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A escola deve promover práticas que favoreçam a apropriação das diferentes formas de linguagem como instrumentos de expressão, comunicação e construção de sentidos. Isso inclui desde as linguagens verbal e corporal até as digitais, visuais e artísticas, sempre com vistas ao desenvolvimento da criticidade, da autonomia e da participação social.
Assinale a alternativa que expressa corretamente uma prática pedagógica coerente com esse entendimento:
A avaliação da aprendizagem é uma prática central no cotidiano escolar. No entanto, ela não ocorre de forma isolada ou neutra, está inserida em um contexto pedagógico e social que orienta suas finalidades. A forma como se avalia está relacionada a concepções de ensino, aprendizagem e à própria visão de sociedade presente na escola.
Complete a frase abaixo com a alternativa correta:
“A avaliação não se dá nem se dará num vazio conceitual, mas sim dimensionada por um modelo teórico de mundo e de educação, traduzido em ________________.”
Na prática educativa, é fundamental apresentar o conhecimento científico como resultado de processos históricos, sociais e culturais, e não como algo mágico ou inacessível. Sobre esse tema, assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna:
“Quando um educador ou uma educadora nega (com ou sem intenção) aos alunos a compreensão das condições culturais, históricas e sociais de produção do conhecimento, termina por reforçar a mitificação e a sensação de perplexidade, impotência e _________________.”
CORTELLA, Mário Sérgio. A escola e o conhecimento: fundamentos epistemológicos e políticos. São Paulo: Cortez, 2011.
A proposta pedagógica de Arte nos anos iniciais busca valorizar as diferentes manifestações culturais por meio de práticas que envolvam canções, danças, jogos e narrativas. Nesse contexto, é essencial favorecer o contato com diferentes matrizes culturais, promovendo o respeito à diversidade e a ampliação do repertório artístico dos estudantes.
Assinale a alternativa que melhor completa a frase:
“Uma das habilidades no ensino de Arte é conhecer e valorizar o__________________, de culturas diversas, em especial a brasileira, incluindo-se suas matrizes indígenas, africanas e europeias, de diferentes épocas, favorecendo a construção de vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas.”
As práticas de linguagem que envolvem a leitura, produção e análise de textos devem levar em conta a inserção desses textos em contextos reais de uso e circulação social. A perspectiva enunciativo-discursiva da linguagem propõe um processo de interlocução que se realiza nas práticas sociais existentes numa sociedade, nos distintos momentos de sua história.
Com base nessa perspectiva, assinale a alternativa correta:
O processo de ensino vai além da simples transmissão de conteúdos, ele exige planejamento, intencionalidade e ações pedagógicas que possibilitem aos alunos compreender, relacionar e aplicar o que aprendem em diferentes situações. Cabe ao professor organizar as condições para que o conhecimento seja significativo, respeitando o contexto social e cultural dos estudantes.
Com base nessa concepção, analise as afirmativas a seguir:
I – O ensino é uma atividade que se desenvolve automaticamente, restrita ao que se passa no interior da escola, uma vez que não expressa finalidades e exigências da prática social.
II – O ensino é um processo social, integrante de múltiplos processos sociais, nos quais estão implicadas dimensões políticas, ideológicas, éticas e pedagógicas.
A respeito das afirmativas, assinale a alternativa correta:
O ensino é uma atividade intencional, que exige planejamento, mediação pedagógica e criação de condições para que os alunos compreendam e construam conhecimentos de forma significativa. O professor desempenha um papel ativo nesse processo, articulando os conteúdos escolares à realidade dos estudantes, respeitando seus saberes e promovendo a autonomia intelectual.
Com base nessa concepção, assinale a alternativa que expressa corretamente o papel do professor no processo de ensino-aprendizagem:
A aprendizagem da língua inglesa no contexto escolar ultrapassa a ideia tradicional de domínio gramatical e pronúncia padrão. Em um mundo cada vez mais globalizado e conectado, aprender inglês é também um caminho para o exercício da cidadania, a ampliação do repertório cultural e a participação crítica em práticas sociais diversas.
Com base nesse entendimento, assinale a alternativa correta:
Diversas formas de linguagem e comunicação convivem atualmente na escola, exigindo que o professor combine recursos presenciais e virtuais, saiba adaptar-se a diferentes turmas e explore metodologias variadas. A previsibilidade excessiva e o uso repetitivo das mesmas estratégias podem comprometer o envolvimento dos alunos e limitar as possibilidades de aprendizagem.
Nesse contexto, assinale a alternativa correta:
No PowerPoint, para inserir uma forma em um slide e aplicar rapidamente um estilo visual (como cor e sombra), qual dos caminhos abaixo representa corretamente esse procedimento?
Escolha a alternativa correta.
No Microsoft Word, ao desejar ajustar o espaçamento entre parágrafos consecutivos em um documento, qual dos caminhos abaixo permite realizar essa configuração de forma direta?
Escolha a alternativa com o caminho correto.
No Windows 11, o Explorador de Arquivos é uma ferramenta essencial para gerenciar arquivos e pastas.
Algumas ações podem ser realizadas de forma direta, ou seja, com poucos cliques e sem a necessidade de acessar menus avançados ou configurações extras.
Com base nesse contexto, qual das ações abaixo não pode ser realizada diretamente no Explorador de Arquivos?
A lua semeava crisântemos
Recordo, sem nenhuma saudade, o tempo que passei redigindo anúncios. O leitor comum não pode imaginar que um pequeno anúncio é tão trabalhoso como um soneto.
Foram os americanos que fixaram as normas do anúncio comercial. E essas normas funcionam. O redator tem de respeitar estes e aqueles princípios, tocar nestes e naqueles pontos. São regras fáceis de decorar e difíceis de aplicar. Claro que vale muito "bolar" alguma novidade para atrair ou prender o leitor, mas isto dentro de certos limites. O publicitário tem de examinar a frase depois de escrita, pesar sua força, limpá-la de todo o supérfluo, imaginar o efeito psicológico que ela poderá ter. Deve estudar todos os elementos de que pode lançar mão para convencer o leitor, pensar em tudo que lhe vai sugerir, despertar nele a vontade de comprar, apelando para o seu senso de economia, ou de conforto, ou sua vaidade, ou seu desejo de êxito social ou amoroso. E para isso, de acordo com o produto ou serviço que pretende vender, deve atender a mil pequenas circunstâncias, meditar sobre o estado psicológico do tipo de pessoa a que se dirige, nível social, sexo, idade, situação financeira, problemas, enfim uma interminável chateação.
Bons escritores brasileiros fizeram publicidade: basta citar Bilac e Alvaro Moreyra; mas não viviam disso. O primeiro verdadeiro profissional que eu conheci foi Orígenes Lessa, lá por 1933. Ele acabara de publicar Não há de ser nada, crônicas sobre o movimento de 1932, de que participara: trabalhava, se não me engano, na Thompson, e era casado com a mulher mais bonita de S. Paulo e provavelmente da América do Sul, chamada Elsie (Pinheiro) Lessa, essa mesma que ainda hoje escreve de vez em quando no O Globo. Vem daí, talvez, o prestígio que aos meus olhos sempre tiveram os homens de publicidade; além do mais, Orígenes falava inglês, coisa rara naquele tempo.
Hoje os grandes homens da publicidade nada têm com a literatura, e talvez mesmo a olhem com um certo desprezo condescendente. São figuras de alta prosa, que em geral nem usam nomes, mas apenas iniciais de misteriosos triunviratos — este é o P da GMP, aquele é o J da NRJ, assim por diante. Cavalheiros eminentes e ricos, jorges amados sem literatura, profetas de nosso capitalismo frenético.
Mas voltemos ao escritor comum que faz publicidade. Valerá de alguma coisa o treino publicitário com toda a sua minuciosa disciplina? Não lhe será esse “serviço militar” útil para desenvolver o senso de economia verbal, precisão, clareza? “Não”, me diz um deles, “emburra”. A menos que na hora de folga ele jogue tudo aquilo fora e se entregue à literatura mais solta, escrevendo coisas assim: “A lua de agosto semeava crisântemos e bicicletas verdes no abril de teu sonho de mariposa tonta…”
BRAGA, R. A lua semeava crisântemos. In: FILHO, D. P (Org.) Um cartão de Paris. Record, 1997, pp. 57-59. Disponível em: <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/16246/a-lua-semeava-crisantemos>.