Questões de Concurso Público Prefeitura de Volta Grande - MG 2022 para Monitor de Educação Infantil

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Q4115295 Pedagogia
A solidão amiga


A noite chegou, o trabalho acabou, é hora de voltar para casa. Lar, doce lar? Mas a casa está escura, a televisão apagada e tudo é silêncio. Ninguém para abrir a porta, ninguém à espera. Você está só. Vem a tristeza da solidão… O que mais você deseja é não estar em solidão…

Mas deixa que eu lhe diga: sua tristeza não vem da solidão. Vem das fantasias que surgem na solidão. Lembro-me de um jovem que amava a solidão: ficar sozinho, ler, ouvir música… Assim, aos sábados, ele se preparava para uma noite de solidão feliz. Mas bastava que ele se assentasse para que as fantasias surgissem. Cenas. De um lado, amigos em festas felizes, em meio ao falatório, os risos, a cervejinha. Aí a cena se alterava: ele, sozinho naquela sala. Com certeza ninguém estava se lembrando dele. Naquela festa feliz, quem se lembraria dele? E aí a tristeza entrava e ele não mais podia curtir a sua amiga solidão. O remédio era sair, encontrar-se com a turma para encontrar a alegria da festa. Vestia-se, saía, ia para a festa… Mas na festa ele percebia que festas reais não são iguais às festas imaginadas. Era um desencontro, uma impossibilidade de compartilhar as coisas da sua solidão… A noite estava perdida.

Faço-lhe uma sugestão: leia o livro “A chama de uma vela”, de Bachelard. É um dos livros mais solitários e mais bonitos que jamais li. A chama de uma vela, por oposição às luzes das lâmpadas elétricas, é sempre solitária. A chama de uma vela cria, ao seu redor, um círculo de claridade mansa que se perde nas sombras. Bachelard medita diante da chama solitária de uma vela. Ao seu redor, as sombras e o silêncio. Nenhum falatório bobo ou riso fácil para perturbar a verdade da sua alma. Lendo o livro solitário de Bachelard eu encontrei comunhão. Sempre encontro comunhão quando o leio. As grandes comunhões não acontecem em meio aos risos da festa. Elas acontecem, paradoxalmente, na ausência do outro. Quem ama sabe disso. É precisamente na ausência que a proximidade é maior. Bachelard, ausente: eu o abracei agradecido por ele assim me entender tão bem. Como ele observa, “parece que há em nós cantos sombrios que toleram apenas uma luz bruxuleante. Um coração sensível gosta de valores frágeis”. A vela solitária de Bachelard iluminou meus cantos sombrios, fez-me ver os objetos que se escondem quando há mais gente na cena. E ele faz uma pergunta que julgo fundamental e que proponho a você, como motivo de meditação: “Como se comporta a sua solidão?” Minha solidão? Há uma solidão que é minha, diferente das solidões dos outros? A solidão se comporta? Se a minha solidão se comporta, ela não é apenas uma realidade bruta e morta. Ela tem vida.

Entre as muitas coisas profundas que Sartre disse, essa é a que mais amo: “Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você”. Pare. Leia de novo. E pense. Você lamenta essa maldade que a vida está fazendo com você, a solidão. Se Sartre está certo, essa maldade pode ser o lugar onde você vai plantar o seu jardim.

(ALVES, Rubem. Correio Popular. Em: 30/06/2002. Adaptado.)
Os estudos de Emília Ferreiro e Ana Teberosky, bem como seus colaboradores, sobre a aquisição da escrita (ou sobre a psicogênese da escrita), fornecem uma excelente base para fundamentar discussões de natureza metodológica. Sobre o tema alfabetização e letramento, assinale a afirmativa INCORRETA. 
Alternativas
Q4115296 Pedagogia
A solidão amiga


A noite chegou, o trabalho acabou, é hora de voltar para casa. Lar, doce lar? Mas a casa está escura, a televisão apagada e tudo é silêncio. Ninguém para abrir a porta, ninguém à espera. Você está só. Vem a tristeza da solidão… O que mais você deseja é não estar em solidão…

Mas deixa que eu lhe diga: sua tristeza não vem da solidão. Vem das fantasias que surgem na solidão. Lembro-me de um jovem que amava a solidão: ficar sozinho, ler, ouvir música… Assim, aos sábados, ele se preparava para uma noite de solidão feliz. Mas bastava que ele se assentasse para que as fantasias surgissem. Cenas. De um lado, amigos em festas felizes, em meio ao falatório, os risos, a cervejinha. Aí a cena se alterava: ele, sozinho naquela sala. Com certeza ninguém estava se lembrando dele. Naquela festa feliz, quem se lembraria dele? E aí a tristeza entrava e ele não mais podia curtir a sua amiga solidão. O remédio era sair, encontrar-se com a turma para encontrar a alegria da festa. Vestia-se, saía, ia para a festa… Mas na festa ele percebia que festas reais não são iguais às festas imaginadas. Era um desencontro, uma impossibilidade de compartilhar as coisas da sua solidão… A noite estava perdida.

Faço-lhe uma sugestão: leia o livro “A chama de uma vela”, de Bachelard. É um dos livros mais solitários e mais bonitos que jamais li. A chama de uma vela, por oposição às luzes das lâmpadas elétricas, é sempre solitária. A chama de uma vela cria, ao seu redor, um círculo de claridade mansa que se perde nas sombras. Bachelard medita diante da chama solitária de uma vela. Ao seu redor, as sombras e o silêncio. Nenhum falatório bobo ou riso fácil para perturbar a verdade da sua alma. Lendo o livro solitário de Bachelard eu encontrei comunhão. Sempre encontro comunhão quando o leio. As grandes comunhões não acontecem em meio aos risos da festa. Elas acontecem, paradoxalmente, na ausência do outro. Quem ama sabe disso. É precisamente na ausência que a proximidade é maior. Bachelard, ausente: eu o abracei agradecido por ele assim me entender tão bem. Como ele observa, “parece que há em nós cantos sombrios que toleram apenas uma luz bruxuleante. Um coração sensível gosta de valores frágeis”. A vela solitária de Bachelard iluminou meus cantos sombrios, fez-me ver os objetos que se escondem quando há mais gente na cena. E ele faz uma pergunta que julgo fundamental e que proponho a você, como motivo de meditação: “Como se comporta a sua solidão?” Minha solidão? Há uma solidão que é minha, diferente das solidões dos outros? A solidão se comporta? Se a minha solidão se comporta, ela não é apenas uma realidade bruta e morta. Ela tem vida.

Entre as muitas coisas profundas que Sartre disse, essa é a que mais amo: “Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você”. Pare. Leia de novo. E pense. Você lamenta essa maldade que a vida está fazendo com você, a solidão. Se Sartre está certo, essa maldade pode ser o lugar onde você vai plantar o seu jardim.

(ALVES, Rubem. Correio Popular. Em: 30/06/2002. Adaptado.)
Alfabetização e letramento são, no estado atual do conhecimento sobre a aprendizagem inicial da língua escrita, indissociáveis, simultâneos e interdependentes: a criança alfabetiza-se, constrói seu conhecimento do sistema alfabético e ortográfico da língua escrita, em situações de letramento, isto é, no contexto de e por meio da interação com material escrito real, e não artificialmente construído, e de sua participação em práticas sociais de leitura e escrita.
(Soares, 2004. Pág. 100.)

De acordo com as informações anteriores, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) É fundamental que o alfabetizador faça uso da leitura e da escrita, utilizando diversos portadores de textos, que contenham diferentes gêneros textuais, para que a criança possa interagir com o mundo letrado.
( ) Não é somente a escola que favorece as práticas de leitura e de escrita; o incentivo às crianças em casa, através do treinamento com situações reais, que envolvam leitura e escrita, é fundamental para adentrar no mundo letrado com mais facilidade.
( ) A criança precisa de estímulos para interagir com o mundo letrado, que pode emergir a partir de uma leitura deleite na qual pode se explorar não só a temática do texto, mas também o jogo de linguagem presente nele, conduzindo o educando a tentar ler sozinho, identificando palavras que já tem o conhecimento prévio e refletir sobre algumas delas.

A sequência está correta em
Alternativas
Q4115297 Pedagogia
A solidão amiga


A noite chegou, o trabalho acabou, é hora de voltar para casa. Lar, doce lar? Mas a casa está escura, a televisão apagada e tudo é silêncio. Ninguém para abrir a porta, ninguém à espera. Você está só. Vem a tristeza da solidão… O que mais você deseja é não estar em solidão…

Mas deixa que eu lhe diga: sua tristeza não vem da solidão. Vem das fantasias que surgem na solidão. Lembro-me de um jovem que amava a solidão: ficar sozinho, ler, ouvir música… Assim, aos sábados, ele se preparava para uma noite de solidão feliz. Mas bastava que ele se assentasse para que as fantasias surgissem. Cenas. De um lado, amigos em festas felizes, em meio ao falatório, os risos, a cervejinha. Aí a cena se alterava: ele, sozinho naquela sala. Com certeza ninguém estava se lembrando dele. Naquela festa feliz, quem se lembraria dele? E aí a tristeza entrava e ele não mais podia curtir a sua amiga solidão. O remédio era sair, encontrar-se com a turma para encontrar a alegria da festa. Vestia-se, saía, ia para a festa… Mas na festa ele percebia que festas reais não são iguais às festas imaginadas. Era um desencontro, uma impossibilidade de compartilhar as coisas da sua solidão… A noite estava perdida.

Faço-lhe uma sugestão: leia o livro “A chama de uma vela”, de Bachelard. É um dos livros mais solitários e mais bonitos que jamais li. A chama de uma vela, por oposição às luzes das lâmpadas elétricas, é sempre solitária. A chama de uma vela cria, ao seu redor, um círculo de claridade mansa que se perde nas sombras. Bachelard medita diante da chama solitária de uma vela. Ao seu redor, as sombras e o silêncio. Nenhum falatório bobo ou riso fácil para perturbar a verdade da sua alma. Lendo o livro solitário de Bachelard eu encontrei comunhão. Sempre encontro comunhão quando o leio. As grandes comunhões não acontecem em meio aos risos da festa. Elas acontecem, paradoxalmente, na ausência do outro. Quem ama sabe disso. É precisamente na ausência que a proximidade é maior. Bachelard, ausente: eu o abracei agradecido por ele assim me entender tão bem. Como ele observa, “parece que há em nós cantos sombrios que toleram apenas uma luz bruxuleante. Um coração sensível gosta de valores frágeis”. A vela solitária de Bachelard iluminou meus cantos sombrios, fez-me ver os objetos que se escondem quando há mais gente na cena. E ele faz uma pergunta que julgo fundamental e que proponho a você, como motivo de meditação: “Como se comporta a sua solidão?” Minha solidão? Há uma solidão que é minha, diferente das solidões dos outros? A solidão se comporta? Se a minha solidão se comporta, ela não é apenas uma realidade bruta e morta. Ela tem vida.

Entre as muitas coisas profundas que Sartre disse, essa é a que mais amo: “Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você”. Pare. Leia de novo. E pense. Você lamenta essa maldade que a vida está fazendo com você, a solidão. Se Sartre está certo, essa maldade pode ser o lugar onde você vai plantar o seu jardim.

(ALVES, Rubem. Correio Popular. Em: 30/06/2002. Adaptado.)
Considerando o desenvolvimento cognitivo da criança de maneira coerente e epistemológica relacionado à aquisição da leitura e escrita por meio dos processos de alfabetização e letramento, analise as afirmativas a seguir.

I. A criança no processo de alfabetização precisa estar em contato com diferentes suportes textuais; vale salientar que apenas o contato com gêneros diversificados não garante que o aluno se alfabetize, ou seja, não o fará leitor ou escritor, é necessária a participação em atividades que explorem seus usos e funções sociais de forma significativa e contextualizada no uso de práticas cotidianas.
II. O professor alfabetizador, sob a égide do alfabetizar letrando, poderá oportunizar ao educando um momento de discussão sobre o gênero recado e explicitar a sua função social de maneira contextualizada.
III. O ensino, pautado nas concepções do alfabetizar letrando, culminou em diferentes reflexões voltadas para a distinção entre os processos de alfabetização e letramento, embora sejam processos distintos e indissociáveis, caminham sempre juntos.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q4115298 Pedagogia
A solidão amiga


A noite chegou, o trabalho acabou, é hora de voltar para casa. Lar, doce lar? Mas a casa está escura, a televisão apagada e tudo é silêncio. Ninguém para abrir a porta, ninguém à espera. Você está só. Vem a tristeza da solidão… O que mais você deseja é não estar em solidão…

Mas deixa que eu lhe diga: sua tristeza não vem da solidão. Vem das fantasias que surgem na solidão. Lembro-me de um jovem que amava a solidão: ficar sozinho, ler, ouvir música… Assim, aos sábados, ele se preparava para uma noite de solidão feliz. Mas bastava que ele se assentasse para que as fantasias surgissem. Cenas. De um lado, amigos em festas felizes, em meio ao falatório, os risos, a cervejinha. Aí a cena se alterava: ele, sozinho naquela sala. Com certeza ninguém estava se lembrando dele. Naquela festa feliz, quem se lembraria dele? E aí a tristeza entrava e ele não mais podia curtir a sua amiga solidão. O remédio era sair, encontrar-se com a turma para encontrar a alegria da festa. Vestia-se, saía, ia para a festa… Mas na festa ele percebia que festas reais não são iguais às festas imaginadas. Era um desencontro, uma impossibilidade de compartilhar as coisas da sua solidão… A noite estava perdida.

Faço-lhe uma sugestão: leia o livro “A chama de uma vela”, de Bachelard. É um dos livros mais solitários e mais bonitos que jamais li. A chama de uma vela, por oposição às luzes das lâmpadas elétricas, é sempre solitária. A chama de uma vela cria, ao seu redor, um círculo de claridade mansa que se perde nas sombras. Bachelard medita diante da chama solitária de uma vela. Ao seu redor, as sombras e o silêncio. Nenhum falatório bobo ou riso fácil para perturbar a verdade da sua alma. Lendo o livro solitário de Bachelard eu encontrei comunhão. Sempre encontro comunhão quando o leio. As grandes comunhões não acontecem em meio aos risos da festa. Elas acontecem, paradoxalmente, na ausência do outro. Quem ama sabe disso. É precisamente na ausência que a proximidade é maior. Bachelard, ausente: eu o abracei agradecido por ele assim me entender tão bem. Como ele observa, “parece que há em nós cantos sombrios que toleram apenas uma luz bruxuleante. Um coração sensível gosta de valores frágeis”. A vela solitária de Bachelard iluminou meus cantos sombrios, fez-me ver os objetos que se escondem quando há mais gente na cena. E ele faz uma pergunta que julgo fundamental e que proponho a você, como motivo de meditação: “Como se comporta a sua solidão?” Minha solidão? Há uma solidão que é minha, diferente das solidões dos outros? A solidão se comporta? Se a minha solidão se comporta, ela não é apenas uma realidade bruta e morta. Ela tem vida.

Entre as muitas coisas profundas que Sartre disse, essa é a que mais amo: “Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você”. Pare. Leia de novo. E pense. Você lamenta essa maldade que a vida está fazendo com você, a solidão. Se Sartre está certo, essa maldade pode ser o lugar onde você vai plantar o seu jardim.

(ALVES, Rubem. Correio Popular. Em: 30/06/2002. Adaptado.)
Sobre os aspectos sociolinguísticos da alfabetização, analise as afirmativas a seguir.

I. A codificação e a descodificação garantem que a aquisição da leitura e da escrita seja significativa, no sentido de que partem da discussão da palavra geradora, através do diálogo e dos códigos que o alfabetizando já domina, e constituem- -se em fase necessária de exploração das potencialidades mentais do alfabetizando, por intermédio das linguagens que devem preceder a técnica de ler e escrever, e que o instrumentalizam para o desempenho social, tendo acesso ao poder de reivindicação, através das habilidades de discutir, tomar a palavra, expor e superar as formas contemplativas (ingênuas) de compreender o mundo.
II. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto.
III. O diálogo entre professor e aluno é imprescindível, pois, através dele, o professor descobre a visão de mundo dos educandos para, no segundo passo, intervir, trazendo conhecimentos científicos que promovam a transformação da visão de mundo.
IV. A partir do momento em que o aluno tem a oportunidade de falar, e é ouvido pelo professor, sua postura se transforma em sala de aula e o respeito mútuo surge como elemento fundamental na construção da aprendizagem e da disciplina.

Está correto o que se afirma em 
Alternativas
Q4115299 Pedagogia
A solidão amiga


A noite chegou, o trabalho acabou, é hora de voltar para casa. Lar, doce lar? Mas a casa está escura, a televisão apagada e tudo é silêncio. Ninguém para abrir a porta, ninguém à espera. Você está só. Vem a tristeza da solidão… O que mais você deseja é não estar em solidão…

Mas deixa que eu lhe diga: sua tristeza não vem da solidão. Vem das fantasias que surgem na solidão. Lembro-me de um jovem que amava a solidão: ficar sozinho, ler, ouvir música… Assim, aos sábados, ele se preparava para uma noite de solidão feliz. Mas bastava que ele se assentasse para que as fantasias surgissem. Cenas. De um lado, amigos em festas felizes, em meio ao falatório, os risos, a cervejinha. Aí a cena se alterava: ele, sozinho naquela sala. Com certeza ninguém estava se lembrando dele. Naquela festa feliz, quem se lembraria dele? E aí a tristeza entrava e ele não mais podia curtir a sua amiga solidão. O remédio era sair, encontrar-se com a turma para encontrar a alegria da festa. Vestia-se, saía, ia para a festa… Mas na festa ele percebia que festas reais não são iguais às festas imaginadas. Era um desencontro, uma impossibilidade de compartilhar as coisas da sua solidão… A noite estava perdida.

Faço-lhe uma sugestão: leia o livro “A chama de uma vela”, de Bachelard. É um dos livros mais solitários e mais bonitos que jamais li. A chama de uma vela, por oposição às luzes das lâmpadas elétricas, é sempre solitária. A chama de uma vela cria, ao seu redor, um círculo de claridade mansa que se perde nas sombras. Bachelard medita diante da chama solitária de uma vela. Ao seu redor, as sombras e o silêncio. Nenhum falatório bobo ou riso fácil para perturbar a verdade da sua alma. Lendo o livro solitário de Bachelard eu encontrei comunhão. Sempre encontro comunhão quando o leio. As grandes comunhões não acontecem em meio aos risos da festa. Elas acontecem, paradoxalmente, na ausência do outro. Quem ama sabe disso. É precisamente na ausência que a proximidade é maior. Bachelard, ausente: eu o abracei agradecido por ele assim me entender tão bem. Como ele observa, “parece que há em nós cantos sombrios que toleram apenas uma luz bruxuleante. Um coração sensível gosta de valores frágeis”. A vela solitária de Bachelard iluminou meus cantos sombrios, fez-me ver os objetos que se escondem quando há mais gente na cena. E ele faz uma pergunta que julgo fundamental e que proponho a você, como motivo de meditação: “Como se comporta a sua solidão?” Minha solidão? Há uma solidão que é minha, diferente das solidões dos outros? A solidão se comporta? Se a minha solidão se comporta, ela não é apenas uma realidade bruta e morta. Ela tem vida.

Entre as muitas coisas profundas que Sartre disse, essa é a que mais amo: “Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você”. Pare. Leia de novo. E pense. Você lamenta essa maldade que a vida está fazendo com você, a solidão. Se Sartre está certo, essa maldade pode ser o lugar onde você vai plantar o seu jardim.

(ALVES, Rubem. Correio Popular. Em: 30/06/2002. Adaptado.)
Considerando a reflexão sobre a leitura e construção de sentidos no espaço escolar, assinale a afirmativa INCORRETA. 
Alternativas
Q4115310 Pedagogia
Um estudo recém-publicado indicou que adolescentes entre 12 e 15 anos que sofrem bullying na escola apresentam risco até três vezes maior de tentar o suicídio. Agora, uma nova pesquisa fortalece a relação entre a prática violenta no ambiente escolar e o pensamento suicida.
(Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/alerta-1-em-cada-5- criancas-pensa-em-suicidio-por-causa-do-bullying/. Acesso em: 02/05/2022.)

Pesquisas como essa, confirmadas pelas notícias de suicídio entre jovens, despertam a necessidade de os profissionais da educação estarem atentos à prática que também ocorre nos espaços escolares. A palavra bullying é conceituada de forma diferente em vários países e, por este motivo, os pesquisadores tiveram dificuldades em encontrar termos nos próprios idiomas que correspondessem ao sentido dela. Assim, preserva-se o termo em inglês, mas a definição inclui componentes importantes sobre o bullying; analise-os.

I. É um comportamento agressivo que envolve ações negativas indesejáveis.
II. Envolve um padrão de comportamento repetitivo ao longo do tempo.
III. Envolve equilíbrio de poder ou força.
IV. As ações negativas podem ser verbais, como simples ameaças, insultos, provocações e nomes impróprios.
V. As ações negativas não são físicas; pois, ao chegar nesse nível, deixa de ser bullying.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q4115311 Pedagogia
Ainda hoje o modelo mais conhecido de ensino é aquele em que os alunos sentam-se enfileirados e acompanham a explicação do professor sobre o conteúdo. Contudo, esse padrão, em que os estudantes recebem o conteúdo do professor, já demonstrou ser pouco eficiente, pois coloca o aluno como agente passivo da construção do seu próprio conhecimento. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), ao reconhecerem a complexidade da prática educativa, buscam auxiliar o professor na sua tarefa de assumir, como profissional, o lugar que lhe cabe pela responsabilidade e importância no processo de formação do povo brasileiro. Diante do exposto, é correto afirmar que a orientação proposta nos Parâmetros Curriculares Nacionais: 
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Q4115312 Pedagogia
“Quando a relação afetiva entre o professor e sua turma é positiva, as crianças desenvolvem melhor sua memória, autoestima, vontade e pensamento”, afirma Tágides Renata Mello, coordenadora da Educação Infantil da Escola Educare e professora do Centro Universitário de São Roque. “Esses aspectos influenciam o desenvolvimento cognitivo, pois é preciso ter vontade, estar confortável e feliz no ambiente escolar para de fato querer estudar. Não há aprendizado sem afetividade”. Em seu papel de coordenadora, ela percebe que as crianças estão “crescendo com uma excelente formação pedagógica”, mas que muitas escolas deixam de lado a questão emocional envolvida no processo de formação.
(Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/17883/afetividadena-educacao-infantil-a-importancia-do-afeto-para-o-processo-deaprendizagem. Acesso em: 02/05/2022.)

Na teoria de Henri Wallon há grandes contribuições acerca da importância da afetividade no desenvolvimento humano. Para ele, a dimensão temporal do desenvolvimento, que vai do nascimento até a morte, está distribuída em estágios completos entre si, que expressam características da espécie e cujo conteúdo será determinado histórica e culturalmente. Dentre tais estágios, são consideradas características do estágio do personalismo: 
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Q4115314 Pedagogia
Ao longo da história, vários pensadores se dedicaram à Psicologia do Desenvolvimento; mas, um dos pesquisadores que mais conseguiu notoriedade foi Jean Piaget ao se dedicar à análise do desenvolvimento cognitivo na infância. Segundo Piaget, desenvolvimento cognitivo é o modo como nos adaptamos ao ambiente. Em seu entendimento, como as crianças são motivadas a conhecer e interpretar o mundo, elasse entregam facilmente a essa interação. Em sua teoria, Piaget defende a existência de quatro estágios de desenvolvimento cognitivo. Diante do exposto, relacione adequadamente as características aos estágios preconizados por Piaget.

1. Sensório-motor.
2. Pré-operatório.
3. Operatório-concreto.
4. Operatório-formal.

( ) Classificação complexa.
( ) Jogos de fantasia.
( ) Pensamento representativo.
( ) Representações mentais.
( ) Gestos simbólicos.
( ) Pensamento abstrato e hipotético.
( ) Conservação.
( ) Permanência do objeto.
( ) Egocentrismo.

A sequência está correta em
Alternativas
Q4115315 Pedagogia
A interdisciplinaridade começou a ser abordada no Brasil a partir da Lei nº 5.692/1971. Desde então, sua presença no cenário educacional brasileiro tem se tornado mais presente e, recentemente, mais ainda, com a nova Lei de Diretrizes e Bases – Lei nº 9.394/1996, bem como com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). Além da sua grande influência na legislação e nas propostas curriculares, a interdisciplinaridade tornou-se cada vez mais presente no discurso e na prática de professores. Quando se coloca a questão da interdisciplinaridade, pensa-se logo em um processo integrador, articulado, orgânico, de tal modo que, em que pesem as diferenças de formas e meios, as atividades desenvolvidas levam ao mesmo fim. Sempre uma articulação entre totalidade e unidade. Quando se questiona o caráter interdisciplinar da prática do conhecimento, é preciso ter bem presente que:
Alternativas
Q4115316 Pedagogia
A consciência do caráter homogeneizador e monocultural da escola é cada vez mais forte, assim como a consciência da necessidade de romper com esta e construir práticas educativas em que a questão da diferença e do multiculturalismo se façam cada vez mais presentes. Para isso, a escola deve: 
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Q4115317 Pedagogia
A avaliação é parte integrante do processo ensino-aprendizagem e ganhou, na atualidade, espaço muito amplo nos processos de ensino. Requer preparo técnico e grande capacidade de observação dos profissionais envolvidos. Na avaliação da aprendizagem, o professor não deve permitir que os resultados das provas periódicas, geralmente de caráter classificatório, sejam supervalorizados em detrimento de suas observações diárias, de caráter diagnóstico e formativo. Neste contexto, a avaliação é vista como:

I. Uma ferramenta fundamental aos professores para atingirem metas relacionadas ao avanço dos estudantes, através de formas diferenciadas de avaliação, no ato de proporcionar-lhes a qualificação da aprendizagem de seus alunos com vistas ao oferecimento de alternativas para um progresso satisfatório.
II. Instrumento que preconiza a autonomia colaborativa por parte dos participantes nesse processo (professor/aluno), de uma forma que o aluno seja instigado a formar, por si só, seu senso crítico e não ser mais um “depósito” de informações.
III. Momento que se fortifica no processo da construção da aprendizagem em que o educador mostra os caminhos para que se chegue a ela, mas que o aluno é o próprio protagonista desse saber.
IV. Processo que respeita os vários saberes, considerando que cada um tem a sua maneira própria de aprimorá-lo, e é nessa hora, que o professor, enquanto mediador, adentra no processo conduzindo cada um de acordo com suas limitações e potencialidade.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q4115318 Pedagogia
Os professores são alvos de muitas esperanças sociais e políticas em crise nos dias atuais. As críticas externas ao sistema educacional cobram dos professores cada vez mais trabalho, como se a educação, sozinha, tivesse que resolver todos os problemas sociais. Particularmente, a docência na educação infantil apresenta algumas especificidades quando comparadas aos outros níveis da educação básica. Tais características singulares decorrem:

I. Das características da criança pequena: globalidade, vulnerabilidade e independência da família.
II. Das características das tarefas: a abrangência do papel de educadora da infância.
III. Da rede de interações alargadas: relações com pais, auxiliares, outros profissionais e comunidade.
IV. Da integração e interação entre o conhecimento e a experiência, as interações profissionais e a integração dos serviços entre os saberes e os afetos.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q4115319 Pedagogia
O educar e o cuidar estão juntos e são indispensáveis na educação infantil. Não se pode abordar a educação infantil sem antes falar em toque, carinho e afeto com as crianças ou em uma com as outras. Para as crianças da educação infantil, a questão da afetividade tem destaque, pois seus sentimentos estão aflorados. É nessa relação com o adulto que a criança aprende. Para Vygotsky (1978), todas as funções psicológicas superiores são, semioticamente, mediadas e originam-se da internalização das relações sociais envolvendo as crianças e os membros mais experientes da sua cultura. Diante do exposto, é correto afirmar que, para Vygotsky
Alternativas
Q4115320 Pedagogia
Nas últimas décadas, os debates em nível nacional e internacional apontam para a necessidade de que as instituições de educação infantil incorporem de maneira integrada as funções de educar e cuidar, não mais diferenciando, nem hierarquizando os profissionais e instituições que atuam com as crianças pequenas e/ou aqueles que trabalham com as maiores. As novas funções para a educação infantil devem estar associadas a padrões de qualidade.
(Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/rcnei_vol1.pdf.)

Sobre cuidar e educar, de acordo com o Referencial Curricular da Educação Infantil, assinale a afirmativa INCORRETA. 
Alternativas
Q4115321 Pedagogia
A avaliação é um dos instrumentos mais importantes para o professor acompanhar a aprendizagem. Afinal, além de apontar como a criança está se desenvolvendo, ela serve para examinar as falhas que ocorrem no aprendizado e o que pode ser feito para corrigi-las. Considerando que na educação infantil há diferentes maneiras de avaliar, assinale a afirmativa INCORRETA. 
Alternativas
Q4115322 Pedagogia
A organização de situações de aprendizagens orientadas ou que dependem de uma intervenção direta do professor permite que as crianças trabalhem com diversos conhecimentos. Estas aprendizagens devem estar baseadas não apenas nas propostas dos professores, mas, essencialmente, na escuta das crianças e na compreensão do papel que desempenham a experimentação e o erro na construção do conhecimento.
(Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Brasil, 1998.)

Para que as aprendizagens infantis ocorram com sucesso, é necessário considerar, na organização do trabalho educativo:

I. A resolução de problemas como forma de aprendizagem.
II. A individualidade e a diversidade, planejando e oferecendo uma gama variada de experiências que responda, simultaneamente, às demandas do grupo e às individualidades de cada criança.
III. A interação com crianças, considerando apenas a mesma idade como fator de promoção da aprendizagem e do desenvolvimento e da capacidade de se relacionar.
IV. Os conhecimentos prévios de qualquer natureza que as crianças já possuem sobre o assunto, pois elas aprendem por meio de uma construção interna ao relacionar suas ideias com as novas informações de que dispõem e com as interações que estabelece.
V. O grau de desafio que as atividades apresentam e o fato de que devam ser significativas e apresentadas de maneira integrada para as crianças, e o mais próximas possíveis das práticas sociais reais.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q4115323 Pedagogia
A aprendizagem da linguagem oral e escrita é um dos elementos fundamentais para as crianças ampliarem suas possibilidades de inserção e de participação nas diversas práticas sociais. O trabalho com a linguagem se constitui em um dos eixos básicos da educação infantil, dada sua importância para a formação do sujeito, para a interação com as outras pessoas, a orientação das ações das crianças, a construção de muitos conhecimentos e o desenvolvimento do pensamento. Nessa perspectiva, considerando o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI), é correto afirmar que a concepção da aprendizagem da linguagem escrita é: 
Alternativas
Q4115324 Pedagogia
O ingresso das crianças nas instituições de educação infantil pode criar ansiedade tanto para elas e para seus pais quanto para os professores. As reações podem variar muito, tanto em relação às manifestações emocionais quanto ao tempo necessário para se efetivar o processo. Nos primeiros dias da criança na instituição, a atenção do professor e monitor deverá estar voltada para ela de maneira especial. Sobre os primeiros dias na instituição de educação infantil, assinale a recomendação correta de acordo com o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI).
Alternativas
Q4115325 Pedagogia
Instaurar rotinas e hábitos adequados durante a etapa de educação infantil permite desempenhar importantes funções em relação à configuração do contexto educativo mediante o sequenciamento espaço-temporário das aulas através da repetição de atividades e tarefas. A Lei de Diretrizes e Bases (LDB) estabelece os ensinos mínimos da educação infantil como uma das três áreas curriculares a trabalhar o conhecimento de si mesmo e a autonomia pessoal. Considerando o exposto, para promover a aquisição progressiva da autonomia nas atividades habituais dos alunos, as principais funções que se desenvolvem ao trabalhar rotinas e hábitos no ambiente infantil são:

I. Oferecer um marco de referência para que a criança seja capaz de se concentrar no que está fazendo, sem pensar nem se preocupar no que virá depois.
II. Causar indecisão, uma vez que se trata de uma atividade desconhecida por quem realiza.
III. Agir como indicador temporal, pois oferece percepção sensorial dos diferentes momentos nos quais se deve efetuar a atividade.
IV. Diminuir processos de captação cognitiva e afetiva com respeito à aquisição de estratégias de planejamento e organização das aprendizagens.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Respostas
1: A
2: A
3: A
4: A
5: B
6: B
7: C
8: C
9: A
10: D
11: D
12: A
13: D
14: D
15: B
16: D
17: D
18: C
19: B
20: B