Questões de Concurso Nível superior

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Q4407638 Medicina
Durante consulta de acompanhamento, uma criança de 18 meses caminha sem apoio e manipula pequenos objetos com as duas mãos. A mãe relata que ela fala “mamã” e “papá”, mas raramente usa gestos para se comunicar. Durante a consulta, a criança não aponta para mostrar objetos de interesse, não acompanha espontaneamente o apontar da mãe e responde ao nome de forma inconsistente. Não houve perda de habilidades já adquiridas. Diante desses achados, qual é a interpretação pediátrica mais adequada? 
Alternativas
Q4407602 Fisioterapia
Uma criança de 11 anos com TEA é acompanhada pelo CEIDITEA com objetivo de reduzir a assistência para descer a escada de acesso ao pátio escolar. Há oito semanas, necessitava apoio pela mão do adulto em todos os degraus. Na reavaliação fisioterapêutica, desce dez degraus com corrimão, padrão alternado e supervisão próxima, sem contato físico, em três tentativas consecutivas. A professora relata o mesmo desempenho quando o corredor está tranquilo, mas informa que, nos horários de maior fluxo, a criança acelera a aproximação da escada e já apresentou duas quase quedas ao iniciar a descida. Em casa, a família mantém apoio pela mão em toda escada por receio de novas quedas e solicita que o tratamento priorize a retirada completa de qualquer supervisão. O registro fisioterapêutico anterior mostra evolução estável do equilíbrio e da coordenação na tarefa, e a psicóloga da equipe informa que a criança responde de forma consistente a uma pista visual simples de “parar” antes de iniciar atividades em sequência. Diante desse conjunto de informações, qual é a melhor decisão fisioterapêutica neste momento? 
Alternativas
Q4407601 Fisioterapia
Uma criança de 11 anos com TEA, acompanhada por equipe multiprofissional, caminha e corre de forma independente em superfícies regulares. Apresenta dificuldade de coordenação em jogos com bola e realiza saltos consecutivos com menor ritmo que os colegas. Nas últimas três semanas, passou a utilizar diariamente uma escada de 12 degraus para chegar à nova sala de aula. Ao subir, alterna os pés usando o corrimão; ao descer, faz apoio dos dois pés em cada degrau, mantém as duas mãos no corrimão e necessita supervisão próxima. Nesse período ocorreram quatro quase quedas na descida, duas delas quando outros alunos passaram ao lado. Em escada vazia e com supervisão, completa o trajeto sem ajuda física. A família e a escola desejam manter seu acesso à turma e reduzir a dependência nesse deslocamento. Considerando que os demais achados também podem integrar o plano terapêutico, qual conduta fisioterapêutica deve ser priorizada neste momento?
Alternativas
Q4407600 Fisioterapia
Uma criança de 10 anos com TEA está em acompanhamento fisioterapêutico por dificuldade para acompanhar os colegas em brincadeiras que exigem subir e descer degraus no pátio escolar. O objetivo definido para oito semanas foi realizar uma sequência de quatro degraus, com corrimão, sem ajuda física, em pelo menos 4 de 5 oportunidades no cotidiano escolar. O plano incluiu prática graduada de degraus, fortalecimento funcional e treino com pistas progressivamente reduzidas. Na avaliação inicial, a criança completava a sequência sem ajuda física em 1 de 5 tentativas no serviço e precisava de apoio manual na escola. Após oito semanas, completa 5 de 5 tentativas no serviço sem ajuda física e apresenta melhor controle na descida. Entretanto, registros de três semanas mostram que, na escola, realiza a sequência sem ajuda física em 2 de 5 oportunidades; nas demais, solicita a mão do adulto antes de iniciar. A equipe escolar informa que não ocorreram quedas nem mudanças relevantes no percurso. Diante dessa evolução documentada, qual decisão fisioterapêutica é mais adequada para a revisão do plano? 
Alternativas
Q4407599 Fisioterapia
Uma criança de 8 anos com TEA participa de atividades no parque da escola. Em piso firme, corre, para, muda de direção e transpõe obstáculos baixos sem ajuda. A dificuldade surge em um trecho do percurso que alterna piso rígido e placas de borracha mais macias: ao pisar na superfície deformável, reduz a velocidade, aumenta a base de apoio e procura segurar no adulto. Na avaliação, consegue atravessar esse mesmo tipo de superfície quando recebe apoio manual leve e quando a transição entre os pisos está claramente marcada; com essas condições, mantém participação ativa e não apresenta quedas. O objetivo terapêutico é ampliar a participação independente no percurso do parque, preservando segurança. Qual estratégia fisioterapêutica deve ser priorizada? 
Alternativas
Q4407598 Fisioterapia
Uma criança de 9 anos com TEA está em acompanhamento fisioterapêutico. A avaliação mostra força funcional preservada nos membros inferiores, capacidade de correr em linha reta e de saltar com os dois pés, além de equilíbrio estático adequado. A principal limitação ocorre no recreio: ao participar de uma brincadeira de perseguição, reduz muito a velocidade antes de contornar cones ou colegas, faz várias passadas curtas para mudar de direção e frequentemente abandona a atividade quando o percurso exige desvios sucessivos. Em circuito previsível, consegue completar mudanças de direção quando os pontos de giro são marcados no chão e demonstrados previamente. O objetivo pactuado é aumentar sua participação nas brincadeiras que exigem deslocamento com mudanças de direção. Qual intervenção fisioterapêutica deve ser priorizada? 
Alternativas
Q4407597 Fisioterapia
Uma criança de 10 anos com TEA tem como objetivo fisioterapêutico ampliar a independência para circular pelos ambientes de casa. No atendimento, desce uma escada de oito degraus usando o corrimão, com padrão alternado e supervisão próxima, sem perda de equilíbrio em quatro tentativas consecutivas. Na escola, utiliza escada semelhante com corrimão e um lembrete verbal para iniciar a descida, sem necessidade de ajuda física. Em casa, o quarto fica no pavimento superior, e o pai costuma carregá-la para descer porque houve um tropeço isolado cerca de seis meses antes. Diante desse perfil funcional, qual conduta fisioterapêutica é mais adequada para favorecer maior independência nessa atividade cotidiana?
Alternativas
Q4407596 Fisioterapia
Uma criança de 8 anos com TEA foi avaliada por dificuldade para descer degraus sem apoio e para acompanhar brincadeiras que exigem paradas rápidas e mudanças de direção. Na avaliação, apresenta amplitude de movimento preservada, força funcional suficiente para subir degraus alternando os pés e tônus sem alteração relevante ao exame. Em posição parada, mantém alinhamento do tronco e permanece em apoio unipodal por alguns segundos. Entretanto, ao descer um degrau sem segurar no corrimão ou interromper a corrida diante de um obstáculo, amplia a base de suporte, realiza passos corretivos sucessivos e busca apoio com as mãos para evitar queda. Qual interpretação fisioterapêutica melhor explica a repercussão funcional desses achados?
Alternativas
Q4407595 Fisioterapia
Uma criança de 9 anos com TEA é encaminhada à Fisioterapia porque tropeça com frequência durante brincadeiras que exigem correr, mudar de direção e transpor pequenos obstáculos, o que tem reduzido sua participação no recreio. Na avaliação inicial, caminha em linha reta sem instabilidade, mantém apoio unipodal por vários segundos e apresenta amplitude de movimento dos membros inferiores compatível com as tarefas propostas. Quando recebe instruções verbais longas para realizar um circuito com cones, perde a sequência; após demonstração visual e comandos curtos, compreende a tarefa, mas ainda apresenta dificuldade para ajustar os passos nas mudanças de direção e ao ultrapassar os obstáculos. Qual estratégia de avaliação fisioterapêutica é mais adequada para compreender a limitação funcional descrita?
Alternativas
Q4407594 Fisioterapia
Durante uma atividade motora com uma criança de 8 anos com TEA, o fisioterapeuta observa que ela corre, permanece em apoio unipodal por vários segundos e caminha sobre uma linha sem perda de estabilidade. Em uma brincadeira que exige repetir uma sequência simples — bater palmas, tocar alternadamente os joelhos e realizar dois passos laterais — a criança compreende a instrução, mas troca a ordem dos movimentos e perde o ritmo mesmo após demonstrações. Qual componente motor está mais diretamente relacionado ao desempenho observado?
Alternativas
Q4407593 Fisioterapia
Durante avaliação fisioterapêutica, uma criança de 6 anos com TEA caminha e corre sem apoio. Entretanto, ao permanecer sobre um pé, perde o apoio em menos de um segundo nas três tentativas realizadas. Em atividades no pátio, também necessita segurar a mão de um adulto para transpor pequenos obstáculos, pois frequentemente desequilibra-se ao elevar um dos pés. Considerando a idade e a repercussão funcional observada, qual interpretação fisioterapêutica é mais adequada?
Alternativas
Q4407592 Português

TEXTO BASE PARA RESPONDER AS QUESTÕES DE LÍNGUA PORTUGUESA


TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: INCLUSÃO, ATENDIMENTO E EVIDÊNCIAS


O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento que apresenta manifestações variadas relacionadas, entre outros aspectos, à comunicação e à interação social, além de padrões restritos ou repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. A própria denominação “espectro” evidencia que não existe uma apresentação única do autismo: as características, necessidades de suporte e formas de participação social podem variar significativamente entre indivíduos e também se modificar ao longo da vida. Por essa razão, o diagnóstico não deve ser entendido como uma descrição completa da pessoa, mas como parte do processo de identificação de necessidades e possibilidades de apoio.


A identificação do TEA é realizada a partir da avaliação do desenvolvimento, do comportamento e da história da pessoa, não existindo um exame laboratorial isolado capaz de estabelecer o diagnóstico. A identificação em diferentes momentos da vida também demonstra que o acesso aos serviços pode ocorrer de maneira desigual. Dados recentes do sistema de monitoramento do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), referentes a crianças de oito anos acompanhadas em comunidades dos Estados Unidos em 2022, apontaram uma prevalência identificada de aproximadamente uma em cada 31 crianças, com diferenças expressivas entre as localidades analisadas. Esses dados não constituem uma estimativa universal da prevalência do autismo, mas ilustram a importância de sistemas de vigilância, identificação e acesso a serviços.


O atendimento às pessoas autistas deve considerar as características individuais, as necessidades de suporte e os objetivos definidos para cada pessoa. Intervenções baseadas em evidências podem contribuir para o desenvolvimento da comunicação, das habilidades sociais, da autonomia e de outras competências relevantes para a vida cotidiana. A participação de familiares, cuidadores, educadores e diferentes profissionais pode ser necessária, sobretudo quando o atendimento envolve demandas que ultrapassam uma única área de conhecimento. Nesse contexto, a qualidade da assistência não depende apenas da existência de determinada intervenção, mas também de sua adequação às necessidades da pessoa e da articulação entre os diferentes ambientes em que ela vive.


A inclusão, por sua vez, não se limita à presença física da pessoa autista em espaços educacionais, profissionais ou comunitários. Participar de um ambiente pressupõe condições que favoreçam comunicação, aprendizagem, autonomia, convivência e acesso às atividades disponíveis. Isso significa que medidas de acessibilidade e apoios individualizados podem ser necessários para que a igualdade de participação não seja apenas formal. A perspectiva inclusiva desloca, assim, parte da atenção das características individuais para a relação entre a pessoa e as barreiras existentes no ambiente, sem desconsiderar as necessidades específicas de suporte. 


No campo farmacológico, é necessário distinguir o tratamento dos sintomas centrais do autismo do manejo de manifestações associadas ou de condições que podem ocorrer simultaneamente. Atualmente, não há medicamento que elimine ou trate diretamente os aspectos nucleares do TEA. Entretanto, determinados medicamentos podem ser utilizados, sob avaliação profissional, para sintomas ou condições associadas que comprometam o funcionamento cotidiano, como alterações importantes do comportamento, transtornos concomitantes, dificuldades relacionadas ao sono ou outras condições clínicas. Assim, a utilização de medicamentos deve ser compreendida dentro de um plano de cuidado individualizado, e não como substituição automática de intervenções psicossociais ou educacionais.


A ampliação do acesso ao diagnóstico e ao atendimento, portanto, constitui apenas uma parte do desafio relacionado ao TEA. É necessário que os serviços sejam capazes de acompanhar diferentes necessidades ao longo da vida e que saúde, educação, assistência social e outros setores possam atuar de maneira articulada. A abordagem baseada em evidências não significa aplicar uma mesma estratégia a todas as pessoas, mas utilizar conhecimentos científicos disponíveis para orientar decisões individualizadas, avaliando benefícios, limitações e necessidades de adaptação. Nesse sentido, inclusão e cuidado não são conceitos separados: ambos dependem da capacidade de reconhecer a diversidade existente no espectro e de construir condições concretas para participação e qualidade de vida.



Referências utilizadas na elaboração do texto: Organização Mundial da Saúde (OMS); Centers for Disease Control and Prevention (CDC); National Institute for Health and Care Excellence (NICE).

No último parágrafo, encontra-se o seguinte trecho:

“A abordagem baseada em evidências não significa aplicar uma mesma estratégia a todas as pessoas, mas utilizar conhecimentos científicos disponíveis para orientar decisões individualizadas, avaliando benefícios, limitações e necessidades de adaptação.”

A respeito da organização sintática e semântica do período, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q4407591 Português

TEXTO BASE PARA RESPONDER AS QUESTÕES DE LÍNGUA PORTUGUESA


TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: INCLUSÃO, ATENDIMENTO E EVIDÊNCIAS


O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento que apresenta manifestações variadas relacionadas, entre outros aspectos, à comunicação e à interação social, além de padrões restritos ou repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. A própria denominação “espectro” evidencia que não existe uma apresentação única do autismo: as características, necessidades de suporte e formas de participação social podem variar significativamente entre indivíduos e também se modificar ao longo da vida. Por essa razão, o diagnóstico não deve ser entendido como uma descrição completa da pessoa, mas como parte do processo de identificação de necessidades e possibilidades de apoio.


A identificação do TEA é realizada a partir da avaliação do desenvolvimento, do comportamento e da história da pessoa, não existindo um exame laboratorial isolado capaz de estabelecer o diagnóstico. A identificação em diferentes momentos da vida também demonstra que o acesso aos serviços pode ocorrer de maneira desigual. Dados recentes do sistema de monitoramento do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), referentes a crianças de oito anos acompanhadas em comunidades dos Estados Unidos em 2022, apontaram uma prevalência identificada de aproximadamente uma em cada 31 crianças, com diferenças expressivas entre as localidades analisadas. Esses dados não constituem uma estimativa universal da prevalência do autismo, mas ilustram a importância de sistemas de vigilância, identificação e acesso a serviços.


O atendimento às pessoas autistas deve considerar as características individuais, as necessidades de suporte e os objetivos definidos para cada pessoa. Intervenções baseadas em evidências podem contribuir para o desenvolvimento da comunicação, das habilidades sociais, da autonomia e de outras competências relevantes para a vida cotidiana. A participação de familiares, cuidadores, educadores e diferentes profissionais pode ser necessária, sobretudo quando o atendimento envolve demandas que ultrapassam uma única área de conhecimento. Nesse contexto, a qualidade da assistência não depende apenas da existência de determinada intervenção, mas também de sua adequação às necessidades da pessoa e da articulação entre os diferentes ambientes em que ela vive.


A inclusão, por sua vez, não se limita à presença física da pessoa autista em espaços educacionais, profissionais ou comunitários. Participar de um ambiente pressupõe condições que favoreçam comunicação, aprendizagem, autonomia, convivência e acesso às atividades disponíveis. Isso significa que medidas de acessibilidade e apoios individualizados podem ser necessários para que a igualdade de participação não seja apenas formal. A perspectiva inclusiva desloca, assim, parte da atenção das características individuais para a relação entre a pessoa e as barreiras existentes no ambiente, sem desconsiderar as necessidades específicas de suporte. 


No campo farmacológico, é necessário distinguir o tratamento dos sintomas centrais do autismo do manejo de manifestações associadas ou de condições que podem ocorrer simultaneamente. Atualmente, não há medicamento que elimine ou trate diretamente os aspectos nucleares do TEA. Entretanto, determinados medicamentos podem ser utilizados, sob avaliação profissional, para sintomas ou condições associadas que comprometam o funcionamento cotidiano, como alterações importantes do comportamento, transtornos concomitantes, dificuldades relacionadas ao sono ou outras condições clínicas. Assim, a utilização de medicamentos deve ser compreendida dentro de um plano de cuidado individualizado, e não como substituição automática de intervenções psicossociais ou educacionais.


A ampliação do acesso ao diagnóstico e ao atendimento, portanto, constitui apenas uma parte do desafio relacionado ao TEA. É necessário que os serviços sejam capazes de acompanhar diferentes necessidades ao longo da vida e que saúde, educação, assistência social e outros setores possam atuar de maneira articulada. A abordagem baseada em evidências não significa aplicar uma mesma estratégia a todas as pessoas, mas utilizar conhecimentos científicos disponíveis para orientar decisões individualizadas, avaliando benefícios, limitações e necessidades de adaptação. Nesse sentido, inclusão e cuidado não são conceitos separados: ambos dependem da capacidade de reconhecer a diversidade existente no espectro e de construir condições concretas para participação e qualidade de vida.



Referências utilizadas na elaboração do texto: Organização Mundial da Saúde (OMS); Centers for Disease Control and Prevention (CDC); National Institute for Health and Care Excellence (NICE).

Considere o período:

“A participação de familiares, cuidadores, educadores e diferentes profissionais pode ser necessária, sobretudo quando o atendimento envolve demandas que ultrapassam uma única área de conhecimento.”

Com base na norma-padrão da língua portuguesa e na estrutura sintática do período, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q4407590 Português

TEXTO BASE PARA RESPONDER AS QUESTÕES DE LÍNGUA PORTUGUESA


TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: INCLUSÃO, ATENDIMENTO E EVIDÊNCIAS


O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento que apresenta manifestações variadas relacionadas, entre outros aspectos, à comunicação e à interação social, além de padrões restritos ou repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. A própria denominação “espectro” evidencia que não existe uma apresentação única do autismo: as características, necessidades de suporte e formas de participação social podem variar significativamente entre indivíduos e também se modificar ao longo da vida. Por essa razão, o diagnóstico não deve ser entendido como uma descrição completa da pessoa, mas como parte do processo de identificação de necessidades e possibilidades de apoio.


A identificação do TEA é realizada a partir da avaliação do desenvolvimento, do comportamento e da história da pessoa, não existindo um exame laboratorial isolado capaz de estabelecer o diagnóstico. A identificação em diferentes momentos da vida também demonstra que o acesso aos serviços pode ocorrer de maneira desigual. Dados recentes do sistema de monitoramento do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), referentes a crianças de oito anos acompanhadas em comunidades dos Estados Unidos em 2022, apontaram uma prevalência identificada de aproximadamente uma em cada 31 crianças, com diferenças expressivas entre as localidades analisadas. Esses dados não constituem uma estimativa universal da prevalência do autismo, mas ilustram a importância de sistemas de vigilância, identificação e acesso a serviços.


O atendimento às pessoas autistas deve considerar as características individuais, as necessidades de suporte e os objetivos definidos para cada pessoa. Intervenções baseadas em evidências podem contribuir para o desenvolvimento da comunicação, das habilidades sociais, da autonomia e de outras competências relevantes para a vida cotidiana. A participação de familiares, cuidadores, educadores e diferentes profissionais pode ser necessária, sobretudo quando o atendimento envolve demandas que ultrapassam uma única área de conhecimento. Nesse contexto, a qualidade da assistência não depende apenas da existência de determinada intervenção, mas também de sua adequação às necessidades da pessoa e da articulação entre os diferentes ambientes em que ela vive.


A inclusão, por sua vez, não se limita à presença física da pessoa autista em espaços educacionais, profissionais ou comunitários. Participar de um ambiente pressupõe condições que favoreçam comunicação, aprendizagem, autonomia, convivência e acesso às atividades disponíveis. Isso significa que medidas de acessibilidade e apoios individualizados podem ser necessários para que a igualdade de participação não seja apenas formal. A perspectiva inclusiva desloca, assim, parte da atenção das características individuais para a relação entre a pessoa e as barreiras existentes no ambiente, sem desconsiderar as necessidades específicas de suporte. 


No campo farmacológico, é necessário distinguir o tratamento dos sintomas centrais do autismo do manejo de manifestações associadas ou de condições que podem ocorrer simultaneamente. Atualmente, não há medicamento que elimine ou trate diretamente os aspectos nucleares do TEA. Entretanto, determinados medicamentos podem ser utilizados, sob avaliação profissional, para sintomas ou condições associadas que comprometam o funcionamento cotidiano, como alterações importantes do comportamento, transtornos concomitantes, dificuldades relacionadas ao sono ou outras condições clínicas. Assim, a utilização de medicamentos deve ser compreendida dentro de um plano de cuidado individualizado, e não como substituição automática de intervenções psicossociais ou educacionais.


A ampliação do acesso ao diagnóstico e ao atendimento, portanto, constitui apenas uma parte do desafio relacionado ao TEA. É necessário que os serviços sejam capazes de acompanhar diferentes necessidades ao longo da vida e que saúde, educação, assistência social e outros setores possam atuar de maneira articulada. A abordagem baseada em evidências não significa aplicar uma mesma estratégia a todas as pessoas, mas utilizar conhecimentos científicos disponíveis para orientar decisões individualizadas, avaliando benefícios, limitações e necessidades de adaptação. Nesse sentido, inclusão e cuidado não são conceitos separados: ambos dependem da capacidade de reconhecer a diversidade existente no espectro e de construir condições concretas para participação e qualidade de vida.



Referências utilizadas na elaboração do texto: Organização Mundial da Saúde (OMS); Centers for Disease Control and Prevention (CDC); National Institute for Health and Care Excellence (NICE).

Considere o seguinte período, retirado do quinto parágrafo: 

“Assim, a utilização de medicamentos deve ser compreendida dentro de um plano de cuidado individualizado, e não como substituição automática de intervenções psicossociais ou educacionais.”


No período, o termo “Assim” estabelece, em relação às ideias desenvolvidas anteriormente, uma relação de sentido que pode ser corretamente identificada como:

Alternativas
Q4407589 Português

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TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: INCLUSÃO, ATENDIMENTO E EVIDÊNCIAS


O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento que apresenta manifestações variadas relacionadas, entre outros aspectos, à comunicação e à interação social, além de padrões restritos ou repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. A própria denominação “espectro” evidencia que não existe uma apresentação única do autismo: as características, necessidades de suporte e formas de participação social podem variar significativamente entre indivíduos e também se modificar ao longo da vida. Por essa razão, o diagnóstico não deve ser entendido como uma descrição completa da pessoa, mas como parte do processo de identificação de necessidades e possibilidades de apoio.


A identificação do TEA é realizada a partir da avaliação do desenvolvimento, do comportamento e da história da pessoa, não existindo um exame laboratorial isolado capaz de estabelecer o diagnóstico. A identificação em diferentes momentos da vida também demonstra que o acesso aos serviços pode ocorrer de maneira desigual. Dados recentes do sistema de monitoramento do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), referentes a crianças de oito anos acompanhadas em comunidades dos Estados Unidos em 2022, apontaram uma prevalência identificada de aproximadamente uma em cada 31 crianças, com diferenças expressivas entre as localidades analisadas. Esses dados não constituem uma estimativa universal da prevalência do autismo, mas ilustram a importância de sistemas de vigilância, identificação e acesso a serviços.


O atendimento às pessoas autistas deve considerar as características individuais, as necessidades de suporte e os objetivos definidos para cada pessoa. Intervenções baseadas em evidências podem contribuir para o desenvolvimento da comunicação, das habilidades sociais, da autonomia e de outras competências relevantes para a vida cotidiana. A participação de familiares, cuidadores, educadores e diferentes profissionais pode ser necessária, sobretudo quando o atendimento envolve demandas que ultrapassam uma única área de conhecimento. Nesse contexto, a qualidade da assistência não depende apenas da existência de determinada intervenção, mas também de sua adequação às necessidades da pessoa e da articulação entre os diferentes ambientes em que ela vive.


A inclusão, por sua vez, não se limita à presença física da pessoa autista em espaços educacionais, profissionais ou comunitários. Participar de um ambiente pressupõe condições que favoreçam comunicação, aprendizagem, autonomia, convivência e acesso às atividades disponíveis. Isso significa que medidas de acessibilidade e apoios individualizados podem ser necessários para que a igualdade de participação não seja apenas formal. A perspectiva inclusiva desloca, assim, parte da atenção das características individuais para a relação entre a pessoa e as barreiras existentes no ambiente, sem desconsiderar as necessidades específicas de suporte. 


No campo farmacológico, é necessário distinguir o tratamento dos sintomas centrais do autismo do manejo de manifestações associadas ou de condições que podem ocorrer simultaneamente. Atualmente, não há medicamento que elimine ou trate diretamente os aspectos nucleares do TEA. Entretanto, determinados medicamentos podem ser utilizados, sob avaliação profissional, para sintomas ou condições associadas que comprometam o funcionamento cotidiano, como alterações importantes do comportamento, transtornos concomitantes, dificuldades relacionadas ao sono ou outras condições clínicas. Assim, a utilização de medicamentos deve ser compreendida dentro de um plano de cuidado individualizado, e não como substituição automática de intervenções psicossociais ou educacionais.


A ampliação do acesso ao diagnóstico e ao atendimento, portanto, constitui apenas uma parte do desafio relacionado ao TEA. É necessário que os serviços sejam capazes de acompanhar diferentes necessidades ao longo da vida e que saúde, educação, assistência social e outros setores possam atuar de maneira articulada. A abordagem baseada em evidências não significa aplicar uma mesma estratégia a todas as pessoas, mas utilizar conhecimentos científicos disponíveis para orientar decisões individualizadas, avaliando benefícios, limitações e necessidades de adaptação. Nesse sentido, inclusão e cuidado não são conceitos separados: ambos dependem da capacidade de reconhecer a diversidade existente no espectro e de construir condições concretas para participação e qualidade de vida.



Referências utilizadas na elaboração do texto: Organização Mundial da Saúde (OMS); Centers for Disease Control and Prevention (CDC); National Institute for Health and Care Excellence (NICE).

No quarto parágrafo, o texto afirma que a inclusão “não se limita à presença física da pessoa autista em espaços educacionais, profissionais ou comunitários”. Considerando a argumentação desenvolvida nesse parágrafo, essa afirmação significa que: 
Alternativas
Q4407588 Português

TEXTO BASE PARA RESPONDER AS QUESTÕES DE LÍNGUA PORTUGUESA


TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: INCLUSÃO, ATENDIMENTO E EVIDÊNCIAS


O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento que apresenta manifestações variadas relacionadas, entre outros aspectos, à comunicação e à interação social, além de padrões restritos ou repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. A própria denominação “espectro” evidencia que não existe uma apresentação única do autismo: as características, necessidades de suporte e formas de participação social podem variar significativamente entre indivíduos e também se modificar ao longo da vida. Por essa razão, o diagnóstico não deve ser entendido como uma descrição completa da pessoa, mas como parte do processo de identificação de necessidades e possibilidades de apoio.


A identificação do TEA é realizada a partir da avaliação do desenvolvimento, do comportamento e da história da pessoa, não existindo um exame laboratorial isolado capaz de estabelecer o diagnóstico. A identificação em diferentes momentos da vida também demonstra que o acesso aos serviços pode ocorrer de maneira desigual. Dados recentes do sistema de monitoramento do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), referentes a crianças de oito anos acompanhadas em comunidades dos Estados Unidos em 2022, apontaram uma prevalência identificada de aproximadamente uma em cada 31 crianças, com diferenças expressivas entre as localidades analisadas. Esses dados não constituem uma estimativa universal da prevalência do autismo, mas ilustram a importância de sistemas de vigilância, identificação e acesso a serviços.


O atendimento às pessoas autistas deve considerar as características individuais, as necessidades de suporte e os objetivos definidos para cada pessoa. Intervenções baseadas em evidências podem contribuir para o desenvolvimento da comunicação, das habilidades sociais, da autonomia e de outras competências relevantes para a vida cotidiana. A participação de familiares, cuidadores, educadores e diferentes profissionais pode ser necessária, sobretudo quando o atendimento envolve demandas que ultrapassam uma única área de conhecimento. Nesse contexto, a qualidade da assistência não depende apenas da existência de determinada intervenção, mas também de sua adequação às necessidades da pessoa e da articulação entre os diferentes ambientes em que ela vive.


A inclusão, por sua vez, não se limita à presença física da pessoa autista em espaços educacionais, profissionais ou comunitários. Participar de um ambiente pressupõe condições que favoreçam comunicação, aprendizagem, autonomia, convivência e acesso às atividades disponíveis. Isso significa que medidas de acessibilidade e apoios individualizados podem ser necessários para que a igualdade de participação não seja apenas formal. A perspectiva inclusiva desloca, assim, parte da atenção das características individuais para a relação entre a pessoa e as barreiras existentes no ambiente, sem desconsiderar as necessidades específicas de suporte. 


No campo farmacológico, é necessário distinguir o tratamento dos sintomas centrais do autismo do manejo de manifestações associadas ou de condições que podem ocorrer simultaneamente. Atualmente, não há medicamento que elimine ou trate diretamente os aspectos nucleares do TEA. Entretanto, determinados medicamentos podem ser utilizados, sob avaliação profissional, para sintomas ou condições associadas que comprometam o funcionamento cotidiano, como alterações importantes do comportamento, transtornos concomitantes, dificuldades relacionadas ao sono ou outras condições clínicas. Assim, a utilização de medicamentos deve ser compreendida dentro de um plano de cuidado individualizado, e não como substituição automática de intervenções psicossociais ou educacionais.


A ampliação do acesso ao diagnóstico e ao atendimento, portanto, constitui apenas uma parte do desafio relacionado ao TEA. É necessário que os serviços sejam capazes de acompanhar diferentes necessidades ao longo da vida e que saúde, educação, assistência social e outros setores possam atuar de maneira articulada. A abordagem baseada em evidências não significa aplicar uma mesma estratégia a todas as pessoas, mas utilizar conhecimentos científicos disponíveis para orientar decisões individualizadas, avaliando benefícios, limitações e necessidades de adaptação. Nesse sentido, inclusão e cuidado não são conceitos separados: ambos dependem da capacidade de reconhecer a diversidade existente no espectro e de construir condições concretas para participação e qualidade de vida.



Referências utilizadas na elaboração do texto: Organização Mundial da Saúde (OMS); Centers for Disease Control and Prevention (CDC); National Institute for Health and Care Excellence (NICE).

A partir da organização argumentativa do texto, assinale a alternativa que melhor expressa a relação estabelecida entre individualização do cuidado e evidências científicas.
Alternativas
Q4407587 Direito Sanitário

Um município iniciou a elaboração de seu plano de saúde a partir do levantamento das necessidades identificadas em seu território. Os dados foram discutidos com a participação do Conselho de Saúde e posteriormente articulados ao planejamento estadual, considerando a disponibilidade de recursos e as metas de saúde estabelecidas para a região.

Considerando as regras de planejamento previstas no Decreto nº 7.508/2011, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q4407586 Direito Sanitário

No processo de organização regional do SUS, diferentes municípios articulam seus serviços de saúde para assegurar acesso ordenado às ações e aos serviços, considerando a capacidade instalada e as necessidades da população. Essa organização envolve a definição de uma área territorial e a articulação de serviços de diferentes níveis de atenção.

À luz do Decreto nº 7.508/2011, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q4407585 Direito Sanitário

A Lei nº 8.080/1990 estabelece princípios e diretrizes para a organização das ações e dos serviços de saúde. Alterações posteriores incorporaram novos elementos ao texto legal, acompanhando mudanças na compreensão e na organização das políticas públicas de saúde.

Considerando a redação vigente da Lei nº 8.080/1990, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q4407584 Direito Sanitário

Em determinado município, durante o processo de elaboração das diretrizes da política de saúde, representantes de usuários, trabalhadores, prestadores de serviços e gestores participam de instância colegiada destinada a discutir a situação de saúde e formular proposições para a política correspondente. Paralelamente, outra instância acompanha a execução da política de saúde e atua também sobre seus aspectos econômicos e financeiros.

Considerando a disciplina estabelecida pela Lei nº 8.142/1990, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Respostas
6381: C
6382: D
6383: B
6384: C
6385: E
6386: B
6387: D
6388: A
6389: C
6390: E
6391: A
6392: B
6393: E
6394: A
6395: D
6396: B
6397: C
6398: E
6399: A
6400: D