Paciente com cardiomiopatia chagásica apresenta síncope inex...

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Q3834083 Medicina
Paciente com cardiomiopatia chagásica apresenta síncope inexplicada. Holter mostra extrassístoles ventriculares frequentes e salvas de taquicardia ventricular não sustentada. FEVE ( fração de ejeção do VE ) = 48%.
Qual conduta é mais apropriada nesse momento?
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Em cardiomiopatia chagásica, a combinação de síncope inexplicada com extrassístoles ventriculares frequentes e taquicardia ventricular não sustentada no Holter sugere alto risco arrítmico ventricular. Como a FEVE é 48%, não há critério automático para CDI primário apenas pela função ventricular; assim, a próxima etapa apropriada é a estratificação invasiva com estudo eletrofisiológico.

Tema central: Estratificação arrítmica chagásica
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque observação clínica com repetição tardia do Holter não é suficiente diante de síncope inexplicada em cardiopatia estrutural com TV não sustentada. O caso exige estratificação adicional do risco arrítmico, e não apenas seguimento conservador.
B
Errada
Está errada porque benzonidazol não responde ao problema atual, que é a estratificação do risco arrítmico em cardiomiopatia chagásica crônica já estabelecida. O tratamento etiológico não substitui a investigação da síncope nem a avaliação de risco de morte súbita.
C
Certa
A alternativa C está correta porque o quadro aponta para possível arritmia ventricular potencialmente maligna em cardiomiopatia chagásica, dada a síncope inexplicada e a TV não sustentada documentada. Nesse contexto, a FEVE de 48% não basta para indicar CDI primário de forma direta. O estudo eletrofisiológico invasivo é a melhor próxima etapa para refinar o risco e orientar a conduta definitiva.
D
Errada
Está errada porque o enunciado não oferece base suficiente para CDI primário imediato. A FEVE de 48% isoladamente não sustenta implante automático; falta o elemento adicional de estratificação que confirme risco arrítmico alto o bastante para essa conduta neste momento.
E
Errada
Está errada porque amiodarona pode reduzir a carga arrítmica, mas não resolve a necessidade principal de definir o risco de taquicardia ventricular sustentada e morte súbita. Suprimir ectopia ventricular empiricamente e repetir Holter não substitui a investigação dirigida da síncope arrítmica em cardiopatia estrutural.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre FEVE não muito baixa como falso sinal de baixo risco, controle da arritmia no Holter como se fosse estratificação prognóstica e indicação automática de CDI sem a etapa diagnóstica adicional.
Dica para questões semelhantes
  • Em cardiopatia estrutural, síncope inexplicada associada a TV não sustentada deve acender suspeita arrítmica relevante, mesmo sem FEVE muito baixa.
  • Não use apenas a FEVE para decidir risco arrítmico na cardiomiopatia chagásica; o contexto clínico e o Holter pesam muito.
  • Se não há critério automático apresentado para CDI, pense em método de estratificação que demonstre risco adicional, como o estudo eletrofisiológico.
  • Terapia antiparasitária ou antiarrítmica empírica não substitui a definição do risco de morte súbita quando esse é o problema central.

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