Questões de Concurso
Comentadas sobre a didática e o processo de ensino e aprendizagem em pedagogia
Foram encontradas 7.074 questões
I. A aprendizagem personalizada, nas metodologias ativas, não corresponde à simples individualização de tarefas, mas à organização de percursos formativos que consideram diferentes ritmos, interesses, necessidades e formas de apropriação do conhecimento, possibilitando acompanhamento contínuo dos avanços dos estudantes.
II. A aprendizagem colaborativa pressupõe que a interação entre pares constitui um elemento potencializador da construção do conhecimento, pois permite compartilhar saberes, confrontar perspectivas e ampliar compreensões inicialmente desenvolvidas em trajetórias individuais.
III. A aprendizagem orientada por professores, tutores ou mentores tende a assumir uma função secundária nas propostas contemporâneas de ensino, pois a ampliação dos ambientes digitais possibilita que os estudantes desenvolvam processos complexos de aprendizagem principalmente por meio da autonomia investigativa.
IV. A articulação entre aprendizagem individual, colaborativa e orientada configura uma dinâmica complementar, na qual a autonomia do estudante é fortalecida pela interação social e pela mediação de sujeitos capazes de problematizar, orientar e ampliar os percursos formativos.
Quais estão corretas?
Discussão – o que é isso?
A palavra discussão tem sentido bastante controverso: tanto pode indicar a hostilidade de um confronto insanável (“a discussão entre vizinhos acabou na delegacia”) como a operação necessária para se esclarecer um assunto ou chegar a um acordo (“discutiram, discutiram e acabaram concordando”). Mas o que toda discussão supõe, sempre, é a presença de um outro diante de nós, para quem somos o outro. A dificuldade geral está nesse reconhecimento a um tempo simples e difícil: o outro existe, e pode estar certo, sua posição pode ser mais justa do que a minha.
Entre dois antagonistas há as palavras e, com elas, os argumentos. Uma discussão proveitosa deverá ocorrer entre os argumentos, não entre as pessoas dos contendores. Se eu trago para uma discussão meu juízo já estabelecido sobre o caráter, a índole, a personalidade do meu interlocutor, a discussão apenas servirá para a exposição desses valores já incorporados em mim: quero destruir a pessoa, não quero avaliar seu pensamento. Nesses casos, a discussão é inútil, porque já desistiu de qualquer racionalização.
As formas de discussão têm muito a ver, não há dúvida, com a cultura de um povo. Numa sociedade em que as emoções mais fortes têm livre curso, a discussão pode adotar com naturalidade uma veemência que em sociedades mais “frias” não teria lugar. Estão na cultura de cada povo os ingredientes básicos que temperam uma discussão. Seja como for, sem o compromisso com o exame atento das razões do outro, já não haverá o que discutir: estaremos simplesmente fincando pé na necessidade de proclamar a verdade absoluta, que seria a nossa. Em casos assim, falar ao outro é o mesmo que falar sozinho, diante de um espelho complacente, que refletirá sempre a arrogância da nossa vaidade.
(COSTA, Teobaldo, inédito)
Entendendo-se a Linguagem como instrumento de interação social num contexto civilizado, deve-se incutir tal processo no âmbito de ensino-aprendizagem de forma ampla. Assim, diante do que fora exposto no texto IV enquanto mensagem, compreende-se que o ato de “discutir”
O universo da comunicação vem se ampliando com maior dinamismo, nos últimos anos, para atender à demanda de seus usuários, nas mais diferentes situações de interatividade. Nele estamos inseridos, exercitando nossa linguagem oral e escrita, até mesmo na área digital. Por isso, necessitamos sempre assimilar novos conhecimentos e expressá-los com objetividade e competência.
A construção do pensamento — e sua exposição de forma clara e persuasiva — constitui um dos objetivos mais perseguidos por todo aquele que almeja sucesso na vida profissional e, muitas vezes, pessoal. É evidente que a interlocução comunicativa permite o entendimento, proporciona o intercâmbio de ideias e nos faz refletir e argumentar com maior propriedade em defesa de nossos direitos e deveres como cidadãos.
L. L. Sarmentto. Oficina de redação. 5.ª ed. São Paulo: Moderna, 2016, p. 3 (com adaptações).
Sobre o uso das tecnologias digitais na área educacional, é correto afirmar que estas
Durante uma atividade, uma estudante com deficiência intelectual demonstra compreender o conteúdo, mas necessita de mais tempo para organizar as etapas da tarefa.
A conduta mais adequada do profissional de apoio é
Coluna 1
1. Necessidade de aprender (prontidão).
2. Motivação (fatores impulsionadores).
3. Autoconceito do aprendiz (autodireção).
Coluna 2
( ) O educando adulto, em razão de sua trajetória biográfica e de sua inserção em papéis sociais multifacetados, tende a rechaçar quaisquer estratégias pedagógicas que reproduzam a assimetria característica da relação docente-discente na infância, na medida em que tais estratégias conflitam com sua autoconsciência como sujeito histórico e produtor de saberes.
( ) A eficácia do processo formativo junto à população adulta encontra-se condicionada à medida em que o conteúdo apresentado estabelece uma relação de pertinência funcional com as demandas existenciais do aprendiz, as quais emergem de sua inserção no mundo do trabalho, na vida comunitária e nas relações interpessoais, de modo que a ausência dessa conexão pragmática inviabiliza o engajamento cognitivo.
( ) Os estímulos provenientes do ambiente social, tais como ascensão profissional, reconhecimento público e vantagens materiais, embora atuem como gatilhos iniciais para o envolvimento com a aprendizagem, revelam-se insuficientes para sustentar um compromisso formativo duradouro, sendo superados por disposições endógenas relacionadas à realização pessoal, à consolidação da identidade profissional e à busca por sentido existencial.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: