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- Hemograma: HGB 6,0/ VCM 84 / HCM 30 / leucócitos: 9.830 / plaquetas: 234.000
- Ferritina: 87
- Reticulócitos: 8,5%
- DHL: 780
- Bilirrubinas totais: 4,3 / bilirrubina indireta: 3,7
- Vitamina B12 e ácido fólico sérico: dentro da normalidade
Apenas com os dados acima, são todas possíveis causas da anemia desta criança, EXCETO
A) Menina, 5 anos, foi levada à consulta de rotina pelos pais. Relatam que estão passando por um divórcio e a filha está com dificuldades de se adaptar a nova rotina. Questionam o que podem fazer para ajudar nesse processo, pois percebem que a criança está mais quieta e triste.
B) Menino de 8 anos chega à consulta acompanhado por avó. Cuidadora traz como queixa que neto está mais agressivo, desde que o pai foi preso. Atualmente está morando com os avós, e a mãe o visita durante a semana dependendo dos horários de trabalho.
C) Criança do sexo masculino, 3 anos, iniciou há 1 mês a vida escolar. Genitora refere que, nos primeiros dias de adaptação, chorou pedindo para voltar para casa. Hoje, no entanto, já conta quais brincadeiras fizeram na escola e fala dos amigos que fez. A mãe está preocupada, pois ainda precisou buscá-lo mais cedo um dia na última semana devido aos pedidos da criança.
Ao fim do expediente, você reflete sobre os efeitos dos fatores estressantes no desenvolvimento infantil e classifica respectivamente os pacientes acima em relação aos tipos de estresse da seguinte forma:
I. Uma excelente estratégia para melhorar a relação calorias não proteicas por gramas de nitrogênio deste paciente é aumentar a VIG para 6 e aumentar a quota proteica para 3,5 g/kg.
II. A emulsão lipídica a 20% não contém triglicerídeos de cadeia média e, portanto, deve ser substituída pela emulsão a 10%.
III. O aumento deliberado da VIG poderá levar não só a uma hiperglicemia mas também a um aumento na produção de CO2.
Podemos afirmar que
I. Ocorre uma intensa resposta inflamatória endocapilar glomerular, com predomínio de polimorfonucleares, sendo poupada a região mesangial.
II. A denominação ‘humps’ corresponde ao depósito de imunocomplexos na membrana basal glomerular, os quais podem ser identificados na imunofluorescência.
III. A ativação do sistema renina-angiotensina promove vasodilatação na arteríola eferente do glomérulo, bem como, um aumento da resistência da arteríola aferente.
IV. Ocorre uma importante lesão dos podócitos, e dessa forma, o ultra-filtrado glomerular é abundante em hemácias dismórficas (crenadas).
Podemos afirmar que
- Hemoglobina 5,4 g/dL / VCM 84 fL / HCM 30 pg/ RDW 14% / Leucócitos 21.000 mm3
- Plaquetas =83.000 mm3 / DHL > 1.500 U/L / Reticulócitos 4,6%
- Bilirrubinas totais 3,9 mg/dL / bilirrubina indireta 3,4 mg/dL
- Sorologias para Citomegalovírus e Epstein-Barr negativas
- Coombs direto positivo
Considerando a história clínica atual, o exame físico e os achados laboratoriais acima, assinale a alternativa que indica a principal hipótese diagnóstica desta paciente.
Sobre este caso, analise as assertivas abaixo:
I. A quimioprofilaxia foi bem indicada na alta hospitalar, e uma das opções é o emprego de sulfametoxazol e trimetoprima na posologia de um quarto da dose terapêutica, uma vez ao dia.
II. A imagem da UCM evidencia achados típicos de válvula de uretra posterior.
III. A cintilografia renal com ácido dimercaptosuccínico-tecnécio-99 deve ser solicitada, pois a principal hipótese diagnóstica para este lactente é de estenose da junção ureteropélvica à direita e displasia renal à esquerda.
IV. A hipótese mais provável para este paciente é de estenose da junção ureterovesical à direita e megaureter à esquerda.
Podemos afirmar que
Sobre esta condição clínica, analise as assertivas abaixo:
I. Um dos principais agentes envolvidos nessa doença é o pneumococo, em especial os sorotipos 7, 15 e 23, não contemplados na vacina conjugada fornecida pelo PNI.
II. Pneumolisina e neuraminidases são importantes fatores de virulência de Staphylococcus aureus as quais podem fazer com que a febre persista por semanas em situações clínicas como a desta paciente.
III. Caso esta paciente persista com febre além de 21 dias, não há indicação de associar macrolídeos, pois Mycoplasma pneumoniae não é um agente envolvido na doença acima.
IV. Erros inatos da imunidade podem estar presentes na condição clínica como a descrita acima e, portanto, devem ser prioritárias dosagens de linfócitos T CD4, bem como de elementos do complemento (C5 e C9) em detrimento da avaliação da imunodeficiência por falhas na imunidade adaptativa por linfócitos B (dosagem de IMUNOGLOBULINAS)
V. A atual vacina contra o vírus sincicial respiratório na faixa etária pediátrica não trará impacto na situação acima, pois ela só está indicada pela ANVISA para lactentes.
Em relação às assertivas abaixo, podemos afirmar que
RN no 17º dia de via ainda se mantém em fototerapia. Sabendo que em todos os momentos a irradiância do aparelho de fototerapia estava acima de 30 µW/cm²/nm, e que a família seguia à risca todas as orientações em manter o maior tempo possível o RN no aparelho de fototerapia, qual das hipóteses abaixo é a mais provável nesse momento?
Sobre este paciente, analise as assertivas abaixo:
I. Uma das hipóteses diagnósticas para esse RN é de pneumonia pelo Streptococcus do grupo B, sendo indicada antibioticoterapia com penicilina cristalina e gentamicina.
II. A prematuridade e o padrão radiológico tornam a Síndrome do Desconforto Respiratório um dos principais diagnósticos desse paciente.
III. O RN deverá receber uma dose de surfactante exógeno o mais rapidamente possível; estudos recentes mostram a ineficácia de doses subsequentes de surfactante, além do elevado risco de pneumotórax.
IV. A hipóxia perinatal, prematuridade e ausência de corticoide pré-natal são fatores de risco para uma produção insuficiente de surfactante pelos pneumócitos tipo I ainda na vida intrauterina.
Podemos afirmar que