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Q3985410 Português
Você já parou para pensar no poder da língua portuguesa para a nossa comunicação? Nosso idioma é muito mais do que um conjunto de regras; ele carrega nossa história, nossas culturas e nossas formas de pensar o mundo. Nesta prova, você será convidado a ler textos que falam sobre variados aspectos do português e a refletir sobre como nossa língua se transforma, se adapta e nos conecta.


Texto 1


As palavras mais bonitas do português, segundo o criador do dicionário Aurélio

Em uma antiga entrevista, Aurélio Buarque de Holanda selecionou suas três favoritas dentre milhares de verbetes.


        “É um voo, uma coisa alada, de uma poesia imensa”. É assim que o lexicógrafo Aurélio Buarque de Holanda (1910-1989) descreveu a palavra “libélula”. Para o criador do dicionário que leva o seu nome, essa é uma das palavras mais bonitas da língua portuguesa.


        Holanda disse isso em uma entrevista de 1976, um ano após o lançamento do dicionário. O papo foi conduzido pelo jornalista Araken Távora para a TV Educação e, recentemente, foi resgatado em um post viral no Facebook. “A libélula é uma coisa tão grácil, tão cheia de poesia [...]”, comentou.


        Entre as suas favoritas, Aurélio também lembrou de “murucututu”, nome de uma espécie de coruja. “Cinco sílabas seguidas, todas terminadas em ‘u’. Me parece uma coisa maravilhosa”. Em seguida citou “alvorada” e a definiu como “uma clarinada de palavra”.


        Holanda, claro, destacou que a beleza das palavras é algo relativo. Mesmo aquelas consideradas sujas, como as que compõem o vocabulário escatológico, podem conter beleza. “Tudo é criação, tudo é uma prova da atividade humana. É uma prova desse trabalho da cabeça, daquilo que se diz da gíria com tanta graça: da cuca”, completa.


        Alagoano, Aurélio se formou em Direito, mas acabou sendo professor de Português e de Literatura. De 1961 até a sua morte, fez parte da Academia Brasileira de Letras.


        O dicionário que acabou sendo batizado com o seu nome foi lançado como Novo Dicionário da Língua Portuguesa. É um dos maiores fenômenos editoriais do Brasil, com 15 milhões de unidades vendidas. Em 2021, o escritor Cezar Motta publicou um livro sobre os (conturbados) bastidores da produção da obra.


       E, caso você esteja se perguntando graças ao sobrenome: sim, Aurélio e Chico Buarque de Holanda são parentes. Ele era primo de segundo grau do cantor.


RECH, Ramana. Disponível em: https://super.abril.com.br/cultura/as-palavras-mais-bonitas-do-portugues-segundo-o-criador do-dicionario-aurelio/. Acesso em: 15 set. 2025. Adaptado.


Glossário:
escatológico: relativo aos excrementos. 

A seguir, são transcritos alguns enunciados do Texto 1. Assinale aquele que expressa, de maneira inequívoca, uma opinião.



Alternativas
Q3985409 Português
Você já parou para pensar no poder da língua portuguesa para a nossa comunicação? Nosso idioma é muito mais do que um conjunto de regras; ele carrega nossa história, nossas culturas e nossas formas de pensar o mundo. Nesta prova, você será convidado a ler textos que falam sobre variados aspectos do português e a refletir sobre como nossa língua se transforma, se adapta e nos conecta.


Texto 1


As palavras mais bonitas do português, segundo o criador do dicionário Aurélio

Em uma antiga entrevista, Aurélio Buarque de Holanda selecionou suas três favoritas dentre milhares de verbetes.


        “É um voo, uma coisa alada, de uma poesia imensa”. É assim que o lexicógrafo Aurélio Buarque de Holanda (1910-1989) descreveu a palavra “libélula”. Para o criador do dicionário que leva o seu nome, essa é uma das palavras mais bonitas da língua portuguesa.


        Holanda disse isso em uma entrevista de 1976, um ano após o lançamento do dicionário. O papo foi conduzido pelo jornalista Araken Távora para a TV Educação e, recentemente, foi resgatado em um post viral no Facebook. “A libélula é uma coisa tão grácil, tão cheia de poesia [...]”, comentou.


        Entre as suas favoritas, Aurélio também lembrou de “murucututu”, nome de uma espécie de coruja. “Cinco sílabas seguidas, todas terminadas em ‘u’. Me parece uma coisa maravilhosa”. Em seguida citou “alvorada” e a definiu como “uma clarinada de palavra”.


        Holanda, claro, destacou que a beleza das palavras é algo relativo. Mesmo aquelas consideradas sujas, como as que compõem o vocabulário escatológico, podem conter beleza. “Tudo é criação, tudo é uma prova da atividade humana. É uma prova desse trabalho da cabeça, daquilo que se diz da gíria com tanta graça: da cuca”, completa.


        Alagoano, Aurélio se formou em Direito, mas acabou sendo professor de Português e de Literatura. De 1961 até a sua morte, fez parte da Academia Brasileira de Letras.


        O dicionário que acabou sendo batizado com o seu nome foi lançado como Novo Dicionário da Língua Portuguesa. É um dos maiores fenômenos editoriais do Brasil, com 15 milhões de unidades vendidas. Em 2021, o escritor Cezar Motta publicou um livro sobre os (conturbados) bastidores da produção da obra.


       E, caso você esteja se perguntando graças ao sobrenome: sim, Aurélio e Chico Buarque de Holanda são parentes. Ele era primo de segundo grau do cantor.


RECH, Ramana. Disponível em: https://super.abril.com.br/cultura/as-palavras-mais-bonitas-do-portugues-segundo-o-criador do-dicionario-aurelio/. Acesso em: 15 set. 2025. Adaptado.


Glossário:
escatológico: relativo aos excrementos. 
No quadro a seguir, qual alternativa registra CORRETAMENTE as finalidades principal e secundária do Texto 1?
Alternativas
Q3985408 Português
Você já parou para pensar no poder da língua portuguesa para a nossa comunicação? Nosso idioma é muito mais do que um conjunto de regras; ele carrega nossa história, nossas culturas e nossas formas de pensar o mundo. Nesta prova, você será convidado a ler textos que falam sobre variados aspectos do português e a refletir sobre como nossa língua se transforma, se adapta e nos conecta.


Texto 1


As palavras mais bonitas do português, segundo o criador do dicionário Aurélio

Em uma antiga entrevista, Aurélio Buarque de Holanda selecionou suas três favoritas dentre milhares de verbetes.


        “É um voo, uma coisa alada, de uma poesia imensa”. É assim que o lexicógrafo Aurélio Buarque de Holanda (1910-1989) descreveu a palavra “libélula”. Para o criador do dicionário que leva o seu nome, essa é uma das palavras mais bonitas da língua portuguesa.


        Holanda disse isso em uma entrevista de 1976, um ano após o lançamento do dicionário. O papo foi conduzido pelo jornalista Araken Távora para a TV Educação e, recentemente, foi resgatado em um post viral no Facebook. “A libélula é uma coisa tão grácil, tão cheia de poesia [...]”, comentou.


        Entre as suas favoritas, Aurélio também lembrou de “murucututu”, nome de uma espécie de coruja. “Cinco sílabas seguidas, todas terminadas em ‘u’. Me parece uma coisa maravilhosa”. Em seguida citou “alvorada” e a definiu como “uma clarinada de palavra”.


        Holanda, claro, destacou que a beleza das palavras é algo relativo. Mesmo aquelas consideradas sujas, como as que compõem o vocabulário escatológico, podem conter beleza. “Tudo é criação, tudo é uma prova da atividade humana. É uma prova desse trabalho da cabeça, daquilo que se diz da gíria com tanta graça: da cuca”, completa.


        Alagoano, Aurélio se formou em Direito, mas acabou sendo professor de Português e de Literatura. De 1961 até a sua morte, fez parte da Academia Brasileira de Letras.


        O dicionário que acabou sendo batizado com o seu nome foi lançado como Novo Dicionário da Língua Portuguesa. É um dos maiores fenômenos editoriais do Brasil, com 15 milhões de unidades vendidas. Em 2021, o escritor Cezar Motta publicou um livro sobre os (conturbados) bastidores da produção da obra.


       E, caso você esteja se perguntando graças ao sobrenome: sim, Aurélio e Chico Buarque de Holanda são parentes. Ele era primo de segundo grau do cantor.


RECH, Ramana. Disponível em: https://super.abril.com.br/cultura/as-palavras-mais-bonitas-do-portugues-segundo-o-criador do-dicionario-aurelio/. Acesso em: 15 set. 2025. Adaptado.


Glossário:
escatológico: relativo aos excrementos. 
A partir da leitura do Texto 1, assinale a alternativa CORRETA sobre as ideias que o compõem.
Alternativas
Q3985354 Português

Texto 2 



       Você sabia que a governança climática é um conceito fundamental para compreender nosso passado, presente e futuro? Ela nos desafia a estender nosso olhar, sobretudo, para as próximas gerações. O mergulho nesse tema nos ajuda a aterrissar na discussão e desvendar uma série de outros assuntos interligados como educação, democracia e cidadania climática.



        Para esclarecer essa “teia” tão importante quando pensamos em caminhos e soluções para privilegiar uma educação que promova a preservação do meio ambiente, o Lunetas convidou Paulo Moutinho, ecologista e cofundador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM Amazônia), para uma conversa sobre governança climática. Moutinho é um dos poucos cientistas do Brasil que traz ativamente a pauta da participação da infância e juventude como peça-chave para alavancar a governança climática.




Lunetas – Por que a governança climática é fundamental para entendermos a cidadania climática, ambos conceitos ainda um pouco nebulosos até para ambientalistas?


Paulo Moutinho – Há uma fragmentação de informações e há também informações desencontradas sobre o debate histórico em volta da mudança do clima. Ao longo da história, acordos, decisões e arranjos de governança vêm sendo feitos com parte de informações científicas do processo. Isso é uma característica muito específica da Convenção do Clima da ONU, por exemplo. Você tem o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), grupo de cientistas que monitora as mudanças climáticas, suas implicações e riscos, e tem o pessoal tomando as decisões. Esse caminhar paralelo entre política e ciência é um dos grandes problemas, pois as informações e os resultados dessas decisões chegam na sociedade de uma maneira muito confusa. E, além de confusa, muito dinâmica também, porque é uma coisa que vai mudando rapidamente, e você não consegue acompanhar.



A governança climática nos provoca a pensar transparência e participação social nas decisões. Nesse sentido, você sempre traz a pauta da inclusão de crianças e adolescentes para o protagonismo decisório. Como essa inclusão pode se dar?


PM – Inclusão é fundamental, especialmente de crianças e adolescentes. Mas essa participação tem sido conseguida à força, porque, literalmente, não há nem o espaço tradicional, por exemplo, para povos indígenas ou para os movimentos ambientalistas. Então, aquilo que deveria ser inclusivo para preparar as próximas gerações para debater o problema de mudança do clima, a crise de biodiversidade, de direitos, por exemplo, não acontece. Se o assunto é muito complexo, ninguém (você, eu, as crianças, os jovens) vai conseguir contribuir a contento. Portanto, há o discurso “deixa com a gente, a gente entende e depois vamos achar a melhor opção”. Só que a realidade mostra que os líderes mundiais têm tomado as piores decisões até agora.




Em linhas gerais, afinal, o que significa cidadania climática na teoria e na prática? Como foram os caminhos e inquietações que te levaram a criar esse conceito?


PM – O que temos feito no IPAM é construir essa ideia de cidadania climática baseada na participação de grupos fundamentais, como crianças e adolescentes. Estamos há três décadas discutindo a questão climática e só temos insucessos no processo. Embora haja muita informação acumulada, temos uma crise enorme de oportunidades para acessar essas informações. A gente trabalha aumentando a quantidade de informações empilhadas em livros, mas sem mecanismos que permitam o acesso a essas informações de uma maneira inclusiva. E quem mais sofre com isso são as crianças e os jovens porque não há formatação para que eles tenham acesso. 



Disponível em: https://lunetas.com.br/paulo-moutinho/. Acesso em: 15 set. 2025. Excertos adaptados.

Levando em conta as ideias apresentadas e o propósito de sua produção, é CORRETO afirmar que o Texto 2 exerce uma função principalmente 
Alternativas
Q3985353 Português

Texto 2 



       Você sabia que a governança climática é um conceito fundamental para compreender nosso passado, presente e futuro? Ela nos desafia a estender nosso olhar, sobretudo, para as próximas gerações. O mergulho nesse tema nos ajuda a aterrissar na discussão e desvendar uma série de outros assuntos interligados como educação, democracia e cidadania climática.



        Para esclarecer essa “teia” tão importante quando pensamos em caminhos e soluções para privilegiar uma educação que promova a preservação do meio ambiente, o Lunetas convidou Paulo Moutinho, ecologista e cofundador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM Amazônia), para uma conversa sobre governança climática. Moutinho é um dos poucos cientistas do Brasil que traz ativamente a pauta da participação da infância e juventude como peça-chave para alavancar a governança climática.




Lunetas – Por que a governança climática é fundamental para entendermos a cidadania climática, ambos conceitos ainda um pouco nebulosos até para ambientalistas?


Paulo Moutinho – Há uma fragmentação de informações e há também informações desencontradas sobre o debate histórico em volta da mudança do clima. Ao longo da história, acordos, decisões e arranjos de governança vêm sendo feitos com parte de informações científicas do processo. Isso é uma característica muito específica da Convenção do Clima da ONU, por exemplo. Você tem o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), grupo de cientistas que monitora as mudanças climáticas, suas implicações e riscos, e tem o pessoal tomando as decisões. Esse caminhar paralelo entre política e ciência é um dos grandes problemas, pois as informações e os resultados dessas decisões chegam na sociedade de uma maneira muito confusa. E, além de confusa, muito dinâmica também, porque é uma coisa que vai mudando rapidamente, e você não consegue acompanhar.



A governança climática nos provoca a pensar transparência e participação social nas decisões. Nesse sentido, você sempre traz a pauta da inclusão de crianças e adolescentes para o protagonismo decisório. Como essa inclusão pode se dar?


PM – Inclusão é fundamental, especialmente de crianças e adolescentes. Mas essa participação tem sido conseguida à força, porque, literalmente, não há nem o espaço tradicional, por exemplo, para povos indígenas ou para os movimentos ambientalistas. Então, aquilo que deveria ser inclusivo para preparar as próximas gerações para debater o problema de mudança do clima, a crise de biodiversidade, de direitos, por exemplo, não acontece. Se o assunto é muito complexo, ninguém (você, eu, as crianças, os jovens) vai conseguir contribuir a contento. Portanto, há o discurso “deixa com a gente, a gente entende e depois vamos achar a melhor opção”. Só que a realidade mostra que os líderes mundiais têm tomado as piores decisões até agora.




Em linhas gerais, afinal, o que significa cidadania climática na teoria e na prática? Como foram os caminhos e inquietações que te levaram a criar esse conceito?


PM – O que temos feito no IPAM é construir essa ideia de cidadania climática baseada na participação de grupos fundamentais, como crianças e adolescentes. Estamos há três décadas discutindo a questão climática e só temos insucessos no processo. Embora haja muita informação acumulada, temos uma crise enorme de oportunidades para acessar essas informações. A gente trabalha aumentando a quantidade de informações empilhadas em livros, mas sem mecanismos que permitam o acesso a essas informações de uma maneira inclusiva. E quem mais sofre com isso são as crianças e os jovens porque não há formatação para que eles tenham acesso. 



Disponível em: https://lunetas.com.br/paulo-moutinho/. Acesso em: 15 set. 2025. Excertos adaptados.

A seguir, são transcritos trechos do Texto 2, com alguns pares de palavras e/ou expressões grifadas. Assinale a alternativa em que o par grifado tem uma relação de sinonímia, isto é, de equivalência nesse texto. 
Alternativas
Q3985352 Português

Texto 2 



       Você sabia que a governança climática é um conceito fundamental para compreender nosso passado, presente e futuro? Ela nos desafia a estender nosso olhar, sobretudo, para as próximas gerações. O mergulho nesse tema nos ajuda a aterrissar na discussão e desvendar uma série de outros assuntos interligados como educação, democracia e cidadania climática.



        Para esclarecer essa “teia” tão importante quando pensamos em caminhos e soluções para privilegiar uma educação que promova a preservação do meio ambiente, o Lunetas convidou Paulo Moutinho, ecologista e cofundador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM Amazônia), para uma conversa sobre governança climática. Moutinho é um dos poucos cientistas do Brasil que traz ativamente a pauta da participação da infância e juventude como peça-chave para alavancar a governança climática.




Lunetas – Por que a governança climática é fundamental para entendermos a cidadania climática, ambos conceitos ainda um pouco nebulosos até para ambientalistas?


Paulo Moutinho – Há uma fragmentação de informações e há também informações desencontradas sobre o debate histórico em volta da mudança do clima. Ao longo da história, acordos, decisões e arranjos de governança vêm sendo feitos com parte de informações científicas do processo. Isso é uma característica muito específica da Convenção do Clima da ONU, por exemplo. Você tem o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), grupo de cientistas que monitora as mudanças climáticas, suas implicações e riscos, e tem o pessoal tomando as decisões. Esse caminhar paralelo entre política e ciência é um dos grandes problemas, pois as informações e os resultados dessas decisões chegam na sociedade de uma maneira muito confusa. E, além de confusa, muito dinâmica também, porque é uma coisa que vai mudando rapidamente, e você não consegue acompanhar.



A governança climática nos provoca a pensar transparência e participação social nas decisões. Nesse sentido, você sempre traz a pauta da inclusão de crianças e adolescentes para o protagonismo decisório. Como essa inclusão pode se dar?


PM – Inclusão é fundamental, especialmente de crianças e adolescentes. Mas essa participação tem sido conseguida à força, porque, literalmente, não há nem o espaço tradicional, por exemplo, para povos indígenas ou para os movimentos ambientalistas. Então, aquilo que deveria ser inclusivo para preparar as próximas gerações para debater o problema de mudança do clima, a crise de biodiversidade, de direitos, por exemplo, não acontece. Se o assunto é muito complexo, ninguém (você, eu, as crianças, os jovens) vai conseguir contribuir a contento. Portanto, há o discurso “deixa com a gente, a gente entende e depois vamos achar a melhor opção”. Só que a realidade mostra que os líderes mundiais têm tomado as piores decisões até agora.




Em linhas gerais, afinal, o que significa cidadania climática na teoria e na prática? Como foram os caminhos e inquietações que te levaram a criar esse conceito?


PM – O que temos feito no IPAM é construir essa ideia de cidadania climática baseada na participação de grupos fundamentais, como crianças e adolescentes. Estamos há três décadas discutindo a questão climática e só temos insucessos no processo. Embora haja muita informação acumulada, temos uma crise enorme de oportunidades para acessar essas informações. A gente trabalha aumentando a quantidade de informações empilhadas em livros, mas sem mecanismos que permitam o acesso a essas informações de uma maneira inclusiva. E quem mais sofre com isso são as crianças e os jovens porque não há formatação para que eles tenham acesso. 



Disponível em: https://lunetas.com.br/paulo-moutinho/. Acesso em: 15 set. 2025. Excertos adaptados.

No início do Texto 2, é apresentado Paulo Moutinho, que será entrevistado pelo Portal Lunetas. Qual é o objetivo principal dessa apresentação? 
Alternativas
Q3985351 Português

Texto 2 



       Você sabia que a governança climática é um conceito fundamental para compreender nosso passado, presente e futuro? Ela nos desafia a estender nosso olhar, sobretudo, para as próximas gerações. O mergulho nesse tema nos ajuda a aterrissar na discussão e desvendar uma série de outros assuntos interligados como educação, democracia e cidadania climática.



        Para esclarecer essa “teia” tão importante quando pensamos em caminhos e soluções para privilegiar uma educação que promova a preservação do meio ambiente, o Lunetas convidou Paulo Moutinho, ecologista e cofundador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM Amazônia), para uma conversa sobre governança climática. Moutinho é um dos poucos cientistas do Brasil que traz ativamente a pauta da participação da infância e juventude como peça-chave para alavancar a governança climática.




Lunetas – Por que a governança climática é fundamental para entendermos a cidadania climática, ambos conceitos ainda um pouco nebulosos até para ambientalistas?


Paulo Moutinho – Há uma fragmentação de informações e há também informações desencontradas sobre o debate histórico em volta da mudança do clima. Ao longo da história, acordos, decisões e arranjos de governança vêm sendo feitos com parte de informações científicas do processo. Isso é uma característica muito específica da Convenção do Clima da ONU, por exemplo. Você tem o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), grupo de cientistas que monitora as mudanças climáticas, suas implicações e riscos, e tem o pessoal tomando as decisões. Esse caminhar paralelo entre política e ciência é um dos grandes problemas, pois as informações e os resultados dessas decisões chegam na sociedade de uma maneira muito confusa. E, além de confusa, muito dinâmica também, porque é uma coisa que vai mudando rapidamente, e você não consegue acompanhar.



A governança climática nos provoca a pensar transparência e participação social nas decisões. Nesse sentido, você sempre traz a pauta da inclusão de crianças e adolescentes para o protagonismo decisório. Como essa inclusão pode se dar?


PM – Inclusão é fundamental, especialmente de crianças e adolescentes. Mas essa participação tem sido conseguida à força, porque, literalmente, não há nem o espaço tradicional, por exemplo, para povos indígenas ou para os movimentos ambientalistas. Então, aquilo que deveria ser inclusivo para preparar as próximas gerações para debater o problema de mudança do clima, a crise de biodiversidade, de direitos, por exemplo, não acontece. Se o assunto é muito complexo, ninguém (você, eu, as crianças, os jovens) vai conseguir contribuir a contento. Portanto, há o discurso “deixa com a gente, a gente entende e depois vamos achar a melhor opção”. Só que a realidade mostra que os líderes mundiais têm tomado as piores decisões até agora.




Em linhas gerais, afinal, o que significa cidadania climática na teoria e na prática? Como foram os caminhos e inquietações que te levaram a criar esse conceito?


PM – O que temos feito no IPAM é construir essa ideia de cidadania climática baseada na participação de grupos fundamentais, como crianças e adolescentes. Estamos há três décadas discutindo a questão climática e só temos insucessos no processo. Embora haja muita informação acumulada, temos uma crise enorme de oportunidades para acessar essas informações. A gente trabalha aumentando a quantidade de informações empilhadas em livros, mas sem mecanismos que permitam o acesso a essas informações de uma maneira inclusiva. E quem mais sofre com isso são as crianças e os jovens porque não há formatação para que eles tenham acesso. 



Disponível em: https://lunetas.com.br/paulo-moutinho/. Acesso em: 15 set. 2025. Excertos adaptados.

A partir da leitura do Texto 2, assinale a alternativa CORRETA a respeito das ideias e dos recursos que o compõem. 


Alternativas
Q3980441 Medicina
Sobre o câncer colorretal, é INCORRETO afirmar que
Alternativas
Q3934465 Medicina

Homem de 72 anos com histórico de hipertensão e insuficiência cardíaca apresenta pneumonia comunitária com início há 3 dias, relatando febre, tosse produtiva e confusão mental leve. No exame físico, encontra-se taquipneico (30 incursões por minuto), saturando 89% em ar ambiente, com pressão arterial de 90/60 mmHg e murmúrios vesiculares diminuídos em base direita. Escore CURB-65: 3.


Qual é a conduta mais adequada para esse paciente?

Alternativas
Q3934450 Medicina
Sobre a apresentação clínica de infecções urinárias complicadas, é INCORRETO afirmar que
Alternativas
Q3748271 Saúde Pública
Em algumas localidades e regiões brasileiras, a oferta de água potável e o saneamento básico são muito precários e com percentual verdadeiro, duvidoso e, algumas vezes, não positivo, quando publicado na mídia extensiva a essas pessoas. Com isso, os(as) ACEs terão a notificação, com mais frequência, das doenças parasitárias do tipo 
Alternativas
Q3748270 Saúde Pública
Na Epidemiologia, quando pessoas com deficiências físicas são reabilitadas, buscando diminuir as doenças já estabelecidas através das intervenções de fisioterapeutas, essa é a prevenção, do tipo 
Alternativas
Q3748267 Saúde Pública
A saúde comunitária é uma obrigação, um dever exercido pelos(as) ACEs, ao informarem sobre as maneiras saudáveis para a longevidade e o bem-estar de todos, assim como deve alertar sobre os fatores de risco para doenças agravantes, assim como fazer a promoção e a conscientização na mudança de hábitos diários no ambiente que causem transtornos às pessoas. Sobre essas medidas preventivas, destacamos a
Alternativas
Q3748265 Saúde Pública
Os(As) ACEs precisam entender sobre a importância da Epidemiologia como estudo da distribuição e dos determinantes das condições relacionadas à saúde na populações específicas que atuam ou atuarão, cujo objetivo é de controlar alguns problemas de saúde. Essa ciência analisa como o tempo, o local e as características individuais, buscando entender como e o porquê das doenças ocorrerem, e como podem ser prevenidas na população assistida. Nesse sentido, é CORRETO afirmar que a Epidemiologia visa 
Alternativas
Q3748264 Saúde Pública
Algumas doenças negligenciadas, desde o século passado, ainda são muito transmitidas e causam nas pessoas medo da morte, quando não tratadas com assistência médica adequada, sendo, ainda hoje, muito discriminadas nas comunidades. Dentre elas, tem-se a
Alternativas
Q3748263 Saúde Pública
Os conglomerados são aglomerados, isto é, concentração de casos de doenças identificadas e notificadas em um tempo e em lugares específicos, para que consigam implementar as medidas de segurança.
Essa aglomeração de doença pode ser um alerta para a ocorrência de uma
Alternativas
Q3748262 Saúde Pública
Na Epidemiologia, ao se utilizarem dados obtidos de pesquisas científicas para o planejamento, a implementação e o monitoramento das ações de saúde pública, os(a) ACEs visam 
Alternativas
Q3748261 Saúde Pública
A respeito dos indicadores de saúde, existem as Doenças Crônicas não Transmissíveis, as DCNT. Elas não são causadas por agentes infecciosos e podemos destacar algumas, tais como as doenças cardíacas, os cânceres, os diabetes e as doenças respiratórias crônicas. Para os(as) ACEs, é importante saber que essas doenças 
Alternativas
Q3748260 Saúde Pública
Uma determinada doença está presente de forma constante em uma determinada área geográfica ou mesmo numa comunidade de num município, sendo causada por vetores e por má condição sanitária. Entre algumas dessas doenças, destacamos: a dengue, a doença de Chagas, a leptospirose, a leishmaniose e a esquistossomose, sendo consideradas doenças
Alternativas
Q3748259 Saúde Pública
Quando os(as) ACEs fazem monitoramento das ocorrências de doenças consideradas transmissíveis e não transmissíveis numa região municipal e avaliam os fatores de risco para a saúde da população, estão buscando prevenir e controlar as doenças. Esse processo faz parte, exclusivamente, do(da) 
Alternativas
Respostas
1561: A
1562: E
1563: C
1564: B
1565: B
1566: E
1567: A
1568: E
1569: B
1570: C
1571: A
1572: C
1573: C
1574: B
1575: C
1576: D
1577: A
1578: B
1579: A
1580: D