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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Garnier
Crônica publicada por Machado de Assis em outubro de 1893, após a morte do livreiro e editor B. L. Garnier, cuja livraria funcionava na Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro.
Durante meio século, Garnier não fez outra coisa, senão estar ali, naquele mesmo lugar, trabalhando. Já enfermo desde alguns anos, com a morte no peito, descia todos os dias de Santa Teresa para a loja, de onde regressava antes de cair a noite.
[...] os cemitérios são tristes, não em si mesmos, ao contrário. Quando outro dia fui a enterrar o nosso velho livreiro, vi entrar no de S. João Batista, já acabada a cerimônia e o trabalho, um bando de crianças que iam divertir-se. Iam alegres, como quem não pisa memórias nem saudades.
Vivos há-os ainda, e dos bons, que alguma coisa se lembrarão daquela casa e do homem que a fez e perfez. Editar obras jurídicas ou escolares, não é mui difícil; a necessidade é grande, a procura certa. [...] Quem a vê agora, fechadas as portas, trancados os mostradores, à espera da justiça, do inventário e dos herdeiros, há de sentir que falta alguma coisa à rua.
Pessoalmente, que proveito deram a esse homem as suas labutações? O gosto do trabalho, um gosto que se transformou em pena, porque no dia em que devera libertar-se dele, não pôde mais; o instrumento da riqueza era também o do castigo. [...] Valha sequer a memória, ainda que perdida nas páginas dos dicionários biográficos. Perdure a notícia, ao menos, de alguém que neste país novo ocupou a vida inteira em criar uma indústria liberal, ganhar alguns milhares de contos de réis, para ir afinal dormir em sete palmos de uma sepultura perpétua. Perpétua!
Vocabulário: perfez: concluiu, completou (do verbo "perfazer"). mui: muito. labutações: trabalhos árduos. devera: deveria. contos de réis: unidade de conta da antiga moeda brasileira.
ASSIS, Machado de. Garnier. In: ASSIS, Machado de. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. v. 2. Publicado originalmente em Páginas recolhidas (Rio de Janeiro: Garnier, 1906). Disponível em:
https://machado.mec.gov.br/obra-completa-lista/item/download/44_efbd a0d80ae2b6fd9a0cab326fad708c. Acesso em: 16 set. 2026. (Fragmento adaptado: supressões indicadas por [...] e grafia atualizada conforme o Acordo Ortográfico vigente.)
"Vivos há-os ainda, e dos bons, que alguma coisa se lembrarão daquela casa [...]."
"Quem a vê agora [...] há de sentir que falta alguma coisa à rua."
"Pessoalmente, que proveito deram a esse homem as suas labutações?"
"[...] porque no dia em que devera libertar-se dele, não pôde mais [...]."
À luz da regência verbal prescrita pela norma-padrão, é CORRETO afirmar que
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Garnier
Crônica publicada por Machado de Assis em outubro de 1893, após a morte do livreiro e editor B. L. Garnier, cuja livraria funcionava na Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro.
Durante meio século, Garnier não fez outra coisa, senão estar ali, naquele mesmo lugar, trabalhando. Já enfermo desde alguns anos, com a morte no peito, descia todos os dias de Santa Teresa para a loja, de onde regressava antes de cair a noite.
[...] os cemitérios são tristes, não em si mesmos, ao contrário. Quando outro dia fui a enterrar o nosso velho livreiro, vi entrar no de S. João Batista, já acabada a cerimônia e o trabalho, um bando de crianças que iam divertir-se. Iam alegres, como quem não pisa memórias nem saudades.
Vivos há-os ainda, e dos bons, que alguma coisa se lembrarão daquela casa e do homem que a fez e perfez. Editar obras jurídicas ou escolares, não é mui difícil; a necessidade é grande, a procura certa. [...] Quem a vê agora, fechadas as portas, trancados os mostradores, à espera da justiça, do inventário e dos herdeiros, há de sentir que falta alguma coisa à rua.
Pessoalmente, que proveito deram a esse homem as suas labutações? O gosto do trabalho, um gosto que se transformou em pena, porque no dia em que devera libertar-se dele, não pôde mais; o instrumento da riqueza era também o do castigo. [...] Valha sequer a memória, ainda que perdida nas páginas dos dicionários biográficos. Perdure a notícia, ao menos, de alguém que neste país novo ocupou a vida inteira em criar uma indústria liberal, ganhar alguns milhares de contos de réis, para ir afinal dormir em sete palmos de uma sepultura perpétua. Perpétua!
Vocabulário: perfez: concluiu, completou (do verbo "perfazer"). mui: muito. labutações: trabalhos árduos. devera: deveria. contos de réis: unidade de conta da antiga moeda brasileira.
ASSIS, Machado de. Garnier. In: ASSIS, Machado de. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. v. 2. Publicado originalmente em Páginas recolhidas (Rio de Janeiro: Garnier, 1906). Disponível em:
https://machado.mec.gov.br/obra-completa-lista/item/download/44_efbd a0d80ae2b6fd9a0cab326fad708c. Acesso em: 16 set. 2026. (Fragmento adaptado: supressões indicadas por [...] e grafia atualizada conforme o Acordo Ortográfico vigente.)
I.Ao afirmar que quem vê a casa fechada "há de sentir que falta alguma coisa à rua", o cronista sugere que a livraria fazia parte da identidade do lugar, para além de sua função comercial.
II.A observação de que editar obras jurídicas ou escolares "não é mui difícil" funciona como crítica aos editores desse ramo, acusados de explorar a necessidade dos leitores, como indica "a procura certa".
III.O episódio das crianças no cemitério relativiza a tristeza atribuída a esses lugares, pois sugere que ela depende do olhar de quem os percorre, e não dos lugares em si mesmos.
IV.Ao apresentar o gosto do trabalho como algo que "se transformou em pena", o cronista sugere que Garnier se arrependeu da profissão escolhida e desejou abandoná-la ainda na juventude.
É correto o que se afirma em:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Garnier
Crônica publicada por Machado de Assis em outubro de 1893, após a morte do livreiro e editor B. L. Garnier, cuja livraria funcionava na Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro.
Durante meio século, Garnier não fez outra coisa, senão estar ali, naquele mesmo lugar, trabalhando. Já enfermo desde alguns anos, com a morte no peito, descia todos os dias de Santa Teresa para a loja, de onde regressava antes de cair a noite.
[...] os cemitérios são tristes, não em si mesmos, ao contrário. Quando outro dia fui a enterrar o nosso velho livreiro, vi entrar no de S. João Batista, já acabada a cerimônia e o trabalho, um bando de crianças que iam divertir-se. Iam alegres, como quem não pisa memórias nem saudades.
Vivos há-os ainda, e dos bons, que alguma coisa se lembrarão daquela casa e do homem que a fez e perfez. Editar obras jurídicas ou escolares, não é mui difícil; a necessidade é grande, a procura certa. [...] Quem a vê agora, fechadas as portas, trancados os mostradores, à espera da justiça, do inventário e dos herdeiros, há de sentir que falta alguma coisa à rua.
Pessoalmente, que proveito deram a esse homem as suas labutações? O gosto do trabalho, um gosto que se transformou em pena, porque no dia em que devera libertar-se dele, não pôde mais; o instrumento da riqueza era também o do castigo. [...] Valha sequer a memória, ainda que perdida nas páginas dos dicionários biográficos. Perdure a notícia, ao menos, de alguém que neste país novo ocupou a vida inteira em criar uma indústria liberal, ganhar alguns milhares de contos de réis, para ir afinal dormir em sete palmos de uma sepultura perpétua. Perpétua!
Vocabulário: perfez: concluiu, completou (do verbo "perfazer"). mui: muito. labutações: trabalhos árduos. devera: deveria. contos de réis: unidade de conta da antiga moeda brasileira.
ASSIS, Machado de. Garnier. In: ASSIS, Machado de. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. v. 2. Publicado originalmente em Páginas recolhidas (Rio de Janeiro: Garnier, 1906). Disponível em:
https://machado.mec.gov.br/obra-completa-lista/item/download/44_efbd a0d80ae2b6fd9a0cab326fad708c. Acesso em: 16 set. 2026. (Fragmento adaptado: supressões indicadas por [...] e grafia atualizada conforme o Acordo Ortográfico vigente.)
Um leitor da crônica quis saber _______ Garnier não abandonava a livraria mesmo enfermo; o cronista sugere o __________ dessa conduta ao dizer que o gosto do trabalho se tornara pena. Durante meio século, o livreiro não fez outra coisa ________ trabalhar e, ________ houver quem ainda se lembre dele, sua memória ficará perdida nos dicionários biográficos. ________ mais de cem anos, Machado de Assis registrou essa história.
Assinale a alternativa que preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Garnier
Crônica publicada por Machado de Assis em outubro de 1893, após a morte do livreiro e editor B. L. Garnier, cuja livraria funcionava na Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro.
Durante meio século, Garnier não fez outra coisa, senão estar ali, naquele mesmo lugar, trabalhando. Já enfermo desde alguns anos, com a morte no peito, descia todos os dias de Santa Teresa para a loja, de onde regressava antes de cair a noite.
[...] os cemitérios são tristes, não em si mesmos, ao contrário. Quando outro dia fui a enterrar o nosso velho livreiro, vi entrar no de S. João Batista, já acabada a cerimônia e o trabalho, um bando de crianças que iam divertir-se. Iam alegres, como quem não pisa memórias nem saudades.
Vivos há-os ainda, e dos bons, que alguma coisa se lembrarão daquela casa e do homem que a fez e perfez. Editar obras jurídicas ou escolares, não é mui difícil; a necessidade é grande, a procura certa. [...] Quem a vê agora, fechadas as portas, trancados os mostradores, à espera da justiça, do inventário e dos herdeiros, há de sentir que falta alguma coisa à rua.
Pessoalmente, que proveito deram a esse homem as suas labutações? O gosto do trabalho, um gosto que se transformou em pena, porque no dia em que devera libertar-se dele, não pôde mais; o instrumento da riqueza era também o do castigo. [...] Valha sequer a memória, ainda que perdida nas páginas dos dicionários biográficos. Perdure a notícia, ao menos, de alguém que neste país novo ocupou a vida inteira em criar uma indústria liberal, ganhar alguns milhares de contos de réis, para ir afinal dormir em sete palmos de uma sepultura perpétua. Perpétua!
Vocabulário: perfez: concluiu, completou (do verbo "perfazer"). mui: muito. labutações: trabalhos árduos. devera: deveria. contos de réis: unidade de conta da antiga moeda brasileira.
ASSIS, Machado de. Garnier. In: ASSIS, Machado de. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. v. 2. Publicado originalmente em Páginas recolhidas (Rio de Janeiro: Garnier, 1906). Disponível em:
https://machado.mec.gov.br/obra-completa-lista/item/download/44_efbd a0d80ae2b6fd9a0cab326fad708c. Acesso em: 16 set. 2026. (Fragmento adaptado: supressões indicadas por [...] e grafia atualizada conforme o Acordo Ortográfico vigente.)
(__) Em "um bando de crianças que iam divertir-se", a forma "iam" contraria a norma-padrão, pois o pronome relativo retoma o coletivo "bando", núcleo do sintagma, o que impõe o verbo no singular.
(__) Em "já acabada a cerimônia e o trabalho", o particípio anteposto aos dois núcleos concorda com o mais próximo, construção que a norma-padrão abona como concordância atrativa.
(__) Em "Vivos há-os ainda, e dos bons", o verbo "haver" fica no singular por ser impessoal no sentido de existir, e o pronome "os", que retoma "vivos", exerce a função de objeto direto.
(__) Em "fechadas as portas, trancados os mostradores", os particípios concordam com os substantivos porque estes exercem, nas orações reduzidas, a função de objeto direto de "fechar" e "trancar".
(__) Em "que proveito deram a esse homem as suas labutações?", a forma "deram" concorda com o sujeito posposto "as suas labutações", e "que proveito" exerce a função de objeto direto.
A sequência CORRETA, de cima para baixo é:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Garnier
Crônica publicada por Machado de Assis em outubro de 1893, após a morte do livreiro e editor B. L. Garnier, cuja livraria funcionava na Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro.
Durante meio século, Garnier não fez outra coisa, senão estar ali, naquele mesmo lugar, trabalhando. Já enfermo desde alguns anos, com a morte no peito, descia todos os dias de Santa Teresa para a loja, de onde regressava antes de cair a noite.
[...] os cemitérios são tristes, não em si mesmos, ao contrário. Quando outro dia fui a enterrar o nosso velho livreiro, vi entrar no de S. João Batista, já acabada a cerimônia e o trabalho, um bando de crianças que iam divertir-se. Iam alegres, como quem não pisa memórias nem saudades.
Vivos há-os ainda, e dos bons, que alguma coisa se lembrarão daquela casa e do homem que a fez e perfez. Editar obras jurídicas ou escolares, não é mui difícil; a necessidade é grande, a procura certa. [...] Quem a vê agora, fechadas as portas, trancados os mostradores, à espera da justiça, do inventário e dos herdeiros, há de sentir que falta alguma coisa à rua.
Pessoalmente, que proveito deram a esse homem as suas labutações? O gosto do trabalho, um gosto que se transformou em pena, porque no dia em que devera libertar-se dele, não pôde mais; o instrumento da riqueza era também o do castigo. [...] Valha sequer a memória, ainda que perdida nas páginas dos dicionários biográficos. Perdure a notícia, ao menos, de alguém que neste país novo ocupou a vida inteira em criar uma indústria liberal, ganhar alguns milhares de contos de réis, para ir afinal dormir em sete palmos de uma sepultura perpétua. Perpétua!
Vocabulário: perfez: concluiu, completou (do verbo "perfazer"). mui: muito. labutações: trabalhos árduos. devera: deveria. contos de réis: unidade de conta da antiga moeda brasileira.
ASSIS, Machado de. Garnier. In: ASSIS, Machado de. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. v. 2. Publicado originalmente em Páginas recolhidas (Rio de Janeiro: Garnier, 1906). Disponível em:
https://machado.mec.gov.br/obra-completa-lista/item/download/44_efbd a0d80ae2b6fd9a0cab326fad708c. Acesso em: 16 set. 2026. (Fragmento adaptado: supressões indicadas por [...] e grafia atualizada conforme o Acordo Ortográfico vigente.)
Assinale a alternativa em que a classificação morfológica da palavra indicada, considerado o contexto, está CORRETA.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Garnier
Crônica publicada por Machado de Assis em outubro de 1893, após a morte do livreiro e editor B. L. Garnier, cuja livraria funcionava na Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro.
Durante meio século, Garnier não fez outra coisa, senão estar ali, naquele mesmo lugar, trabalhando. Já enfermo desde alguns anos, com a morte no peito, descia todos os dias de Santa Teresa para a loja, de onde regressava antes de cair a noite.
[...] os cemitérios são tristes, não em si mesmos, ao contrário. Quando outro dia fui a enterrar o nosso velho livreiro, vi entrar no de S. João Batista, já acabada a cerimônia e o trabalho, um bando de crianças que iam divertir-se. Iam alegres, como quem não pisa memórias nem saudades.
Vivos há-os ainda, e dos bons, que alguma coisa se lembrarão daquela casa e do homem que a fez e perfez. Editar obras jurídicas ou escolares, não é mui difícil; a necessidade é grande, a procura certa. [...] Quem a vê agora, fechadas as portas, trancados os mostradores, à espera da justiça, do inventário e dos herdeiros, há de sentir que falta alguma coisa à rua.
Pessoalmente, que proveito deram a esse homem as suas labutações? O gosto do trabalho, um gosto que se transformou em pena, porque no dia em que devera libertar-se dele, não pôde mais; o instrumento da riqueza era também o do castigo. [...] Valha sequer a memória, ainda que perdida nas páginas dos dicionários biográficos. Perdure a notícia, ao menos, de alguém que neste país novo ocupou a vida inteira em criar uma indústria liberal, ganhar alguns milhares de contos de réis, para ir afinal dormir em sete palmos de uma sepultura perpétua. Perpétua!
Vocabulário: perfez: concluiu, completou (do verbo "perfazer"). mui: muito. labutações: trabalhos árduos. devera: deveria. contos de réis: unidade de conta da antiga moeda brasileira.
ASSIS, Machado de. Garnier. In: ASSIS, Machado de. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. v. 2. Publicado originalmente em Páginas recolhidas (Rio de Janeiro: Garnier, 1906). Disponível em:
https://machado.mec.gov.br/obra-completa-lista/item/download/44_efbd a0d80ae2b6fd9a0cab326fad708c. Acesso em: 16 set. 2026. (Fragmento adaptado: supressões indicadas por [...] e grafia atualizada conforme o Acordo Ortográfico vigente.)
"Editar obras jurídicas ou escolares, não é mui difícil; a necessidade é grande, a procura certa."
I. A vírgula empregada depois de "escolares" não encontra abono na norma-padrão atual, porque separa do predicado a oração que exerce a função de sujeito da oração principal.
PORQUE
II. A oração "Editar obras jurídicas ou escolares" funciona como complemento nominal anteposto ao adjetivo "difícil", e a anteposição desse complemento torna obrigatória a vírgula.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa CORRETA.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Garnier
Crônica publicada por Machado de Assis em outubro de 1893, após a morte do livreiro e editor B. L. Garnier, cuja livraria funcionava na Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro.
Durante meio século, Garnier não fez outra coisa, senão estar ali, naquele mesmo lugar, trabalhando. Já enfermo desde alguns anos, com a morte no peito, descia todos os dias de Santa Teresa para a loja, de onde regressava antes de cair a noite.
[...] os cemitérios são tristes, não em si mesmos, ao contrário. Quando outro dia fui a enterrar o nosso velho livreiro, vi entrar no de S. João Batista, já acabada a cerimônia e o trabalho, um bando de crianças que iam divertir-se. Iam alegres, como quem não pisa memórias nem saudades.
Vivos há-os ainda, e dos bons, que alguma coisa se lembrarão daquela casa e do homem que a fez e perfez. Editar obras jurídicas ou escolares, não é mui difícil; a necessidade é grande, a procura certa. [...] Quem a vê agora, fechadas as portas, trancados os mostradores, à espera da justiça, do inventário e dos herdeiros, há de sentir que falta alguma coisa à rua.
Pessoalmente, que proveito deram a esse homem as suas labutações? O gosto do trabalho, um gosto que se transformou em pena, porque no dia em que devera libertar-se dele, não pôde mais; o instrumento da riqueza era também o do castigo. [...] Valha sequer a memória, ainda que perdida nas páginas dos dicionários biográficos. Perdure a notícia, ao menos, de alguém que neste país novo ocupou a vida inteira em criar uma indústria liberal, ganhar alguns milhares de contos de réis, para ir afinal dormir em sete palmos de uma sepultura perpétua. Perpétua!
Vocabulário: perfez: concluiu, completou (do verbo "perfazer"). mui: muito. labutações: trabalhos árduos. devera: deveria. contos de réis: unidade de conta da antiga moeda brasileira.
ASSIS, Machado de. Garnier. In: ASSIS, Machado de. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. v. 2. Publicado originalmente em Páginas recolhidas (Rio de Janeiro: Garnier, 1906). Disponível em:
https://machado.mec.gov.br/obra-completa-lista/item/download/44_efbd a0d80ae2b6fd9a0cab326fad708c. Acesso em: 16 set. 2026. (Fragmento adaptado: supressões indicadas por [...] e grafia atualizada conforme o Acordo Ortográfico vigente.)
Considerando a regência nominal prescrita pela norma-padrão, assinale a alternativa em que a reescrita está CORRETA.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Garnier
Crônica publicada por Machado de Assis em outubro de 1893, após a morte do livreiro e editor B. L. Garnier, cuja livraria funcionava na Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro.
Durante meio século, Garnier não fez outra coisa, senão estar ali, naquele mesmo lugar, trabalhando. Já enfermo desde alguns anos, com a morte no peito, descia todos os dias de Santa Teresa para a loja, de onde regressava antes de cair a noite.
[...] os cemitérios são tristes, não em si mesmos, ao contrário. Quando outro dia fui a enterrar o nosso velho livreiro, vi entrar no de S. João Batista, já acabada a cerimônia e o trabalho, um bando de crianças que iam divertir-se. Iam alegres, como quem não pisa memórias nem saudades.
Vivos há-os ainda, e dos bons, que alguma coisa se lembrarão daquela casa e do homem que a fez e perfez. Editar obras jurídicas ou escolares, não é mui difícil; a necessidade é grande, a procura certa. [...] Quem a vê agora, fechadas as portas, trancados os mostradores, à espera da justiça, do inventário e dos herdeiros, há de sentir que falta alguma coisa à rua.
Pessoalmente, que proveito deram a esse homem as suas labutações? O gosto do trabalho, um gosto que se transformou em pena, porque no dia em que devera libertar-se dele, não pôde mais; o instrumento da riqueza era também o do castigo. [...] Valha sequer a memória, ainda que perdida nas páginas dos dicionários biográficos. Perdure a notícia, ao menos, de alguém que neste país novo ocupou a vida inteira em criar uma indústria liberal, ganhar alguns milhares de contos de réis, para ir afinal dormir em sete palmos de uma sepultura perpétua. Perpétua!
Vocabulário: perfez: concluiu, completou (do verbo "perfazer"). mui: muito. labutações: trabalhos árduos. devera: deveria. contos de réis: unidade de conta da antiga moeda brasileira.
ASSIS, Machado de. Garnier. In: ASSIS, Machado de. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. v. 2. Publicado originalmente em Páginas recolhidas (Rio de Janeiro: Garnier, 1906). Disponível em:
https://machado.mec.gov.br/obra-completa-lista/item/download/44_efbd a0d80ae2b6fd9a0cab326fad708c. Acesso em: 16 set. 2026. (Fragmento adaptado: supressões indicadas por [...] e grafia atualizada conforme o Acordo Ortográfico vigente.)
A crônica começa pela rotina de trabalho que Garnier manteve mesmo doente e termina com a exclamação "Perpétua!". Entre esses dois pontos, o cronista passa pelo enterro do livreiro e pela casa fechada na rua.
Considerando a relação entre o primeiro e o último parágrafo, assinale a alternativa que apresenta a leitura CORRETA do percurso construído pelo cronista.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Garnier
Crônica publicada por Machado de Assis em outubro de 1893, após a morte do livreiro e editor B. L. Garnier, cuja livraria funcionava na Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro.
Durante meio século, Garnier não fez outra coisa, senão estar ali, naquele mesmo lugar, trabalhando. Já enfermo desde alguns anos, com a morte no peito, descia todos os dias de Santa Teresa para a loja, de onde regressava antes de cair a noite.
[...] os cemitérios são tristes, não em si mesmos, ao contrário. Quando outro dia fui a enterrar o nosso velho livreiro, vi entrar no de S. João Batista, já acabada a cerimônia e o trabalho, um bando de crianças que iam divertir-se. Iam alegres, como quem não pisa memórias nem saudades.
Vivos há-os ainda, e dos bons, que alguma coisa se lembrarão daquela casa e do homem que a fez e perfez. Editar obras jurídicas ou escolares, não é mui difícil; a necessidade é grande, a procura certa. [...] Quem a vê agora, fechadas as portas, trancados os mostradores, à espera da justiça, do inventário e dos herdeiros, há de sentir que falta alguma coisa à rua.
Pessoalmente, que proveito deram a esse homem as suas labutações? O gosto do trabalho, um gosto que se transformou em pena, porque no dia em que devera libertar-se dele, não pôde mais; o instrumento da riqueza era também o do castigo. [...] Valha sequer a memória, ainda que perdida nas páginas dos dicionários biográficos. Perdure a notícia, ao menos, de alguém que neste país novo ocupou a vida inteira em criar uma indústria liberal, ganhar alguns milhares de contos de réis, para ir afinal dormir em sete palmos de uma sepultura perpétua. Perpétua!
Vocabulário: perfez: concluiu, completou (do verbo "perfazer"). mui: muito. labutações: trabalhos árduos. devera: deveria. contos de réis: unidade de conta da antiga moeda brasileira.
ASSIS, Machado de. Garnier. In: ASSIS, Machado de. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. v. 2. Publicado originalmente em Páginas recolhidas (Rio de Janeiro: Garnier, 1906). Disponível em:
https://machado.mec.gov.br/obra-completa-lista/item/download/44_efbd a0d80ae2b6fd9a0cab326fad708c. Acesso em: 16 set. 2026. (Fragmento adaptado: supressões indicadas por [...] e grafia atualizada conforme o Acordo Ortográfico vigente.)
I. Em "à espera da justiça, do inventário e dos herdeiros", o acento grave integra expressão de núcleo feminino, "à espera de", e sua omissão contrariaria a norma-padrão.
II. Se, em "descia todos os dias de Santa Teresa para a loja", a preposição "para" fosse substituída por "a", a construção ficaria sem acento grave, pois "descer" não rege essa preposição.
III. Em "fui a enterrar o nosso velho livreiro", o acento grave seria obrigatório, porque o verbo "ir" exige a preposição "a" e o infinitivo, nessa construção, admite a anteposição de artigo.
IV. Em "há de sentir que falta alguma coisa à rua", o acento grave resulta da fusão da preposição exigida por "faltar" com o artigo definido que determina o substantivo "rua".
É correto o que se afirma em:
(1) Veículos.
(2) Pedras e metais preciosos.
(3) Imóveis.
(4) Títulos da dívida pública com cotação em bolsa.
Assinale a alternativa que apresenta a ordem CORRETA em que esses bens são indicados à penhora na execução fiscal:
I. É direito de toda pessoa desenvolver atividade econômica de baixo risco, para a qual se valha exclusivamente de propriedade privada própria ou de terceiros consensuais, sem a necessidade de quaisquer atos públicos de liberação da atividade econômica.
PORQUE
II. É direito de toda pessoa desenvolver atividade econômica em qualquer horário ou dia da semana, inclusive feriados, observadas as normas de proteção ao meio ambiente, as restrições advindas de contrato e a legislação trabalhista.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa CORRETA:
I. O fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que, na forma da legislação aplicável, impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal.
PORQUE
II. O sujeito passivo da obrigação acessória coincide com o contribuinte ou com o responsável pela obrigação principal à qual essa prestação se vincula.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa CORRETA:
Assinale a alternativa que preenche CORRETAMENTE as lacunas, na ordem em que aparecem:
(__) A sociedade que adota o sistema de fichas de lançamentos pode trocar o Diário pelo livro Balancetes Diários e Balanços, observadas as mesmas formalidades extrínsecas.
(__) A escrituração resumida do Diário admite que os totais correspondam a períodos de até noventa dias, desde que as contas apresentem grande número de operações ou sejam movimentadas fora da sede do estabelecimento.
(__) As restrições que a lei civil impõe ao exame da escrituração alcançam as autoridades fazendárias, cujo acesso aos livros depende de prévia ordem judicial de exibição.
(__) É permitido o uso de código de números ou de abreviaturas na escrituração, desde que constem de livro próprio, regularmente autenticado pelo registro competente.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo:
Coluna I
1. Fornecimento de mão de obra, mesmo em caráter temporário.
2. Planejamento, organização e administração de congressos e exposições.
3. Transporte de passageiros em linha urbana.
4. Assessoria ou consultoria de qualquer natureza.
Coluna II
(__) Município da unidade econômica do prestador, ainda que o trabalho se desenvolva nas dependências do cliente.
(__) Município do estabelecimento do tomador ou, na falta de estabelecimento, do seu domicílio.
(__) Município em que ocorre o evento a que se refere a atividade, ainda que o prestador se situe em outro.
(__) Município em cujo território ocorre a prestação do serviço de transporte de natureza municipal.
Assinale a alternativa que apresenta a associação CORRETA, de cima para baixo:
I. Para a pessoa jurídica de direito privado sem domicílio eleito, considera-se o lugar da sua sede ou, quanto aos atos que originem a obrigação, o de cada estabelecimento.
II. A autoridade pode recusar o domicílio eleito que dificulte a arrecadação ou a fiscalização, adotando o lugar da situação dos bens ou da ocorrência dos fatos da obrigação.
III. Para a pessoa natural sem domicílio eleito, prevalece o lugar da situação dos bens que originaram a obrigação e, na falta deles, o centro habitual de sua atividade.
Está CORRETO o que se afirma em:
I. O parcelamento será concedido na forma e na condição estabelecidas em lei específica, de modo que ato infralegal isolado não o institui validamente.
II. Na ausência de lei específica para o devedor em recuperação judicial, fica afastada a aplicação das normas gerais de parcelamento do ente federativo, devendo o débito permanecer sem possibilidade de parcelamento até a edição de disciplina própria.
III. Salvo disposição de lei em contrário, o parcelamento do crédito tributário não exclui a incidência de juros e multas sobre o valor parcelado.
Está CORRETO o que se afirma em:
(__) O imposto incide sobre serviços prestados com a utilização de bens e serviços públicos explorados economicamente por concessão, com tarifa ou pedágio pago pelo usuário final.
(__) Os juros e acréscimos moratórios relativos a operações de crédito realizadas por instituições financeiras integram a receita tributável, por remunerarem o serviço bancário prestado.
(__) Ressalvadas as exceções expressas na lista, os serviços nela mencionados não ficam sujeitos ao imposto estadual sobre mercadorias, ainda que envolvam fornecimento de mercadorias.
(__) A remuneração dos membros de conselho fiscal de sociedades integra a receita tributável do conselheiro, pois ele atua sem vínculo de emprego com a sociedade que o remunera.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo:
Assinale a alternativa que preenche CORRETAMENTE as lacunas, na ordem em que aparecem.