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Q3511912 Medicina

Leandro José da Silva, PVHIV, 33 anos, em uso de inibidor de protease na TARV, relata ter contato intradomiciliar com pessoa portadora de tuberculose pulmonar, o qual apresenta, no exame de escarro, baciloscopia positiva (BAAR ++), TRM-TB: Mtb (Mycobacterium tuberculosis) é detectável e sensível à Rifampicina. No momento, Leandro encontra-se assintomático do ponto de vista respiratório. Nega febre, emagrecimento e sudorese noturna. Informa uso correto da TARV, porém apresenta CD4<350 células/mm³. O médico da unidade básica solicitou prova tuberculínica, sendo o resultado de 4mm, e radiografia de tórax, que tem laudo normal.


O esquema mais adequado para o tratamento da infecção latente pelo Mtb para o paciente em questão é:

Alternativas

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Tema central: O caso aborda a infecção latente por Mycobacterium tuberculosis (ILTB) em pessoa vivendo com HIV (PVHIV), sob risco aumentado de desenvolver tuberculose ativa, independentemente de sintomas ou resultado da prova tuberculínica.

Justificativa para a alternativa correta (E):

Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos ‒ Ministério da Saúde (2024):

“O tratamento da ILTB é indicado para todas as PVHIV com contagem de linfócitos T-CD4+ inferior ou igual a 350 células/mm³, independentemente do resultado da prova tuberculínica, desde que afastada a tuberculose ativa.”

O paciente relatado tem CD4 < 350, é contato de caso bacilífero, está assintomático e com radiografia normal ‒ critérios para afastar doença ativa. Mesmo com prova tuberculínica negativa (4mm), a imunossupressão pode levar a falso-negativo.

O esquema recomendado nessas situações é a isoniazida 300 mg, 1x/dia, por 6 meses (alternativa E). Essa conduta reduz significativamente o risco de tuberculose ativa e mortalidade na PVHIV (The Brazilian Journal of Infectious Diseases).

Análise das alternativas incorretas:

A) Incorreta – O tratamento está indicado, mesmo com prova tuberculínica negativa, para CD4 ≤ 350, devido à provável anergia imune.

B) Incorreta – Rifapentina + isoniazida semanal (esquema 3HP) não é o esquema de escolha no Brasil para PVHIV, sobretudo com uso de inibidores de protease devido a possíveis interações medicamentosas relevantes.

C) Incorreta – Regime diário de rifapentina + isoniazida não é recomendado em nenhuma diretriz.

D) Incorreta – Rifampicina por 4 meses é alternativa, mas não preferencial em PVHIV pelo potencial de interação com antirretrovirais e pelo perfil de segurança.

Estratégias de prova: Atenção aos detalhes do caso! O uso correto da prova tuberculínica NÃO exclui indicação de tratamento em imunossuprimidos. Pegadinhas comuns exploram esse conceito. Lembre: para PVHIV, trata-se independente da tuberculina, desde que não haja TB ativa e CD4 ≤ 350.

Resumo: O tratamento correto para ILTB nesse cenário é isoniazida 300 mg, 1x/dia, por 6 meses (alternativa E), conforme as diretrizes nacionais e boas práticas clínicas.

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