Questões de Concurso
Para igeduc
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(__) Na Educação Infantil, o acompanhamento das experiências e os registros produzidos pelo professor podem subsidiar a compreensão do percurso de desenvolvimento da criança e o replanejamento das práticas pedagógicas.
(__) Nos Anos Iniciais, uma avaliação de caráter formativo pode utilizar diferentes evidências de aprendizagem para identificar avanços, dificuldades e necessidades de intervenção durante o processo de ensino.
(__) Na Educação Infantil, os registros avaliativos devem permitir classificação comparativa das crianças, pois a identificação de diferentes níveis de desenvolvimento orienta a progressão para o Ensino Fundamental.
(__) A análise de produções realizadas em diferentes momentos pode favorecer a identificação de transformações nas estratégias utilizadas pelo estudante e fornecer informações para decisões pedagógicas posteriores.
(__) O caráter processual da avaliação implica substituir objetivos de aprendizagem por critérios definidos a partir das manifestações espontâneas de cada estudante durante as atividades escolares.
Assinale a sequência CORRETA, de cima para baixo:
Com base no caso apresentado, assinale a alternativa CORRETA:
I. Jogos envolvendo regras podem mobilizar antecipação de ações, tomada de decisões, consideração de diferentes possibilidades e reorganização de estratégias diante das ações dos participantes.
II. A intervenção docente pode ocorrer por meio da observação, de questionamentos e da reorganização de condições do jogo, sem necessariamente transformar a experiência lúdica em exercício dirigido.
III. O potencial pedagógico de uma brincadeira aumenta quando os participantes são conduzidos a empregar procedimentos semelhantes, pois a uniformidade das estratégias favorece a aprendizagem dos objetivos previstos.
IV. Brincadeiras espontâneas e propostas lúdicas planejadas podem integrar o cotidiano pedagógico, desde que sua organização respeite participação, interação, exploração e características do desenvolvimento infantil.
V. Em jogos coletivos, o resultado obtido pelos participantes constitui indicador privilegiado de aprendizagem, pois expressa de forma mais consistente o domínio das competências mobilizadas durante a atividade.
É CORRETO o que se afirma em:
I. A organização do ensino deve buscar condições de acesso, permanência, participação e aprendizagem, utilizando serviços e recursos de acessibilidade capazes de enfrentar barreiras existentes no contexto educacional.
II. As adaptações razoáveis e os recursos de acessibilidade podem integrar o projeto pedagógico, considerando características e necessidades dos estudantes e favorecendo seu acesso ao currículo em condições de igualdade.
III. A participação do estudante nas atividades comuns pode ser substituída por atividades pedagógicas individualizadas quando sua condição funcional exigir recursos diferenciados para alcançar os objetivos de aprendizagem.
IV. A educação inclusiva envolve medidas que favoreçam o desenvolvimento de talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, consideradas as características, interesses e necessidades de aprendizagem da pessoa.
V. A oferta de recursos de acessibilidade deve ser direcionada prioritariamente às atividades em que o estudante apresente rendimento inferior ao da turma, preservando procedimentos comuns nas demais experiências escolares.
É CORRETO o que se afirma em:
I. Em atividades de classificação, seriação, identificação de regularidades e organização de sequências, a intervenção pedagógica deve favorecer que a criança explicite critérios, compare relações e reavalie suas hipóteses diante de novas situações.
PORQUE
II. O desenvolvimento do raciocínio lógico é favorecido quando a criança ultrapassa a identificação imediata de características perceptivas e estabelece relações, formula regras, testa possibilidades e justifica os critérios empregados na resolução das situações propostas.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa CORRETA:
Com base no emprego do hífen na palavra 'bem-sucedidos', analise as asserções a seguir.
I. O vocábulo 'bem-sucedidos' está grafado corretamente com hífen, assim como os vocábulos 'bem-quisto' e 'bem-afortunado'.
PORQUE
II. O prefixo 'bem' é seguido de hífen quando o vocábulo seguinte possui vida autônoma, como acontece com 'bem-sucedido' e 'bem-quisto'; já no caso de 'bem-afortunado', o hífen é empregado também porque o segundo elemento inicia-se por vogal.
A respeito das asserções, assinale a alternativa CORRETA.
Com base nas regras de acentuação, analise as afirmativas a seguir.
I. O vocábulo 'construiu' não recebe acento gráfico, pois, embora o 'i' tônico forme hiato com a vogal anterior, está acompanhado da letra 'u'.
II. O vocábulo 'década' está corretamente acentuado por ser uma palavra proparoxítona, assim como ocorre nos vocábulos 'crisântemo', 'tépido' e 'cheiíssimo', todos acentuados corretamente pela mesma regra.
III. O vocábulo 'mais' apresenta a mesma acentuação tônica do vocábulo 'pneu', além disso, possui a mesma classificação quanto ao número de sílabas.
IV. O vocábulo 'para' não recebe acento gráfico tanto quando empregado como preposição quanto quando empregado como forma verbal. Também sofreram alteração na acentuação gráfica as formas verbais 'delinquo', anteriormente grafada com acento sobre o 'u', e 'apoia', anteriormente acentuada em razão do ditongo aberto.
Assinale a alternativa CORRETA que apresenta a sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Os anticorpos que atravessam a placenta: como vacina da mãe protege o bebê antes mesmo do parto.
Quando uma vida humana começa, ela depende inteiramente do corpo que a abriga.
Dali vêm oxigênio, alimento, a temperatura estável que a protege do mundo lá fora e os hormônios que regulam seu próprio ritmo de crescimento.
O corpo da mãe também filtra e descarta os resíduos que essa vida em formação ainda não sabe processar sozinha.
E chega também um outro tipo de proteção: um repertório de defesas que vai acompanhar esse bebê nos primeiros meses depois de nascer.
Todo bebê vem ao mundo carregando uma herança da história imunológica da própria mãe — os anticorpos que o corpo dela acumulou ao longo da vida, de infecções que teve, de vacinas que já tomou, atravessam a placenta e chegam a ele ainda dentro do útero.
É um processo que revela uma espécie de sabedoria do corpo ao se antecipar a riscos que ainda nem se apresentam diretamente.
Mas esse mecanismo também pode, e deve, ser direcionado: quando a mãe é vacinada durante a gestação, ela protege a si mesma e fabrica, sob encomenda, uma defesa específica contra ameaças que o bebê pode encontrar assim que nascer.
O Brasil construiu, ao longo de décadas, um dos programas de imunização mais bem-sucedidos do mundo — bom o bastante para que gerações inteiras não soubessem mais o que é ver uma criança morrer de coqueluche.
Em 2024, o país foi lembrado do que acontece quando essa proteção falha: o coeficiente de incidência da doença saltou para o maior patamar da série histórica desde 1990, depois de anos em que a taxa havia despencado para praticamente zero.
Naquele ano, 29 bebês com menos de 1 ano morreram de coqueluche no Brasil — 24 deles eram filhos de mães que não haviam sido vacinadas, segundo Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), em entrevista à BBC News Brasil.
A explicação não tem um único culpado. A coqueluche é cíclica por natureza, e o último grande pico brasileiro, antes de 2024, foi em 2014.
A pandemia parece ter represado esse ciclo por um tempo, deixando uma população mais suscetível pela queda na cobertura vacinal desses anos. Parte do salto também reflete a ampliação de testes de PCR no país, que passou a detectar casos que antes passavam despercebidos.
A vacina mais recente do calendário das gestantes também tem potencial para evitar mortes. A bronquiolite grave, causada majoritariamente pelo vírus sincicial respiratório (VSR), matou 537 crianças com menos de 1 ano no Brasil em 2024 — um patamar que se manteve elevado mesmo depois do pico histórico registrado em 2023.
O SUS incorporou o imunizante contra o VSR em dezembro de 2025, antes disponível apenas na rede privada e chegando a custar até R$ 1.760.
A vacina passou a ser oferecida à gestante a partir da 28ª semana, buscando repetir contra a bronquiolite o mesmo mecanismo de proteção que já existe contra a coqueluche.
A adesão surpreendeu: segundo Kfouri, a cobertura já se aproxima de 85%, patamar que, segundo ele, tem inclusive ajudado a puxar para cima a cobertura de gripe e de coqueluche.
Durante a gestação, o corpo da mãe continua produzindo os mesmos tipos de anticorpo que sempre fabricou ao longo da vida — só que agora, parte deles vai diretamente para o feto.
Cada tipo tem uma função diferente. A imunoglobulina-M (IgM) é a resposta mais rápida: aparece assim que uma ameaça nova surge, mas é grande demais para passar pela placenta, então o bebê acaba não a recebendo.
A imunoglobulina-G (IgG) é mais experiente — menor e mais precisa, é o anticorpo que o corpo continua fabricando depois de já ter aprendido a reconhecer um inimigo específico, seja de uma infecção antiga, seja de uma vacina. Por ser pequena o bastante, é a única capaz de atravessar a placenta e chegar ao bebê.
"A placenta é como se fosse um filtro, com um microfuro em que as partículas menores têm mais facilidade de passar do que as maiores", explica a ginecologista e obstetra Karina Belickas, do Hospital e Maternidade Santa Joana.
Esse filtro, porém, não deixa passar por acaso: ele reconhece especificamente a IgG e a carrega de propósito para o lado do bebê.
Quem faz esse trabalho é um receptor chamado FcRn — uma espécie de porteiro molecular — instalado numa camada finíssima de células que reveste a placenta por dentro, funcionando como uma fronteira ativa entre o sangue da mãe e o sangue fetal.
Esse mecanismo, explica Maria Carolina Pessoa Valença Rygaard, ginecologista e obstetra e membro da Comissão Nacional Especializada em Vacinas da Febrasgo, é ativo e seletivo: o receptor reconhece uma parte específica do anticorpo e libera a passagem até a circulação do bebê.
Há ainda uma última proteção: a IgA, que age como um guarda posicionado nas portas de entrada do corpo — boca, intestino, vias respiratórias. Ela também não passa pela placenta, mas chega ao bebê só depois do parto, pelo leite materno, protegendo essas mesmas entradas diretamente.
COMO vacina da mãe protege o bebê antes mesmo do parto. BBC News Brasil, 14 set. 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cpq05983yv5o. Acesso em: 17 set. 2026. (Adaptado)
Assinale a alternativa CORRETA que apresenta o vocábulo mais adequado para substituir 'represado', preservando o sentido pretendido no texto.