Paciente de 60 anos com miocardiopatia hipertrófica obstruti...

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Q3834092 Medicina
Paciente de 60 anos com miocardiopatia hipertrófica obstrutiva, sintomática, em uso de betabloqueadores, com contraindicação cirúrgica. Iniciado mavacamten, com melhora funcional e redução do gradiente. Sobre isso, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A alternativa correta é a C porque o mavacamten exige monitorização seriada da FEVE por ecocardiogramas, já que pode reduzir excessivamente a contratilidade e causar disfunção sistólica/insuficiência cardíaca.

Tema central: Segurança do mavacamten
Análise das alternativas
A
Errada
Errada. Mavacamten não substitui a estratificação arrítmica convencional da miocardiopatia hipertrófica para indicação de CDI. A diretriz citada na base mantém a avaliação periódica de risco de morte súbita independentemente da melhora do gradiente ou do uso do fármaco. O erro da alternativa é confundir melhora obstrutiva/hemodinâmica com desaparecimento do risco elétrico.
B
Errada
Errada. A base afirma que não existe regra de suspensão obrigatória do betabloqueador ao iniciar mavacamten. Pelo contrário, os inibidores de miosina podem ser considerados como adição em adultos sintomáticos apesar da terapia prévia. Portanto, a alternativa erra ao transformar uma decisão individual de ajuste terapêutico em obrigação universal.
C
Certa
A alternativa C está correta porque o benefício hemodinâmico do mavacamten decorre do mesmo mecanismo que gera seu principal risco: a inibição de miosina reduz a hipercontratilidade, mas pode também deprimir excessivamente a função sistólica do ventrículo esquerdo. Por isso, a segurança do tratamento depende de monitorização ecocardiográfica seriada da FEVE. A base traz de forma explícita que a informação de segurança da FDA exige ecocardiogramas e que a diretriz de 2024 recomenda descontinuar inibidores de miosina quando a FEVE fica abaixo de 50%.
D
Errada
Errada. O fármaco não elimina o risco arrítmico da cardiomiopatia hipertrófica. A redução do gradiente e a melhora funcional não autorizam concluir neutralização do risco de arritmia ventricular ou de morte súbita. Esse é exatamente o confronto médico relevante: tratar a obstrução não equivale a abolir o substrato arrítmico.
E
Errada
Errada. A base informa interações medicamentosas clinicamente relevantes, especialmente via CYP2C19 e CYP3A4. Essas interações podem aumentar a exposição ao mavacamten e elevar o risco de depressão da função sistólica e insuficiência cardíaca. Logo, dizer que não há interações relevantes contradiz diretamente o perfil farmacocinético do fármaco descrito na base.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre eficácia clínica e segurança: o paciente melhorou e reduziu o gradiente, mas isso não elimina risco arrítmico nem dispensa acompanhamento; o ponto decisivo continua sendo lembrar que o mecanismo benéfico do mavacamten também impõe monitorização seriada da FEVE.
Dica para questões semelhantes
  • Em questões sobre mavacamten, ligue imediatamente o mecanismo de inibição da miosina ao risco de queda de FEVE e à necessidade de ecocardiogramas seriados.
  • Melhora do gradiente na cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva não substitui estratificação de risco de morte súbita nem decisão convencional sobre CDI.
  • Não assuma suspensão obrigatória de terapia prévia só porque uma nova droga foi iniciada; confirme se a base fala em adição ou em troca.
  • Revise sempre interações por CYP2C19/CYP3A4 quando a questão abordar segurança do mavacamten.

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