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A terapia primária para o Tromboembolismo Pulmonar (TEP) in...

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Q4115234 Medicina

A terapia primária para o Tromboembolismo Pulmonar (TEP) inclui trombólise ou remoção do embolo através de embolectomia; porém, é uma terapêutica indicada apenas em casos selecionados. O paciente que se beneficiaria com a trombólise em caso de TEP é:

Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A indicação principal de trombólise no TEP agudo é a instabilidade hemodinâmica/choque, e a questão oferece essa condição na alternativa B; além disso, a janela de até 14 dias é compatível com o benefício esperado em evento agudo/subagudo recente.

Tema central: Trombólise no TEP agudo
Análise das alternativas
A
Errada
SatO2 < 94% indica hipoxemia, achado frequente no TEP, mas hipoxemia isolada não define indicação de trombólise. O tratamento trombolítico é reservado principalmente ao TEP de alto risco por instabilidade hemodinâmica, porque envolve risco hemorrágico relevante. Portanto, dessaturação sem choque ou hipotensão não basta como critério.
B
Certa
A alternativa B está correta porque a principal indicação de reperfusão com trombólise sistêmica no TEP é a presença de instabilidade hemodinâmica, que caracteriza TEP de alto risco e identifica o grupo com maior benefício clínico esperado. Além disso, no TEP a janela de benefício não se restringe às primeiras 12 horas; a formulação de até 14 dias é compatível com evento agudo/subagudo recente. A decisão prática ainda exige avaliar contraindicações ao trombolítico, mas, entre as opções, B é a única que traz o critério decisivo correto.
C
Errada
A instabilidade hemodinâmica aponta corretamente para o grupo que pode se beneficiar de trombólise, mas o erro da alternativa é restringir indevidamente a indicação a até 12 horas. Na base fornecida, a janela de benefício no TEP agudo/subagudo recente é classicamente mais ampla, em torno de até 14 dias, de modo que a opção C fica incorreta frente à B.
D
Errada
DPOC em oxigênio domiciliar reduz reserva respiratória, mas comorbidade pulmonar prévia não substitui o critério hemodinâmico para indicar trombólise no TEP. A indicação de reperfusão não é definida por doença pulmonar de base, e sim por TEP de alto risco com instabilidade hemodinâmica.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: tomar hipoxemia isolada ou DPOC grave como indicação de trombólise e importar para o TEP uma janela temporal excessivamente curta, como 12 horas.
Dica para questões semelhantes
  • Em TEP, procure primeiro o critério hemodinâmico: choque, hipotensão persistente ou colapso circulatório são o ponto decisivo para trombólise.
  • Não use dessaturação isolada como atalho para indicar reperfusão; gravidade respiratória sem instabilidade hemodinâmica não fecha esse critério.
  • Comorbidade pulmonar prévia pode piorar o quadro, mas não é critério substitutivo de trombólise.
  • Se a alternativa limitar a trombólise no TEP a 12 horas, desconfie: a janela clássica de benefício é mais ampla.

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