Paciente, 54 anos, diagnosticado recentemente com tuberculos...

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Q4115236 Medicina

Paciente, 54 anos, diagnosticado recentemente com tuberculose pulmonar bacilífera, em tratamento. Reside com sua esposa Maria, 53 anos, que mantém-se assintomática e procura a Unidade Básica de Saúde (USB) para orientações. Na avaliação de Maria, realizou-se a prova tuberculínica, que apresentou resultado de 5 mm. A melhor conduta para Maria é: 

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: No contexto brasileiro de investigação de contatos, a prova tuberculínica de 5 mm em contactante intradomiciliar de caso bacilífero é interpretada como infecção pelo M. tuberculosis; como Maria está assintomática, trata-se de infecção latente, e o gabarito oficial aponta rifampicina em monoterapia como esquema preferencial.

Tema central: ILTB em contactante de tuberculose
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada no contexto da banca porque, embora reconheça corretamente a indicação de tratar ILTB, não corresponde ao esquema preferencial adotado pelo gabarito oficial. A própria base explicita que a exclusão dessa alternativa depende da preferência diretriz/programática da questão, e não de contraindicação intrínseca da isoniazida.
B
Certa
A alternativa B está correta porque Maria é contactante intradomiciliar de tuberculose pulmonar bacilífera e tem PT de 5 mm, valor que o protocolo brasileiro interpreta como positivo nesse contexto, sustentando infecção latente pelo M. tuberculosis. Como o enunciado a descreve assintomática, não há elemento de tuberculose ativa; portanto, a conduta é tratamento da ILTB após exclusão clínica de doença ativa. Entre as alternativas oferecidas, o gabarito oficial adota rifampicina como esquema preferencial, em consonância com os esquemas programáticos restabelecidos oficialmente.
C
Errada
Está errada porque RHZE é esquema de tuberculose ativa, não de infecção latente. A paciente está assintomática e o enunciado não traz evidência de doença ativa; usar rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol nesse cenário significa tratar exposição/ILTB como TB doença, o que configura sobretratamento inadequado e potencialmente tóxico.
D
Errada
Está errada porque contradiz o critério programático de interpretação da prova tuberculínica em contatos. Em contactante intradomiciliar de caso bacilífero, PT de 5 mm já é considerada positiva no protocolo brasileiro, portanto não se pode concluir ausência de infecção latente.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: aplicar o ponto de corte de 10 mm em vez de 5 mm para contactante e confundir infecção latente com tuberculose ativa, o que levaria a marcar D ou C. Entre A e B, a definição depende da preferência programática adotada pela banca, que escolheu rifampicina.
Dica para questões semelhantes
  • Em investigação de contatos de tuberculose ativa, confira primeiro o ponto de corte da PT exigido pelo protocolo do cenário; nesta base, 5 mm já conta como infecção pelo M. tuberculosis.
  • Antes de escolher esquema, separe ILTB de tuberculose ativa: assintomático com teste positivo aponta para tratamento preventivo, não para RHZE.
  • Quando duas alternativas de ILTB parecerem plausíveis, verifique se a questão depende de diretriz programática específica para definir o esquema preferencial.

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