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Ano: 2026 Banca: UPENET/IAUPE Órgão: SES-PE Prova: UPENET/IAUPE - 2026 - SES-PE - Pediatria |
Q3838648 Medicina
Um paciente, 8 anos, evoluindo com vômitos diários, seletividade alimentar, disfagia para sólidos (só consegue ingerir alimentos em pequenos pedaços e sempre se alimenta tomando água ou suco). Tem dermatite atópica e asma sendo acompanhado no serviço de alergologia pediátrica. Assinale a alternativa que indica o diagnóstico mais provável e o exame necessário para confirmar 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O quadro de criança atópica com vômitos crônicos, seletividade alimentar e disfagia para sólidos com necessidade de líquidos para deglutir é compatível com esofagite eosinofílica; por isso, o gabarito é B, e a confirmação deve ser feita por endoscopia digestiva alta com biópsias esofágicas.

Tema central: Esofagite eosinofílica pediátrica
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque refluxo gastroesofágico não é a hipótese mais provável diante de disfagia para sólidos com adaptação alimentar e forte contexto atópico, padrão mais característico de esofagite eosinofílica. Além disso, estudo contrastado de esôfago, estômago e duodeno não é exame confirmatório de refluxo e não confirma esofagite eosinofílica.
B
Certa
A alternativa B está correta porque reúne exatamente a hipótese diagnóstica e o método confirmatório compatíveis com o quadro. A associação de atopia com disfagia para sólidos, adaptação alimentar importante, vômitos crônicos e seletividade alimentar é típica de esofagite eosinofílica em crianças maiores. O diagnóstico não se confirma por clínica isolada nem por exame radiológico; depende de endoscopia com biópsias do esôfago para documentar inflamação eosinofílica esofágica.
C
Errada
Está errada por dois motivos técnicos: o quadro clínico não favorece acalásia como principal hipótese, já que a associação com atopia e o padrão de seletividade alimentar com disfagia para sólidos apontam mais para esofagite eosinofílica; e pHmetria de dois canais não confirma acalásia. A alternativa falha tanto na hipótese diagnóstica quanto no exame proposto.
D
Errada
Está errada porque esôfago em quebra-nozes é um distúrbio motor não sugerido pelo padrão clínico descrito e sem relação típica com atopia pediátrica. Além disso, a cintilografia esofágica não é o exame confirmatório clássico dessa condição. A alternativa é incompatível com a semiologia do caso e com a propedêutica adequada.
E
Errada
Está errada porque gastrite por Helicobacter pylori não explica de forma típica disfagia para sólidos, necessidade de fragmentar alimentos e uso constante de líquidos para conseguir deglutir. Esses achados localizam o problema no esôfago, não no estômago. O teste respiratório da ureia também não tem papel na confirmação da hipótese mais provável do caso.
Pegadinha da questão
A banca mistura um sintoma inespecífico, vômitos, com sinais muito mais específicos de disfagia esofágica. Quem valoriza apenas os vômitos pode pensar em refluxo ou gastrite; o ponto decisivo é perceber a disfagia para sólidos com adaptação alimentar em criança atópica e lembrar que a confirmação exige biópsias esofágicas.
Dica para questões semelhantes
  • Em pediatria, disfagia para sólidos com necessidade de cortar alimentos e usar líquidos para engolir sugere doença esofágica obstrutivo-inflamatória, especialmente esofagite eosinofílica.
  • Quando houver atopia associada a vômitos crônicos, seletividade alimentar e disfagia, aumente fortemente a suspeita de esofagite eosinofílica.
  • Para esofagite eosinofílica, o exame confirmatório não é radiológico nem funcional: é endoscopia digestiva alta com biópsias do esôfago.

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