Questões de Concurso Para ministério público

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Q3616252 Direito Administrativo
Sobre os conceitos de Direito Administrativo, de função administrativa, de atividade administrativa, bem como sobre seus objetivos, é correto afirmar que: 
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Q3616251 Direito Constitucional
Considere que o Ministério Público foi notificado, pelo Tribunal de Contas do Estado, sobre o resultado de processo de tomada de contas especial contra gestor público municipal que resultou na aplicação de multa simples, pela inobservância das normas de Direito Financeiro. Com base na situação hipotética, na Constituição Federal e na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o agente público responsável por analisar a notificação deve concluir que a legitimidade para promover o processo de cobrança da penalidade é
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Q3616250 Legislação do Ministério Público
De acordo com a Lei no 8.625/1993, o órgão que tem por atribuição opinar, por solicitação do Procurador-Geral de Justiça ou de um quarto de seus integrantes, sobre matéria relativa à autonomia do Ministério Público, bem como julgar recurso contra decisão de vitaliciamento, ou não, de membro do Ministério Público é denominado 
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Q3616249 Direito Constitucional
Considere que a Lei Complementar do Estado X estabeleceu que, para escolher o Procurador-Geral de Justiça, o Governador do Estado deve ter por base lista tríplice a ser formada por Procuradores de Justiça e por Promotores de Justiça de entrância final que estejam no primeiro quinto do quadro geral de antiguidade da carreira, tenham mais de 35 (trinta e cinco) anos de idade e 15 (quinze) anos de carreira, a serem comprovados na data de registro da candidatura. Com base na situação hipotética, no disposto na Constituição Federal e na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, é correto afirmar que
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Q3616248 Direito Constitucional
A respeito das regras constitucionais que disciplinam a estrutura e a atuação do Ministério Público, com base na Constituição Federal e na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, assinale a alternativa correta.
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Q3616247 Direito Constitucional
Thiago e Tatiana, pais de Maria, estão preocupados, pois, há algum tempo, procuram um local, na rede pública de ensino, para matricular a sua filha em período integral e garantir que possam ambos trabalhar regularmente, mas não há vagas nas creches municipais. A família não pode arcar com os custos de vincular a criança a um estabelecimento particular, motivo pelo qual procuram o Ministério Público, que propõe uma ação civil pública para que seja concedida uma vaga, em creche, para a criança. Com base na situação hipotética, na Constituição Federal e na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, é correto afirmar que
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Q3616246 Legislação do Ministério Público
Considere que Fabiano é analista jurídico do Ministério Público do Estado de São Paulo e foi designado para atuar em uma promotoria responsável pela propositura e pelo acompanhamento de ações penais. Embora sempre tenha sido um excelente aluno e tenha se posicionado bem no concurso, Fabiano se impressiona, no cotidiano, com o volume de trabalho e a natureza dos casos com que precisa lidar. Apesar de todos os seus colegas se entusiasmarem com as atribuições e cumprirem o trabalho de forma exemplar e do suporte institucional oferecido pelo Ministério Público, Fabiano passa a praticar uma série de faltas funcionais, como o não cumprimento de dezenas de tarefas no prazo fixado pelo superior hierárquico, atrasos/inassiduidade rotineiros, comportamento inadequado no local de trabalho, entre outras, o que justificaria a aplicação da pena de suspensão ou demissão. Com base na situação hipotética e no disposto na Lei Complementar no 734/1993, é correto afirmar que a aplicação das penas de suspensão e demissão compete ao
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Q3616245 Direito Constitucional
Considere que, em um município do Estado de São Paulo, a Secretaria de Saúde emitiu nota técnica, direcionada a seus profissionais, contendo orientação sobre os procedimentos a serem adotados em caso de recusa de tratamento médico por questões de convicção religiosa. Segundo a nota, o paciente testemunha de Jeová, quando maior e capaz, tem o direito de recusar procedimento que envolva transfusão de sangue, com base na autonomia individual e na liberdade religiosa, e, como consequência, faz jus aos procedimentos alternativos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), podendo, se necessário, recorrer a tratamento fora de seu domicílio. Parte dos servidores, preocupados com potenciais processos de responsabilização pelos órgãos de fiscalização profissional, encaminharam denúncia ao Ministério Público. O analista jurídico responsável pela análise do caso, com base na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e na Constituição Federal, deve concluir que a nota
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Q3616244 Direito Constitucional
Suponha que é ano de eleições municipais e que o Ministério Público está realizando um conjunto de diligências para apurar a regularidade do processo eleitoral. Para tanto, solicita à Justiça Eleitoral informações sobre a participação de agentes públicos como candidatos a cargos eletivos. Para subsidiar a análise do alto volume de informações, os Promotores de Justiça designados para os casos solicitam que os analistas jurídicos façam um primeiro exame dos documentos e apontem as situações que conflitam com a Constituição Federal. Com base na situação hipotética e no disposto na Constituição Federal, os analistas jurídicos devem considerar regular a situação em que
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Q3616243 Direito Constitucional
A distinção entre normas formal e materialmente constitucionais, para parte da doutrina, traz consigo alguns desafios, pois a indicação do que deva ser o objeto de uma Constituição varia de acordo com a percepção de cada um sobre o papel do Estado, o modo como ele deve ser estruturado e se relacionar com a sociedade. A respeito da classificação das constituições e normas constitucionais, no sistema jurídico brasileiro, é correto afirmar que
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Q3616242 Direito Constitucional
Mariana é promotora de justiça e está analisando inquérito civil que tem por objeto a apuração da regularidade de condutas praticadas por guardas municipais. O procedimento foi instaurado por iniciativa da Defensoria Pública do Estado, que relata a prática de supostos abusos na realização de prisões em flagrantes durante o período noturno, com o ingresso em residências sem o consentimento prévio dos moradores ou autorização judicial. O caso é apresentado por Mariana à Thelma, analista jurídica, que, após análise, deverá apresentar sua opinião jurídica sobre o processo. Com base na Constituição Federal e na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, Thelma poderá afirmar, de maneira correta, que a entrada dos agentes é
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Q3616241 Noções de Informática
Carlos está participando de uma reunião em grupo no Microsoft Teams 365, em sua configuração original, onde nenhuma tela está sendo compartilhada, mas o grupo está trocando mensagens no chat dessa reunião. De repente, Carlos recebe uma mensagem no chat privado de uma pessoa que não está participando dessa reunião.
Assinale a alternativa correta que indica o que Carlos poderá fazer para responder a essa mensagem, sem sair ou interromper a conversa em grupo em que se encontra no momento.
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Q3616240 Noções de Informática
Considere a fórmula inserida na célula C2 de uma planilha Microsoft Excel 365, na sua configuração padrão:
=SE(A2= One-Drive ;B2-500*10%;B2-400*5%)
Assumindo que todas as células da planilha estão formatadas na categoria Moeda em reais com duas casas decimais, assinale a alternativa que apresenta o resultado da fórmula se A2 contém One Drive e B2 contém o valor R$ 4.000,00. 
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Q3616239 Atualidades
Depois de quatro votações, o Vaticano anunciou em 08/05, através da fumaça branca na Capela Sistina, que um novo papa foi eleito. A escolha foi por Robert Francis Prevost e seu nome será papa Leão XIV. (https://cbn.globo.com/mundo/noticia/2025/05/08/habemus-papamfumaca-branca-sai-e-novo-papa-e-eleito.ghtml . Adaptada)
O novo papa
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Q3616238 Atualidades
Realizado no segundo semestre de 2022, o Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) faz novas divulgações sobre a pesquisa ao longo de 2025. (https://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2025-04/realizado-em-2022censo-preve-mais-divulgaçoes-ao-longo-de-2025. Publicado em 01/04/2025)
O Instituto anunciou, em abril, que
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Q3616237 Português
Leia o texto para responder à questão:


Desemprego cai, precarização sobe

    A taxa de desemprego de 6,2% apurada pelo IBGE para o trimestre encerrado em maio não representa apenas o patamar mais baixo da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. O indicador reflete a mudança profunda de um mercado de trabalho marcado pela “uberização”, que vai muito além da informalidade dos aplicativos de transportes para se estender a inúmeras atividades criadas com a digitalização da economia.

    Os dados do IBGE, monitorados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, atestam que há 39,3 milhões de trabalhadores informais no País, o que não é pouco. E embora a taxa de informalidade tenha caído de 38,1% para 37,8% de um trimestre móvel para outro, é uma queda que deve ser relativizada, já que houve alta de 3,7% daqueles que trabalham como CNPJ, os autônomos da era da “pejotização”. Há alguns anos o emprego atravessa uma fase de precarização, fenômeno não apenas brasileiro, mas mundial.

    Num mundo sob novos parâmetros, faz-se necessário o aperfeiçoamento dos critérios de análise para compor um retrato mais fiel do mundo do trabalho. O gráfico do desemprego, em trajetória de queda desde o trimestre encerrado em maio de 2021, não pode ser traduzido como um caminho firme ao pleno emprego, por mais auspiciosos que os dados possam parecer.

    Nelson Marconi, professor da FGV Eaesp, comparou, em recente artigo, microdados da Pnad do ano de 2012, quando a taxa de desemprego estava baixa (média de 7,4%) com o ano fechado de 2024 (média de 6,9%). Em vez de abordar as condições de oferta de emprego, como nível de escolaridade e qualificação profissional, o trabalho de Marconi foi orientado pela demanda, buscando identificar quem contrata e para qual tipo de ocupação. Concluiu que o mercado de trabalho no ano passado estava tão aquecido quanto em 2012, mas com empregos de menor qualidade e remunerações mais baixas mesmo para ocupações que demandam maior qualificação.

    É o mesmo cenário deste ano, com perda de dinamismo do setor produtivo, redução de setores industriais relevantes e investimento insuficiente em setores tecnologicamente mais sofisticados. Um quadro distante do alvissareiro pleno emprego, já que, ao fim das contas, o saldo é a perda do poder de compra, embora a massa de salários em circulação tenha renovado a máxima da série do IBGE, chegando a R$ 354,605 bilhões no trimestre terminado em maio.

    Os dados confirmam que um indicador isolado pouco reflete a economia como um todo. Enquanto o poder de compra se mantiver corroído por uma inflação acima da meta, a queda no desemprego não significa felicidade.

(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 02.07.2025. Adaptado)
Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de ortografia e acentuação.
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Q3616236 Português
Leia o texto para responder à questão:


Desemprego cai, precarização sobe

    A taxa de desemprego de 6,2% apurada pelo IBGE para o trimestre encerrado em maio não representa apenas o patamar mais baixo da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. O indicador reflete a mudança profunda de um mercado de trabalho marcado pela “uberização”, que vai muito além da informalidade dos aplicativos de transportes para se estender a inúmeras atividades criadas com a digitalização da economia.

    Os dados do IBGE, monitorados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, atestam que há 39,3 milhões de trabalhadores informais no País, o que não é pouco. E embora a taxa de informalidade tenha caído de 38,1% para 37,8% de um trimestre móvel para outro, é uma queda que deve ser relativizada, já que houve alta de 3,7% daqueles que trabalham como CNPJ, os autônomos da era da “pejotização”. Há alguns anos o emprego atravessa uma fase de precarização, fenômeno não apenas brasileiro, mas mundial.

    Num mundo sob novos parâmetros, faz-se necessário o aperfeiçoamento dos critérios de análise para compor um retrato mais fiel do mundo do trabalho. O gráfico do desemprego, em trajetória de queda desde o trimestre encerrado em maio de 2021, não pode ser traduzido como um caminho firme ao pleno emprego, por mais auspiciosos que os dados possam parecer.

    Nelson Marconi, professor da FGV Eaesp, comparou, em recente artigo, microdados da Pnad do ano de 2012, quando a taxa de desemprego estava baixa (média de 7,4%) com o ano fechado de 2024 (média de 6,9%). Em vez de abordar as condições de oferta de emprego, como nível de escolaridade e qualificação profissional, o trabalho de Marconi foi orientado pela demanda, buscando identificar quem contrata e para qual tipo de ocupação. Concluiu que o mercado de trabalho no ano passado estava tão aquecido quanto em 2012, mas com empregos de menor qualidade e remunerações mais baixas mesmo para ocupações que demandam maior qualificação.

    É o mesmo cenário deste ano, com perda de dinamismo do setor produtivo, redução de setores industriais relevantes e investimento insuficiente em setores tecnologicamente mais sofisticados. Um quadro distante do alvissareiro pleno emprego, já que, ao fim das contas, o saldo é a perda do poder de compra, embora a massa de salários em circulação tenha renovado a máxima da série do IBGE, chegando a R$ 354,605 bilhões no trimestre terminado em maio.

    Os dados confirmam que um indicador isolado pouco reflete a economia como um todo. Enquanto o poder de compra se mantiver corroído por uma inflação acima da meta, a queda no desemprego não significa felicidade.

(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 02.07.2025. Adaptado)
Identifica-se um vício de linguagem e uma figura de linguagem, respectivamente, em: 
Alternativas
Q3616235 Português
Leia o texto para responder à questão:


Desemprego cai, precarização sobe

    A taxa de desemprego de 6,2% apurada pelo IBGE para o trimestre encerrado em maio não representa apenas o patamar mais baixo da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. O indicador reflete a mudança profunda de um mercado de trabalho marcado pela “uberização”, que vai muito além da informalidade dos aplicativos de transportes para se estender a inúmeras atividades criadas com a digitalização da economia.

    Os dados do IBGE, monitorados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, atestam que há 39,3 milhões de trabalhadores informais no País, o que não é pouco. E embora a taxa de informalidade tenha caído de 38,1% para 37,8% de um trimestre móvel para outro, é uma queda que deve ser relativizada, já que houve alta de 3,7% daqueles que trabalham como CNPJ, os autônomos da era da “pejotização”. Há alguns anos o emprego atravessa uma fase de precarização, fenômeno não apenas brasileiro, mas mundial.

    Num mundo sob novos parâmetros, faz-se necessário o aperfeiçoamento dos critérios de análise para compor um retrato mais fiel do mundo do trabalho. O gráfico do desemprego, em trajetória de queda desde o trimestre encerrado em maio de 2021, não pode ser traduzido como um caminho firme ao pleno emprego, por mais auspiciosos que os dados possam parecer.

    Nelson Marconi, professor da FGV Eaesp, comparou, em recente artigo, microdados da Pnad do ano de 2012, quando a taxa de desemprego estava baixa (média de 7,4%) com o ano fechado de 2024 (média de 6,9%). Em vez de abordar as condições de oferta de emprego, como nível de escolaridade e qualificação profissional, o trabalho de Marconi foi orientado pela demanda, buscando identificar quem contrata e para qual tipo de ocupação. Concluiu que o mercado de trabalho no ano passado estava tão aquecido quanto em 2012, mas com empregos de menor qualidade e remunerações mais baixas mesmo para ocupações que demandam maior qualificação.

    É o mesmo cenário deste ano, com perda de dinamismo do setor produtivo, redução de setores industriais relevantes e investimento insuficiente em setores tecnologicamente mais sofisticados. Um quadro distante do alvissareiro pleno emprego, já que, ao fim das contas, o saldo é a perda do poder de compra, embora a massa de salários em circulação tenha renovado a máxima da série do IBGE, chegando a R$ 354,605 bilhões no trimestre terminado em maio.

    Os dados confirmam que um indicador isolado pouco reflete a economia como um todo. Enquanto o poder de compra se mantiver corroído por uma inflação acima da meta, a queda no desemprego não significa felicidade.

(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 02.07.2025. Adaptado)
A concordância verbal e a concordância nominal atendem à norma-padrão em:
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Q3616234 Português
Leia o texto para responder à questão:


Desemprego cai, precarização sobe

    A taxa de desemprego de 6,2% apurada pelo IBGE para o trimestre encerrado em maio não representa apenas o patamar mais baixo da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. O indicador reflete a mudança profunda de um mercado de trabalho marcado pela “uberização”, que vai muito além da informalidade dos aplicativos de transportes para se estender a inúmeras atividades criadas com a digitalização da economia.

    Os dados do IBGE, monitorados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, atestam que há 39,3 milhões de trabalhadores informais no País, o que não é pouco. E embora a taxa de informalidade tenha caído de 38,1% para 37,8% de um trimestre móvel para outro, é uma queda que deve ser relativizada, já que houve alta de 3,7% daqueles que trabalham como CNPJ, os autônomos da era da “pejotização”. Há alguns anos o emprego atravessa uma fase de precarização, fenômeno não apenas brasileiro, mas mundial.

    Num mundo sob novos parâmetros, faz-se necessário o aperfeiçoamento dos critérios de análise para compor um retrato mais fiel do mundo do trabalho. O gráfico do desemprego, em trajetória de queda desde o trimestre encerrado em maio de 2021, não pode ser traduzido como um caminho firme ao pleno emprego, por mais auspiciosos que os dados possam parecer.

    Nelson Marconi, professor da FGV Eaesp, comparou, em recente artigo, microdados da Pnad do ano de 2012, quando a taxa de desemprego estava baixa (média de 7,4%) com o ano fechado de 2024 (média de 6,9%). Em vez de abordar as condições de oferta de emprego, como nível de escolaridade e qualificação profissional, o trabalho de Marconi foi orientado pela demanda, buscando identificar quem contrata e para qual tipo de ocupação. Concluiu que o mercado de trabalho no ano passado estava tão aquecido quanto em 2012, mas com empregos de menor qualidade e remunerações mais baixas mesmo para ocupações que demandam maior qualificação.

    É o mesmo cenário deste ano, com perda de dinamismo do setor produtivo, redução de setores industriais relevantes e investimento insuficiente em setores tecnologicamente mais sofisticados. Um quadro distante do alvissareiro pleno emprego, já que, ao fim das contas, o saldo é a perda do poder de compra, embora a massa de salários em circulação tenha renovado a máxima da série do IBGE, chegando a R$ 354,605 bilhões no trimestre terminado em maio.

    Os dados confirmam que um indicador isolado pouco reflete a economia como um todo. Enquanto o poder de compra se mantiver corroído por uma inflação acima da meta, a queda no desemprego não significa felicidade.

(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 02.07.2025. Adaptado)
O país deve zelar _____ sua economia para que a população, ansiosa _____ felicidade, possa dedicar-se _____  atividades profissionais que realmente sejam boas ofertas de emprego de qualidade e de boa remuneração _____ ela.

De acordo com a norma-padrão, as lacunas da frase devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Alternativas
Q3616233 Português
Leia o texto para responder à questão:


Desemprego cai, precarização sobe

    A taxa de desemprego de 6,2% apurada pelo IBGE para o trimestre encerrado em maio não representa apenas o patamar mais baixo da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. O indicador reflete a mudança profunda de um mercado de trabalho marcado pela “uberização”, que vai muito além da informalidade dos aplicativos de transportes para se estender a inúmeras atividades criadas com a digitalização da economia.

    Os dados do IBGE, monitorados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, atestam que há 39,3 milhões de trabalhadores informais no País, o que não é pouco. E embora a taxa de informalidade tenha caído de 38,1% para 37,8% de um trimestre móvel para outro, é uma queda que deve ser relativizada, já que houve alta de 3,7% daqueles que trabalham como CNPJ, os autônomos da era da “pejotização”. Há alguns anos o emprego atravessa uma fase de precarização, fenômeno não apenas brasileiro, mas mundial.

    Num mundo sob novos parâmetros, faz-se necessário o aperfeiçoamento dos critérios de análise para compor um retrato mais fiel do mundo do trabalho. O gráfico do desemprego, em trajetória de queda desde o trimestre encerrado em maio de 2021, não pode ser traduzido como um caminho firme ao pleno emprego, por mais auspiciosos que os dados possam parecer.

    Nelson Marconi, professor da FGV Eaesp, comparou, em recente artigo, microdados da Pnad do ano de 2012, quando a taxa de desemprego estava baixa (média de 7,4%) com o ano fechado de 2024 (média de 6,9%). Em vez de abordar as condições de oferta de emprego, como nível de escolaridade e qualificação profissional, o trabalho de Marconi foi orientado pela demanda, buscando identificar quem contrata e para qual tipo de ocupação. Concluiu que o mercado de trabalho no ano passado estava tão aquecido quanto em 2012, mas com empregos de menor qualidade e remunerações mais baixas mesmo para ocupações que demandam maior qualificação.

    É o mesmo cenário deste ano, com perda de dinamismo do setor produtivo, redução de setores industriais relevantes e investimento insuficiente em setores tecnologicamente mais sofisticados. Um quadro distante do alvissareiro pleno emprego, já que, ao fim das contas, o saldo é a perda do poder de compra, embora a massa de salários em circulação tenha renovado a máxima da série do IBGE, chegando a R$ 354,605 bilhões no trimestre terminado em maio.

    Os dados confirmam que um indicador isolado pouco reflete a economia como um todo. Enquanto o poder de compra se mantiver corroído por uma inflação acima da meta, a queda no desemprego não significa felicidade.

(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 02.07.2025. Adaptado)
O termo destacado está empregado em sentido figurado em:
Alternativas
Respostas
3081: C
3082: B
3083: E
3084: D
3085: A
3086: E
3087: B
3088: C
3089: D
3090: A
3091: D
3092: A
3093: E
3094: C
3095: B
3096: D
3097: D
3098: B
3099: A
3100: E