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Um paciente de 64 anos, fumante até os 55 anos de aproximadamente 60 anos-maço, tem história de emagrecimento não intencional de 15 Kg nos últimos três meses, assim como tosse usualmente seca e muita prostração. A radiografia de tórax evidencia lesão expansiva no lobo superior direito, associada a imagem em parábola do mesmo lado. A equipe assistente indicou a realização de uma toracocentese com biópsia pleural diagnóstica, mas os achados foram inconclusivos.
A melhor opção para dar sequência à investigação será:
Uma paciente de 35 anos foi encaminhada ao posto de saúde pelo reumatologista para avaliação e tratamento de ILTB (infecção latente por tuberculose), pois a paciente fará uso de imunobiológico anti-TNF alfa. Além do relatório médico detalhado, é portadora de artrite reumatoide com anti-CCP positivo, com dores em articulações de mãos e punhos sem melhora com uso de metotrexato e hidroxicloroquina. Trouxe também o resultado do IGRA Quantiferon Gold plus positivo e radiografia de tórax normal (com laudo). Paciente assintomática do ponto de vista respiratório. Nega febre, sudorese noturna e emagrecimento. Peso: 58 kg.
Atualmente, o tratamento preferencial e preconizado pelo Ministério da Saúde para tratamento da ILTB, nesse caso descrito acima, é:
Um paciente de 23 anos, sem comorbidades prévias, apresentou náuseas e vômitos, após 3 semanas de início de esquema básico (EB) para tratamento de tuberculose pleural. Nega etilismo e doenças hepáticas prévias. Tinha peso de 51 quilos. Em uso de 4 comprimidos, 1 x por dia, de RHZE, dose fixa combinada. Foi solicitada rotina laboratorial que mostrou TGO 108 U/L (VN até 40 U/L) e TGP 122 U/L (VN até 56 U/L.
Diante desse quadro, a conduta mais adequada para esse paciente é:
Um paciente de 66 anos, casado, aposentado, durante consulta com nefrologista em unidade de referência secundária, relatou tosse há 40 dias, inicialmente seca. Após 1 semana, evoluiu com expectoração amarelada. Refere febre vespertina e perda ponderal de 3kg no período. HPP: DM há 12 anos em uso de glimepirida 4 mg dia e metformina 500 mg 2cp no café e 2cp no jantar. HAS há 12 anos, em uso de enalapril 10 mg 2x ao dia, hidroclorotiazida 25 mg dia. Doença renal crônica em tratamento conservador. HS: ex-tabagista há 10 anos. CT 20 anos-maço. Quando jovem, aos 22 anos, relatou “água na pleura” que melhorou sem tratamento específico. Nos exames laboratoriais: glicemia de jejum 268 mg/dl, HbA1c 8,1%, UR 194 mg/dl e CR 2,8 mg/dl sem critério para hemodiálise. O nefrologista solicitou exame de escarro: teste rápido molecular para tuberculose (TRM- TB) e baciloscopia (pesquisa de BAAR), além de radiografia de tórax. A enfermeira checou os resultados: BAAR (+), TRM - TB detectável e sensível à rifampicina. O paciente foi encaminhado ao pneumologista, sendo solicitados cultura para micobactéria, identificação e TSA.
Considerando-se o quadro clínico e laboratorial desse paciente, a conduta mais adequada para o tratamento é:
Uma paciente de 77 anos, relata tosse há 6 meses com expectoração branca e piora da dispneia que, no momento, ocorre aos pequenos esforços. Nega febre. Refere emagrecimento de 3kg nesse período, perda do apetite e dor em região costal E. Ex-tabagista há 10 anos. CT 50 anos-maço. Trouxe TC de tórax, que evidenciou: enfisema parasseptal e centrolobular difuso mais extenso em lobos superiores. Havia também uma opacidade de contorno irregular medindo 3,1 x 3,0 x 3,5 cm, localizada em língula com extensão pleural. Nódulo subpleural em LID de contorno lobulado de 8,0 mm. Linfonodos mais evidentes que o habitual no mediastino de 7,0 mm, situados no espaço pré-vascular. A parede torácica apresentava irregularidade da cortical no 4º e 5º arcos costais à esquerda. Em uma segunda consulta, trouxe o resultado do exame de função pulmonar com estudo da difusão de monóxido de carbono (DLCO). Esse exame mostrava distúrbio ventilatório obstrutivo evidenciado pela redução VEF1/CVF (50% do previsto) pós BD e VEF1 de 48%, com CVF normal. Prova broncodilatadora negativa. A difusão de CO estava acentuadamente reduzida (DLCO hb) = 19% do previsto; o KCO (Hb) muito baixo (24% do previsto) sugere redução do leito capilar pulmonar por enfisema pulmonar extenso. O VA normal, a despeito da obstrução de vias aéreas, sugere presença de hiperinsuflação pulmonar. Para a lingulectomia (ressecção de 2 dos 19 segmentos pulmonares) VEF1 ppo = 0,84L (45% do previsto) e DLCO (Hb)ppo = 2,54 ml/min/mmHg (16% do previsto). Realizou biópsia por punção transtorácica na língula e o histopatológico revelou carcinoma de pulmão não pequenas células (invasivo) moderadamente diferenciado.
Considerando o caso clínico acima, o planejamento terapêutico mais adequado para essa paciente é realizar:
Um homem de 76 anos, advogado, natural do Rio de Janeiro e residente em SP, há 3 meses, queixa-se de dispneia aos esforços, progressiva, acompanhada de tosse com expectoração amarelada e febre não aferida. Tinha história de tabagista de 60 anos-maço e etilista de destilados aos fins de semana. Ao exame físico, apresentava: PA = 120 x 80 mmhg, temp.axilar = 38,3 °C, FC = 100 bpm, FR = 22 irpm, SatO2 = 96%. Na ausculta pulmonar, apresentava expansibilidade diminuída à direita, FTV aumentado no 1/3 médio à direita. Percussão: som claro e atimpânico em ambos os hemitórax. MV difusamente diminuído, sobretudo no 1/3 médio à direita. Presença de roncos e sibilos esparsos e estertores crepitantes discretos no 1/3 médio à direita. Exames complementares: HCT 40% e hg 14 g/dl, leucócitos: 13800 (1200 bastões). Plaquetas: 300mil. TAP/PTT e INR normais. Radiografia de tórax em PA e perfil E: opacidade arredondada, sugestiva de massa escavada, justa hilar D, estendendo-se até LM, onde também se observa infiltrado alveolar ao redor. A tomografia de tórax mostrava presença de massa pulmonar medindo 6 cm, justa hilar, envolvendo a emergência do brônquio fonte direito e dos brônquios dos segmentos anterior do LSD e medial do LM com infiltrado alveolar. Linfonodomegalia hilar D também era observada. Na tomografia de abdômen havia múltiplos nódulos densos e hipercaptantes no fígado e imagem nodular e irregular medindo 4 cm em topografia de adrenal direita.
Nesse contexto clínico, a conduta inicial para obtenção de material para o diagnóstico histopatológico seria a realização de:
Uma mulher de 28 anos, gestante de 30 semanas (G3P2A0), com histórico de asma desde a infância e rinite alérgica, fazia uso de beclometasona HFA spray 200mcg, 1 jato de 12/12h. Parou o uso quando descobriu a gestação. Realizou a mesma conduta nas duas gestações anteriores, sem maiores consequências e sem crise de asma. Nega tabagismo e etilismo. Nega HAS, DM e alergia medicamentosa. Frequenta regularmente as consultas de pré-natal. Sorologias para HIV, hepatites e sífilis são não reagentes. No momento, relata dispneia com tosse e chiado no peito 5 vezes por semana, após contato com poeira e mofo no guarda-roupa. Nega febre e despertares noturnos.
Além das medidas de controle ambiental, a paciente acima deve ser orientada a realizar o seguinte tratamento:
Leandro José da Silva, PVHIV, 33 anos, em uso de inibidor de protease na TARV, relata ter contato intradomiciliar com pessoa portadora de tuberculose pulmonar, o qual apresenta, no exame de escarro, baciloscopia positiva (BAAR ++), TRM-TB: Mtb (Mycobacterium tuberculosis) é detectável e sensível à Rifampicina. No momento, Leandro encontra-se assintomático do ponto de vista respiratório. Nega febre, emagrecimento e sudorese noturna. Informa uso correto da TARV, porém apresenta CD4<350 células/mm³. O médico da unidade básica solicitou prova tuberculínica, sendo o resultado de 4mm, e radiografia de tórax, que tem laudo normal.
O esquema mais adequado para o tratamento da infecção latente pelo Mtb para o paciente em questão é:
Um paciente de 42 anos, casado, engenheiro, apresenta-se com queixa de dispneia aos médios esforços há 1 ano, sendo por ele atribuída à falta de condicionamento físico. Ex-tabagista há 12 anos, fez uso de cigarro de palha dos 25 aos 30 anos de idade. Relata infecções respiratórias no último ano, tratadas com antibióticos, sendo a última com necessidade de internação hospitalar há 4 meses. Nega perda ponderal. Na história familiar, seu pai é transplantado de fígado, embora a causa específica da doença hepática não seja conhecida. Realizou espirometria que revelou CVF normal, VEF1 de 58 % e VEF1/CVF 68% pós BD. Prova broncodilatadora negativa ao salbutamol spray. Hemograma recente com série vermelha normal, leucócitos dentro do limite da normalidade e com eosinófilos de 180/ml. Ao exame físico: PA 120 X 80 mmHg, f- 20 irpm, Sat 97% em ar ambiente. O mMRC era de 2 CAT 11 e sem esforço respiratório em repouso. A ausculta pulmonar mostra MV diminuído universalmente e sem ruídos adventícios.
De acordo com os critérios do GOLD 2024, o tratamento inalatório proposto para esse paciente é:
Um trabalhador de uma mineradora de 55 anos de idade, com histórico de exposição prolongada à poeira de sílica por mais de 20 anos, apresenta sintomas como tosse persistente, febre baixa diária, dispneia aos esforços e perda de peso significativa nos últimos seis meses. Além da história ocupacional, refere ser tabagista 35 anos-maço. Ao exame físico, observa-se baqueteamento digital. A radiografia de tórax revela a presença de opacidades nodulares em ambos os pulmões, principalmente nos lobos superiores.
Diante do quadro acima, a conduta mais adequada para o referido paciente é:
Após a otimização da terapia antimicrobiana, o paciente evoluiu com insuficiência respiratória com necessidade de intubação orotraqueal e ventilação mecânica invasiva.
Em relação à abordagem inicial da ventilação mecânica, a opção abaixo mais adequada para o paciente é:
Um paciente do sexo masculino, de 72 anos, portador de hipertensão arterial sistêmica, diabetes e ex-tabagista, com carga tabágica de 30 anos-maço, procura atendimento médico com queixa de dispneia aos moderados esforços e tosse seca. Negava febre, emagrecimento, hemoptise ou dor torácica. Ao exame, com bom estado geral. Ausculta respiratória sem ruídos adventícios. Ausência de baqueteamento digital. Relatou na história clínica que trabalhou durante 20 anos em marmoraria com corte e polimento de pedras artificiais e granito. Não usava equipamento de proteção individual. Durante avaliação prévia em unidade de pronto atendimento, solicitaram tomografia computadorizada de tórax. O exame radiológico evidenciou infiltrado intersticial nodular bilateral, simétrico e predominando nos lobos superiores, além de enfisema centrolobular. Em janela de mediastino, foram observados diversos linfonodos mediastinais calcificados, alguns com aspecto de calcificação em “casca de ovo”. Não foi observado derrame pleural, massa ou linfonodomegalias.
Considerando-se a história laboral associada aos achados clínicos e radiológicos, a suspeita diagnóstica seria de:
Uma menina de 10 anos chega à emergência com edema de lábios e língua, broncoespasmo e vômitos. Os sintomas se iniciaram há 30 minutos, após uso de anti-inflamatório para cefaleia.
A hipótese diagnóstica e a conduta nesse caso são, respectivamente:
Uma mãe informa que recebeu comunicado da escola sobre caso de meningite meningocócica na turma do seu filho de 6 anos.
O pediatra deve orientá-la a:
Um lactente de 6 meses, internado com bronquiolite, está em suporte ventilatório.
Sobre a necessidade de analgesia/sedação do paciente, é correto afirmar que:
Uma criança, portadora de doença falciforme, é admitida na emergência com priapismo há 24 horas, que não respondeu ao tratamento habitual.
A conduta correta, nesse caso, é:
Um pai está preocupado com seu filho de 15 anos, que tem apresentado queda do rendimento escolar, desinteresse pelos esportes que praticava, comportamento hostil com familiares, perda de peso e irritação ocular (“olhos vermelhos”) com fotofobia.
Considerando as informações do pai, o médico faz a hipótese diagnóstica adequada de: