Foram encontradas 22.128 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
Homem, etilista, 63 anos, portador de hepatopatia crônica, é admitido em pronto-socorro com volumosa hematêmese. Acompanhante relata quadro semelhante no passado devido a varizes de esôfago. Ao exame: PA 85 x 50 mmHg, FC 118 bom, FR 22 irpm, SatO2 91%, Glasgow de 9, confuso, sonolento, icterícia 2+/4+, hipocorado 4+/4+, desidratado 2+/4+, apresenta abdômen ascítico e com circulação colateral. Assinale a conduta imediata para tal paciente.
Paciente, portador de doença renal crônica, procura atendimento médico em pronto-socorro devido a náuseas e vômitos. Em investigação clínica foram solicitados os seguintes exames: Hb 12, Ht 40%, Plaquetas 355.000, Leuco 7.780, Na 142, K 6,0, Mg 2, PCR 0,5. ECG onda T apiculada e encurtamento do intervalo QT, sem demais alterações. Qual a conduta imediata para o paciente?
Paciente, 54 anos, diagnosticado recentemente com tuberculose pulmonar bacilífera, em tratamento. Reside com sua esposa Maria, 53 anos, que mantém-se assintomática e procura a Unidade Básica de Saúde (USB) para orientações. Na avaliação de Maria, realizou-se a prova tuberculínica, que apresentou resultado de 5 mm. A melhor conduta para Maria é:
Mulher, jovem, 21 anos, nega comorbidades e faz uso apenas de anticoncepcional oral. Procura pronto-socorro por dor em panturrilha de membro inferior direito há um dia que melhora com dipirona. O médico atendente realizou o cálculo do escore de Wells para a paciente: baixa probabilidade. De acordo com avaliação inicial, com a suspeita de TVP e critério de Wells de baixa probabilidade, assinale a próxima conduta para tal paciente.
A terapia primária para o Tromboembolismo Pulmonar (TEP) inclui trombólise ou remoção do embolo através de embolectomia; porém, é uma terapêutica indicada apenas em casos selecionados. O paciente que se beneficiaria com a trombólise em caso de TEP é:
Paciente, idoso, 89 anos, apresentou queda da própria altura em seu domicílio com fratura de fêmur esquerdo. Portador de diabetes insulinodependente e hipertensão arterial, com acompanhamento regular em Unidade Básica de Saúde (USB). Internado para realizar correção da fratura. Evoluiu em pós-operatório com pneumonia hospitalar e insuficiência respiratória, com necessidade de intubação orotraqueal e transferência para leito de UTI. Nas primeiras 24 horas em UTI, evoluiu com choque séptico refratário às medidas instituídas e óbito. Assinale, a seguir, quem deverá preencher o atestado de óbito.
Homem, 54 anos, portador de diabetes e hipertensão arterial, procura atendimento em serviço de emergência com queixa de dor torácica intensa, com irradiação para membro superior esquerdo, iniciada há 30 minutos, associada à sudorese e náuseas. Nega quadro semelhante antes. Realizado ECG nos primeiros 10 minutos e evidenciado supra do segmento ST nas derivações DII, DIII e AVF. O local do primeiro atendimento não dispõe de serviço de hemodinâmica. O transporte para o local mais próximo com hemodinâmica disponível demora duas horas e dez minutos. Qual a conduta indicada para este caso hipotético?
Paciente, homem, 58 anos, portador de hipertensão e diabetes, faz uso de losartana, metformina e insulina NPH. Interna da em enfermaria hospitalar para realização de cirurgia eletiva de vasectomia, não apresenta queixas no momento da internação. Evolui durante a internação com pneumonia hospitalar. “Considerando que a pneumonia comunitária e a nosocomial são diferenciadas pelo espaço de tempo entre a internação e o surgimento dos sintomas, de acordo com o caso descrito, o tempo após admissão hospitalar em que os sintomas do paciente se iniciaram para considerar o diagnóstico de pneumonia nosocomial é após ______ horas da admissão hospitalar.” Assinale a alternativa que completa corretamente a afirmativa anterior.
Paciente, mulher, 72 anos, portadora de hipertensão arterial, diabetes e insuficiência cardíaca. Procura pronto-socorro devido à dispneia intensa aos mínimos esforços, após churrasco de família. Ao exame fala entrecortada, ritmo cardíaco regular em 3T, presença de B3, ausculta pulmonar com crepitações até terço médio pulmonar, SatO2 90%, extremidades frias e perfusão periférica de 4 segundos. De acordo com os perfis clínico-hemodinâmicos da IC descompensada, assinale, a seguir, o perfil da paciente.
“Em pacientes com diagnóstico agudo de fibrilação atrial, sem instabilidade hemodinâmica, atendido em serviço de emergência, a reversão de ritmo é possível se o intervalo do início dos sintomas ao início da terapêutica for de ____ horas.” Assinale a alternativa que completa corretamente a afirmativa anterior.
A Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) é uma doença comum na nossa sociedade. É importante que o médico saiba avaliar, diagnosticar, indicar o tratamento correto e o ambiente (ambulatorial, hospitalar, enfermaria ou UTI) adequado para o tratamento. O escore CURB-65 foi criado com o intuito de facilitar a indicação do ambiente adequado de tratamento das pneumonias. São critérios avaliados no escore CURB-65:
Mulher, idosa, 67 anos, encontra-se internada há 10 dias para tratamento de pneumonia. Antes da internação fez uso de levofloxacino por 7 dias, sem melhora do quadro clínico. No momento, em décimo dia de Piperacilina + Tazobactam, com melhora do quadro pulmonar. Há 2 dias com diarreia volumosa, 4 evacuações diárias, dor abdominal e febre. Exame físico: desidratada, dor à palpação abdominal difusa, ausência de irritação peritoneal. Laboratório com 17.000 leucócitos, sendo 8% de bastões, PCR 15. De acordo com o caso clínico apresentado e a principal hipótese diagnóstica, o exame complementar indicado é:
De acordo com o Boletim Epidemiológico Tuberculose – 2022, entre os anos de 2015 e 2021, o total de casos de TB em populações vulneráveis apresentou um aumento. Ao estratificar a frequência dos casos de TB por tipo de população vulnerável neste período, a população que mais contribuiu para este aumento de casos é:
Assinale a alternativa que apresenta apenas classes de fármacos que aumentam a sobrevida do paciente com insuficiência cardíaca:
O acesso universal, igualitário e ordenado às ações e serviços de saúde se inicia pelas portas de entrada do SUS e se completa na rede regionalizada e hierarquizada, de acordo com a complexidade do serviço.
(Art. 8º. Decreto nº 7.508/2011.)
Sobre as portas de entrada do SUS, assinale a afirmativa INCORRETA.
Garantir o acesso resolutivo da população, em tempo oportuno e com qualidade, a ações e serviços de promoção, proteção e recuperação da saúde, organizados em redes de atenção à saúde, assegurando-se um padrão de integralidade é um dos objetivos para organização das Regiões de Saúde. Sobre as Regiões de Saúde, analise as afirmativas a seguir.
I. São instituídas pela Comissão de Intergestores Tripartite – CIT.
II. São referência para as transferências de recursos entre os entes federativos.
III. Para ser instituída deve contar, dentre outros, com serviço de vigilância em saúde.
IV. Podem ter abrangência interestadual e podem ser formadas por municípios não limítrofes.
Está correto o que se afirma apenas em
A Atenção Básica é o conjunto de ações de saúde individuais, familiares e coletivas que envolvem promoção, prevenção, proteção, diagnóstico, tratamento, reabilitação, redução de danos, cuidados paliativos e vigilância em saúde, desenvolvida por meio de práticas de cuidado integrado e gestão qualificada, realizada com equipe multiprofissional e dirigida à população em território definido, sobre as quais as equipes assumem responsabilidade sanitária.
(Art. 2º. Portaria nº 2.436/2017.)
Para responder de forma equitativa e eficiente às necessidades de saúde dos cidadãos, os governos têm as suas responsabilidades e obrigações. As afirmativas descrevem corretamente a responsabilidade dos entes federados indicados, EXCETO:
Envelhecer com saúde: hora de desenhar o novo mapa da vida
Aos 94 anos, o engenheiro aposentado Luiz Carlos França Domingues demonstra aquilo que os franceses chamam de “joie de vivre”, a alegria de viver que muitos pesquisadores do envelhecimento saudável apontam como um dos segredos para uma vida longa, produtiva e feliz.
Todas as manhãs, ele salta cedo da cama, faz uma refeição leve e, apesar da preocupação dos filhos, dirige o próprio carro até o Esporte Clube Pinheiros, no Jardim Europa, zona oeste de São Paulo. Não perde as aulas de pilates. “Tenho vontade de viver por causa da serotonina que me traz bem-estar”, diz ele. “Para mim, os exercícios são uma necessidade diária e envolvem um sentimento estético. Gosto da elegância, da postura, da coordenação dos movimentos. Acho tudo isso muito bonito.”
Em poucos anos, encontrar quase centenários ativos e independentes como Domingues deixará de ser surpresa. Metade das crianças que hoje têm 5 anos poderá chegar aos 100 anos nos Estados Unidos e em outros países desenvolvidos. E essa tem chance de se tornar a norma para recém-nascidos em 2050, segundo um relatório lançado recentemente pelo Centro de Longevidade da Universidade Stanford.
Em três décadas, quase 30% da população brasileira será idosa, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Um índice três vezes superior ao verificado em 2010. Para que a experiência do envelhecimento seja satisfatória, há muito o que aprender com exemplos como o de Domingues. Com 1,65 metro e 64 quilos, ele mantém o peso há 68 anos. Viúvo há nove anos, mora sozinho e tem boa condição geral de saúde.
A genética contribui para a longevidade –– os avós paternos passaram dos 90 anos e o irmão morreu pouco antes de completar um século ––, mas o aposentado também colhe os frutos de décadas de alimentação saudável. E de passar longe do cigarro, das bebidas alcoólicas e do sedentarismo. “Para envelhecer bem, é só fazer o básico e ter um casamento feliz como eu tive.”
Domingues não sente dores nem sofre de osteoporose. “Nunca tive problema de coluna. Isso é falta de exercício e de ter uma musculatura abdominal forte”, afirma. “Tomo sol enquanto leio o Estadão na beira da piscina. Quer receita melhor para os ossos?”
Frequentador de vários grupos de terceira idade, ele acha que é importante manter um convívio social ativo. Lamenta quando vê idosos que não saem de casa. “Ficam ranzinzas, emburrecendo com o controle remoto da TV na mão e dizendo que no tempo deles as coisas eram diferentes”, afirma. “O nosso tempo é agora.”
Graças aos avanços da ciência e aos recursos da Medicina, viver décadas a mais com qualidade será possível, mas o mundo está preparado para os centenários? Não exatamente, segundo a professora Laura Carstensen, diretora do Centro de Longevidade da Universidade Stanford.
“A nossa cultura evoluiu em torno de vidas com a metade desse tempo”, diz ela. “Isso não funciona mais. Precisamos criar normas sociais que acomodem trajetórias muito mais longas.”
Nos últimos três anos, a equipe liderada por Laura criou recomendações reunidas no relatório O Novo Mapa da Vida. O texto sugere mudanças na educação, nas carreiras e nas transições de vida para que elas sejam compatíveis com existências de um século ou mais.
(Cristiane Segatto, Estadão Conteúdo. São Paulo. Em: 05/01/2022.)
“[...] quando vê idosos [...]”
“Gosto da elegância, [...]”
Os trechos destacados anteriormente apresentam, quanto à regência verbal: