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Um trabalhador de uma mineradora de 55 anos de idade, com histórico de exposição prolongada à poeira de sílica por mais de 20 anos, apresenta sintomas como tosse persistente, febre baixa diária, dispneia aos esforços e perda de peso significativa nos últimos seis meses. Além da história ocupacional, refere ser tabagista 35 anos-maço. Ao exame físico, observa-se baqueteamento digital. A radiografia de tórax revela a presença de opacidades nodulares em ambos os pulmões, principalmente nos lobos superiores.
Diante do quadro acima, a conduta mais adequada para o referido paciente é:
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Tema central: A questão aborda doença ocupacional pulmonar (silicose) associada à investigação de tuberculose pulmonar em paciente com sintomas sistêmicos e achados radiográficos sugestivos.
Justificativa da alternativa correta (B):
O trabalhador tem fatores de risco, sendo exposto por anos à sílica – principal fator para silicose, o que aumenta em até 30 vezes o risco de tuberculose pulmonar. Sintomas como tosse, febre, dispneia, emagrecimento e radiografia com opacidades nodulares nos lobos superiores são altamente sugestivos de tuberculose, inclusive na vigência de silicose.
Segundo o Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil (Ministério da Saúde, p. 43):
“Todos os sintomáticos respiratórios devem realizar pesquisa de BAAR no escarro. Caso o exame seja negativo e persistindo a suspeita clínica, recomenda-se broncoscopia com lavado broncoalveolar.”
Portanto, primeiro realiza-se BAAR no escarro; caso negativo, a broncofibroscopia com lavado aumenta a sensibilidade, principalmente em quem tem risco elevado.
Análise das alternativas incorretas:
A) Errada. Um BAAR negativo não exclui tuberculose, já que a sensibilidade do exame pode ser baixa, especialmente em portadores de lesões coexistentes (como silicose). A investigação deve prosseguir diante de forte suspeição clínica.
C) Incorreta. Apesar da tomografia ser útil para avaliação detalhada das lesões, não substitui a investigação microbiológica específica da tuberculose. Punção de nódulos só se indica após exaustão de métodos menos invasivos e quando há dúvida diagnóstica persistente.
D) Inadequada. Angiotomografia é exame para tromboembolismo pulmonar, sem relação com o quadro apresentado e sem justificativa clínica diante do histórico e evolução.
E) Errada. O teste PPD não serve para excluir tuberculose ativa; falso-negativos são comuns em imunossuprimidos e em formas avançadas. O diagnóstico é feito por clínica, radiologia e identificação do agente.
Pontos-chave e estratégias de prova:
Identifique o risco (silicose), os sintomas clássicos e o padrão radiológico; lembre que pesquisa microbiológica é fundamental e que BAAR negativo não exclui tuberculose em alta suspeita. Pegadinha clássica: confiar apenas no BAAR ou no PPD para descartar a doença.
Referências principais:
- Ministério da Saúde. Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil.
- UpToDate e Harrison’s Principles of Internal Medicine – Pneumologia.
- Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).
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