Questões de Concurso
Sobre pediatria e neonatologia em medicina
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I - O canal arterial é uma conexão normal entre a artéria pulmonar e a aorta necessária para a circulação fetal apropriada. Ao nascimento, a elevação da PaO2 e o declínio na concentração da prostaglandina causam o fechamento do canal arterial quase sempre nas primeiras 10 a 15 horas de vida.
II - A cianose aparece quando a hemoglobina (Hb) desoxigenada é > 5 g/dL (> 50 g/L). As complicações da cianose persistente incluem policitemia, baqueteamento dos dedos, tromboembolismo (incluindo infarto), doenças hemorrágicas, abscesso cerebral e hiperuricemia. Na tetralogia de Fallot não corrigida, o lactente pode apresentar crises hipercianóticas ou outros defeitos congênitos complexos com estenose subpulmonar dinâmica e defeito ventricular.
III - A resistência das arteríolas pulmonares cai agudamente como resultado da vasodilatação causada por expansão pulmonar, aumento da PaO2 e redução da PaCO2. A tensão elástica dos arcos costais e da parede torácica diminui a pressão intersticial pulmonar, levando ao aumento do fluxo sanguíneo através dos capilares pulmonares. O aumento do retorno venoso dos pulmões eleva a pressão do átrio esquerdo, reduzindo assim o diferencial da pressão entre átrio esquerdo e direito; esse efeito contribui para o fechamento funcional do forame oval.
I - A avaliação inicial da dor torácica em pacientes pediátricos começa com uma anamnese completa e um exame físico minucioso. Essas etapas não são essenciais para compreender as características da dor, como sua qualidade, duração, localização, fatores desencadeantes e fatores de alívio. Identificar sinais de alarme, como dor torácica associada a esforço, síncope, palpitações ou histórico familiar de doença cardíaca, é crucial para avaliar a gravidade potencial da condição.
II - É essencial avaliar a pressão arterial, a saturação de oxigênio, a frequência cardíaca e a frequência respiratória do paciente, levando em consideração as variações fisiológicas normais com base na idade.
III - A radiografia de tórax é uma ferramenta diagnóstica comum utilizada na avaliação da dor torácica aguda em crianças e adolescentes. Ela pode revelar condições como pneumonia, bronquite, pneumomediastino, pneumotórax, pneumopericárdio e cardiomegalia. No entanto, sua sensibilidade varia de 11,0% a 17,2%, tornando-a menos confiável como ferramenta diagnóstica isolada. Apesar de suas limitações, a radiografia de tórax é particularmente útil para identificar pneumotórax e pneumomediastino, que, embora representem apenas cerca de 3% dos casos de dor torácica pediátrica, são diagnósticos críticos que os médicos de emergência buscam descartar.
I - Em crianças a partir de 2 a 3 anos de idade, a ordem na qual os sintomas aparecem é mais importante do que qualquer sintoma individual. O primeiro sintoma a se desenvolver é dor. A apendicite quase sempre provoca dor. A dor pode começar no meio do abdômen, próximo ao umbigo e, depois, mover-se para a região inferior direita do abdômen. Contudo, é possível que a dor, sobretudo em bebês e crianças, seja sentida por todo o abdômen, em vez de estar localizada no quadrante inferior direito do abdômen. Crianças mais novas podem ser menos capazes de identificar a localização específica da dor e podem ficar apenas muito irritáveis ou letárgicas.
II - O diagnóstico da apendicite em crianças pode ser desafiador por diversos motivos. Muitos distúrbios podem causar sintomas similares, incluindo gastroenterite viral, divertículo de Meckel, intussuscepção e doença de Crohn. Com frequência, as crianças, em especial crianças pequenas, não apresentam sintomas e resultados de exame físico característicos, especialmente quando o apêndice não está na posição habitual no quadrante inferior direito do abdômen. Essa falta de sintomas típicos pode ser enganosa.
III - A apendicectomia é um procedimento bem simples e seguro, e exige uma hospitalização de um ou dois dias no caso de crianças sem complicações, como a ruptura do apêndice. Se o apêndice estiver rompido, o médico o remove e pode lavar o abdômen com líquido, administrar antibióticos por vários dias e observar sinais de possíveis complicações, como infecção e obstrução intestinal. Crianças com um apêndice rompido, geralmente, precisam permanecer mais tempo no hospital.
I - De acordo com a Sociedade Brasileira de Queimaduras, 70% dos acidentes ocorrem dentro de casa. Por isso, é importante deixar este ambiente seguro. Em crianças menores — sobretudo de 0 a 3 anos — o mecanismo mais frequente é a escaldadura, causada por líquidos quentes ou vapor.
II - A fórmula de Parkland é usada para calcular a reposição volêmica nas primeiras 24 horas após uma queimadura grave. Em pediatria, o cálculo é feito com 3 mL de cristaloide por quilo de peso, multiplicado pela superfície corporal queimada (SCQ). Queimaduras de primeiro grau entram na conta. Fórmula: 3 mL × peso (kg) × % da SCQ.
III - Estudos epidemiológicos colocam que a incidência de queimaduras é maior entre crianças abaixo de 4 anos. A pele mais fina e delicada desses pequenos favorece que queimaduras ocorram com menor exposição térmica.
Sobre este caso e sua patologia, analise os itens e assinale a alternativa CORRETA.
I - Para fazer a investigação do paciente devemos solicitar de imediado: Hemograma completo, Radiografia de tórax e PCR (Proteína C-reativa).
II - O Streptococcus pneumoniae e o Haemophilus influenzae tipo B são as bactérias mais comumente isoladas em crianças mais velhas e adolescentes.
III - A abordagem terapêutica da pneumonia pediátrica deve ser guiada pela gravidade do quadro clínico e pela provável etiologia. Em casos leves a moderados, o tratamento pode ser ambulatorial. Assim, a amoxicilina, devido à sua eficácia contra o Streptococcus pneumoniae, é frequentemente a primeira escolha de antibiótico.
Sobre este assunto, analise os itens e assinale a alternativa CORRETA:
I - A má rotação intestinal com volvo é uma emergência que exige cirurgia imediata. Os bebês recebem fluidos pela veia (via intravenosa) e a cirurgia de emergência é iniciada dentro de horas. Caso não seja tratado rapidamente, o defeito pode provocar perda de tecido intestinal ou pode ser fatal.
II - O Diagnóstico de má rotação intestinal pode ser realizado com: Radiografias do abdômen, radiografias de bário e às vezes, exames de ultrassom ou uma tomografia computadorizada (TC).
III - A má rotação em si não pode causar bloqueio do intestino devido à maneira pela qual as faixas de tecido de sustentação ficam estiradas através do intestino.
Conforme imagem, analise os itens e assinale a alternativa INCORRETA:
I - A otite média aguda (OMA) em crianças manifesta-se principalmente com dor de ouvido, que é o sintoma mais frequente e o indicador mais confiável da condição.
II - Membrana timpânica abaulada: é o sinal secundário de OMA, diferenciando-a da otite média com efusão (OME), que é o sinal primário. A protuberância geralmente começa na região superior posterior e pode obscurecer o cabo do martelo.
III - Sinais de acometimento neurológico central, como rigidez de nuca, déficits de nervos cranianos ou alterações neurológicas localizadas, podem indicar complicações mais graves, como meningite, abscesso cerebral, abscesso epidural ou subdural, ou trombose séptica do seio cavernoso lateral.
J.M.A., menino de 4 anos de idade, previamente hígido, é encaminhado para avaliação por atraso global do desenvolvimento. Apresenta linguagem restrita, déficit cognitivo moderado e desempenho abaixo do esperado nas atividades adaptativas. O exame neurológico é inespecífico, sem sinais focais. Não há dismorfismos evidentes, e os exames auditivos, visuais e de neuroimagem são normais. Não há antecedentes familiares conhecidos de deficiência intelectual.
Durante a consulta, os responsáveis questionam se o cariótipo ainda é indicado como primeira etapa da investigação genética.
Segundo, exclusivamente, as diretrizes normativas da American Academy of Pediatrics (AAP) para investigação genética em crianças com deficiência intelectual ou atraso global do desenvolvimento, qual é a conduta correta? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
Lactente do sexo masculino, com 18 meses de idade, nascido a termo, sem intercorrências perinatais, comparece à consulta de vigilância do desenvolvimento. Os pais relatam que a criança anda de forma independente, manipula brinquedos de encaixe, alimenta-se com as mãos e mantém bom contato visual durante interações. Entretanto, observam que o menino não aponta para mostrar interesse, não utiliza palavras isoladas com significado, comunica-se basicamente por vocalizações inespecíficas e não imita ações simples demonstradas pelos cuidadores. Não houve regressão de habilidades previamente adquiridas e o exame neurológico não evidencia déficits motores ou sensoriais.
Considerando exclusivamente os marcos cognitivos e comportamentais normativos para vigilância do desenvolvimento, qual é a interpretação correta desse quadro? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
Segundo as Diretrizes da American Heart Association — Pediatric Advanced Life Support (PALS, 2020), qual é a conduta inicial prioritária e formalmente indicada para esse quadro hemodinâmico? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.