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Impactos estruturais da inteligência artificial na democracia e nos direitos humanos
Por Lucas Vilalta, pesquisador da Cátedra Oscar Sala do Instituto de Estudos Avançados da USP
Post category: Artigos https://jornal.usp.br/? p=808419
24/09/2024 - Publicado há 2 anos
Após publicar artigo neste mesmo canal sobre a possibilidade de termos transparência de algoritmos para os sistemas de Inteligência Artificial (IA), o diretor executivo do Instituto Vladimir Herzog, Rogério Sottili, convidou-me para dialogar com as preocupações e trabalhos que a equipe tem desenvolvido sobre o impacto das big techs e da IA para a democracia e os direitos humanos. Como a conversa foi muito boa, decidi compartilhar um pouco do que debatemos naquele dia, então, com um público mais amplo.
Minha fala inicial ali abordou três pontos centrais:
1. o que são os sistemas de IA de um ponto de vista técnico e social;
2. seus impactos para a democracia; e
3. ameaças aos direitos humanos e caminhos para enfrentá-las.
Em relação ao ponto 1, remeto o leitor ou a leitora ao que apresentei no artigo anterior. De modo geral, tratava-se de mostrar, como o fez Kate Crawford em seu livro Atlas da IA, que “a IA não é artificial nem inteligente. Na verdade, ela existe de forma corpórea, como algo material, feito de recursos naturais, combustíveis, mão de obra, infraestrutura, logística, histórias e classificações. Os sistemas de IA não são autônomos, racionais, tampouco capazes de discernir algo sem um treinamento extenso e computacionalmente intensivo, com enormes conjuntos de dados ou regras e recompensas pré-definidas. De fato, tal como a conhecemos, a IA depende totalmente de um conjunto muito mais vasto de estruturas políticas e sociais”.
É preciso afastar as mistificações que têm dominado a cobertura midiática e boa parte do debate público sobre a IA. Se ela nasceu com o propósito de imitar a inteligência humana, hoje, a IA certamente se caracteriza muito mais como sistemas sociotécnicos de captura e processamento da inteligência social para que as big techs possam fornecer assistência algorítmica como algo indispensável ______ vida humana. A IA 2.0 é a promessa de um serviço de assistência em que os usuários vão poder ser manipuladores de algoritmos (a partir de prompts), automatizando processos de trabalho e linguagem em suas rotinas ou negócios. A IA não é uma máquina separada da sociedade, é a própria sociedade sendo processada de modo maquínico pelas plataformas. É mais urgente nos preocuparmos não com uma superinteligência ou com indivíduos autônomos (robôs) que irão nos dominar, mas com os impactos ambientais, econômicos, sociais e humanos que já estão em curso. [...]
VILALTA, Lucas. Jornal da USP. Impactos estruturais da inteligência artificial na democracia e nos direitos humanos. Adaptado. Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/Impactos-estruturais-dainteligência-artificial-na-democracia-e-nos-direitoshumanos/. Acesso em:30 set. 2024.
No seguinte fragmento: …”ela existe de forma corpórea, como algo material, feito de recursos naturais, combustíveis, mão de obra, infraestrutura, logística, histórias e classificações.” Analise os vocábulos: mão de obra e infraestrutura e marque (V) para Verdadeiro e (F) para Falso:
( ) O Novo Acordo Ortográfico determinou que as locuções substantivas, adjetivas ou pronominais ligadas por preposição não levam mais hífen, sendo o caso da palavra mão de obra, essa mesma regra vale para o vocábulo pé de moleque.
( ) A grafia sem hífen do vocábulo infraestrutura justifica-se pelo fato de as vogais do prefixo e da palavra seguinte serem diferentes (a + e).
( ) O uso do hífen com o prefixo infra- depende da letra com que a palavra seguinte começar, se a segunda palavra iniciar com a vogal "a" ou com a consoante "h" a forma correta seria grafada com hífen (ex.: infra-assinado, infra-hepático).
Assinale a alternativa que completa corretamente os parênteses:
Impactos estruturais da inteligência artificial na democracia e nos direitos humanos
Por Lucas Vilalta, pesquisador da Cátedra Oscar Sala do Instituto de Estudos Avançados da USP
Post category: Artigos https://jornal.usp.br/? p=808419
24/09/2024 - Publicado há 2 anos
Após publicar artigo neste mesmo canal sobre a possibilidade de termos transparência de algoritmos para os sistemas de Inteligência Artificial (IA), o diretor executivo do Instituto Vladimir Herzog, Rogério Sottili, convidou-me para dialogar com as preocupações e trabalhos que a equipe tem desenvolvido sobre o impacto das big techs e da IA para a democracia e os direitos humanos. Como a conversa foi muito boa, decidi compartilhar um pouco do que debatemos naquele dia, então, com um público mais amplo.
Minha fala inicial ali abordou três pontos centrais:
1. o que são os sistemas de IA de um ponto de vista técnico e social;
2. seus impactos para a democracia; e
3. ameaças aos direitos humanos e caminhos para enfrentá-las.
Em relação ao ponto 1, remeto o leitor ou a leitora ao que apresentei no artigo anterior. De modo geral, tratava-se de mostrar, como o fez Kate Crawford em seu livro Atlas da IA, que “a IA não é artificial nem inteligente. Na verdade, ela existe de forma corpórea, como algo material, feito de recursos naturais, combustíveis, mão de obra, infraestrutura, logística, histórias e classificações. Os sistemas de IA não são autônomos, racionais, tampouco capazes de discernir algo sem um treinamento extenso e computacionalmente intensivo, com enormes conjuntos de dados ou regras e recompensas pré-definidas. De fato, tal como a conhecemos, a IA depende totalmente de um conjunto muito mais vasto de estruturas políticas e sociais”.
É preciso afastar as mistificações que têm dominado a cobertura midiática e boa parte do debate público sobre a IA. Se ela nasceu com o propósito de imitar a inteligência humana, hoje, a IA certamente se caracteriza muito mais como sistemas sociotécnicos de captura e processamento da inteligência social para que as big techs possam fornecer assistência algorítmica como algo indispensável ______ vida humana. A IA 2.0 é a promessa de um serviço de assistência em que os usuários vão poder ser manipuladores de algoritmos (a partir de prompts), automatizando processos de trabalho e linguagem em suas rotinas ou negócios. A IA não é uma máquina separada da sociedade, é a própria sociedade sendo processada de modo maquínico pelas plataformas. É mais urgente nos preocuparmos não com uma superinteligência ou com indivíduos autônomos (robôs) que irão nos dominar, mas com os impactos ambientais, econômicos, sociais e humanos que já estão em curso. [...]
VILALTA, Lucas. Jornal da USP. Impactos estruturais da inteligência artificial na democracia e nos direitos humanos. Adaptado. Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/Impactos-estruturais-dainteligência-artificial-na-democracia-e-nos-direitoshumanos/. Acesso em:30 set. 2024.
Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas das frases abaixo, considerando as exigências da norma-padrão da língua portuguesa quanto ao uso do sinal indicativo de crase:
1. [...] que as big techs possam fornecer assistência algorítmica como algo indispensável ____ vida humana.
2. A análise sobre os limites do processamento de dados estendeu-se ____ várias reuniões do conselho.
3. As diretrizes éticas para o uso de IA aplicam-se tanto a modelos novos quanto ____ que já estão em operação.
Impactos estruturais da inteligência artificial na democracia e nos direitos humanos
Por Lucas Vilalta, pesquisador da Cátedra Oscar Sala do Instituto de Estudos Avançados da USP
Post category: Artigos https://jornal.usp.br/? p=808419
24/09/2024 - Publicado há 2 anos
Após publicar artigo neste mesmo canal sobre a possibilidade de termos transparência de algoritmos para os sistemas de Inteligência Artificial (IA), o diretor executivo do Instituto Vladimir Herzog, Rogério Sottili, convidou-me para dialogar com as preocupações e trabalhos que a equipe tem desenvolvido sobre o impacto das big techs e da IA para a democracia e os direitos humanos. Como a conversa foi muito boa, decidi compartilhar um pouco do que debatemos naquele dia, então, com um público mais amplo.
Minha fala inicial ali abordou três pontos centrais:
1. o que são os sistemas de IA de um ponto de vista técnico e social;
2. seus impactos para a democracia; e
3. ameaças aos direitos humanos e caminhos para enfrentá-las.
Em relação ao ponto 1, remeto o leitor ou a leitora ao que apresentei no artigo anterior. De modo geral, tratava-se de mostrar, como o fez Kate Crawford em seu livro Atlas da IA, que “a IA não é artificial nem inteligente. Na verdade, ela existe de forma corpórea, como algo material, feito de recursos naturais, combustíveis, mão de obra, infraestrutura, logística, histórias e classificações. Os sistemas de IA não são autônomos, racionais, tampouco capazes de discernir algo sem um treinamento extenso e computacionalmente intensivo, com enormes conjuntos de dados ou regras e recompensas pré-definidas. De fato, tal como a conhecemos, a IA depende totalmente de um conjunto muito mais vasto de estruturas políticas e sociais”.
É preciso afastar as mistificações que têm dominado a cobertura midiática e boa parte do debate público sobre a IA. Se ela nasceu com o propósito de imitar a inteligência humana, hoje, a IA certamente se caracteriza muito mais como sistemas sociotécnicos de captura e processamento da inteligência social para que as big techs possam fornecer assistência algorítmica como algo indispensável ______ vida humana. A IA 2.0 é a promessa de um serviço de assistência em que os usuários vão poder ser manipuladores de algoritmos (a partir de prompts), automatizando processos de trabalho e linguagem em suas rotinas ou negócios. A IA não é uma máquina separada da sociedade, é a própria sociedade sendo processada de modo maquínico pelas plataformas. É mais urgente nos preocuparmos não com uma superinteligência ou com indivíduos autônomos (robôs) que irão nos dominar, mas com os impactos ambientais, econômicos, sociais e humanos que já estão em curso. [...]
VILALTA, Lucas. Jornal da USP. Impactos estruturais da inteligência artificial na democracia e nos direitos humanos. Adaptado. Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/Impactos-estruturais-dainteligência-artificial-na-democracia-e-nos-direitoshumanos/. Acesso em:30 set. 2024.
PRIMEIRA COLUNA 1. Rotação por estações. 2. Laboratório rotacional. 3. Sala de aula invertida. 4. Rotação individual.
SEGUNDA COLUNA (__) Em uma mesma aula, os estudantes realizam atividades distintas em pontos diferentes da sala, entre os quais circulam segundo um mesmo percurso, sendo ao menos uma delas mediada por recurso digital.
(__) O primeiro contato com o conteúdo ocorre fora do tempo de aula, por meio de materiais disponibilizados previamente, reservando-se o encontro presencial ao aprofundamento e à resolução de problemas.
(__) A turma alterna entre a sala de aula e um ambiente equipado com computadores, no qual desenvolve atividades individualizadas acompanhadas por profissional responsável por esse espaço.
(__) Cada estudante percorre um roteiro próprio, definido a partir de suas necessidades, sem que a passagem por todas as modalidades de atividade previstas seja exigida de toda a turma.
Assinale a alternativa que apresenta a associação CORRETA entre as colunas, de cima para baixo.
1. Expressão elaborada da nova forma de compreensão alcançada, na qual os instrumentos culturais apropriados se convertem em elementos ativos do entendimento da realidade.
2. Ponto de partida compartilhado por professor e estudantes, vivido por ambos em níveis distintos de compreensão da realidade social.
3. Apropriação dos instrumentos teóricos e práticos necessários ao equacionamento dos problemas identificados na realidade social.
4. Identificação das questões postas pela realidade social que precisam ser conhecidas e dos conteúdos que o trabalho pedagógico deverá contemplar.
5. Retorno ao ponto de partida, agora com alteração qualitativa da compreensão e da atuação dos sujeitos envolvidos no processo.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA desses momentos.
(__) Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme o princípio da participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola.
(__) A autonomia pedagógica, administrativa e de gestão financeira é assegurada às unidades escolares públicas de educação básica em grau pleno e uniforme, independentemente das normas gerais de direito financeiro público.
(__) Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de elaborar e executar sua proposta pedagógica.
(__) Os docentes incumbir-se-ão de participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo.
PRIMEIRA COLUNA 1. Currículo formal. 2. Currículo real. 3. Currículo oculto. 4. Currículo nulo.
SEGUNDA COLUNA (__) Valores, normas de convivência e expectativas transmitidos pelas rotinas, pela organização do espaço e pelas relações estabelecidas na instituição, sem constar de documento escrito.
(__) Documento aprovado pelos órgãos competentes, que fixa objetivos, componentes e cargas horárias a serem observados pelas instituições de ensino.
(__) Conteúdos deliberada ou involuntariamente excluídos da experiência escolar, cuja ausência também produz efeitos formativos sobre os estudantes.
(__) Configuração que o ensino assume no cotidiano, resultante das reinterpretações que professores e estudantes realizam daquilo que foi prescrito.
Assinale a alternativa que apresenta a associação CORRETA entre as colunas, de cima para baixo.
Com base exclusivamente na redação vigente do dispositivo, sem considerar doutrina ou jurisprudência, assinale a alternativa que completa CORRETAMENTE a lacuna.
I. Em Piaget, a adaptação intelectual resulta do equilíbrio progressivo entre a incorporação dos dados do meio às estruturas já construídas e a modificação dessas estruturas em razão das resistências oferecidas pelo objeto.
II. Em Vygotsky, o ensino que se dirige às funções psicológicas em processo de maturação mobiliza o desenvolvimento, razão pela qual a colaboração de parceiros mais experientes é constitutiva da aprendizagem escolar.
III. Em Vygotsky, a fala egocêntrica constitui procedimento transitório que desaparece com o declínio do egocentrismo infantil, à medida que o pensamento da criança se socializa.
IV. Em Piaget, a transmissão social dos conhecimentos sistematizados constitui o fator responsável por coordenar os demais fatores que intervêm no desenvolvimento cognitivo.
É CORRETO o que se afirma em:
I. A análise das produções dos estudantes tem por finalidade primordial provocar novas situações de aprendizagem, e não compor um registro destinado à classificação periódica do desempenho.
PORQUE
II. O erro é compreendido como manifestação provisória das hipóteses formuladas pelo estudante, o que requer do professor intervenção problematizadora capaz de favorecer a reelaboração dessas hipóteses.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa CORRETA.
(__) Habilidades motoras grossas mobilizam especialmente grandes grupos musculares, controle postural, equilíbrio e deslocamentos, podendo ser exploradas em experiências como correr, saltar e mudar direções.
(__) Habilidades motoras finas caracterizam-se principalmente pela realização de movimentos corporais amplos, nos quais força, velocidade e deslocamento espacial constituem os principais requisitos de execução.
(__) Desenhar, encaixar, modelar, manipular objetos pequenos e utilizar diferentes instrumentos podem mobilizar destreza manual, controle dos movimentos e integração entre informações perceptivas e ação motora.
(__) A precisão exigida em atividades de equilíbrio e salto permite classificá-las predominantemente como habilidades motoras finas, mesmo quando envolvem controle postural e movimentação global do corpo.
(__) Experiências motoras diversificadas podem favorecer progressivamente autonomia e controle corporal, devendo considerar as características da criança, os desafios propostos e as oportunidades de exploração.
Assinale a sequência CORRETA, de cima para baixo:
I. O desenvolvimento cognitivo, social e emocional pode manifestar relações de interdependência, pois experiências interativas mobilizam simultaneamente interpretação, comunicação, afetos e formas de participação.
II. O desenvolvimento social alcança maior consistência quando as experiências coletivas são introduzidas depois da consolidação das capacidades cognitivas necessárias à compreensão das relações interpessoais.
III. Situações de brincadeira e interação podem mobilizar negociação, expressão de sentimentos, resolução de conflitos, elaboração simbólica e consideração de perspectivas distintas.
IV. A regulação emocional desenvolve-se principalmente quando o planejamento pedagógico reduz situações de conflito e privilegia experiências nas quais as crianças mantenham respostas afetivas semelhantes.
V. A observação da criança em situações diversificadas oferece elementos mais consistentes para compreender seu desenvolvimento do que conclusões baseadas em uma manifestação isolada.
É CORRETO o que se afirma em:
I. Um projeto interdisciplinar consistente pode articular conhecimentos de diferentes componentes curriculares em torno de uma questão investigativa ou situação significativa, preservando os objetivos específicos envolvidos e favorecendo relações entre os saberes mobilizados.
PORQUE
II. A interdisciplinaridade pressupõe estabelecer conexões intencionais entre conhecimentos e procedimentos de diferentes áreas diante de um objeto de estudo, evitando que sua integração corresponda somente à realização simultânea de atividades sobre um mesmo tema.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa CORRETA: