequeno porte utilizando o sensoriamento remoto. São Paulo, UNESP, Geociências, v. 39, n. 1, p. 253 - 268, 2020

O trecho apresenta uma relevante transformação socioambiental típica das cidades, cujo agravamento se intensifica pela: 
Alternativas
Q3989281 Engenharia Agronômica (Agronomia)
A transgenia nada mais é do que uma evolução do melhoramento genético convencional, já que permite transferir características de interesse agronômico entre espécies diferentes. Isso quer dizer que essa tecnologia permite aos cientistas isolarem genes de microrganismos, por exemplo, e transferi-los para plantas, com o objetivo de torná-las resistentes a doenças ou mais nutritivas, entre outras inúmeras aplicações.
Disponível em: https://www.embrapa.br/tema-transgenicos/ Acesso: 19 fev. 2026. (adaptado)
Críticos desta tecnologia defendem que no espaço agrícola onde ela é adotada ocorre a diminuição da:  
Alternativas
Q3989280 Geografia
Acordo de Parceria Mercosul-União Europeia
O Acordo de Parceria integrará dois dos maiores blocos econômicos do mundo. Juntos, MERCOSUL e UE reúnem cerca de 718 milhões de pessoas e Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente US$ 22,4 trilhões de dólares. Quando examinado pelo volume de comércio, trata-se, ao mesmo tempo, do maior acordo comercial a ser firmado pelo MERCOSUL e um dos maiores dentre os assinados pela UE. Em termos de população e tamanho das economias envolvidas, é um dos maiores acordos do mundo. Em um contexto de crescente protecionismo e unilateralismo comercial, o Acordo é uma sinalização em favor das trocas internacionais como fator para o crescimento econômico.
Disponível em: https://www.gov.br/mre/pt-br/assuntos/politica-externa-comercial-e-economica/agenda-de-negociacoesexternas/factsheet-acordo-de-parceria-mercosul-uniao-europeia. Acesso: 22 fev. 2026. (adaptado).
A assinatura deste acordo entre as partes representa a criação de uma: 
Alternativas
Q3989279 Geografia
Donald Trump apresentou argumentos a líderes globais no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, sobre por que os Estados Unidos deveriam adquirir a Groenlândia. (...) Alguns pontos, como preocupações com a segurança nacional, já eram conhecidos. A novidade foi sua afirmação de que os EUA detinham o controle da ilha — e têm direito a ela — devido aos seus esforços para defender o território durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), após a invasão da Dinamarca pela Alemanha.
ZURCHER, Anthony. O novo argumento de Trump para anexar a Groenlândia. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/czdqgzqyd44o. Acesso: 21 fev. 2026 (adaptado).
O presidente americano intensificou ameaças de anexar a ilha do Ártico, território com grande importância geoestratégica, visando:  
Alternativas
Q3989278 Geografia
Cuesta é um relevo assimétrico que ocorre em bacias sedimentares quando a inclinação das camadas é monoclinal, ou seja, com mergulho em um único sentido. Desenvolve-se em rochas estratificadas de diferentes resistências e caracteriza-se pela associação de duas vertentes denominadas reverso e front.  Terra: feições ilustradas. Organizado por Dirce Maria Antunes Suertegaray. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2003. p.114
Das imagens abaixo, aquela que corresponde ao conceito geológico-morfológico apresentado no texto é a seguinte:  
Alternativas
Q3989277 Geografia
Imagem associada para resolução da questão BÉGUIN, Michéle; PUMAIN, Denise. La represéntation des données géographiques statistique et cartographie. Paris: Cursus, 2014.
No gráfico, a disparidade no consumo de energia elétrica per capita entre os países é resultado: 
Alternativas
Q3989276 Geografia
Analise o mapa e a situação problema:
Imagem associada para resolução da questão Disponível em: https://www.google.com/maps/dir/Aeroporto+Umberto+Modiano/Aeroporto+Internacional+de+Los+Angeles+Estados Unidos Acesso: 20 fev. 2026.
Um voo que sai às 11h da manhã (sem horário de verão) do Los Angeles International Airport (118°24′W) com destino ao Rio de Janeiro, sem escalas, e que por necessidades técnicas faz um pouso de emergência no Aeroporto Umberto Modiano, em Búzios (41°58′W), estará aterrizando às: 
Alternativas
Q3989275 Geografia
A mata se fecha, as samambaias caem praticamente sobre o asfalto, os galhos dos pinheiros diante do carro avisam que aqui faz frio, por vezes muito frio. Em diversas ocasiões a cerração grossa foi minha companheira neste trecho. Bem lá no alto, as Agulhas Negras assistem, há décadas, à devastação do vale entre as maiores cidades do país. Inexpugnáveis, seus dois mil, setecentos e tantos metros protegem a parcela interior do sudeste brasileiro. De tantos em tantos tempos a neve aparece, ou aparecia. E dizem que em 1985 um tapete branco de um metro cobriu as rochas mais altas por três dias.
SENRA, Alvaro. Antiroad. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2025, p.25.

A estrutura de relevo sobre a qual a paisagem descrita está assentada denomina-se: 
Alternativas
Q3989274 Geografia
Imagem associada para resolução da questão Disponível em: https://www.google.com/maps/place/Arma%C3%A7%C3%A3o+dos+B%C3%BAzios,+RJ Acesso: 14 fev. 2026.

Numa aula de Geografia, o professor apresenta um mapa do Município de Armação dos Búzios numa escala pequena na qual é possível localizar boa parte das praias e pontos turísticos do Município. Para apresentar um segundo mapa que possa orientar um melhor deslocamento turístico entre a praia da Tartaruga e a praia da Ferradurinha, ele precisou ampliar a escala desse mapa 5 vezes. A nova escala utilizada foi de: 
Alternativas
Q3989273 Geografia
A VACA
Quanto é que vale a vaca? Ninguém pode, sequer, nem pensar O primeiro preço da vaca Era um preço pequenininho Uma vaca valia outrora O que agora só vale o toucinho Uma vaca, um tostão e já vai um tempão Já valeu, vale mais e caímos pra trás Já passou de duzentos e até de trezentos Uma vaca, quinhentos e não há argumentos Uma vaca, um milhão e ninguém tem razão Quanto é que vale a vaca? Tem o preço sempre aumentando Uma vaca valia outro dia O que vale hoje o chifre do touro É o último preço da vaca Quando a vaca já está no açougue E quanto é que vale a vaca? Vale mais do que a loja Vogue
ANYSIO, Chico. A vaca. Intérprete: Chico Anysio. In: ANYSIO, Chico. Chico Anysio. Rio de Janeiro: Som Livre, 1974. 1 faixa. (adaptado).

Os versos da música retratam a seguinte situação econômica na época de sua composição: 
Alternativas
Respostas
221: B
222: A
223: B
224: C
225: D
226: D
227: B
228: A
229: D
230: A
231: C
232: A
233: B
234: C
235: D
236: D
237: D
238: B
239: C
240: C